Abril 04, 2025
Arimatea

Arimatea

O presidente Jair Bolsonaro passou, na tarde desta quarta-feira, por um procedimento dermatológico no Hospital da Força Aérea, em Brasília. Segundo ele, está sendo investigado um “possível câncer de pele” e foi feita uma cauterização de sinais na região próxima à orelha. Após a repercussão da informação, o presidente disse ao GLOBO que está bem e que o procedimento hoje foi apenas para controle das manchas. Segundo ele, há três meses foi realizada uma biópsia que não indicou a presença de lesões cancerosas.

— Eu estou bem, estou bem. Foi um exame de controle da mancha. Há três meses, eu fiz uma biopsia e não deu nada. É apenas rotina — disse o presidente ao GLOBO no Palácio do Alvorada.

O presidente minimizou a repercussão da notícia e lembrou que na época em que esteve internado em decorrência da facada que levou durante ato de campanha falava-se que ele poderia ter um câncer na região abdominal.

— Quando eu fiquei no hospital (na época da facada), falaram também que era câncer. Não era — disse o presidente.

Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto às 16h10 rumo ao Hospital da Base Aérea.Bolsonaro deixou o hospital às 17h25 e seguiu para o Palácio do Alvorada. Lá, comentou a possibilidade do câncer de pele.

— Tem um possível câncer de pele. Vamos dar uma checada em mim. Inclusive não sou eu que peço, muitas vezes eles que me convocam e eu vou para lá. Eu não sou dono mais de mim em muitas questões — disse a jornalistas, informando que "por enquanto, só a orelha" está sob avaliação médica.

Bolsonaro justificou que tem a pele muito clara e sempre fez atividades com exposição ao sol, fatores de risco para câncer de pele. Em junho, o presidente já havia passado por consulta com dermatologista no mesmo hospital.

— Eu tenho pele clara, pesquei muita na minha vida, gosto de muita atividade. Então a possibilidade de câncer de pele existe — respondeu.

Bolsonaro contou que estava tranquilo durante a cauterização dos sinais e chegou a dormir, após ter tomado anestesia. Ao chegar no Alvorada, ele estava apenas com um curativo na orelha esquerda e parou para falar com apoiadores. Em seguida, conversou com jornalistas por cerca de 12 minutos.

— Não sei se vão fazer biópsia. Tiraram, me cutucaram, furaram, deram anestesia. Eu dormi. Estava tão cansado que eu deitei na maca e dormi. Não sei o que fizeram — disse aos jornalistas na porta do Alvorada.

Questionado se estava bem, Bolsonaro afirmou, em tom de brincadeira, que o vice-presidente Hamilton Mourão continua no cargo:

— Por enquanto, o Mourão continua vice, pode ter certeza.

Às 20h30, a Secretaria de Comunicação do Palácio reforçou, em uma nova nota, que não há qualquer indicativo de câncer de pele, apesar de não haver o resultado dos exames realizados nesta tarde.

"O presidente apresenta boas condições de saúde, SEM QUALQUER INDICATIVO DE CÂNCER DE PELE e mantém a previsão de agenda para a semana, conforme programado", diz a nota.

Bolsonaro tinha uma viagem marcada nesta quarta para Salvador, onde visitaria as obras do aeroporto na cidade. Questionado por que a viagem foi cancelada, Bolsonaro disse que a pergunta deveria ser encaminhada para o médico da Presidência, Ricardo Peixoto Camarinha.

— Pergunta para o doutor Camarinha. Não sou uma máquina. Estou com 64 anos — respondeu. — Aos 64 anos, algumas coisas começam a falhar.

Em seguida, Bolsonaro disse que a recomendação médica para não viajar era apenas uma "questão de estafa":

— Questão de estafa. Eu sabia que não ia ser fácil. Espero que vocês colaborem, não comigo, mas com o Brasil.

Antes de Bolsonaro confirmar a ida ao dermatologista, a Secretaria de Comunicação informou, às 17h45, que a ida ao médico se tratava apenas de uma consulta de rotina.

"O presidente Jair Bolsonaro foi ao Hospital da Força Aérea Brasileira (HFAB), nesta tarde, para consulta de rotina já programada, com a realização de exames também de rotina. O presidente apresenta boas condições de saúde, sem ressalvas. Agora, o presidente segue para o Alvorada", informou a nota enviada à imprensa.

