Abril 03, 2025
Arimatea

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Santa Adelaide
Imperatriz (931-999)

Narrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.

Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia. Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

COMECE O DIA FELIZ
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O deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA) rejeitou as principais – e polêmicas – propostas do governo de Jair Bolsonaro de alteração do Código de Transito Brasileiro.

O deputado é o relator do projeto na comissão especial na Câmara dos Deputados que analisa a matéria. Ao blog, o relator afirmou ter entregue a versão final do seu parecer na ultima sexta-feira (13) e que a expectativa é a de a comissão votar o texto nesta terça-feira (17).

Em seu parecer, Juscelino Filho endureceu as regras para o transporte de crianças no carro, além de manter a multa para quem desobedecer a regra. Pelo projeto do governo, a punição para o transporte irregular de crianças seria apenas uma advertência.

"Endurecemos as regras da cadeirinha: a idade mínima no projeto é de até 10 anos ou estatura mínima de 1,45 [metro] e estabelecemos multa para quem não obedece", disse o relator ao blog.

Hoje, o uso da cadeirinha é obrigatório para crianças até 7,5 anos. De 7,5 anos a 10 anos, a criança não precisa usar o equipamento, mas só pode ser transportada no banco de trás e com o cinto de segurança.

O texto do deputado trata também do exame toxicológico, eliminado pelo projeto do governo.

"Não acatamos [a proposta do governo]. Mantivemos o exame baseado nos dados de audiência pública, apresentados pela própria Polícia Rodoviária Federal, que mostram redução de mais de 30% nos acidentes de veículos pesados nas rodovias. Mantivemos a exigência para motoristas que fizerem atividade remunerada", explicou.

O relator afirmou ter proposto um meio termo a respeito da pontuação para suspensão da carteira de habilitação. O governo queria elevar de 20 pontos para 40 pontos.

Pela proposta do deputado, o teto de 40 pontos só valerá se o motorista não cometer nenhuma infração grave em 12 meses. Se cometer uma infração, o teto será de 30 pontos. Se cometer duas infrações em 12 meses, 20 pontos.

Pelo projeto do governo, a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também muda.

O governo propôs elevar a validade do exame de aptidão física e mental para 10 anos. A partir de 65 anos de idade, a renovação passaria ser a cada 5 anos.

Hoje, os exames devem ser feitos a cada 5 anos, e a cada 3 no caso de motoristas acima de 65 anos.

O relator construiu uma nova proposta: o exame de aptidão física e mental será renovável a cada 10 anos para motoristas de 18 a 40 anos. A partir dos 40 anos de idade, a renovação passa a ser exigida a cada 5 anos.

O texto precisa ser aprovado na comissão especial. Por ter caráter terminativo, o projeto não precisa ir a plenário. Se aprovado na comissão, pode seguir direto para o Senado.

G1
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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 222/2019, que impede pagamento de auxílio, ajuda ou qualquer outra forma de retribuição a título de reembolso de despesas efetuadas com moradia a senador, deputado federal, estadual, distrital e vereador. A matéria segue para Plenário para votação em dois turnos.

De autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que acatou a Sugestão Legislativa (SUG) 30/2017, oriunda da Ideia Legislativa 80.429/2017, formulada no âmbito do Portal e-Cidadania do Senado, sob o título de “Fim do auxílio moradia para deputados, juízes e senadores”. A iniciativa recebeu o apoio de mais de 140 mil cidadãos.

O relator da matéria na CCJ, senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou relatório favorável, para que a sugestão seja transformada em Emenda Constitucional, já que o texto modifica o Art. 39 da Constituição. Para ele, a proposta de iniciativa popular chega ao Parlamento num momento de grave recessão, que atinge a todos os cidadãos, afetando principalmente os mais pobres. Segundo Paim, é chegada a hora de os congressistas enfrentarem questões como esta, que incomodam a sociedade.

