Abril 05, 2025
Arimatea

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O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) que vai aumentar o repasse de verbas de saúde para municípios que tiverem melhores indicadores no setor. Entre os quesitos, está o aumento do número de cidadãos cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministério, o orçamento para a chamada atenção primária passará de R$ 18,3 bilhões neste ano para R$ 20,4 bilhões em 2020 – um aumento de 11,4%. As regras para repassar esses R$ 2 bilhões adicionais serão baseadas em desempenho.

Os R$ 2 bilhões para esse bônus de produtividade em 2020 virão, segundo o governo, de economias feitas no próprio Ministério da Saúde, em áreas como propaganda e contratos de terceirização.

Atualmente, o dinheiro do governo federal que vai para cada prefeitura depende do número de habitantes daquela cidade, e dos serviços ofertados (se há centro cirúrgico ou tratamento de câncer, por exemplo). Pelo novo modelo, o número de pessoas efetivamente acompanhadas pelos serviços de saúde também vai entrar no cálculo.

A adesão a programas específicos, como o de saúde bucal, também será levada em consideração. De acordo com o Ministério da Saúde, esses critérios serão um “estímulo” para que os municípios cadastrem 50 milhões de brasileiros que, hoje, estão fora dos sistemas.

“Essa maneira [anterior] de repassar o recurso era muito justificada pela chamada universalidade. E realmente, não se pode perder de vista a universalidade. Mas ela criou, presidente, um mundo dos esquecidos”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o ministro, se cada uma das 44 mil equipes do Programa Saúde da Família atendesse 3 mil habitantes, seria possível atingir 140 milhões de beneficiados. Hoje, diz Mandetta, a ação atende 90 milhões de pessoas.

“Onde estão as pessoas? Nós fomos cruzar os cadastros e nós encontramos o cadastro do Bolsa Família, do BPC, do INSS, dos menores benefícios. São mais de 40 milhões esquecidas, quase metade delas as pessoas mais frágeis, que mais necessitam do cuidado do Saúde da Família.”

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, dessas quase 50 milhões de pessoas não atendidas pelo SUS, 30 milhões estão em outros cadastros do governo federal, como o que norteia o pagamento do Bolsa Família (CadÚnico).

As regras constam em uma portaria a ser publicada pelo Ministério da Saúde e devem começar a valer em 2020. Até a publicação desta reportagem, o texto da portaria ainda não tinha sido divulgado.

Segundo o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, os municípios terão 12 meses para se adequar.

O prazo para esse mutirão de credenciamento de usuários do SUS vai até abril, e os primeiros resultados devem ser divulgados em setembro de 2020. Daí em diante, a avaliação do desempenho dos municípios será realizada a cada quatro meses.

Com as mudanças, o governo também espera um ganho na execução do orçamento da atenção básica – que muitas vezes é devolvido porque a prefeitura não consegue usar o recurso.

Série de indicadores
Quando a implementação for concluída, o Ministério da Saúde espera avaliar as equipes do Saúde da Família a partir de 21 critérios.

Em 2020, serão considerados sete aspectos ligados à saúde das mulheres, das crianças, das gestantes e dos portadores de doenças crônicas. Outros sete começam a ser analisados em 2021, e os sete últimos, em 2022.

De acordo com o governo, a taxa de vacinação e o número médio de consultas pré-natal por grávida, por exemplo, entrarão no cálculo do repasse. O município que apresentar os melhores resultados receberá a maior bonificação.

Também devem entrar na fórmula iniciativas como o programa de saúde bucal, a informatização dos sistemas, as atividades de formação e residência média e as equipes de atendimento à população ribeirinha.

O governo diz esperar que a atenção básica seja fortalecida nos municípios, desafogando os atendimentos de urgência e emergência nos hospitais.

A ideia é controlar condições como o diabetes e a hipertensão e, com isso, reduzir os altos índices de amputação e infarto motivados por essas doenças, respectivamente.

