Abril 04, 2025
Arimatea

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O governo francês anunciou, na manhã desta terça-feira (26), a morte de 13 militares franceses em um acidente envolvendo dois helicópteros no Mali, na noite de segunda (25).

“Seis oficiais, seis suboficiais e um comandante foram mortos na operação e pela França no duro combate contra o terrorismo no Sahel”, diz o comunicado oficial do governo francês, segundo a RFI, em referência à vasta região no norte da África.

As mortes são as maiores perdas francesas desde que o país começou a atuar no Sahel, em 2013. Desde aquele ano, ao menos 44 militares franceses morreram na região.

O presidente Emmanuel Macron ressaltou a “coragem” dos soldados “mortos pela França”. No Twitter, ele afirmou que os militares estavam em uma operação de combate a terroristas.

"Esses 13 heróis não tinham outro objetivo a não ser nos proteger", disse. "Eu me curvo à dor de seus entes queridos e camaradas".

O acidente aconteceu durante uma operação na região de Liptako, na fronteira do Mali com o Níger. Os dois helicópteros, um Cougar de transporte de soldados e um Tigre, usado em ataques, voavam em baixa altitude, dando suporte a tropas francesas no solo que perseguiam terroristas em uma caminhonete e motocicletas.

Ninguém a bordo dos helicópteros sobreviveu. A ministra da Defesa francesa, Florence Parly, disse que uma investigação foi aberta sobre o acidente.

"Treze soldados morreram pela França durante uma operação contra terroristas no Mali. Todos os meus pensamentos vão para suas famílias, para seus irmãos de armas", escreveu Parly no Twitter. "Toda a França está enlutada, eu me curvo com dor e respeito ao compromisso deles [soldados]".

A ministra também publicou uma foto em que Macron aparece prestando homenagem aos soldados mortos, com a legenda "mortos pela França. Não esqueceremos jamais."

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, também lamentou as mortes no Twitter. "Treze dos nossos morreram em sua missão contra terroristas islâmicos no Sahel. Penso em suas famílias, parentes, irmãos de armas. A esses heróis mortos por seu país, todos devemos nossa infinita gratidão", escreveu.

Ambas as regiões de Liptako, perto da fronteira com o Níger, e de Gourma, próxima à fronteira com Burkina Faso, se tornaram pontos estratégicos de travessia para grupos extremistas por serem pouco guarnecidas, escreveu o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos no mês passado, segundo a Associated Press.

A França começou a operar na área de Liptako em 2017. Neste ano, construiu uma nova base em Gossi, na região de Gourma, de acordo com o Instituto.

A operação francesa na África Ocidental e Central é sua maior missão militar no exterior e envolve 4,5 mil pessoas. A França interveio no Mali pela primeira vez em 2013, depois que extremistas tomaram controle de cidades importantes e implementaram uma versão mais dura da lei islâmica.

Os terroristas foram forçados a voltar ao deserto, onde se reorganizaram, afirmou a Associated Press. Uma nova onda de ataques extremistas no país já matou mais de 100 soldados locais nos últimos dois meses.

O Estado Islâmico reivindica responsabilidade com frequência pelos ataques. Antes de morrer, no final de outubro, o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, parabenizou "irmãos" no Mali e no vizinho Burkina Faso por prometer lealdade.

A região é uma frente emergente na luta contra o grupo e outros extremistas, incluindo os ligados à Al-Qaeda, afirmam os Estados Unidos.

G1
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Os protestos incessantes no Chile colocaram os membros do Parlamento do país em risco.

"Ladrões", "trapaceiros" e "corruptos" são alguns dos insultos que recebem dos manifestantes desde o início do surto social, no dia 18 de outubro.

Uma das principais causas da indignação com a classe política tem a ver com os altos salários que os deputados e senadores do país sul-americano recebem.

Embora o desconforto sobre esse assunto tenha sido instalado muito antes da crise atual, a violência das últimas manifestações colocou na mesa o tema da redução desses salários.