"O pagamento do auxílio-moradia, assim como o pagamento do auxílio-mudança e até mesmo a cessão de imóveis funcionais, se algum dia foram, certamente hoje não são mais legítimos, morais e probos, notadamente diante da austeridade no uso do dinheiro público que a situação do país exige. Os referidos auxílios são dissociados do interesse público, constituindo-se em práticas muito próximas do patrimonialismo, no qual os recursos públicos são utilizados em benefício de poucos e já bem aquinhoados cidadãos da elite brasileira, como se fossem seus e não de todo o corpo social", afirmou o senador.

O relator observa que a população passa por um momento de sacríficos, com os ajustes fiscais impostos pelo governo federal e a reforma da Previdência, recentemente aprovada no Congresso. Para ele, as autoridades da República devem fazer como a maioria dos cidadãos, dispondo de parte do seu salário para arcar com os custos da sua moradia.

“Não há como continuar a defender que autoridades dos níveis mais altos dos Poderes da República, muito bem remuneradas e que usufruem de inúmeras facilidades e benesses pagas com os tributos originados do suor do rosto de todos os brasileiros, continuem a receber, além de seus subsídios, qualquer valor para residir onde devem exercer a sua atividade profissional, como qualquer brasileiro deve fazer”, argumenta Paim.

Agência Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (17) a votação da Medida Provisória (MP) 893/19 que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC). A MP foi aprovada na Câmara, na última quarta-feira (11). Alcolumbre chegou a marcar para o dia seguinte a votação, mas foi obrigado a recuar por falta de quórum.

A votação da MP será a última votação do Senado este ano. Além disso, essa será a última oportunidade de confirmar a mudança do Coaf para o BC. A medida provisória perde a validade no mesmo dia.

O presidente Jair Bolsonaro editou a MP em agosto, transformando o Coaf em Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com autonomia técnica e operacional e atuação em todo o território nacional.

Segundo a MP, a Unidade de Inteligência Financeira será “responsável por produzir e gerir informações para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo, ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa, além de promover a interlocução institucional com órgãos e entidades nacionais, estrangeiros e internacionais que tenham conexão com a matéria”.

Nem todos os parlamentares são favoráveis à mudança. O Podemos, partido defensor da Operação Lava Jato e que tem no combate à corrupção uma de suas principais bandeiras, se posicionou contrário. Para o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), líder do partido no Senado, não há justificativa na mudança desejada por Bolsonaro.

“Coaf prestou extraordinários serviços a CPIs fundamentais como a CPI dos Correios, a CPI do Mensalão. [...] Certamente, crimes foram desvendados. A corrupção foi colocada à luz para ser combatida, denunciada, julgada e condenada, certamente com grande contribuição e condenada, certamente com grande contribuição do Coaf. Essas alterações não se justificam”, disse.

Agência Brasil
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O governo brasileiro inaugurou neste domingo (15) um escritório em Jerusalém (Israel) para fortalecer a parceria com o país nos temas de inovação, tecnologia e investimentos. O primeiro ministro israelense, Benjamim Netanyahu, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, e o deputado federal, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, estiveram no evento.

O escritório será administrado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e comandado pela analista de comércio internacional Camila Meyer, selecionada para o posto por meio de um processo interno. A equipe será composta por duas pessoas contratadas localmente. O escritório funcionará no edifício Jerusalem Gati Business Center.

O primeiro ministro israelense destacou o potencial do escritório para alavancar a cooperação entre os dois países. “Israel é, talvez, a nação mais dinâmica em termos de inovação: temos uma explosão de engenhosidade aqui. E o Brasil tem um potencial inacreditável. Tem um vasto território, uma população diversificada, universidades, o talento do seu povo, e achamos que se juntarmos os grandes potenciais que os dois países têm, nós podemos nos beneficiar de forma incrível”, disse.

De acordo com a Apex, um dos pontos que será trabalhado pelo escritório em Jerusalém é o fomento às novas parcerias tecnológicas e a atração de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o Brasil. Alguns setores que confirmam a proeminência israelita em tecnologia são as soluções voltadas ao agronegócio e ao uso de água e, ainda, avanços em cibersegurança para defesa de clientes, proteção de dados e aplicação militar.

