Abril 05, 2025
Arimatea

Arimatea

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, ordenou que os promotores que cuidam do caso de Luigi Mangione, acusado de matar o CEO do grupo UnitedHealth, Brian Thompson, em Nova York, peçam a pena de morte para o jovem.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (1º) em um comunicado oficial do Departamento de Justiça americano.

“O assassinato de Brian Thompson por Luigi Mangione — um homem inocente e pai de duas crianças pequenas — foi um assassinato premeditado e a sangue frio que chocou a América. Após cuidadosa consideração, orientei os promotores federais a buscar a pena de morte neste caso, enquanto executamos a agenda do presidente Trump para impedir crimes violentos e tornar a América segura novamente", diz a mensagem de Bondi.

Pam Bondi foi advogada de Trump em 2019, quando o republicano enfrentou um processo de impeachment —e foi absolvido.

Relembre o caso
Mangione foi preso na Pensilvânia, após cinco dias de buscas das autoridades, enquanto comia um lanche.

Ele se declara inocente das acusações de assassinato e terrorismo que enfrenta e, atualmente, está detido em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York.

Mangione compareceu a uma audiência judicial em Nova York no dia 21 de janeiro. Na ocasião, a advogada dele afirmou que pediria a anulação das evidências coletadas durante sua prisão em dezembro.

Karen Agnifilo afirmou que Mangione foi revistado ilegalmente no dia de sua prisão e que o procedimento teve "sérios problemas".

A audiência pela qual Mangione passou foi breve e se concentrou principalmente no andamento das investigações pelos promotores e na entrega de evidências à defesa do acusado.

Mangione foi fotografado no tribunal com as mãos e os pés algemados. Do lado de fora da corte, várias pessoas se reuniram para demonstrar apoio a ele.

Quem é Luigi Mangione?
Luigi Mangione tem 26 anos e nasceu no estado de Maryland. Segundo a imprensa norte-americana, durante a adolescência, ele foi um dos melhores alunos da turma e estudou em um colégio de elite de Baltimore.

Mais tarde, Mangione entrou na Penn State University, onde cursou ciência da computação, com foco em inteligência artificial. A instituição está entre as melhores universidades particulares dos Estados Unidos.

Em suas redes sociais, Mangione mostrava apreço pelo manifesto de Ted Kaczynski (1942-2023), o "Unabomber", um dos mais famosos serial-killers dos EUA. Ele também criticava, pelas redes sociais, o uso de smartphones por crianças.

Segundo a polícia, o último registro de Mangione antes da prisão apontava que ele estava morando em Honolulu, no Havaí. Amigos e pessoas que trabalharam com ele o definiram como "um cara legal" e revelaram que ficaram chocados com o crime.

Mangione também nasceu em uma família rica, que controla um império imobiliário e empresarial. Entre as propriedades dos "Mangiones" estão country clubs, casas de repouso, estações de rádio, campos de golfe, hotéis, resorts e uma fundação.

Provas contra o acusado
Segundo a polícia, Mangione foi preso com uma identidade falsa. O documento foi o mesmo usado pelo atirador para fazer check-in em um hostel de Nova York antes de Brian Thompson ser assassinado.

Além disso, os policiais encontraram com suspeito uma pistola com características semelhantes às da usada no crime. A polícia informou que acredita que a arma foi produzida em partes, a partir de uma impressora 3D.

O aspecto físico de Mangione também é muito semelhante ao do atirador que foi flagrado nas imagens de câmeras de segurança no dia em que Thompson foi morto.