E assim, pressionados pelo clamor das ruas, e após cinco anos de tentativas fracassadas e resistência de vários partidos políticos, a controversa iniciativa parece finalmente estar saindo do papel.

De um modo geral, o projeto — que já tem maioria e será votado nesta quarta-feira, dia 27 de novembro, na Câmara dos Deputados — busca reduzir a remuneração mensal bruta de senadores e deputados de US$ 11.700 (cerca de R$ 49.300) para US$ 5.850 (aproximadamente R$ 24.700).

Com esta medida, espera-se diminuir a tensão e fazer frente às críticas contra os parlamentares por conta de seus salários "excessivos".

Mas essas remunerações são realmente excessivas em comparação com outros países? Quanto os deputados e senadores chilenos ganham em relação a seus vizinhos da América Latina? E do mundo?

As respostas parecem dar razão aos manifestantes.

O maior da América Latina e do mundo
De acordo com um estudo realizado pelo Centro Latinoamericano de Políticas Econômicas e Sociais (Clapes UC), em 2018, o Chile era o país que, na América Latina, pagava as maiores remunerações a seus parlamentares, sem considerar subsídios adicionais, como diárias ou despesas de transporte, entre outros.

O relatório afirma que, na região, o salário bruto mensal médio no mesmo ano corresponde a US$ 10.205 (R$ 43 mil), ajustado pela paridade do poder de compra (PPC) — o sistema de medição que permite saber o que um dólar pode comprar em cada país e, portanto, faz comparações mais precisas.

Os parlamentares do Chile, no entanto, recebem mais que o dobro da média, com US$ 23.035 (R$ 97,2 mil, ajustado ao PPC), seguido pelo México e pelo Brasil, com US$ 20.609 (R$ 87 mil) e US$ 16.462 (R$ 69,5 mil), respectivamente.

Além do salário, os deputados brasileiros recebem auxílio-moradia no valor de R$ 4,2 mil mensais e Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, que varia de R$ 30,7 mil a R$ 45,6 mil, dependendo do Estado do deputado. Para os senadores, essa cota vai de R$ 21 mil a R$ 44,2 mil por mês. Conhecido como "cotão", o benefício serve para pagar, por exemplo, gastos com telefonia, correios, hospedagem, alimentação e passagem aérea.

Deve-se esclarecer que o parlamento mexicano reduziu seus salários este ano para 74.548 pesos mexicanos (US$ 3.842 ou R$ 16,2 mil) depois que o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) decidiu que era necessário diminuir o salário de cem funcionários públicos no âmbito de seu "plano de austeridade".
Enquanto isso, os países da América Central recebem salários menores. No Panamá, por exemplo, os parlamentares recebem um salário bruto de US$ 3.025 (R$ 12,7 mil, ajustado ao PPC) — o que corresponde a menos de um terço da média da região.

Esses dados analisados ​​pela Clapes UC consideram apenas a remuneração recebida pelos deputados de cada país, pois nem todos possuem sistemas legislativos de duas câmaras (ou seja, deputados e senadores).

A percepção do salário excessivo dos parlamentares chilenos se intensifica ainda mais quando comparada ao salário mínimo estabelecido no país, que é de US$ 377 (R$ 1.590).

Ou seja, o salário bruto recebido pelos deputados e senadores é 31 vezes o salário mínimo do país.
Mas, fora a América Latina, como é no resto do mundo?

Em 2016, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizou um estudo comparativo dos salários no Chile, em relação a outros países do mundo.

Com base nos dados obtidos, a organização garante que o país "ocupa o primeiro lugar nas remunerações parlamentares mais altas do conjunto de 26 países estudados".

O relatório coloca o Chile com um salário de US$ 24.599 (R$ 103,8 mil ajustado ao PPC), bem acima de países europeus como o Reino Unido (US$ 7.892 ou R$ 33,3 mil), França (US$ 6.650 ou R$ 28 mil), Noruega (US$ 6.142 ou R$ 25,9 mil) ou Espanha (US$ 4.164 ou R$ 17,5 mil).