“Sabemos que ainda precisamos muito mais, porque o vácuo no financiamento da saúde pública do Brasil é grande. Mas essa medida vem muito bem para atender aos 5 mil municípios de maneira uniforme, e incluir esses brasileiros que ainda não tinham sido incluídos no sistema único”, afirma o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire.

G1
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As ações do Programa Crescer Saudável foram iniciadas neste mês de novembro, em Campina Grande. O programa realiza conscientização para os alunos da rede pública de ensino, principalmente no combate à obesidade infantil, abrangendo cuidados relativos à alimentação, nutrição, incentivo à prática corporal e atividades físicas.

O programa teve o pontapé inicial na Creche Municipal Walnyza Borborema Cunha Lima, no Bairro das Cidades, na última sexta-feira (8). Além da visita e ações do projeto, a creche tem uma rede de cuidados que envolve as crianças e mães na tentativa de alertar a população sobre os cuidados com a alimentação infantil. A creche tem a sua própria horta e implementa tanto o cultivo orgânico, quanto a alimentação saudável no ensino infantil.

Erika Silva, mãe de uma das crianças da creche, agradece ao projeto "por poder participar da rotina dos nossos filhos e também por ver que o trabalho deles é um esforço muito grande e que a gente valoriza cada vez mais".

Como iniciativa do Ministério da Saúde e realizado pela Prefeitura de Campina Grande, o programa também tem parceria com a Universidade Estadual da Paraíba e a União de Ensino Superior de Campina Grande (Unesc).

Os profissionais da saúde participam de uma mobilização nas escolas e creches para identificar crianças com problemas de obesidade infantil e após o diagnóstico, a criança é encaminhada para a Unidade Básica de Saúde e, em seguida, para a Clínica Escola da UEPB para iniciar o tratamento adequado. Atendimentos de saúde bucal e orientações com relação ao cartão de vacinação das crianças também são oferecidos.

G1
Portal Santo André em Foco

Paris relembrou nesta quarta-feira (13) os quatro anos dos piores atentados extremistas já cometidos no país. A prefeita da cidade, Anne Hidalgo, integrantes do governo, familiares e sobreviventes realizaram homenagens às vítimas, em todos os locais atingidos pelos ataques, em um contexto de ameaça permanente contra o país.

Em 13 de novembro de 2015, o Stade de France, bares e restaurantes da capital e a casa de shows Bataclan foram alvo de um ataque coordenado por terroristas do grupo Estado Islâmico. Ao todo, 130 pessoas morreram e mais de 350 ficaram feridas.

O presidente Emmanuel Macron, que não participou das cerimônias nesta manhã, pediu pelo Twitter que os franceses “se lembrem da promessa de continuar unidos para nunca deixar vencer” os autores dos atentados. O ministério do Interior ressaltou nesta quarta que a ameaça terrorista continua elevada no país.

O secretário de Estado da pasta, Laurent Nuñez, disse ser necessário manter vigilância, principalmente devido “a disseminação em todo o mundo dos jihadistas”, depois que eles perderam seu território na Síria e no Iraque.

O risco de um ataque como o de 13 de novembro de 2019 está em baixa, mas as autoridades temem a fuga de combatentes, franceses ou de outras nacionalidades, para a Europa. Essa ameaça começou a ser levada a sério depois da queda do último reduto do Grupo Estado Islâmico na Síria, em março, e principalmente depois da ofensiva militar turca contra o norte sírio, controlado pelas forças curdas, em outubro.

Homenagens
Em cada uma das cerimônias em homenagem às vítimas na manhã desta quarta-feira, os participantes depositaram uma coroa de flores e fizeram um minuto de silêncio. O cantor do grupo The Eagles of death metal, Jesse Hughes, que se apresentava no Bataclan na noite dos atentados, participou das solenidades.

As homenagens foram encerradas na prefeitura do 11° distrito de Paris, com discursos de representantes de associações de vítimas. Para o presidente do coletivo 13onze15, Phillipe Dupeyron, os traumas de quatro anos ainda continuam vivos. “Novas vítimas se declararam nos últimos meses, casais se separaram e trabalhadores ainda têm uma vida profissional conturbada”, lamentou Dupeyron.