Agenda mantida
Nesta quinta-feira, Bolsonaro embarca para Palmas às 12h30, onde participará de assinatura de um protocolo de intenções para operação de crédito que viabilizará investimentos em ações de saúde, educação, segurança, gestão e infraestrutura em todo o estado do Tocantins, nos 139 municípios, segundo informou o Palácio do Planalto.

Após o compromisso, por volta das 16h30, o presidente voa para o Rio de Janeiro onde cumpre agenda no Instituto Militar de Engenharia – IME, na solenidade de entrega de espadas aos formandos da Turma José Vitoriano Aranha da Silva. O presidente retorna a Brasília após a cerimônia e deve pousar na cidade por volta das 23h10.

O Globo
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Mais da metade das pessoas que vivem com HIV relataram já ter sofrido algum tipo de discriminação no Brasil, segundo o "Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS" lançado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De acordo com Cleiton Euzébio de Lima, diretor interino do UNAIDS no Brasil, os dados trazem um "retrato importante e preocupante das situações de discriminações cotidianas a que estão expostas as pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil".

A pesquisa aponta que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma discriminação por viverem com HIV ou com AIDS.

Os comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% do grupo diz ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família. Muitas destas pessoas já passaram por outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e até mesmo agressões físicas (6,0%) por viverem com o vírus.

O estudo já ouviu cerca de 100 mil pessoas em mais de 100 países. No Brasil, foi realizado em 7 capitais, escutando aproximadamente 1,8 mil pessoas.

O pesquisador Angelo Brandeli, da PUC do Rio Grande do Sul, afirmou que, mesmo com todos os avanços tecnológicos e medicinais, para 81% das pessoas ainda é bastante difícil viver com o vírus.

Segundo a pesquisa, essa dificuldade ocorre pelas diversas formas de estigma e discriminações, levando a consequências como assédio moral, exclusão social, agressão física e perda do emprego.

Os entrevistados relatam ainda dificuldades em tornar público seus estados sorológicos positivo para o HIV, mesmo para pessoas próximas.

"Ainda hoje, quase 20% das pessoas que vivem com HIV ou que vivem com AIDS não conseguem revelar a parceiros e parceiras fixas a sua condição por medo do estigma e da discriminação”, aponta o relatório.

É importante lembrar que o Brasil conta com a pela lei 12.984/2014, que protege as pessoas que vivem com o vírus de sofrerem discriminações. A lei ainda garante que elas não podem ser demitidas por sua condição, nem de terem um emprego negado e, ainda, que a sua condição seja divulgada sem a sua permissão.

Saúde mental
O medo e a vergonha por estar vivendo com o vírus afeta uma em cada três pessoas que responderam a pesquisa. “Estes dados do estudo demonstram que viver com HIV produz percepções e sentimentos que não afetam apenas a relação com os outros, mas também consigo mesmo”, afirma o estudo, que indica ainda que, no último ano, 47,9% das pessoas que vivem com o vírus foram diagnosticadas com algum tipo de problema de saúde mental.

Serviços de saúde
A relação com os serviços de saúde também foi um dos focos do estudo que revelou que 15,3% das pessoas entrevistadas disseram já ter sofrido discriminação por parte de algum profissional de saúde. Esse atos foram identificados como esquivamento do contato físico, sentido por 6,8% das pessoas entrevistadas, e a quebra do sigilo sem consentimento, indicada por 5,8% das pessoas.

"Apesar de os relatos terem vindo de uma minoria participante do estudo, é importante ressaltar que os protocolos e as leis garantem que ninguém deveria passar por este tipo de constrangimento ou agressão. Estes dados contrastam com qualquer diretiva de atendimento humanizado preconizada no Sistema Único de Saúde (SUS)", aponta o estudo.

Outro problema apontado pelo levantamento é que 24% das pessoas afirmaram que não tiveram autonomia completa para escolherem realizar o teste do HIV. O relatório ainda diz que "a questão da autonomia também pesa na área de exercício dos direitos sexuais e reprodutivos de pessoas vivendo com HIV. O Índice de Estigma Brasil mostrou que houve clara violação destes direitos para 8,9% das pessoas por terem sido pressionadas a renunciar à maternidade ou à paternidade".

Desigualdade
As desigualdades, sejam elas sociais, de gênero ou racial, também interferem nos índices da pesquisa. Os dados relacionados à orientação sexual, identidade de gênero, por ser profissional do sexo e por ser uma pessoa que usa drogas demonstram que todos esse recortes sociais sofrem elevados níveis de discriminação, sendo que as trans e travestis são as que mais são afetadas.