Além disso, o estudo destaca que no Chile a função parlamentar não é de dedicação exclusiva, como em outros países onde eles recebem salários mais baixos, como Noruega e Espanha.
Isso significa que os chilenos podem exercer suas profissões enquanto participam de seu trabalho parlamentar. Algo que na prática só acontece porque muitos têm, por exemplo, escritórios privados de advocacia.

Diante desses dados, muitos cidadãos chilenos pedem uma mudança. De fato, de acordo com a pesquisa da Cadem de junho deste ano, 93% concordam com a redução da remuneração de deputados e senadores.

Por que os salários são tão altos no Chile?
Mas a pergunta que surge é por que o salário de um parlamentar chileno é tão acima da média.

Para responder isso, precisamos voltar à Constituição de 1980, onde está estabelecido que os deputados e senadores receberão uma remuneração equivalente à de um ministro de Estado, "incluindo todas as atribuições que lhes correspondem".

Em conversa com a BBC Mundo, Claudio Fuentes, especialista em ciências políticas e autor de uma das propostas para reduzir a remuneração parlamentar, explica que "no serviço público havia a ideia de que se o salário é baixo, a pessoa remunerada terá poucas habilidades".

"Você tinha que atrair pessoas dispostas a renunciar a altos salários. Daí o salário dos ministros e, portanto, dos parlamentares: a economia do país exigia pessoas muito bem treinadas. Essa é a lógica por trás dos salários competitivo ", acrescenta.
Isso fez com que o parlamento chileno estivesse cada vez mais integrado pela elite.

"Houve uma transformação. Os representantes começaram a vir de escolas particulares pagas, com uma origem social mais elitista".

E essa é apenas uma das críticas que, nos últimos tempos, têm sido ouvidas nas ruas do Chile.

Que seus políticos, seja de governo ou oposição, estão "desconectados" do mundo popular, pois vivem numa única sociedade, frequentam as mesmas escolas e, nas férias, os mesmos balneários.

Controvérsia em torno da lei
A discussão do projeto de lei para reduzir a remuneração parlamentar no Chile não foi isenta de polêmicas.

Isso porque agora não só se busca reduzir o salário bruto de deputados e senadores, mas também sua verba de gabinete, que é usada para pagar assessores e despesas operacionais, entre outras coisas.

No caso dos senadores, essa verba passa de US$ 25 mil (R$ 105,5 mil) por mês, enquanto no caso dos deputados são mais de US$ 12.520 (R$ 52,8 mil).

Outro ponto polêmico tem a ver com a redução do salário de outros poderes do Estado.

Segundo o Banco Central do país, 12 mil funcionários podem ser afetados, e teriam seus salários cortados pela metade.
Lamberto Cisternas, um porta-voz da Suprema Corte, manifestou o desagravo desses funcionários: "Uma baixa desse tipo significa atentar contra a independência dos juízes".

Nesse debate, algumas autoridades chilenas fizeram referência ao caso do México, advertindo que a decisão do presidente do país de reduzir seu salário dentro de um "plano de austeridade" produziu efeitos "indesejados".

"Foi uma redução muito drástica e fez com que muitas pessoas deixassem o governo. Cerca de 200 funcionários renunciaram a partir dessa regra e o restante apresentou recursos de proteção", disse o presidente do Banco Central do Chile, Mario Marcel.

Provavelmente, esses últimos pontos controversos serão discutidos no Senado, quando o projeto chegar lá para sua última aprovação.

O que está claro é que a redução da remuneração parlamentar é praticamente iminente e que, a partir do primeiro semestre de 2020, deputados e senadores chilenos devem estar recebendo metade do seu salário atual.

BBC
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Mais de 10 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas no terremoto de 6,4 de magnitude que atingiu a Albânia nesta terça-feira (26), de acordo com as agências France Presse e Associated Press. Muitos edifícios desabaram, deixando pessoas soterradas.