O inquérito gigantesco sobre os atentados foi finalmente encerrado e o julgamento deve acontecer em 2021. A justiça indiciou 14 pessoas; 12 delas estão detidas provisoriamente. Entre os principais suspeitos está Salah Abdeslam, único integrante vivo do grupo de jihadistas que atacou Paris. Desde sua detenção, em março de 2016 na Bélgica, ele se nega a falar.

RFI
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O regime de Nicolás Maduro na Venezuela publicou nota nesta quarta-feira (13) em que chama de "ataque cometido por grupos violentos" o ato ocorrido na Embaixada venezuelana em Brasília. Pela manhã, um grupo de apoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, entrou na representação do país vizinho – o que gerou conflito de versões entre os dois lados.

No comunicado, o governo chavista critica o que classificou como "atitude passiva das autoridades policiais brasileiras, em desatenção de suas obrigações de proteção das sedes diplomáticas e seu pessoal".

O comunicado também diz que o regime venezuelano exige ao governo brasileiro "o cumprimento de suas obrigações como Estado parte da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, que estabelece a obrigação de proteger sedes diplomáticas em qualquer circunstância".

"[A medida] ordena que tome imediatamente as medidas necessárias para a retirada dos agressores das imediações da Embaixada, a emissão de punições e o fim da situação inaceitável de perseguição à qual a equipe diplomática venezuelana em Brasília está exposta."

A posição do regime de Maduro contrasta com a declaração do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O órgão brasileiro negou que o presidente Jair Bolsonaro tenha incentivado invasão à Embaixada venezuelana e disse que "as forças de segurança, da União e do Distrito Federal, estão tomando providências para que a situação se resolva pacificamente e retorne à normalidade".

Mais cedo, o chanceler do regime Maduro, Jorge Arreaza, chamou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro de "vergonha" por "avalizar o ataque violento a uma embaixada de um país soberano, a poucas quadras da sede onde ocorre a reunião dos Brics".

Conflito de versões
O atual responsável pela embaixada, Freddy Meregote, encarregado de negócios que foi nomeado pelo governo Maduro, afirma que o imóvel foi invadido. Porém, o grupo pró-Guaidó diz que funcionários "abriram as portas voluntariamente".

A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança do local. A corporação informou que, por volta das 5h, pelo menos 14 pessoas haviam ultrapassado os portões. Do lado de fora, cerca de 30 manifestantes demonstravam apoio ao atual corpo diplomático – nomeado por Maduro.

Por volta das 8h, o grupo pró-Maduro forçou a entrada da embaixada, e apoiadores de Guaidó estacionaram um carro na frente do portão, pelo lado de dentro. A PM separou a confusão com gás de pimenta e fechou os portões.

G1
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O inquérito de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegará a um ponto crítico nesta quarta-feira (13), quando parlamentares iniciam as primeiras audiências públicas televisionadas, marcando uma nova fase nos procedimentos que podem determinar o destino do turbulento governo do republicano.

Os democratas que comandam a investigação da Câmara dos Deputados convocaram três diplomatas --todos os quais expressaram alarme a respeito das comunicações de Trump com a Ucrânia em depoimentos a portas fechadas-- para que estes detalhem seus temores nesta semana, diante da intensa cobertura midiática.

Os colegas republicanos de Trump, que também poderão interrogar as testemunhas, conceberam uma estratégia de defesa segundo a qual argumentarão que ele não fez nada de errado ao pedir ao novo presidente ucraniano para investigar Joe Biden, ex-vice-presidente e um de seus maiores obstáculos à reeleição em 2020.

Os dois lados cortejarão um eleitorado intensamente polarizado ao se aprofundarem em uma investigação de seis semanas que eclipsou a presidência Trump com a ameaça de retirá-lo do cargo no momento em que ele faz campanha para um segundo mandato.