"90,3% das pessoas trans e travestis relataram já ter sofrido pelo menos uma das situações de discriminação avaliadas no estudo", revela o levantamento.

O estudo foi todo aplicado por pessoas que vivem com HIV/ AIDS e foi aplicada em sete capitais: Manaus(AM), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

G1
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Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisaram a presença de resíduos de agrotóxicos em amostras de 14 alimentos consumidos pela população brasileira e concluíram que os produtos de origem vegetal testados são seguros para o consumo humano, ainda que 23% das 4.616 amostras tenham revelado inconformidades em relação aos limites estipulados pela própria agência reguladora e que vestígios de 122 dos 270 agrotóxicos pesquisados tenham sido encontrados.

As amostras de abacaxi, alface, arroz, alho, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva foram coletadas em supermercados de 77 cidades brasileiras entre agosto de 2017 e junho de 2018. O único estado não abrangido pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos é o Paraná. De acordo com a Anvisa, o governo paranaense optou por não fazer parte do programa em 2016.

Levando em conta os limites máximos de resíduos estabelecidos pela própria Anvisa, os técnicos pesquisaram a presença de até 270 agrotóxicos nas amostras de alimentos recolhidas. Segundo o relatório da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa, divulgado hoje (10), menos de 1% das amostras testadas, ou seja, 41 amostras, apresentaram potencial de risco agudo se consumidas. Dentre estas 41 amostras, 37, ou seja, 90% das que oferecem risco agudo, continham indícios da presença de carbofurano, princípio ativo de alguns agrotóxicos e que, no Brasil, começou a ser banido do campo a partir do fim de 2017.

Uma nota técnica, divulgada pela Anvisa durante o processo de discussão pública sobre a proibição do carbofurano aponta, que pesquisas científicas demonstraram que a substância apresenta efeito tóxico sobre diferentes órgãos e sistemas em humanos e danos para o meio ambiente, sendo extremamente tóxica para os mamíferos. “O carbofurano tem toxicidade elevada, mesmo em baixos níveis de exposição, podendo apresentar efeitos agudos, subagudos e crônicos em organismos não alvos. Vários casos de envenenamento em humanos foram descritos na literatura, com a ocorrência de casos fatais”.

Para os técnicos responsáveis pelo relatório divulgado hoje, os resíduos de carbofurano encontrados em 37 das amostras de alimentos recolhidas entre agosto de 2017 e junho de 2018 podem ter se formado a partir do uso, pelos produtores rurais, do agrotóxico carbossulfano, uma vez que este se converte em carbofurano.

Das 4.616 amostras analisadas, 3.544 (ou 77% do total) foram consideradas satisfatórias, estando em conformidade com o Limite Máximo de Resíduos estabelecidos pela Anvisa. Em 2.254 (49%) amostras não foram detectados resíduos de agrotóxicos, e 1.290 (28%) apresentaram resíduos com concentrações iguais ou inferiores ao limite superior permitido. Os 23% restantes das amostras apresentaram inconformidades – na maioria delas (17,3%) foi detectado algum ingrediente tóxico não permitido para a cultura.

A íntegra do relatório está disponível no site da agência e conclui que “os resultados de monitoramento e avaliação do risco compilados, correspondentes às análises de diversos alimentos que fazem parte da dieta básica do brasileiro, indicam que os alimentos consumidos no Brasil são seguros quanto aos potenciais riscos de intoxicação aguda e crônica advindos da exposição dietética a resíduos de agrotóxicos. As situações de risco agudo encontradas são pontuais e de origem conhecida, de modo que a Anvisa vem adotando providências com vistas à mitigação dos riscos identificados”.

Agência Brasil
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A diretora do Instituto Reúna, Kátia Smole, disse hoje (11) que a implementação integral da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai permitir, pela primeira vez, a criação de um sistema coerente de educação no país.

Na avaliação da educadora, o ensino de qualidade homogênea compreenderia um alinhamento entre currículo, material didático, formações inicial e continuada de professores e avaliação, independentemente da esfera de gestão da escola, ou seja, se é de âmbito municipal, estadual ou federal.

"Nós não vamos ter revolução 4.0, 5.0 se os alunos não aprenderem o que é certo, na idade certa", afirmou Kátia, que participou hoje do 1º Encontro da OEI de Políticas Públicas de Educação e Cultura, realizado em São Paulo.