O tremor é o mais forte a atingir o país europeu da Península dos Balcãs em décadas. O abalo foi sentido na capital, Tirana, onde moradores em pânico correram para as ruas, e em países vizinhos.

O balanço de mortos ainda é impreciso e pode aumentar. A agência France Presse, citando o Ministério da Defesa, afirma que 16 pessoas morreram. A CNN afirma que 14 pessoas morreram, e Associated Press, 18.

As autoridades mobilizaram 400 militares para participar em operações de emergência em Durres e Thumane, onde várias pessoas estão nos escombros de edifícios, informou o ministério da Defesa.

"Estamos trabalhando para fazer todo o possível nos locais afetados", afirmou o primeiro-ministro, Edi Rama.

Vítimas
Três pessoas, incluindo uma criança, morreram no desabamento de um edifício em Durres, na costa adriática, ao leste da capital albanesa, informou a ministra da Saúde Albânia, Ogerta Manasterliu. Nessa cidade, uma criança foi tirada viva dos escombros.

Um outro desabamento de prédio, em Thumane, ao norte de Tirana, deixou um homem e uma mulher mortos.

Em estado de pânico, um homem de 50 anos saltou de um edifício em Kurbin. Ele não resistiu aos ferimentos.

O tremor
O terremoto foi sentido às 3h54 (23h54 de Brasília, segunda-feira), em Tirana (capital do país), Thumane e Durres, onde provocou estragos.

O sismólogo albanês Rrapo Ormeni afirmou que este foi o terremoto mais intenso registrado na região de Durres desde 1926.

O tremor também foi sentido em outros países da região dos Bálcãs. Na Bósnia, ele foi sentido em Sarajevo (a 400 km de distância) e na Sérvia, em Novi Sad (quase 700 km), informaram jornais locais e mensagens publicadas por moradores nas redes sociais.

O epicentro do tremor foi localizado no Mar Adriático, 34 km ao noroeste de Tirana, a 10 km de profundidade, de acordo com o Centro Sismológico Euromediterrâneo. Em seguida, foram registradas várias réplicas.

Bósnia
Mais tarde, um terremoto de magnitude 5,4 também atingiu a Bósnia, que fica perto da Albânia. O seu epicentro foi registrado a 75 km ao sul da capital bósnia Sarajevo, informou o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo. Não houve registro de mortos ou feridos.

G1
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Em outubro, as vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos mantiveram-se estáveis na comparação com o mês anterior (0%), mas cresceram 1,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou hoje (26) a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a Abimaq, o melhor desempenho das vendas deve-se às vendas no mercado interno. As vendas para o mercado externo tiveram retração, com desempenho negativo de 11% em comparação a setembro e de -21,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A Abimaq atribuiu o resultado à desaceleração da atividade produtiva em diversos parceiros comerciais.

Já a importação cresceu 31,9% na comparação mensal e 39,7% em relação ao mesmo mês de 2018.

Quanto aos empregos, houve crescimento de 1,2% no mês passado na comparação anual e queda de 0,4% em relação a setembro.

“Em outubro, os números [do setor] vieram bons, [foram] até melhores do que as expectativas. Normalmente outubro é um mês em que há desaceleração na atividade”, disse a gerente do Departamento de Economia, Estatística e Competitividade da Abimaq, Maria Cristina Zanella.

Ela acrescentou que não se esperava uma desaceleração tão forte no mercado internacional e que isso fosse refletir nos dados de exportação. "As exportações do setor representam cerca de 40%. Com uma queda forte, da ordem de quase 10%, isso comprometeu bastante o nosso resultado e, por isso, as expectativas [anteriores] não se concretizaram.”

O setor prevê encerrar o ano com crescimento de 1,6%. Para o ano que vem, o crescimento previsto é em torno de 3,2%.