Por fim, os policiais encontraram com Mangione um documento escrito à mão. O manifesto tinha cerca de três páginas e expressava a raiva do suspeito contra as empresas de seguro de saúde. Segundo a Associated Press, ele descreveu essas organizações como "parasitárias".

g1
Portal Santo André em Foco

O Ceará esteve com a vitória nas mãos até os 47 minutos do segundo tempo na noite desta segunda-feira, 31. Nesse minuto, porém, o Bragantino balançou as redes pela segunda vez e arrancou o empate por 2 a 2 no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, pela primeira rodada do Brasileirão. Assista aos melhores momentos abaixo:

OS GOLS
Aos 11 minutos do primeiro tempo, o Ceará marcou o primeiro gol. Dieguinho deu passe certeiro para Pedro Raul, posicionado centralizado e entre os dois zagueiros. O jogador bateu rasteiro para abrir o placar. O Vozão ampliou aos 23, com Marllon. Lucas Mugni cobrou escanteio, e o zagueiro cabeceou para o gol.

O Bragantino descontou aos 45 do primeiro tempo. Após cruzamento de Juninho Capixaba, Eduardo Sasha cabeceou. A bola sobrou para Laquintana, que tocou para as redes. O empate do Massa Bruta veio aos 47 da etapa final. Eric Ramires apareceu como elemento surpresa, acertou um chute forte no gol e deixou tudo igual no placar.

CLASSIFICAÇÃO
Com o empate, Bragantino e Ceará ficam na sexta e sétima colocação, respectivamente, com um ponto.

PRÓXIMA RODADA
No sábado, 5, o Ceará recebe o Grêmio, às 18h30, no Castelão. O Bragantino joga no domingo, 6, contra o Fluminense, às 16h, no Maracanã.

PRIMEIRO TEMPO
O Ceará iniciou dominando as ações e chegando com maior facilidade ao gol. Pedro Raul abriu o placar aos 11 minutos, após passe certeiro de Dieguinho. Marllon ampliou com cabeceio após cobrança de escanteio de Lucas Mugni. Porém, o Alvinegro diminuiu o ritmo após abrir vantagem. O Bragantino cresceu após o segundo gol e passou a chegar com frequência ao ataque. Aos 45, Juninho Capixaba fez lançamento na área, Eduardo Sasha cabeceou e Laquintana aproveitou a sobra para marcar.

SEGUNDO TEMPO
O volume de jogo do Bragantino no fim do primeiro tempo continuou na segunda etapa. Enquanto o Massa Bruta se lançava ao ataque para buscar o empate, o Ceará procurava segurar a vitória e pouco subia ao ataque para tentar ampliar a vantagem. O Braga seguiu pressionando, mas pecou no último toque. Até que aos 47 minutos, o empate veio. Eric Ramires apareceu como elemento surpresa e, na entrada da área, mandou para o gol.

ge
Portal Santo André em Foco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém reuniões quase diárias com o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação), Sidônio Palmeira, desde que indicou o publicitário ao cargo, em janeiro. Desde a posse, em 14 de janeiro, até essa segunda (31), passaram-se 76 dias — e as reuniões só não ocorreram em 24 deles, incluídos fins de semana, feriados e deslocamentos nacionais e internacionais de Lula, como a recente viagem à Ásia. O levantamento foi feito pelo R7. Nesta terça-feira (1°), inclusive, a primeira agenda do dia de Lula é exatamente com Sidônio, às 9h.

Apesar dos encontros frequentes, a popularidade do presidente segue em baixa desde o início do ano. Lula trocou o comando da Secom, antes sob o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), em meio a insatisfações e críticas públicas à divulgação das ações do governo federal, de responsabilidade da pasta. No entanto, pesquisa Ipsos-Ipec recém-divulgada mostrou que 41% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima (leia mais sobre pesquisas abaixo).

A gestão aposta em ações recentes para alavancar a aprovação ao petista, como a expansão do crédito consignado para todos os trabalhadores com carteira assinada e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês.

Na quinta-feira (3), o presidente vai participar de um evento para apresentar programas e ações de dois anos de governo visando melhorar a aprovação dele. De acordo com o Palácio do Planalto, o evento recebeu o nome de “O Brasil Dando a Volta Por Cima”. A cerimônia vai contar com a participação de ministros de Estado, parlamentares, autoridades e integrantes da sociedade civil organizada.

A iniciativa de crédito já está em vigor, mas, por ser uma medida provisória, precisa ser aprovada pelo Legislativo — em até 120 dias contados da publicação, em 21 de fevereiro — para não perder a validade.