Audiências do passado
Já faz duas décadas que os norte-americanos testemunharam um processo de impeachment contra um presidente, e este será o primeiro da era das redes sociais. Os republicanos, que à época controlavam a Câmara, apresentaram acusações de impeachment contra o democrata Bill Clinton devido a um escândalo envolvendo sua relação sexual com uma interna da Casa Branca. O Senado acabou votando pela preservação de Clinton no cargo.

Embora nenhum presidente tenha sido afastado por um impeachment, isso não deteve os democratas, que estão analisando se Trump abusou de seu poder retendo quase US$ 400 milhões de ajuda de segurança à Ucrânia para pressionar um aliado vulnerável dos EUA.

O foco é uma conversa telefônica de 25 de julho na qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que iniciasse uma investigação de corrupção a respeito de Biden e seu filho e uma teoria desacreditada de que a Ucrânia pode ter interferido nas eleições norte-americanas de 2016.

Trump negou qualquer irregularidade, ridicularizou algumas autoridades antigas e atuais dos EUA que depuseram a comitês e rotulou o inquérito como uma caça às bruxas que visa prejudicar suas chances de se reeleger.

Reuters
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A líder interina da Bolívia, Jeanine Áñez, chegou nesta quarta-feira (13) à Casa do Governo, no centro de La Paz, para assumir suas funções depois de se autoproclamar presidente na tentativa de acabar com o vácuo de poder surgido após a renúncia de Evo Morales.

Em meio à crise política desencadeada pela saída de Morales sob pressão das Forças Armadas, os enfrentamentos entre seguidores e opositores do ex-presidente continuavam. Na tarde desta quarta-feira (13) se espera uma grande manifestação convocada por um sindicato de professores da capital boliviana.

Áñez chegou de manhã ao Palácio Quemado, como é conhecido o edifício presidencial boliviano histórico, que Morales havia deixado de usar por considerá-lo um símbolo do velho poder.

A autoridade da presidenta interina é questionada pelos partidários de Morales, porque a Assembleia Legislativa na qual assumiu a Presidência interinamente não reuniu o quórum necessário devido à ausência dos parlamentares leais ao ex-presidente, que na segunda-feira (11) deixou o país para se asilar no México.

Com a ascensão de Áñez, a oposição pretende preencher o vácuo de poder surgido após a renúncia de Morales, de seu vice-presidente e dos titulares de ambas as câmaras do Congresso.

O líder indígena abandonou o cargo no domingo (10) denunciando um golpe de Estado depois que as Forças Armadas lhe "sugeriram" renunciar em meio aos grandes protestos de opositores que o acusavam de cometer fraude nas eleições de 20 de outubro.

Divisões na América Latina
A situação institucional da Bolívia provocou divisões na América Latina entre uma centro-direita que considera que Morales cometeu fraude e devia deixar o poder e uma centro-esquerda que aponta um golpe de Estado contra ele.

Nesta quarta-feira, o governo do presidente Jair Bolsonaro reconheceu Áñez como presidente da Bolívia por meio de uma mensagem em rede social.

Reuters
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (13) que o governo brasileiro tem intenção de formar uma área de livre comércio também com a China.

No fim de julho, o Brasil iniciou oficialmente as negociações para o fechamento de um acordo comercial com os Estados Unidos, após o Mercosul ter fechado, semanas antes, um acordo de livre comércio com a União Europeia.

"Estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma ‘free trade area’ [área de livre comércio]. Estamos buscando um alto nível de integração. É uma decisão. Queremos nos integrar às cadeias globais. Perdemos tempo demais, temos pressa", afirmou o ministro, em seminário do banco dos Brics, em Brasília.

A capital federal recebe a partir desta quarta o encontro de cúpula do grupo, que reúne líderes de Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul.

Guedes afirmou que, por 40 anos, a economia brasileira ficou isolada do comércio mundial, com participação muito pequena. E acrescentou que nos próximos anos buscará caminhar mais rapidamente em termos de abertura da economia. "Vamos fazer 40 anos em quatro", declarou.

O ministro da Economia afirmou ainda que não interessam ao Brasil guerras ou tensões comerciais – como as protagonizadas nos últimos meses entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo.