Agência Brasil
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A inadimplência de alunos em instituições de ensino particular em todo o país aumentou no primeiro semestre de 2019. Comparada com a quantidade de negativações do ano passado, depois de dois anos consecutivos de queda no índice, a falta de pagamento das mensalidades de alunos dos ensinos infantil, fundamental e médio cresceu 5,9% nos primeiros seis meses do ano, enquanto no ensino superior o incremento foi de 4,9% durante o mesmo período.

É o que revela pesquisa da empresa Serasa Experian. No acumulado entre janeiro de 2014 e junho de 2019, o total de negativações nos três níveis escolares é 20,8% maior de quando o indicador foi iniciado. Universitários têm maior porcentagem de dívidas não pagas: 47,2%.

Segundo o economista da Serasa Luiz Rabi, a queda dos últimos dois anos pode ser explicada porque o país começou a sair da recessão, mas o aumento durante o primeiro semestre tem relação direta com inflação dos quatro meses de 2019.

“Esse fator fez com que os índices de inadimplência aumentassem, batendo recordes durante todo o primeiro semestre. O aumento afeta todos os segmentos, e não seria diferente com as escolas particulares”, afirmou.

Agência Brasil
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A Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 4,120 trilhões em outubro. O indicador, que inclui o endividamento interno e externo, retraiu 0,84% em termos nominais em relação a setembro. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Tesouro Nacional, em Brasília.

Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública, divulgado em janeiro pelo Tesouro, a tendência é que a DPF encerre o ano entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi) (em títulos), em circulação no mercado nacional, caiu 0,68%, passando de R$ 3,993 trilhões para R$ 3,966 trilhões. No mês passado, houve mais resgates do que emissões, com saldo de R$ 51,57 bilhões, o que explica a redução da dívida. Por outro lado, houve apropriação de juros no total de R$ 24,41 bilhões.

A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

A Dívida Pública Externa recuou em 4,79%, encerrando outubro em R$ 154,71 bilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Composição
A participação dos papéis corrigidos pela Selic passou de 38,36% em setembro para 39,38% em outubro. A fatia dos títulos prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) caiu de 31,75% para 30,42%.

A participação dos títulos vinculados à inflação subiu de 25,78% para 26,27%. A parcela do câmbio, que inclui a dívida pública externa, caiu de 4,11% para 3,93%.

Impactos da alta do dólar
O coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, afirmou que o impacto da alta do dólar na administração da dívida é “muito pouco relevante”.

“Toda a gestão de dívida é realizada de forma a minimizar quaisquer vulnerabilidades ou riscos. O impacto dessa elevação de dólar é muito pouco relevante”, afirmou.

Acrescentou que “não há no radar” qualquer intenção de o Tesouro Nacional fazer atuação extraordinária conjunta com o Banco Central por conta da alta recente do dólar.

Agência Brasil
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O dólar mantém a trajetória de alta nesta terça-feira (26), sendo negociado acima de R$ 4,27 e batendo nova máxima ao longo do dia, após ter renovado na véspera maior valor nominal de fechamento da história, com os investidores reagindo a declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou que o câmbio de equilíbrio "tende a ir para um lugar mais alto".

Às 16h30, a moeda norte-americana subia 0,75%, a R$ 4,2440. Na máxima da sessão até o momento, chegou a R$ 4,2771. Trata-se da maior cotação intradia já registrada, sem considerar a inflação. O recorde anterior tinha sido registrado em 24 de setembro de 2015, quando bateu R$ 4,2484.

Já o dólar turismo era negociado ao redor de R$ 4,46, sem considerar os impostos.

Por volta das 11h05, a alta da moeda teve uma leve desaceleração, depois que o Banco Central vendeu dólares no mercado à vista, em leilão extra, com taxa de corte de US$ 4,232. Um segundo leilão à vista foi feito por volta das 15h30, com corte de US$ 4,2390, devolvendo a cotação para baixo de R$ 4,25.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,5%, a R$ 4,2129. O recorde anterior de fechamento havia sido atingido na semana anterior, quando a moeda encerrou a sessão cotada a R$ 4,206. Na parcial de novembro, acumula alta de 5,07% sobre o real. No ano, o avanço até agora é de 8,74%.

