Outubro 23, 2026

    Arimatea

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    Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (23) mostra o presidente da República e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, à frente do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta reta final de segundo turno. De acordo com a mostra, Lula tem 50,6% dos votos válidos, e Flávio, 49,4%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,15 pontos porcentuais para mais ou para menos.

    Na pesquisa estimulada, quando são mostrados os nomes aos entrevistados, Lula pontua 45,4% e Flávio 44,3%, também em empate técnico, em razão da margem de erro.

    Brancos, nulos e votos em nenhum dos candidatos somam 6%, já os indecisos somam 4,3%.

    Rejeição

    No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro tem 47,1% e Lula 44,8%. Dos entrevistados, 3,9% dizem que não votam em nenhum dos dois presidenciáveis, 2,2% afirmam não rejeitar nenhum deles e 2% não responderam ou não souberam opinar.

    Decisão de voto

    Segundo a pesquisa, 94,7% afirmam que a decisão de voto é definitiva e apenas 4,5% dos entrevistados admitem a possibilidade de mudar de escolha até o dia da eleição, neste domingo, 25.

    Metodologia

    A pesquisa Vox Brasil foi feita presencialmente com 2.100 eleitores em seus domicílios, entre os dias 20 e 22 de outubro. O nível de confiança é de 95%, a margem de erro é de 2,15 pontos porcentuais e ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03259/2026.

     
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    Pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (23) pelo instituto Real Time Big Data sobre as intenções de voto para a Presidência da República no 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48%.

    Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão em empate técnico no limite.

    No cenário de votos totais (considerando brancos, nulos e indecisos), Flávio aparece com 49%, enquanto Lula soma 45%, o que também configura empate técnico. Veja o resultado:

    • Flávio Bolsonaro (PL): 49%
    • Lula (PT): 45%
    • Nulo / Branco: 5%
    • Não sabe / Não respondeu (NS/NR): 1%

    A pesquisa foi feita entre 19 e 22 de outubro, com as entrevistas de 2.000 eleitores em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

    O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-09670/2026.

    Evolução histórica das pesquisas Real Time Big Data

    O histórico de pesquisas estimuladas para o 2º turno realizado pelo instituto ao longo de 2026 aponta uma trajetória de alternância entre Flávio e Lula. Confira

    Março

    • Lula: 42%
    • Flávio Bolsonaro: 41%
    • Nulo/Branco: 10%
    • NS/NR: 7%

    Maio

    • Flávio Bolsonaro: 44%
    • Lula: 43%
    • Nulo/Branco: 7%
    • NS/NR: 6%

    Junho

    • Lula: 45%
    • Flávio Bolsonaro: 40%
    • Nulo/Branco: 8%
    • NS/NR: 7%

    Julho

    • Lula: 45%
    • Flávio Bolsonaro: 42%
    • Nulo/Branco: 8%
    • NS/NR: 5%

    1º de setembro

    • Lula: 44%
    • Flávio Bolsonaro: 44%
    • Nulo/Branco: 9%
    • NS/NR: 3%

    24 de setembro

    • Flávio Bolsonaro: 45%
    • Lula: 44%
    • Nulo/Branco: 8%
    • NS/NR: 3%

    1º de outubro

    • Flávio Bolsonaro: 46%
    • Lula: 45%
    • Nulo/Branco: 5%
    • NS/NR: 4%

    20 de outubro

    • Flávio Bolsonaro: 48%
    • Lula: 45%
    • Nulo/Branco: 5%
    • NS/NR: 2%

    23 de outubro

    • Flávio Bolsonaro: 49%
    • Lula: 45%
    • Nulo/Branco: 5%
    • NS/NR: 1%

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto, e Lula tem 46%, em empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, os indecisos são 2%.

    Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 50%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.

    Veja os números: 

    • Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 47% na pesquisa do dia 15 e 49% na pesquisa do dia 8)
    • Lula (PT): 46% (eram 45% nas duas pesquisas)
    • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6% no dia 15 e 5% no dia 8)
    • Indecisos: 2% (eram 2% no dia 15 e 1% no dia 8) 

    O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-09709/2026.

    O Datafolha mostra que 94% dos eleitores entrevistados estão totalmente decididos sobre o voto, e 6% ainda podem mudar. 