Na opinião da diretora, de nada adianta investir em ações de aceleração de aprendizagem se ainda houver distorções na assimilação de conteúdos.

"A base [BNCC] tem, para mim, um valor importante porque diz claramente, corajosamente, ainda que nós possamos ter muitas sugestões de melhoria: há uma progressão de aprendizagem. É necessário que eu passe pela escola e aprenda na escola o que é certo, na idade certa, não por sorte, não porque eu peguei um professor bom, não porque deu certo de eu estar em uma escola privilegiada, mas porque é direito. É direito. Eu posso saber mais do que está aí [previsto na BNCC], mas eu não posso saber menos", disse Katia, que foi secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, durante o governo Michel Temer.

"Por sorte, eu tive professores que fizeram a diferença. Eu não queria que dependesse da sorte", destacou.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Brasil em 2017 para o ensino infantil e fundamental e, em 2018, para o ensino médio, define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino. A BNCC prevê ainda que, em todo o período escolar, além de capacidades acadêmicas, sejam desenvolvidas habilidades socioemocionais. A partir da Base, as redes públicas de ensino e as escolas privadas devem elaborar os currículos que serão implementados nas salas de aula. Os novos currículos estão em fase de elaboração.

Obstáculos da carreira docente
O secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, destacou a importância da valorização dos professores da rede pública de ensino.

Um dos problemas, segundo ele, é a forma como a progressão salarial da categoria está estruturada, além da remuneração inicial baixa. Para o educador, porém, a questão transcende tal aspecto, passando também pela condição de trabalho a que são submetidos, que estaria fazendo com que percam "o brilho no olhar" quanto à profissão.

Um levantamento sistematizado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, revelou que apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Se a opção for pela docência na educação básica, o percentual cai para 2,4%.

Agência Brasil
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O Ministério da Educação informou que mais de três milhões de alunos já estão cadastrados no Sistema Educacional Brasileiro (SEB) e podem emitir a ID Estudantil para uso como meia-entrada em eventos culturais e esportivos. De acordo com o MEC, até as 10h30 de ontem (11) mais de 14.644 carteirinhas haviam sido emitidas.

Para assegurar o acesso à ID Estudantil, um representante de cada instituição de ensino, pública e particular, deve enviar as informações dos alunos para o sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Eles devem informar CPF, data de nascimento, curso, matrícula e o ano e semestre de ingresso dos estudantes. Também serão informados nível e modalidade de educação de ensino. Pelo menos 3.863 instituições de educação básica e 802 de educação superior cadastraram os estudantes no SEB. O total de alunos registrados chegou a 3.002.523 alunos.

Os estudantes que querem verificar se estão registrados no sistema devem acessar o site.

Como solicitar a carteirinha
Se a instituição tiver enviado os dados corretamente, basta os alunos baixarem o aplicativo, encontrado na área "Governo do Brasil”, nas lojas virtuais. Os usuários vão precisar inserir o CPF, o nome completo, telefone para envio de SMS e e-mail. Na sequência, deverão acessar “Minha ID Estudantil” para, então, obter o documento em formato digital.

A nova carteirinha estudantil tem custo zero ao usuário. Para o governo, custa R$ 0,15 a unidade.

Agência Brasil
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Autoridades dos Estados Unidos permitiram que aviões do modelo Boeing 737 MAX continuassem em operação mesmo após um relatório da própria Administração Federal de Aviação (FAA) concluir que novos acidentes poderiam ocorrer se não fossem corrigidas falhas no projeto da aeronave.

O documento, obtido nesta quarta-feira (11) pelo "Wall Street Journal", foi resultado de uma investigação feita em novembro de 2018 — semanas depois da queda de um Boeing 737 MAX da Lion Air na Indonésia, que resultou na morte de 189 pessoas.

A análise da FAA que pedia mudanças no projeto do 737 MAX é, portanto, anterior à queda de outra aeronave do mesmo tipo na Etiópia, quando 157 pessoas morreram no acidente da companhia Ethiopian Airlines.

"Estava claro desde o começo que as condições eram inseguras", afirmou um porta-voz da FAA ao "Wall Street Journal".

Mesmo com o alerta, somente depois do acidente na Etiópia a FAA determinou a suspensão das operações com o Boeing 737 MAX. Empresas e autoridades de outros países no mundo seguiram a orientação — no Brasil, a Gol, única a operar o modelo, interrompeu as viagens com aeronaves do tipo.