"Ao contrário, we want to be friends with everybody' [queremos ser amigos de todos]", disse. E completou, ainda em inglês: "we are open for business [estamos abertos aos negócios]".

Segundo ele, o governo Bolsonaro chegou com uma "clara decisão" de buscar um caminho de prosperidade, por meio da integração do país ao comércio global, "que os países que deram certo no mundo sempre utilizaram".

Situação da América Latina
O ministro avaliou, ainda, que parte da Europa, e a Ásia, estão saindo da pobreza por meio da integração ao comércio global, e às chamadas cadeias globais de produção.

"Os chineses, indianos, malaios, filipinos, está todo mundo subindo o padrão de vida. A metade de lá. Enquanto isso, do lado de cá, particularmente a América Latina, o Mercosul, fez o contrário: cabeça de avestruz, enfiamos a cabeça no chão. Ficamos fechados. Nosso padrão de vida está piorando", declarou.

Ele disse, também, que a situação está confusa na América do Sul, com "movimento, agitação, reclamação, cai presidente, ditadura". Nas últimas semanas, Bolívia e Chile têm vivido dias de tensão política. No caso chileno, manifestações de rua pedem melhorias nas condições de vida da população. Na Bolívia, a crise política culminou com a renúncia do então presidente Evo Morales.

"Está uma confusão danada aqui na América do Sul, enquanto do outro lado do mundo sobe sem parar o padrão (...) A África é o continente da esperança, cresce mais do que a América Latina, pois está se integrando às cadeias globais", afirmou.

De acordo com Paulo Guedes, o Brasil negociava com a China um volume de comércio de cerca de US$ 2 bilhões ao ano 20 anos atrás, que já saltou para mais de US$ 100 bilhões nos dias atuais. Disse, porém, que, com a Índia, outro parceiro dos Brics, o comércio ainda está ao redor de US$ 4 bilhões por ano.

"Estamos bem atrasados nas possibilidades com a Índia. O maior 'upside' [possibilidade de crescimento] de comércio é com a própria Índia, pois o comércio é limitado. Há um enorme espaço. Não temos nada ainda realizado em termos de comércio", declarou.

O ministro anunciou a intenção de aumentar os investimentos entre as economias do Brics e também as trocas tecnológicas entre os parceiros.

Agência Brasil
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As vendas no varejo cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto. Segundo informou hoje (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o quinto resultado positivo consecutivo. O segmento acumulou ganho de 2,4%.

O instituto informou ainda que, com o maior dinamismo da atividade comercial nos últimos três meses, o índice de média móvel no trimestre encerrado em setembro (0,6%) “acentua ritmo de crescimento frente à estabilidade que vinha sendo observada entre março e junho de 2019”.

Na comparação com setembro de 2018, o varejo cresceu 2,1%, sendo a sexta taxa positiva seguida. Com estes resultados, os índices do setor foram positivos tanto para o fechamento do terceiro trimestre de 2019 (2,6%), como para o acumulado dos nove primeiros meses do ano (1,3%).

As comparações são em relação a iguais períodos do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, saindo de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro, “sinaliza estabilidade no ritmo de vendas”.

Varejo ampliado
O varejo ampliado - que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção - teve expansão de 0,9% no volume de vendas, se comparado a agosto de 2019. Significa a sétima taxa positiva seguida. No período, acumulou ganho de 4,0%.

A média móvel do trimestre encerrado em setembro, que é de 0,6%, mostrou aumento no ritmo das vendas, em relação à média móvel no trimestre finalizado em agosto, quando ficou em 0,3%.

Em relação a setembro de 2018, o comércio varejista ampliado cresceu 4,4%, sexta taxa positiva consecutiva. O indicador acumulado no ano indica alta de 3,6% e de 4,4% no terceiro trimestre de 2019. Nos últimos 12 meses, ao passar de 3,7% até agosto para 3,8% até setembro, também apontou estabilidade nessa comparação.

Atividades
De acordo com o IBGE, sete das oito atividades analisadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) tiveram resultados positivos em setembro, o que favoreceu a taxa de 0,7% do varejo.