Mais cedo, o coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Beier Lobarinhas, afirmou que o impacto da alta do dólar sobre a gestão de dívida é "muito pouco relevante". "Olhamos a composição da dívida cambial e não observamos variação relevante. Para a gente, está bem tranquilo", afirmou.

Questionado sobre uma possível atuação conjunta com o Banco Central, ele apontou ainda que não foi observado "nada nem próximo da necessidade de se fazer qualquer coisa, qualquer atuação. Não há nada no radar nesse sentido".

Câmbio de equilíbrio é mais alto com juro mais baixo, diz Guedes
Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio "tende a ir para um lugar mais alto".

"Quando você tem um fiscal mais forte e um juro mais baixo, o câmbio de equilíbrio também ele é mais alto", afirmou Guedes em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Washington, acrescentando que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação.

"Os comentários do Guedes mostram que não tem uma preocupação com a taxa de câmbio no atual patamar", disse à Reuters Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. "O mercado acaba achando que isso é uma indicação de que o BC não vai atuar."

Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que "há prós e contras" com fato do dólar ter alcançado novo valor nominal recorde.

"Se você for analisar na ponta da linha, tem vantagens, prós e contra no dólar a R$ 4,21 como está agora (sic)", afirmou o presidente, na saída do Palácio da Alvorada. "Espero que caia (a cotação da moeda), torço, assim como torço para que caia a taxa Selic, torço para que aumente a nossa credibilidade junto ao mundo", acrescentou.

Incertezas externas e saída de dólares do país
O avanço do dólar nas últimas semanas acontece também em meio as incertezas em torno das negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos, com o mercado em busca de sinalizações sobre um possível acordo para colocar fim à guerra comercial que se arrasta desde o começo de 2018.

Internamente, o mercado também reage ao movimento de saída de dólares do país, que enfraquece o câmbio. Em outubro, o déficit nas transações correntes chegou a US$ 7,9 bilhões, maior que os US$ 5,8 bilhões projetados pelo Banco Central (BC) e com o investimento estrangeiro abaixo do esperado.

A menor oferta de moeda no país em meio a contínuas saídas de capital se tornou uma preocupação ainda maior depois da frustração do mercado com o megaleilão do excedente da cessão onerosa do pré-sal, no último dia 6, no qual praticamente apenas a Petrobras fez lances.

No dia 5 de novembro, o dólar havia encerrado em R$ 3,99 na venda. Desde então, a cotação disparou mais de 5%, em termos nominais.

Atuação do Banco Central
Diante do salto histórico do dólar à vista, o Banco Central anunciou nesta terça-feira dois leilões de venda à vista de no mínimo US$ 1 milhão, em oferta líquida de moeda, indicando ao mercado as ferramentas disponíveis para controlar a volatilidade.

"O Banco Central deu um recado, vendo o que está acontecendo. Não é porque o Guedes falou que o dólar vai ficar alto que vai ficar por isso mesmo", disse à Reuters Jefferson Laatus, sócio e fundador do Grupo Laatus.

"O mercado, depois da fala do Guedes, quer testar quais são os patamares que incomodam o Banco Central. E teve essa venda de dólares à vista, um recado do BC", acrescentou.

Ele avaliou, porém, que o dólar pode manter o viés de alta caso o BC não volte a atuar.

Mais cedo, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e US$ 175 milhões em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente. Adicionalmente, a autarquia leiloará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.

G1
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Com Neymar de volta à Espanha nesta terça-feira, mas para o jogo entre Real Madrid e Paris Saint-Germain, a revista France Football publica uma reportagem em Messi revela duas coisas em troca de mensagens com o brasileiro. Segundo a matéria, depois da derrota por 4 a 0 para o Liverpool pela semifinal da Liga dos Campeões, o camisa 10 do Barcelona afirmou que deixará o clube catalão em dois anos e que deseja o retorno do astro do PSG.