Embora a isenção do IR precise receber o aval do Congresso para valer, o Executivo acredita que a nova faixa esteja em vigor já a partir do próximo ano. Não há ainda, contudo, data para os parlamentares votarem o tema.

Reuniões com o novo titular
O primeiro encontro entre Lula e Sidônio foi em 10 de janeiro, antes mesmo de o ministro assumir. As conversas também ocorreram nos dias 13 e 14. Ele, que foi responsável pela campanha presidencial do petista em 2022, começou na Secom em meio à crise do Pix e à alta do preço dos alimentos.

Para tentar unificar as ações de divulgação do governo em meio à baixa popularidade, o ministro da Secom reuniu, há duas semanas, as assessorias de comunicação dos ministérios e órgãos ligados ao Executivo. Sidônio chamou cerca de 500 profissionais para alinhar as estratégias e apresentar conceitos a serem usados na informação de serviços, programas e políticas públicas.

Alterações internas
Como prometido por Sidônio (veja mais abaixo), Lula aumentou as entrevistas concedidas à imprensa. Desde a posse do novo ministro até essa segunda (31), foram 20 conversas, além de um pronunciamento em rede nacional de TV e rádio. A título de comparação, no mesmo período do ano passado foram 11 entrevistas.

O novo ministro também fez alterações na equipe: trocou o secretário de Imprensa e contratou uma nova gestão para as redes digitais. José Chrispiniano, que tocava o relacionamento de Lula com os veículos de mídia desde 2011, foi substituído por Laércio Portela.

O comando da secretaria de Estratégias e Redes, que chefia áreas como pesquisa, análise e canais digitais, também foi trocado. No lugar de Brunna Rosa, que coordenou a comunicação digital do petista na campanha eleitoral de 2022, assumiu Mariah Queiroz. Na prática, a substituição indicou uma nova fase na estratégia da presença do governo nas redes sociais.

Desaprovação
Apesar das atualizações e dos esforços, a popularidade de Lula segue em baixa. A pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 13 de março mostrou que 41% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, contra 27% que a classificam como ótima ou boa.

Na comparação com o último levantamento, divulgado em dezembro de 2024, a avaliação negativa subiu sete pontos percentuais (eram 34%), e a positiva caiu sete pontos percentuais (eram 34%). Os dados também indicaram que 55% dos cidadãos desaprovam a forma como Lula administra o país (recorde para o atual mandato), contra 44% que aprovam.

O cenário negativo de março segue a tendência dos meses anteriores. No fim de janeiro, pesquisa Genial/Quaest mostrou que a desaprovação ao trabalho do presidente subiu dois pontos porcentuais na comparação com dezembro de 2024, de 47% para 49%. No período, a aprovação oscilou cinco pontos para baixo, de 52% para 47%.

Em 14 de fevereiro, pesquisa Datafolha apontou que 41% dos eleitores reprovavam o presidente, o maior número já registrado pelo levantamento considerando os mandatos anteriores de Lula. O petista tinha, ainda, a pior aprovação dos três governos dele, com 24%.

Dias depois, levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou que a gestão é avaliada como ruim ou péssima por 44% dos brasileiros. Esse foi o maior número medido pela CNT dos três mandatos de Lula. Houve, ainda, alta de 13,2 pontos percentuais em relação ao dado anterior.

Segundo a pesquisa, 28,7% achavam o governo de Lula ótimo ou bom, e 26,3% tinham uma avaliação regular. Pela primeira vez na história do levantamento da confederação, a avaliação negativa do petista superou a positiva.

Discursos problemáticos
Soma-se ao contexto falas controversas proferidas por Lula. O presidente é conhecido por escolher improvisar em vez de ler os discursos, escritos pela própria equipe. Apesar dos deslizes, que ocorrem desde o início do mandato, Sidônio informou, ao assumir a Secom, que não repreenderia o presidente por eventuais falas problemáticas (leia mais abaixo).