Os destaques ficaram com móveis e eletrodomésticos (5,2%), tecidos, vestuário e calçados (3,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%), combustíveis e lubrificantes (1,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (0,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

A única taxa negativa deu-se nos itens equipamentos e material para escritório, informática e comunicação com queda de 2,0%, após avanço de 3,8% no mês anterior.

Agência Brasil
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O dólar opera em alta nesta quarta-feira (13), dando sequência ao movimento do dia anterior, com os sinais conflitantes do presidente norte-americano Donald Trump sobre o estágio das negociações comerciais com a China.

Às 15h03, a moeda norte-americana tinha de alta de 0,33%, vendida a R$ 4,1818. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 4,1852. Na terça-feira, o dólar subiu 0,64%, fechando o dia vendido a R$ 4,1679.

A sessão era marcada ainda pela decepção dos investidores em relação a um discurso de Trump no dia anterior, que era alvo de expectativas de detalhes sobre a assinatura de um acordo para resolver a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Trump não ofereceu novos detalhes sobre as negociações com a China, e disse que aumentará "substancialmente" as tarifas sobre produtos chineses se o país asiático não fizer um acordo com os EUA.

"Há um fator mais externo, com um clima mais cauteloso depois das declarações recentes de Trump, que esfriaram o otimismo sobre um acordo mais encaminhado entre Estados Unidos e China", explicou à Reuters Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

"Internamente, também há ruídos políticos interferindo no dólar, colocando a moeda em alta contra o real", acrescentou.

Incertezas políticas no Brasil e agitação recente nos países vizinhos também contribuíam para pressionar o câmbio, segundo operadores. A maioria das moedas emergentes caíam contra o dólar devido à maior aversão ao risco. O peso chileno liderava as perdas.

Segundo Campos Neto, "o fator Chile pesa sobre as moedas da região", o que explica parte do comportamento do dólar contra o real.

O Banco Central vendeu nesta quarta-feira todos os 12 mil contratos de swap cambial reverso e todos os US$ 600 milhões em moeda spot ofertados.

G1
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A produção brasileira de soja para a safra 2019/2020 foi estimada nesta quarta-feira em um recorde de 120,86 milhões de toneladas, com aumento de 5,1% ante a temporada anterior, de acordo com o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a nova safra.

Em outubro, a estatal esperava uma colheita de 120,4 milhões de toneladas. Produtores estão na fase de plantio da principal safra do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

O país já plantou 56% da área de soja, projetada para crescer 2,3% em 2019 e 2020 ante o ciclo anterior, para 36,7 milhões de hectares, segundo a Conab.

De acordo com a companhia, a produção está estimada em recorde mesmo com "problemas climáticos que atrasaram o plantio" em estados como Mato Grosso do Sul e Paraná.

Já o milho primeira safra, que nos últimos levantamentos perdia espaço para a soja, deve ter aumento de área de 0,9% ante o ciclo anterior, para 4,1 milhões de hectares.

A produção na primeira safra de milho foi estimada em 26,3 milhões de toneladas, 2,4% superior a 2018 e 2019.

Segunda safra do milho e algodão
"As condições das lavouras no Rio Grande do Sul e Paraná estão boas. A partir de janeiro, começa o plantio da segunda safra do cereal, que representa mais de 70% da produção de milho no país", destacou a estatal em nota.

A safra total de milho foi vista em 98,37 milhões de toneladas, praticamente estável ante o número de outubro, mas uma queda na comparação ao recorde de 2018/19, de mais de 100 milhões de toneladas.

Para o algodão, a Conab mantém a projeção de crescimento em área (alta de 1,8%), alcançando mais de 1,6 milhão de hectares. A produção pode chegar a 2,7 milhões de toneladas de pluma, praticamente estável ante o ciclo anterior, que foi recorde.

"O produtor segue apostando na demanda externa pela pluma brasileira. Em outubro, o Brasil exportou o maior volume mensal da história: 279 mil toneladas de pluma", disse a Conab.

Reuters
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