    Alguns destaques da pesquisa: 

    • Considerando os eleitores que moram perto do local em que votam, Flávio Bolsonaro tem 48%, e Lula, 45%.
    • Entre os eleitores que moram longe do local em que votam, Lula supera Flávio Bolsonaro por 51% a 43%.
    • Lula tem vantagem entre eleitores com escolaridade fundamental (53% a 40%), no segmento com renda de até 2 salários (54% a 39%), entre católicos (55% a 39%), no Nordeste (65% a 30%) e entre os autodeclarados pretos (57% a 37%).
    • Em todos os demais segmentos, há empate dentro da margem de erro ou Flávio Bolsonaro lidera.
    • As maiores vantagens de Flávio Bolsonaro são registradas entre evangélicos (69% a 26%) e na região Sul (58% a 33%).
    • Entre quem declara voto em Lula, 81% apontam que ele é o melhor candidato e 13% votam para derrotar Flávio Bolsonaro.
    • Na parcela que opta pelo candidato do PL, 65% o consideram o melhor nome e 23% o escolhem para derrotar o atual presidente.
    • 53% consideram que Flávio Bolsonaro tem mais chances de vencer, e 39% consideram Lula favorito.
    • A aprovação ao governo oscilou de 48% para 49% e agora está acima numericamente da desaprovação, que variou de 50% para 48%. Isso não acontecia desde julho.
    • A avaliação negativa oscilou de 41% para 39%; a avaliação positiva passou de 35% para 36%; e 24% consideram o governo regular (eram 23% na pesquisa anterior).

    Rejeição 

    O Datafolha mostra também que Flávio Bolsonaro tem uma rejeição de 46% (eram 44% na pesquisa anterior), enquanto a rejeição de Lula é de 45% (eram 46%).

    Segundo a pesquisa, 3% dos eleitores dizem rejeitar ambos, e 6% não rejeitam nenhum dos dois.

    Expectativa de vitória 

    Para 53% dos eleitores, Flávio Bolsonaro tem mais chances de vencer (eram 54% na pesquisa anterior), e 39% consideram Lula favorito (eram 37%). 

    Motivação do voto 

    81% dos eleitores de Lula dizem que votam nele por considerá-lo o melhor candidato, e 13% dizem que é para derrotar Flávio Bolsonaro.

    No caso de Flávio Bolsonaro, 65% dos eleitores consideram o senador a melhor opção, e 23% votam nele para derrotar Lula. 

    Aprovação do governo Lula 

    • Aprovam: 49% (eram 48%)
    • Desaprovam: 48% (eram 50% na pesquisa anterior)
    • Não sabe: 2% (eram 3%) 

    Avaliação do governo Lula 

    • Ruim/péssimo: 39% (eram 41%)
    • Ótimo/bom: 36% (eram 35%)
    • Regular: 24% (eram 23%)
    • Não sabe: 1% (era 1%)

     

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    A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra o pedido para divulgar os registros de entrada e saída de pessoas nas dependências do Senado Federal, incluindo a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

    Em parecer enviado nesta quinta-feira (22) ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu que o mandado de segurança apresentado para obter as informações seja rejeitado. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux.

    A manifestação ocorre após o Senado defender, em outubro, a restrição ao acesso aos registros. A Casa argumentou que a divulgação poderia expor fontes, interlocutores e contatos vinculados ao exercício do mandato parlamentar, além de permitir a reconstrução de agendas e fluxos de informação dos senadores.

    Embora o parecer da PGR seja contrário à liberação dos dados por meio da ação apresentada, Gonet fundamentou sua posição principalmente em questões processuais. O procurador-geral apontou que o autor não comprovou a violação de um direito individual líquido e certo que justificasse o uso do mandado de segurança e que o caso não se enquadra nas hipóteses de competência originária do STF.

    Pedido envolve oito pessoas

    O pedido foi apresentado por Guilherme Ferreira Kilter Lira, vereador de Curitiba (PR), que solicitou ao Senado, com base na LAI (Lei de Acesso à Informação), os registros de entrada e saída de oito pessoas desde 1º de fevereiro de 2019.

    Além de Viviane Barci e Daniel Vorcaro, a solicitação inclui Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, Antônio Carlos Camilo Antunes e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

    Os requerimentos foram apresentados em fevereiro de 2026 e negados pela Ouvidoria do Senado. A justificativa foi que os dados têm caráter pessoal e estão sujeitos às regras de proteção previstas na Lei de Acesso à Informação e na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

    Ao contestar a negativa, Kilter argumentou que os registros de acesso a prédios públicos são informações de interesse coletivo e que sua divulgação permitiria o controle social sobre as atividades desenvolvidas no Legislativo.