O episódio mais recente teve a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, como alvo. Em 12 de março, o petista atribuiu a escolha de Gleisi para comandar a articulação política do governo ao fato de ela ser uma “mulher bonita”. Antes dela, a pasta era chefiada por Alexandre Padilha, agora ministro da Saúde.

“Acho muito importante trazer aqui o presidente da Câmara [Hugo Motta (Republicanos-PB)] e do Senado [Davi Alcolumbre (União-AP)], porque uma coisa que eu quero mudar, estabelecer a relação com vocês, por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra das Relações Institucionais, é que eu não quero mais ter distância de vocês”, declarou Lula.

No início de fevereiro, em meio à alta do preço dos alimentos, o presidente sugeriu que as pessoas deixassem de comprar os itens que estão caros para forçar os produtos a terem redução de preço. Para Lula, não adquirir alimentos caros faz parte da “sabedoria do ser humano”. O petista também afirmou que os brasileiros não podem ser “extorquidos”.

“Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai no supermercado e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, senão vai estragar”, declarou, à época.

Gestão de Sidônio
Quando foi confirmado como novo chefe da Secom, Sidônio afirmou que o presidente pediu a ele “uma comunicação perfeita”. O publicitário também destacou que o objetivo era aumentar a popularidade do governo e reforçou a necessidade de melhorar a comunicação digital e a presença do Executivo nas redes sociais.

Sidônio afirmou, ainda, que Lula aumentaria as entrevistas à imprensa e informou que “nunca puxaria a orelha” do presidente por eventuais deslizes nos discursos. O publicitário negou, ainda, que as falas do petista sejam melhores quando lidas, em detrimento de improvisos. “O presidente tem vários predicados e vários atributos. Tem vários atributos, inclusive a fala. Ele é quem é pelo jeito que ele fala”, defendeu.

“O que eu vou fazer é a melhor comunicação, de uma forma mais atualizada, mais adequada, é nisso que eu vou trabalhar. A comunicação tem que ser uníssona. Essa é a compreensão. Acho que a gente vai fazer primeiro uma anamnese [diagnóstico], para depois ver as medidas”, finalizou Sidônio.

R7
Portal Santo André em Foco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará à Terra Indígena Capoto-Jarina, no Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso, nesta sexta-feira (4). Na ocasião, o presidente visitará a Aldeia Piaraçu, para se encontrar com o Cacique Raoni Metuktire, uma das mais reconhecidas lideranças indígenas do Brasil no exterior, bem como outros chefes locais.

O convite para a visita ao território foi feito no mês passado, quando o presidente recebeu lideranças da região no Palácio da Alvorada. Entre os pontos que devem ser abordados durante a viagem de Lula ao Xingu, estão segurança alimentar, mudanças climáticas e fortalecimento das culturas. Lula retornou no último domingo (30) de uma viagem de uma semana para o Japão e o Vietnã.

O Parque Nacional Indígena do Xingu ocupa uma área de mais de 2,6 milhões de hectares, em uma zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde vivem mais de 5,5 mil indígenas de diferentes etnias e territórios: Yawalapiti, Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai e Yudja.

Agência Brasil
Portal Santo André em Foco

Pela segunda vez, o pediatra Fernando Cunha Lima, de 81 anos, teve o pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça. A decisão, desta segunda-feira (31), foi tomada pela juíza Virgínia Gaudêncio, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, que destacou que as condições de saúde do acusado não impedem sua permanência no sistema prisional.

A defesa havia solicitado a mudança para a domiciliar alegando idade avançada, comorbidades e risco de vida em presídios.

O médico está detido desde 7 de março em Abreu e Lima, em Pernambuco, acusado de estupro de vulnerável durante consultas em João Pessoa. E há 10 dias, em 21 de março, teve o primeiro pedido de prisão domiciliar negado.

Em contato com a Rede Paraíba, a defesa informou que recorrerá da decisão. O processo tramita em segredo de Justiça.