“Com esta unidade de representação, definimos um novo e privilegiado endereço para o cumprimento das missões da Apex-Brasil relacionadas à promoção de exportações, à internacionalização de empresas e à atração de investimentos estrangeiros. E, no caso específico de Jerusalém, trabalhando com ênfase em tecnologia e inovação, no fomento a novos negócios ou negócios do futuro”, destacou o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia.

No Twitter, Eduardo Bolsonaro mencionou seu discurso na cerimônia, disse ser um "grande dia" e afirmou que a abertura do escritório de negócios é o primeiro passo para a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

?? No caminho de volta para o Brasil fiz questão de parar por 10 horas em Israel para ter a honra de discursar hoje na inauguração do escritório de negócios da @ApexBrasil em Jerusalem. Trata-se do 1º passo para a transferência da embaixada (continua) pic.twitter.com/BTVZTnuxzL

— Eduardo Bolsonaro?? (@BolsonaroSP) 15 de dezembro de 2019

Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta segunda-feira (16) de “energúmeno” o educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, e declarou que a programação da TV Escola “deseduca”.

Na última sexta (13), o contrato não foi renovado com a associação responsável por gerir a TV Escola desde 1995. Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que estuda a possibilidade das atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública.

Bolsonaro fez as afirmações contra Paulo Freire e a TV Escola na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, enquanto conversava e tirava fotos com apoiadores, e foi questionado sobre o tema.

O presidente defendeu a decisão do ministério de não renovar o contrato e disse que a audiência da TV Escola é muito baixa.

“Você conhece a programação da TV Escola? Deseduca”, afirmou o presidente.

"Queriam que assinasse agora um contrato, o Abraham Weintraub [ministro da Educação], de R$ 350 milhões. Quem assiste a TV Escola? Ninguém assiste. Dinheiro jogado fora”, acrescentou.

Segundo Bolsonaro, a educação do Brasil tem desempenho ruim e avaliações por causa “dessas programações”, com a da TV Escola que, na sua opinião, tinha uma programação “totalmente de esquerda”, que promovia “ideologia de gênero” com recursos públicos.

'Energúmeno'
De acordo com o presidente, as mudanças que a sua gestão implementa terão reflexos na educação do país num prazo entre cinco e 15 anos. Ao concluir o argumento, ele chamou o educador Paulo Freire de “energúmeno”.

““Era uma programação [da TV Escola] totalmente de esquerda, ideologia de gênero, dinheiro público para ideologia de gênero. Então, tem que mudar. Reflexo, daqui a cinco, 10, 15 anos vai ter reflexo. Os caras estão há 30 anos [no ministério], tem muito formado aqui em cima dessa filosofia do Paulo Freire da vida, esse energúmeno, ídolo da esquerda", disse Bolsonaro

Mês passado, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) alterou a plataforma criada para os professores buscarem cursos de aperfeiçoamento profissional e retirou a homenagem ao educador Paulo Freire do nome. Agora, a "Plataforma Freire" se chama "Plataforma da Educação Básica".

“Olha a prova do Pisa, estamos em último lugar no mundo, se eu não me engano, matemática, ciências e português. Acho que um ou dois itens somos os últimos da América do Sul. Vamos esperar o que desse Brasil com esse tipo de educação?”, completou.

Bolsonaro estava se referindo ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Na mais recente avaliação, feita em 2018 e divulgada neste mês, o Brasil não ficou em último lugar, embora o desempenho tenha sido baixo. Entre os países da América do Sul, a Argentina ficou em último lugar.

Paulo Freire
Paulo Freire foi declarado o patrono da educação brasileira em 2012. O educador desenvolveu uma estratégia de ensino baseada nas experiências de vida das pessoas, em especial na alfabetização de adultos.

Uma dos livros de Freire, "Pedagogia do Oprimido", é o único livro brasileiro a aparecer na lista dos 100 títulos mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus.

A metodologia de Freire vem sendo criticada por integrantes do governo Jair Bolsonaro, que atribuem a ela o baixo desempenho escolar do país em detrimento a maiores investimentos no setor e na formação continuada de professores.