    Argumentos da PGR

    No parecer, Gonet afirmou que não houve comprovação de violação de direito subjetivo líquido e certo do autor da ação. Segundo o procurador-geral, o mandado de segurança individual não pode ser utilizado para defender, em nome próprio, um direito atribuído indistintamente à coletividade.

    A manifestação também aponta que a negativa de acesso foi formalizada pela Ouvidoria e pelo Serviço de Informação ao Cidadão e Proteção de Dados Pessoais do Senado, e não por uma conduta atribuída diretamente à autoridade indicada como responsável pelo ato questionado.

    Por esse motivo, a PGR concluiu que não está configurada a competência originária do Supremo para julgar o caso. Ao final, Gonet opinou pela denegação da ordem, ou seja, pela rejeição do pedido de mandado de segurança.

    O parecer não representa uma decisão definitiva sobre a possibilidade de divulgação dos registros nem uma manifestação expressa da PGR pela manutenção do sigilo com base nos argumentos apresentados pelo Senado. A posição do órgão, neste processo, é pela rejeição da ação judicial utilizada para tentar obter as informações.

    Caso está sob relatoria de Luiz Fux

    O processo chegou ao STF após a Justiça Federal no Paraná reconhecer que não tinha competência para julgá-lo, em razão da autoridade apontada como responsável pelo ato questionado. Inicialmente, o caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que se declarou impedido por envolver sua mulher. Na sequência, a ação foi encaminhada ao ministro Luiz Fux.

    O Senado sustenta que os registros de visitantes não devem ser divulgados de forma irrestrita, pois podem revelar interlocuções e informações relacionadas à atividade parlamentar. A Casa também diferencia pedidos feitos por particulares de requisições realizadas por órgãos de investigação em procedimentos oficiais.

    Com a manifestação da PGR, caberá ao STF analisar o caso. Até o momento, o parecer do procurador-geral não equivale a uma decisão judicial sobre a divulgação dos registros.

     

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    O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que não cabe ao tribunal definir ou não o que os candidatos querem divulgar. A decisão foi tomada no processo que tratava da quebra de sigilos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos à Presidência da República.

    Mendonça afirmou que os candidatos podem divulgar os dados sem aval da Justiça e de forma voluntária.  

    "De outra parte, no caso, não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor. Ante o exposto, e diante da ausência de óbice legal à divulgação espontânea de seus próprios dados, nos termos aqui expostos, reitera-se que os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizadas a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, seus respectivos dados e informações, conforme os compromissos públicos assumidos", escreveu. 

    Segundo o ministro, os extratos e movimentações bancárias estão disponíveis na instituição financeira ou no aplicativo do banco correspondente, de amplo e fácil acesso para cada titular.

    Mendonça afirmou também que as declarações de imposto de renda podem ser coletadas no portal da Receita Federal e os registros de chamadas podem serobtidos junto à operadora de telefonia.  

    O ministro destacou que a divulgação voluntária de dados não substitui uma verificação oficial por órgãos de controle para analisar possíveis inconsistências.  

    "Como regra, é de conhecimento público e assente na doutrina especializada que recursos de origem ilícita, procedentes de corrupção e lavagem dedinheiro, invariavelmente não transitam pelas contas de seus beneficiários, mas por interpostas pessoas: os chamados 'laranjas'. Por isso, a divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais,embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial,que existem justamente para esclarecer esses fatos", escreveu o ministro. 

    Nesta quinta-feira (22), o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador na campanha de Lula e líder do PT no Senado, apresentou à imprensa um documento que afirmava que Lula e Flávio autorizam abertura de sigilos de ambos de forma total e simultânea, com divulgação em endereço eletrônico de acesso público.

     

    O documento foi entregue ao ministro André Mendonça, responsável pelo caso na Corte. 

    "Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos", diz o documento. 

    No entanto, Lula afirmou que o desafio original proposto por ele deveria ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) incluisse, na divulgação de sigilos, os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do adversário.

    A petição de Lula diz que a Polícia Federal (PF) encontrou registros indicando que Flávio figurava como "usuário master" da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito apenas em maio de 2025, após o início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.

    O texto também menciona viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. "Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta", diz a petição do presidente.

    Acordo assinado

    No início desta tarde, Camilo Santana, que integra a campanha do petista, leu para a imprensa o documento que prevê o acordo.

    "A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026", prossegue.

    O texto requer que o ministro Mendonça determine, "ainda hoje, a requisição de dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e sua divulgação simultânea no DivulgaCandContas ou em outro sítio eletrônico de acesso público".

    O documento é assinado pelo presidente Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.