Em sua decisão, a magistrada afirmou que a prisão domiciliar "não é um direito automático" mesmo diante de condições de saúde. Laudos médicos apresentados pela defesa confirmam doenças preexistentes, mas, segundo a juíza, não indicam "debilidade grave" que impossibilite o cumprimento da pena no sistema prisional.

Ela ainda citou que, enquanto foragido, Cunha Lima manteve rotina de convívio social e lazer. "Seus problemas pneumológicos não o privaram de momentos como tomar sorvete ou cerveja gelada", escreveu.

Transferência para a Paraíba
O pedido para que o médico permanecesse em Pernambuco também foi negado. A juíza determinou sua transferência urgente para a Paraíba, onde os crimes teriam ocorrido.

A Gerência Executiva do Sistema Penitenciário da Paraíba (Gesipe-PB) já solicitou a mudança ao estado vizinho.

Cunha Lima responde por dois processos: um com quatro vítimas e outro com duas. Uma das crianças teria sido abusada duas vezes, segundo o Ministério Público. Denúncias antigas, como a de uma sobrinha que alega abuso em 1991, também estão sendo revisadas.

Entenda o caso
Fernando Cunha Lima foi preso no dia 7 de março em Pernambuco, acusado de estuprar crianças durante consultas médicas. No momento da prisão, afirmou que ficaria "só dois dias" detido.

As primeiras denúncias surgiram em julho de 2024, quando uma mãe relatou à polícia que viu o médico tocando as partes íntimas de seu filho durante uma consulta em João Pessoa. Após a repercussão, outras vítimas procuraram a Delegacia de Crimes contra a Infância e Juventude, incluindo uma sobrinha do pediatra, que afirma ter sido abusada por ele em 1991.

O médico mantinha uma clínica no bairro de Tambauzinho e era conhecido por atender gerações de famílias na capital paraibana.

g1 PB
Portal Santo André em Foco

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (31) que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia não vai ser 100% benéfico para os dois lados.

"Nós não vamos chegar a uma conta que vai ser 100% benéfica para um dos lados, porque senão não seria um acordo, seria outra coisa, seria uma imposição de um lado a outro", declarou durante evento do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), na França.

Haddad defendeu que a Europa tenha "um olhar político" para o acordo, em defesa do multilateralismo.

"Acredito que a Europa deveria ter um olhar político sobre esse acordo também e não apenas ficar discutindo item por item onde você vai ganhar, onde você vai perder", declarou.

O ministro afirmou que o acordo não traz grandes vantagens econômicas ao Mercosul, mas que, na sua opinião, a insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em assinar o documento tem motivações políticas, para "oferecer uma alternativa a um mundo bipolar".

"Nós podemos ter uma prática absolutamente defensiva, dizer não ao acordo, ou porque vai desindustrializar o Brasil ou porque vai afetar a produção agrícola francesa ou polonesa... [Mas] Nós podemos pensar diferente, integrar nossas cadeias produtivas de forma a buscar sustentabilidade, tanto social quanto ambiental", declarou.

Acordo de livre comércio
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado oficialmente em dezembro de 2024, após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai.

A assinatura do acordo só acontece depois que os textos passarem por uma revisão jurídica e de serem traduzidos para os idiomas oficiais dos países envolvidos.

Para passar a valer, no entanto, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, os dois principais órgãos de decisão do bloco.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia tem o objetivo de reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos.

Estão previstos tratados em temas importantes, tais como:

  • Cooperação política;
  • Cooperação ambiental;
  • Livre-comércio entre os dois blocos;
  • Harmonização de normas sanitárias e fitossanitárias (que são voltadas para o controle de pragas e doenças);
  • Proteção dos direitos de propriedade intelectual; e
  • Abertura para compras governamentais.

As negociações começaram em 1999 e um termo preliminar foi assinado em 2019. Desde então, o texto passou por revisões e exigências adicionais, principalmente por parte da União Europeia, devido à pressão imposta principalmente por agricultores dos países-membros.

g1
Portal Santo André em Foco

A partir desta terça-feira (1º), a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado no recebimento de compras internacionais subirá de 17% para 20% em dez estados.