- Somente juntos podemos vencer a Liga dos Campeões. Eu quero que você volte. Daqui a dois anos vou embora, e você estará sozinho, tomará meu lugar - enviou o argentino, dando mais força para que o ex-jogador do Barcelona voltasse para o time espanhol.

Ainda de acordo com a publicação francesa, Verrati e Mbappé fizeram o principal lobby para a permanência do craque em Paris. A negociação para o retorno a Barcelona não deu certo, porém, houve muitas idas e vindas até o fim da novela. O principal ponto de falha na comunicação foi quando Leonardo, ex-jogador e atual diretor do PSG, afirmou que o clube estava pronto para vender o camisa 10. Só que Jean-Claude Blanc, gerente-geral do time da capital francesa respondeu o contrário aos representantes do craque.

Fato é que Neymar está nesta terça na Espanha, para enfrentar o Real Madrid, às 17h (de Brasília). Caso vença o time da capital espanhola, o Paris Saint-Germain garante o primeiro lugar do Grupo A na Liga dos Campeões. O time do camisa 10 do Brasil já está classificado para as oitavas de final.

Globo Esporte
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Uma escola pública em Santa Rita, na Grande João Pessoa, teve objetos roubados por assaltantes, na noite desta terça-feira (25), segundo a Polícia Militar. Além disso, os invasores tentaram roubar a arma do vigilante da unidade escolar, que reagiu. Durante a ação, um princípio de incêndio foi registrado no local. Os assaltaram fugiram. Ninguém ficou ferido.

Ainda de acordo com a polícia, o incêndio foi iniciado pelo aparelho de ar-condicionado da sala dos professores, que explodiu por motivo ainda desconhecido. O fogo foi controlado com a chegada do Corpo de Bombeiros.

Durante as buscas realizadas nas proximidades da Escola Cidadão Integral Heliton Santana, dois adolescentes foram localizados com três aparelhos televisores. Os suspeitos foram encaminhados para a 6ª Delegacia Distrital da cidade, mas foram liberados por falta de provas.

A Secretaria de Estado da Educação confirmou que houve tentativa do assalto seguida de incêndio e explicou que a unidade de ensino tem segurança armada que acionou a PM. Além disso, segundo a secretaria, o incêndio foi provocado pelos suspeitos e que eles fugiram sem levar nenhum objeto.

Conforme a secretaria, os adolescentes que foram detidos não são alunos da escola e os televisores encontrados com eles não pertencem a unidade escolar.

Nesta terça-feira (26), as aulas foram suspensas e a sala atingida pelo fogo passará por manunentação. As aulas serão normalizadas a partir desta quarta-feira (27).

G1 PB
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Quatro bandidos invadiram o Fórum de Alagoa Grande, na Paraíba, para roubar as armas de fogo do local, no fim da noite desta segunda-feira (25). Durante a ação, um juíz e o vigilante do prédio foram rendidos pelos criminosos. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos levaram 61 armas de fogo, além de quatro coletes balísticos. As vítimas não ficaram feridas.

Conforme relatou o juíz Jackson Guimarães, que foi rendido no Fórum, um dos criminosos chegou ao local sozinho, como se fosse pedir informação. Após render o vigilante, os outros integrantes do grupo entraram no local, foram até o gabinete dele e perguntaram onde estavam guardadas as armas. Segundo o juíz, a vigilância do fórum não é armada, "então eles se aproveitaram".

De acordo com a PM, durante a fuga da quadrilha, uma guarnição que fazia rondas nas proximidades do fórum achou a atitude do grupo estranha, que saíram rápido ao ver a viatura. Foi iniciada uma perseguição e houve troca de tiros.

Um dos bandidos foi preso após ser atingido por um tiro na perna. Os outros três conseguiram fugir. Segundo a PM, até as 7h desta terça-feira (26), nenhum dos três suspeitos haviam sido localizados. As armas e os coletes roubados foram recuperados durante a ação.

O bandido baleado foi encaminhado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, sob custódia policial.

G1 PB
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