A Boeing não havia comentado publicamente o assunto até a última atualização desta reportagem.

G1
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou na terça-feira (10) relatório em que pede investigação internacional sobre mortes e violações de direitos humanos ocorridas na Bolívia em novembro. Ao menos 36 pessoas morreram no contexto da crise boliviana, diz o órgão.

Naquele mês, o então presidente Evo Morales renunciou ao cargo pressionado por denúncias — inclusive da própria OEA — de que a vitória nas eleições presidenciais de outubro foi resultado de uma fraude.

No relatório, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA chamou de "massacre" a morte de ao menos 18 pessoas nas cidades de Sakaba e Senkata, na região andina da Bolívia. De acordo com o órgão, os mortos eram pessoas que estavam em protestos em apoio a Evo Morales e que foram reprimidos por forças de segurança.

"No critério da Comissão, esses fatos podem se caracterizar como massacres dado o número de pessoas que perderam a vida de um mesmo modo, tempo e lugar, cometidos contra um grupo específico de pessoas", diz o relatório.

A OEA ainda apontou indícios de execução extrajudicial por parte de forças de segurança. "Recorda-se ao Estado boliviano que a força letal não pode ser utilizada para meramente manter ou restituir a ordem pública; somente a proteção da vida e a integridade física ante ameaças iminentes e reais podem ser objetivos legítimos para que agentes estatais apliquem a força letal", afirma o documento da comissão.

No relatório, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos apontou uma série de recomendações preliminares à Bolívia, entre elas:

  • respeitar o direito à manifestação
  • tomar medidas para o fim da violência nos protestos
  • desmantelar grupos armados
  • estabelecer programas de amparo aos mortos
  • revisar processos legais contra pessoas presas nos protestos
  • garantir liberdade de expressão e de imprensa
  • investigar, julgar e punir responsáveis pela violência nos protestos, não importando o lado

Comissão investiga violência

Em 17 de novembro, a CIDH já havia alertado sobre as mortes na Bolívia nos protestos violentos contra e a favor da queda do ex-presidente Evo Morales. Na época, a comissão chamou de "grave" um decreto do governo interino de Jeanine Áñez que autorizava a participação das Forças Armadas na conservação da ordem pública e isenta-as de responsabilidades criminais. O texto foi revogado dias depois.

"O grave decreto da Bolívia ignora os padrões internacionais de direitos humanos e, por seu estilo, estimula a repressão violenta", disse a CIDH em uma série de tuítes.

G1
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A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi eleita a 'pessoa do ano' pela revista "Time" nesta quarta-feira (11). Ela ganhou fama e inspirou movimentos estudantis na luta contra o aquecimento global e em defesa da natureza. A estudante é a mais jovem a ser indicada individualmente ao título.

Em 2018, Greta deixou de ir a aulas nas sextas-feiras em Estocolmo para protestar contra o aquecimento global. O ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e se tornou uma campanha mundial conhecida como "Fridays For Future" (ou 'Sexta-feiras pelo Futuro', em tradução livre).

Ela já discursou eventos internacionais como a Cúpula do Clima (Nova York), Conferência do Clima da ONU e o Fórum Econômico Mundial.

Em março deste ano, em entrevista ao G1, Greta afirmou que poucos adultos estão escutando as demandas dos jovens. "Eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos", disse ela.

Até 2019, a pessoa mais jovem a ser indicada ao título de 'pessoa do ano' tinha sido o pioneiro americano da aviação Charles Lindbergh que, em 1927, tinha 25 anos.

Greta apareceu na lista de termos mais procurados no Google em 2019. Ela ficou sétimo lugar na categoria "nomes" mais buscados no mundo.

'Pirralha'
Um dia antes de Greta ser nomeada “Pessoa do Ano”, o presidente Jair Bolsonaro criticou o espaço dado pela imprensa para a ativista, a quem chamou de “pirralha”.

Isso porque, no sábado (7), Greta compartilhou um vídeo sobre as mortes dos indígenas brasileiros e escreveu que esses povos são assassinados ao tentar proteger a floresta do desmatamento ilegal.

"A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí, pirralha", declarou o presidente.

Horas depois da fala do presidente brasileiro, Greta mudou a sua apresentação no Twitter para "Pirralha".