Até esta segunda (31), o imposto era de 17% em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Veja os dez estados em que o ICMS subirá de 17% para 20%:

  • Acre
  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Roraima
  • Sergipe

?Além da alíquota de ICMS estadual, as encomendas internacionais de até US$ 50 também são taxadas com mais 20% relativos ao imposto de importação, cobrança que entrou em vigor em agosto de 2023.

Segundo grandes importadoras, a alta deve levar a tributação global sobre compras internacionais de até US$ 50 para 50% do valor dos itens. Ou seja, um produto vendido por R$ 100 teria um "preço total" de R$ 150, por exemplo.

Os varejistas nacionais, enquanto isso, argumentam que a taxação sobre as empresas brasileiras é ainda maior, e que a alta do ICMS caminha na direção da "isonomia tributária".

Estados e DF vão aumentar ICMS das compras internacionais

A decisão foi tomada em dezembro pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), mas passa a valer em abril.

"Essa mudança reforça o compromisso dos estados com o desenvolvimento da indústria e do comércio nacional, promovendo uma tributação mais justa e contribuindo para a proteção do mercado interno frente aos desafios de um cenário globalizado", afirmou o comitê à época.

Em 2024, os estados chegaram a avaliar um aumento do ICMS para 25% em todo o país – mas a decisão acabou sendo adiada.

Segundo os governos estaduais, o aumento na tributação visa garantir "isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil".

"Com isso, os estados pretendem estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço", acrescentou o Comsefaz em nota divulgada em dezembro.

g1
Portal Santo André em Foco

O governo federal autorizou reajuste máximo de 5,06% no preço de medicamentos a partir desta segunda-feira, 31 de março, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU). A decisão é da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial responsável pela regulação do segmento. O índice de aumento corresponde à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses encerrados em fevereiro.

De acordo com o ato, o reajuste seguirá três faixas, conforme a classe terapêutica dos medicamentos: o remédio de nível 1, poderá ter o aumento máximo de 5,06%; o de nível 2, seguirá o índice de 3,83%; e o de nível 3, 2,60%.

O ajuste de preços de remédios é anual. Em 2024, o teto do reajuste dos valores foi de 4,5%.

"As empresas detentoras de registro de medicamentos deverão dar ampla publicidade aos preços de seus produtos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação, não podendo ser superiores aos preços publicados pela CMED no Portal da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", cita a resolução.

UOL com Estadão Conteúdo
Portal Santo André em Foco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (31), que ameaças autoritárias, “infelizmente, ainda insistem em sobreviver”. Em publicação nas redes sociais, alusiva ao golpe civil-militar de 1964, Lula reforçou a importância da defesa da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher seus líderes por meio do voto.

“Não existe, fora da democracia, caminhos para que o Brasil seja um país mais justo e menos desigual. Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes”, escreveu.

O golpe civil-militar de 1964, que completa 61 anos nesta terça (1º), marcou o início de uma ditadura comandada por generais no Brasil que durou 21 anos, período no qual eleições diretas foram suspensas e a liberdade de expressão e oposição política restringidas.

“Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder”, acrescentou o presidente.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ser inconstitucional empregar dinheiro público para comemorar o golpe militar de 1964. Hoje, a Corte publicou, em seus perfis oficiais nas redes sociais, uma mensagem sobre o golpe, que deve ser lembrado “para que nunca se repita”, diz o texto.

No dia 18 de março, o Senado Federal também realizou sessão solene para lembrar os 40 anos da redemocratização do país, com uma homenagem ao ex-presidente José Sarney, o primeiro presidente do Brasil após o fim da ditadura, que prevaleceu entre 1964 e 1985. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o evento no Plenário firma o compromisso da Casa com a democracia.

Anistia
Em publicação nas redes socias, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, lembrou que, no período da ditadura, direitos e garantias foram cerceadas e opositores ao regime militar foram presos, perseguidos e mortos. “Foram mais de duas décadas de resistência e sacrifício para a restauração da democracia”, escreveu, defendendo que não haja anistia para quem, hoje, atenta contra a democracia.