G1
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Documentos do Ministério da Defesa mostram que o governo cogitou incluir no pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, uma proposta mais ampliada da chamada excludente de ilicitude, para livrar de punição agentes de segurança responsáveis por mortes ou atos violentos durante ação policial. A sondagem a Moro foi feita no meio do ano, quando o pacote já estava enfrentando resistência de vários partidos na Câmara. Os documentos foram obtidos pelo GLOBO por intermédio da Lei de Acesso à Informação.

O próprio Moro se encarregou de desencorajar a iniciativa, sugerindo que o tema fosse tratado separadamente, o que acabou ocorrendo. Em novembro, o governo enviou projeto específico propondo a excludente de ilicitude para todos os agentes que participam de ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Já há movimento de partidos dispostos a rejeitar a proposta.

Apresentado em fevereiro, o pacote anticrime de Moro continha uma versão da excludente que não agradou parlamentares. O ministro havia proposto que o juiz poderia reduzir a pena ou até mesmo absolver o acusado caso entendesse que o excesso de violência foi provocado por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Em junho a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) enviou a Moro sugestões feitas pelo Ministério Público Militar com modificações ao Código de Processo Militar. A proposta do MPM continha previsão para considerar legítima defesa o caso em que o militar, durante um conflito armado ou diante de risco dessa situação, “previne injusta e iminente agressão” a ele ou a terceiros. O texto ainda autorizava a prisão após condenação pelo Superior Tribunal Militar (STM), seguindo o princípio defendido por Moro em relação à segunda instância. Outro ponto tratava da decretação da perda de patrimônio de militar vinculado a organização criminosa.

Um mês depois de consultado, Moro indicou que o tema deveria ser tratado com outra pasta, o Ministério da Defesa. Alegou que não era de sua competência tratar da legislação militar. Embora tenha elogiado a iniciativa, aconselhou o Planalto a não misturar essa proposta com o pacote anticrime. “Opina o subscritor pela inconveniência de apresentar as referidas propostas junto ao Projeto de Lei Anticrime, sem prejuízo, depois da análise necessária pelo Ministério da Defesa, que seja encaminhada posteriormente ao Congresso”, escreveu Moro em ofício enviado à SGPR.

Moro confirma sugestão
Procurado, Moro confirmou, por intermédio de sua assessoria, que recebeu a sugestão de incorporação do tema ao pacote anticrime. Segundo a assessoria, na época havia perspectiva de votação da matéria e avaliou-se que a inclusão “de última hora poderia gerar mais problema de tramitação”. Optou-se, então, por deixar deixar de fora a proposta e encaminhá-la posteriormente. Moro negou que tenha feito essa opção por considerar o texto polêmico.

Apesar da declaração do ministro, foi exatamente essa a expressão que o parecer do Ministério da Justiça usou sobre a proposta de legítima defesa. “Apesar de este ser um ponto polêmico, acredita-se ser uma medida importante por garantir uma maior segurança jurídica à atuação policial”, diz o parecer 84/2019.

Desde o início do governo Bolsonaro, o Ministério da Defesa vinha trabalhando num texto para assegurar que integrantes das Forças Armadas convocados para ações de GLO não fossem punidos por eventuais excessos. A ideia defendida pelo presidente Jair Bolsonaro em sua campanha começou a ser gestada no Ministério da Defesa ainda no primeiro mês de governo. No dia 14 de janeiro, o general de divisão Edson Ripoli, chefe de gabinete do ministro da Defesa, enviou às três Forças pedido para que elaborassem propostas sobre a excludente de ilicitude.

A Aeronáutica elaborou uma proposta prevendo que não haveria punição se o excesso ocorresse por “escusável surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação”. Já a Marinha defendeu a aprovação de mudanças na lei para impedir a prisão em flagrante ou indiciamento em inquérito policial do agente acusado de cometer um ato excessivo. Parecer da Marinha enviado ao Ministério da Defesa alertou, entretanto, para os riscos de se ampliar os casos de excludente de ilicitude.