Trajetória de Greta em 7 tópicos

  1. Ela conta que aos 8 anos, na escola, ouviu falar pela 1ª vez sobre aquecimento global e disse ter ficado assustada com a falta de ação dos adultos.
  2. Ela conta que o temor em relação ao meio ambiente foi um dos fatores em um período depressivo, no qual deixou de ir à escola por um tempo.
  3. Aos 11 anos, ela foi diagnosticada com Asperger, um tipo de autismo. Ela diz que essa condição é chave em seu modo de agir e interpretar o mundo.
  4. Depois de pesquisar e convencer os pais sobre a crise climática, a estudante começou em 2018 a deixar de ir a aulas nas sextas para protestar.
  5. Ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e foi seguido pelo mundo sob o nome de "Fridays For Future".
  6. Greta já discursou eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, e o Fórum Econômico Mundial.

Escolhidos em outros anos
A revista Time explica que, anualmente, solicita aos editores para que escolham uma pessoa que teve maior impacto nas notícias, boas ou más.

No ano passado, a Time escolheu jornalistas mortos e presos como “Pessoa do Ano” — em alguns casos, mais de um indivíduo recebe o título. Veja quem recebeu a homenagem da revista nos anos anteriores:

  • 2018: Jornalistas mortos e presos
  • 2017: Movimento de mulheres que denunciou assédio sexual
  • 2016: Donald Trump, eleito naquele ano presidente dos EUA
  • 2015: Angela Merkel, chanceler Alemanha
  • 2014: Equipes de saúde que combatem o ebola
  • 2013: Papa Francisco
  • 2012: Barack Obama, reeleito presidente dos EUA naquele ano
  • 2011: Manifestantes dos protestos que ocorreram naquele ano, como primavera árabe
  • 2010: Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

G1
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na terça-feira (10) que Moscou gostaria de publicar uma série de comunicações com Washington que, segundo ele, inocentam o país das acusações de interferência nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, mas os Estados Unidos impediram a publicação.

Durante entrevista coletiva conjunta com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, Lavrov mais uma vez negou a acusação dos americanos de que Moscou teria tentado interferir nas eleições de 2016, que resultou na vitória do presidente Donald Trump.

"Sugerimos aos nossos colegas que, para afastar todas as suspeitas sem base, nos deixem publicar esse canal próximo de correspondência do período entre outubro de 2016 até novembro de 2017 para que fique muito claro para muitas pessoas", disse Lavrov .

"Entretanto, lamentavelmente, esse governo se recusou a fazer isso", acrescentou Lavrov, que iniciou uma reunião com Trump na Casa Branca. "Estamos preparados para fazer isso, publicar as correspondências que aconteceram."

Não ficou imediatamente claro a quais comunicações Lavrov estaria se referindo. Ele disse que Moscou "utilizou os canais que existiam" entre Washington e Moscou à época, em 2016, com o governo Obama, e que não havia recebido "nenhuma resposta" quando requisitou uma oportunidade para discutir diretamente as acusações.

Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que a Rússia interferiu no processo eleitoral, e uma série de cidadãos e entidades russas foram acusados pelo então procurador especial americano, Robert Mueller.

O presidente americano enfrenta um inquérito de impeachment por causa de um pedido feito ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que investigasse seu adversário político, Joe Biden, um dos favoritos à nomeação democrata para enfrentá-lo nas eleições presidenciais do ano que vem.

Segundo as investigações da Câmara dos Representantes dos EUA, Trump abusou de seu poder ao pedir que uma nação estrangeira interferisse no processo eleitoral americano, e, ainda, tentou obstruir o Congresso quando este tentou investigá-lo no caso.

Reuters
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Seis pessoas foram detidas por extração irregular de minérios na cidade do Conde, Litoral Sul da Paraíba, nesta quarta-feira (11). A operação foi realizada pela Polícia Ambiental e pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente.

De acordo com a Sudema, a área conhecida por Mata da Chica já era monitorada. No local, foi encontrada uma extração irregular de areia, que estaria sendo levada para outros estados.

Foram apreendidos seis homens, cinco caminhões-caçambas e um trator utilizados na extração. Os suspeitos foram levados para prestar depoimento na Delegacia de Polícia Civil da cidade. De acordo com o capitão Jailson Bezerra, diretor de fiscalização da Sudema, eles serão multados entre R$ 1.500 a R$ 3.000 por hectare de área explorada.

G1 PB
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