     
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    Milhares de pessoas foram às ruas de Paris nesta quinta-feira (22), enquanto outras cidades francesas proibiram manifestações após confrontos e saques registrados no fim de semana. Os episódios foram considerados os mais violentos dos últimos anos no país.

    Organizadores do protesto em Paris disseram que um tribunal administrativo derrubou a proibição imposta pela polícia após um recurso. A prefeitura da capital havia justificado a medida pelo risco de novos confrontos, depois que grupos de jovens encapuzados entraram em choque com policiais, saquearam lojas e incendiaram carros.

    A decisão judicial não havia sido divulgada publicamente até a manhã desta quinta. Os manifestantes, muitos deles jovens, se reuniram pacificamente na região sudeste da capital francesa, sob forte presença policial.

    Uma faixa estendida durante o ato dizia que o futuro dos manifestantes já era sombrio sem a necessidade de gás lacrimogêneo. 

    Os organizadores assinaram um documento policial se comprometendo a manter o protesto em um local fixo, sem caminhada pelas ruas, devido ao risco de violência.

    Novas proibições eram esperadas para os próximos dias. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que as medidas têm como objetivo proteger os centros das cidades, os estabelecimentos comerciais e os prédios públicos.

    O direito à manifestação é protegido pela Constituição francesa. As proibições anunciadas para atos previstos nesta quinta em Paris, Lyon, Lille e Grenoble foram criticadas por pessoas que consideram as medidas uma restrição ao direito de protestar.

    Grupos de estudantes do ensino médio e universitários afirmaram que continuarão mobilizados, apesar do início do recesso escolar de outono nesta semana.

    Após uma reunião extraordinária de segurança no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, Macron disse que a estratégia para os próximos dias é proibir manifestações solicitadas por pessoas ou grupos sem autorização legítima. 

    "As regras são simples e acho que fazem parte do bom senso. A recomendação geral é que não haja manifestações nos próximos dias", afirmou o presidente. Segundo ele, sindicatos que desejarem organizar atos poderão receber propostas de trajetos alternativos das autoridades locais. 
     

    Macron atribuiu a violência do fim de semana a ações de grupos de extrema esquerda radical que, segundo ele, pretendiam derrubar a República, além de criminosos interessados em saquear estabelecimentos.

    A onda de distúrbios em Paris e em outras cidades levou as autoridades a reforçar a segurança. Toques de recolher noturnos foram adotados em algumas regiões da capital e em outros municípios onde a situação já havia sido controlada.

    França prepara operação de segurança para novos protestos

    As manifestações desta quinta-feira foram consideradas uma preparação para um grande ato previsto para sábado (24). A expectativa é que ativistas da Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais poiufrancesas, se juntem ao movimento dos coletes amarelos, que organizaram protestos contra os preços dos combustíveis em 2018 e 2019.

    Autoridades locais informaram que também pretendem proibir algumas manifestações em cidades como Lyon, Marselha e Montpellier.

    Municípios fora da capital também foram atingidos pelos distúrbios. Em Limoges, um incêndio quase destruiu a prefeitura, um edifício do século XIX.

    O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, se reuniu na última quarta-feira (21) com representantes sindicais e afirmou que uma operação de segurança de grandes proporções será organizada para sábado. O objetivo é evitar a repetição dos episódios de violência provocados por pequenos grupos, que expuseram falhas nas medidas de segurança.

    Os representantes dos sindicatos disseram que a reunião não resultou em propostas concretas. Agora, as entidades concentram esforços em outra jornada de mobilização, prevista para 5 de novembro, e convocaram trabalhadores dos setores público e privado a participar.

    Protestos de estudantes se transformam em movimento social

    As manifestações começaram no mês passado em uma escola de ensino médio em Créteil, nos arredores de Paris, em reação à falta de funcionários. Em seguida, paralisações de aulas, bloqueios e protestos se espalharam por outros subúrbios da capital e chegaram a diferentes regiões do país, incluindo cidades menores.

    Os estudantes reivindicam mais recursos para as escolas, melhorias na infraestrutura e a contratação de funcionários, principalmente em bairros de menor renda. Parte dos manifestantes também pede mudanças no sistema de ingresso nas universidades, considerado complexo e injusto por críticos.

    Diante da dificuldade do governo em atender às reivindicações estudantis, os atos e bloqueios escolares passaram a incorporar outras demandas, incluindo protestos contra o aumento do custo de vida.

    A ampliação do movimento ocorre meses antes da eleição presidencial de 2027, que escolherá o sucessor de Macron.