“A retirada da possibilidade de punição em caso de excessos nos parece temerária, posto que daria ao agente uma ‘liberdade’ muito grande para cometer arbitrariedades, uma vez que teria afastada, de forma simplesmente normativa, qualquer possibilidade de punição quando exorbitasse os limites do razoável”, diz o parecer.

O Globo
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que “gosta” do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), mas disse que não irá anunciar apoio a nenhum candidato ainda.
Segundo pesquisa do Datafolha encomendada pelo GLOBO e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, a gestão de Crivella é reprovada por 72% dos entrevistados, que a consideram ruim ou péssima. Bolsonaro foi questionado sobre o assunto por jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada neste domingo.

— Eu não vou dizer quem vou apoiar, quem não vou, eu tô livre agora, tô solteiro, você quer que eu case com alguém agora? Nao vou casar. Gosto do Crivella, me dou bem com ele, (mas) a população é quem vai decidir quem vai ser o futuro prefeito.

Bolsonaro afirmou ainda que sua participação nas eleições municipais será definida pelo entendimento a ser firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a coleta de assinaturas de forma eletrônica na criação de novos partidos, o que agilizaria o procedimento e permitiria a criação da legenda de Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil.

— Depende da modulação do TSE, se nao for possível eu vou continuar sem partido, e como é obrigatório ter um partido, nao sei como vai ficar as eleições municipais do ano que vem com a minha participação ou não. O Rio de Janeiro vem sofrendo muito, espero que acertem a questão eleitoral — afirmou.

O Globo
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O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 15, que vai vetar do pacote anticrime aprovado pelo Congresso o trecho que aumenta a pena para crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação) cometidos na internet.

"Vou vetar aquele artigo que fala triplicar (pena para) crime na internet: injúria, calúnia, difamação. Internet é território livre. Eu quero liberdade de imprensa. Ninguém mais do que eu sou atacado na internet", disse.

O Senado aprovou na quarta-feira passada o projeto anticrime formulado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. A proposta ganhou uma nova versão na Câmara e está pronta para ser analisado pelo presidente e parlamentares já esperam vetos em alguns pontos.

Sobre os crimes contra a honra, o projeto adiciona um parágrafo ao artigo 141 do Código Penal que diz: "Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena.”

Além do trecho sobre crimes contra a honra, Moro deve defender os vetos à criação do juiz de garantias e às alterações nas regras para a aplicação de prisão preventiva, como apurou o 'Estado'. Os dois itens não faziam parte do pacote apresentado pelo ministro, em fevereiro, ao Congresso, e foram incluídas pelo grupo de trabalho da Câmara. Outro trecho que foi incluído e será analisado é o que modifica algumas regras de acordos de colaboração premiada.

Estadão
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João Pessoa apresentou o 43º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre todas as cidades do país, segundo o PIB dos Municípios 2017, divulgado nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Paraíba não tem nenhuma outra cidade entre os 100 maiores PIBs do país.

O valor, de aproximadamente R$ 19,73 bilhões, é o 9º maior do Nordeste. Na região, a capital paraibana fica atrás de Salvador e Camaçari, na Bahia; Fortaleza, no Ceará; Recife, em Pernambuco; São Luís, no Maranhão; Natal, no Rio Grande do Norte; e Maceió, em Alagoas.

O PIB da capital, que também é o maior entre os municípios da Paraíba, tem uma participação de 0,3% no nacional e de 31,6% no estadual. Campina Grande, com uma soma de R$ 8,64 bilhões, tem o segundo maior PIB do estado; seguida por Cabedelo, com R$ 2,89 bilhões; Santa Rita, com R$ 2,22 bilhões; e Patos, com 1,71 bilhões.

Os dados apontam também que o estado concentra 20 dos 100 menores PIBs municipais do Brasil. Entre os 10 menores valores do país, o estado tem duas cidades, Parari, com um montante de R$ 18,61 milhões, tem o 9º menor PIB do Brasil, e Areia de Baraúnas, que ocupa a 10ª posição entre os menores e soma R$ 18,67 milhões.

G1 PB
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