“É importante recordar esse período nos dias de hoje, em que estão sendo levados a julgamento os comandantes de uma nova tentativa de golpe, incluindo um ex-presidente da República tornado réu. A responsabilização penal dos golpistas, na vigência plena do estado de direito e das garantias constitucionais que tentaram abolir, é um dever histórico em defesa da democracia, hoje e para sempre”, destacou a ministra.

Na semana passada, o STF abriu a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por tentativa de golpe de Estado. O plano teria sido colocado em prática entre os anos de 2021 e 2023 e culminado com os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

Mesmo antes da abertura da ação, aliados do ex-presidente Bolsonaro já articulavam no Congresso um projeto de lei que concede anistia aos golpistas condenados pelo 8 de janeiro, com a extinção das punições. Juristas ouvidos pela Agência Brasil consideram que anistiar crimes contra a democracia é preocupante.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também se posicionou contra a anistia e afirmou que é preciso relembrar os eventos da ditadura “para não repetir”. “O Golpe Militar aconteceu há 61 anos, mas hoje ainda precisamos lutar firmemente em defesa da democracia, contra o extremismo e pela justiça. Ditadura nunca mais. Democracia sempre. Sem anistia”, escreveu em postagem nas redes.

No mês passado, o STF também decidiu, por unanimidade, que irá rever seu entendimento sobre a Lei da Anistia, sancionada em 1979 pelo general João Baptista Figueiredo, último ditador do regime militar. Os ministros deverão discutir se a anistia ampla e irrestrita, conforme determinada pela lei, se aplica a casos de crimes continuados como o de sequestro e ocultação de cadáver.

A reabertura da discussão sobre a Lei da Anistia foi feita nos recursos que tratam da Guerrilha do Araguaia, maior movimento armado de resistência rural ao regime militar, e sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado e morto por agentes da ditadura.

Agência Brasil
Portal Santo André em Foco

A Rússia vai lançar sua campanha de recrutamento militar para alistar 160.000 jovens entre 18 e 30 anos, um número superior ao dos dois anos anteriores, segundo um decreto assinado pelo presidente, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (31).

O exército garante que os novos recrutas não serão enviados à Ucrânia. O país está sendo atacado pelas forças russas desde fevereiro de 2022.

A campanha para recrutar militares acontece duas vezes ao ano, na primavera e no outono boreais. A convocação deste ano começará na terça-feira (1º), de acordo com o decreto assinado nesta segunda.

O texto prevê que "160.000" cidadãos russos entre 18 e 30 anos de idade sejam convocados entre 1º de abril e 15 de julho.

Na campanha, normalmente lançada em abril, 150.000 recrutas foram convocados em 2024 e 147.000 em 2023, de acordo com a agência de notícias estatal Tass.

Além de não serem enviados para a Ucrânia, uma autoridade do Estado-Maior, o vice-almirante Vladimir Tsimlianski, afirmou que os recrutas também não participarão de "tarefas de operações especiais".

Em 2023, a Rússia aprovou uma lei que altera de 27 para 30 anos o limite de idade para o serviço militar obrigatório.

A invasão da Ucrânia levou as autoridades russas a ordenar a mobilização de mais de 300.000 pessoas até o final de 2022. Desde então, muitos russos deixaram o país por medo de serem convocados.

Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um cessar-fogo, que Kiev aceitou sob pressão de Washington. Mas Putin fechou as portas para uma trégua incondicional e imediata, aceitando apenas uma moratória muito limitada, sem efeitos reais sobre os combates.

A Rússia, que continua no controle do campo de batalha apesar das grandes baixas, é acusada de querer ganhar tempo para aproveitar sua posição e tomar mais territórios.

France Presse
Portal Santo André em Foco

© 2019 Portal Santo André em Foco - Todos os Direitos Reservados.

Please publish modules in offcanvas position.