     
    Associated Press
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    Um forte terremoto atingiu nesta quinta-feira (22) o Tibete, região autônoma na China. O tremor teve magnitude de 7,0, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), que monitora terremotos pelo mundo.

    De acordo com o USGS, o epicentro ocorreu em uma área montanhosa de Naggu, uma das principais cidades do Tibete. A profundidade do tremor foi de 10 quilômetro do solo, considerada rasa e com potencial para aumentar os efeitos do terremoto.

    Menos de uma hora depois, uma réplica de magnitude 5,2 também foi registrado na mesma região.

    O Centro de Terremotos da China (CENC, na sigla em chinês) confirmou a magnitude e disse que o tremor foi sentido na região. Ainda não havia registro de danos ou vítimas até a última atulização desta reportagem.

    O Tibete foi alvo de avalanche que atingiu fronteira entre o Nepal e a China, no fim de agosto. Mais de 1.300 pessoas morreram.

     
    g1
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    A polícia do Equador prendeu nesta quinta-feira (22) a ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González, principal adversária política do presidente do país, Daniel Noboa.

    González vinha sendo investigada pelas autoridades desde janeiro por um suposto financiamento irregular, vindo da Venezuela, para sua campanha eleitoral. Ela nega.

    Seu partido confirmou a prisão, anunciada inicialmente pelo ex-presidente Rafael Correa, que governo entre 2007 e 2017. A polícia do Equador , em seu canal no WhatsApp, também confirmou a prisão, mas não especificou o motivo.

    "Prenderam Luisa González. JÁ CHEGA!!!!", escreveu Correa em uma postagem em suas redes sociais.

    A oposicionista disputou o segundo turno das eleições de 2025 no Equador com Daniel Noboa em um pleito bastante acirrado. Noboa, herdeiro de um imperio bananeiro e que trabalhava no setor bancário, venceu por uma margem apertada.

    Após o resultado, porém, González, advogada de 47 anos, capitalizou a polarização para liderar um movimento de fortalecimento da esquerda dentro do Equador e na América Latina. Carismática, a oposicionista, que é também mãe solo, maratonista e amante de tatuagens, vinha conseguindo mobilizar multidões recentemente.

    O governo equatoriano ainda não havia se manifestado sobre a prisão até a última atualização desta reportagem.

     
    g1
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    A polícia da Alemanha prendeu nesta quinta-feira (22) um ucraniano acusado de espionagem para uma agência de inteligência russa, com foco em "informações relevantes para o meio militar".

    Segundo comunicado divulgado pela promotoria federal, o homem, identificado parcialmente como Vadym Y., foi preso no estado de Brandemburgo e estava em contato com o serviço secreto russo, por meio de um intermediário, desde julho de 2025 pelo menos. 

    Os promotores afirmam que ele coletou "detalhes sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos, bem como informações sobre pessoal e instalações militares em locais destinados a proteger o flanco leste da OTAN". 

    Ainda de acordo com o comunicado, o acusado comparecerá perante o juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe entregará o mandado de prisão e decidirá sobre o cumprimento da prisão preventiva, nesta sexta-feira (23).

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, que está em visita a Montenegro, afirmou não estar surpreso com as notícias da prisão do suposto espião russo ao ser questionado por repórteres pouco depois da divulgação da notícia. 

    "A Alemanha é alvo de intensa atividade de espionagem; nesse sentido, o fato de este caso ter sido descoberto hoje é um sucesso. Contudo, não nos iludamos: as atividades dos serviços de inteligência russos na Alemanha permanecem em um nível consistentemente elevado", declarou. 

    Tensões elevadas entre Alemanha e Rússia 

    Há dez dias, o chefe da Inteligência interna da Alemanha, Sinan Selen, acusou a Rússia de estar planejando assassinatos em território alemão e afirmou que Moscou está utilizando praticamente todos os recursos à sua disposição em ataques híbridos contra o país.

    O episódio com o drone não foi o primeiro. Vários países da Europa, membros da Otan, vem acusando a Rússia de estar por trás desses casos, o que é negado por Moscou.

    A declaração ocorreu dois dias depois do líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar que Putin pretende ampliar a guerra que trava contra Kiev há quatro anos para outros países europeus, incluindo territórios da Otan, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

     
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    A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

    De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.

    As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.

    Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

    Previdência

    A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.

    Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.

    “Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.

    Importações e rendimentos de capital

    Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.

    O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.

    Acumulado do ano

    No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.

    O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.

     
    Agência Brasil
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