Abril 04, 2025

Balança comercial tem superávit de US$ 8,15 bilhões em março, com alta de 13,8%

A balança comercial registrou superávit de US$ 8,15 bilhões em março, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta sexta-feira (4).

?O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

  • Segundo dados oficiais, houve uma alta de 13,8% no saldo positivo na comparação com o mesmo mês de 2024 (+US$ 7,16 bilhões).
  • Esse é o melhor resultado para meses de março desde 2023, quando foi contabilizado um superávit comercial de US$ 10,75 bilhões.

Segundo o governo, em março:

  • As exportações somaram US$ 29,18 bilhões, com alta de 11%;
  • As importações somaram US$ 21,02 bilhões, com aumento de 8%.

Tarifaço de Trump
?O resultado da balança comercial divulgado nesta sexta-feira – referente ao mês de março – não foi impactado pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump no início de abril. Foram anunciadas tarifas extras a produtos importados de diversos países.

? A tarifa para os produtos brasileiros ficou em 10%, a exemplo dos produtos do Reino Unido, e abaixo dos 20% anunciados para a União Europeia e dos 34% para a China, por exemplo.

?Nesta sexta, os mercados financeiros globais vivem mais um dia de grande aversão aos riscos, com as bolsas de valores registrando quedas ainda mais acentuadas do que as observadas na véspera.

Especialistas em relações internacionais ouvidos pela GloboNews avaliaram que o Brasil obteve "certa vantagem" – e um resultado "menos pior" que o imaginado – no "tarifaço" anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Queda nas exportações para os EUA
De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, é possível que o resultado da balança comercial de março tenha sido influenciado pela decisão dos EUA de subir as tarifas de aço e alumínio, englobando produtos brasileiros.

“Pode ser que sim (que tenha impacto), mas a gente ainda não consegue perceber esse efeito direto do aumento da tarifa [de aço e alumínio]”, declarou Brandão, do MDIC.

Em março, as vendas para os Estados Unidos recuaram 13,3%. Os principais produtos que influenciaram esse resultado: : óleos brutos de petróleo (-90%); instalações de equipamentos de engenharia (-62%); Aeronaves e outros equipamentos.

Redução de imposto para alimentos
Ele também avaliou é difícil afirmar que houve algum impacto de aumento de importações de alimentos que tiveram seu imposto reduzido em meados de março.

“As operações demoram para serem contratadas, então é difícil afirmar que tenha tido efeito da tarifa nesse momento. No próximo mês, pode ficar mais claro esse efeito”, concluiu.

Primeiro trimestre
Nos três primeiros meses do ano, o saldo comercial ficou positivo em US$ 9,98 bilhões, com queda de 46% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 18,49 bilhões).

De acordo com o governo, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 77,31 bilhões (queda de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado).

As importações totalizaram US$ 67,33 bilhões, aumento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Destaques das exportações em março

  • Soja: US$ 5,73 bilhões, com alta de 7%
  • Óleos brutos de petróleo: US$ 2,88 bilhões, com queda de 20,3%
  • Minério de ferro: US$ 2,03 bilhões, com recuo de 16,5%
  • Café não torrado: US$ 1,42 bilhão, com alta de 92,7%
  • Carne bovina: US$ 1,05 bilhão, com aumento de 40%
  • Óleos combustíveis: US$ 1,01 bilhão, com alta de 13,2%

Principais compradores em março

  1. China e Macau: US$ 9,32 bilhões, com alta de 10,9%
  2. União Europeia: US$ 3,82 bilhões, com aumento de 11,9%
  3. Estados Unidos: US$ 3,27 bilhões, com queda de 13,3%
  4. Mercosul: US$ 2,16 bilhões (+33,9%), sendo US$ 1,58 bilhão somente para a Argentina (+43,3%).
  5. Associação de Nações do Sudeste Asiático: US$ 1,84 bihão, com queda de 12,4%

Previsão para 2025
O Ministério do Desenvolvimento também estimou um superávit comercial de US$ 70,2 bilhões para este ano, com queda frente ao patamar de 2024 (+US$ 74,2 bilhões).

  • A estimativa para as exportações neste ano é de US$ 353,1 bilhões, contra US$ 337 bilhões registrados em 2024.
  • A projeção para as importações em 2025 é de US$ 282,9 bilhões, em comparação com US$ 262,9 bilhões no ano pasado.

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Portal Santo André em Foco

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