Corinthians e Vitória empataram por 1 a 1 na Neo Química Arena, em um jogo brigado e com poucas chances claras de gol. O Timão foi melhor no geral, mas voltou a pecar na eficiência. No primeiro tempo, Renê abriu o placar para o Vitória em uma das raras chegadas da equipe ao ataque. Na etapa final, Yuri Alberto deixou tudo igual em cobrança de pênalti.
O Corinthians teve mais posse de bola e foi melhor em boa parte do primeiro tempo. Apesar do volume ofensivo, porém, pecou na eficiência e não conseguiu aproveitar as chances criadas. Já nos acréscimos, o Vitória chegou ao ataque em uma das poucas oportunidades e abriu o placar com Renê.
O cenário pouco mudou na etapa final, e o Corinthians seguiu no campo de ataque em busca de espaços na defesa do Vitória. Aos 20 minutos, André foi derrubado na área, e o árbitro assinalou pênalti. Yuri Alberto cobrou e deixou tudo igual. O Timão continuou pressionando, mas pouco ameaçou a meta adversária.
O Vitória volta a campo no próximo sábado, às 16h30 (de Brasília), contra o Athletico, no Barradão, pela 32ª rodada do Brasileirão. Mais tarde, às 18h30, o Corinthians visita o Vasco, em São Januário, na estreia de Clarence Seedorf como técnico da equipe.
Depois de oito derrotas consecutivas, o Corinthians voltou a pontuar no Campeonato Brasileiro. O último ponto havia sido conquistado em 9 de agosto, na vitória por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista.
Ainda impedido de ficar à beira do gramado por questões burocráticas, Seedorf acompanhou a partida do Setor Oeste da Neo Química Arena, logo atrás do banco de reservas do Corinthians. O treinador esteve ao lado do auxiliar Pablo López, que o ajudou a transmitir orientações à equipe.
O Corinthians não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento e permanece na 16ª colocação, com 33 pontos. Já o Vitória caiu para a 13ª posição, com 37 pontos.
Pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (20) pelo instituto Real Time Big Data sobre as intenções de voto para a Presidência da República mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% dos votos válidos no 2º turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48%.
Além de fazer a simulação de votos válidos, o instituto divulgou o cenário estimulado, considerando o total de votos. Veja:
A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 19 de outubro, com as entrevistas de 2.000 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-02952/2026.
Além das intenções de voto, a pesquisa analisou o grau de consolidação da escolha do eleitorado para o 2º turno na eleição presidencial.
Quando perguntados se a decisão para a Presidência já está tomada, 93% dos eleitores afirmaram que o voto já está definido, enquanto apenas 7% disseram que o voto não está definido e ainda podem mudar de opinião.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro, 94% afirmam que não mudariam de jeito nenhum. Um grupo de 4% avalia que dificilmente mudaria de posição, e 2% admitem que poderiam migrar para Lula.
Entre os apoiadores de Lula, 90% declaram que não mudariam de voto de jeito nenhum. Outros 7% dizem que dificilmente mudariam e 3% afirmam que poderiam mudar o voto para Flávio Bolsonaro.
No primeiro turno, Flávio recebeu 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.879.538 votos, o que corresponde a 45,16%.
Foram registrados 2.300.798 votos brancos (1,84%) e 3.674.249 votos nulos (2,93%). O total de votos válidos corresponde a 125.275.835.
A campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrou no Tribunal Superior Eleitoral com nova manifestação contra a Meta, big tech responsável pelo Facebook, Whatsapp e Instagram. Segundo os petistas, a plataforma digital deixou de cumprir determinação do próprio TSE e está prejudicando a campanha de Lula.
Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a decisão do tribunal de obrigar a Meta a garantir igualdade entre as campanhas presidenciais não está sendo cumprida.
“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, disse Valadares.
O PT sustenta que a IA da Meta tem favorecido a geração de imagens com o número 22, do senador Flávio Bolsonaro, até em situações em que não se faz menção ao nome do candidato do PL.
Valadares afirmou também que foi realizada nesta segunda uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o tema.
Segundo o secretário, o processo interno de investigação está avançando, mas é importante haver uma atitude por parte da big tech. “Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira”, disse.
No domingo (18), Belizze deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte em adotar medidas que comprovem a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno das eleições. Está previsto o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.
Na sexta-feira (16), a Meta admitiu, por meio de nota, que falhas técnicas no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha do presidente Lula. A empresa, contudo, negou interferência política no pleito brasileiro, alegou que os problemas foram rapidamente corrigidos e que o candidato Flávio Bolsonaro também relatou falhas.
“Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, alegou a empresa.
R7
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu nesta segunda-feira (19) acabar com o que chamou de “entraves ambientais por razões ideológicas” caso seja eleito presidente, e disse que os proprietários de terra poderão fazer o que quiserem em suas propriedades caso ele chegue ao Palácio do Planalto.
Em evento com apoiadores em Marabá (PA), na região amazônica, Flávio prometeu ainda fazer “a maior regulamentação fundiária” da história do estado.
“Eu vou fazer a maior regulamentação fundiária que o Pará já viu, a sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada, você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu”, afirmou o senador em discurso durante uma motocarreata na cidade.
“Esses entraves ambientais que existem, principalmente por razões ideológicas, a gente vai acabar”, afirmou, sem detalhar a quais entraves se referia.
A retórica de Flávio ecoa a defesa que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, fez durante seu governo, entre 2019 e 2022, de revogação de parte da regulamentação ambiental que ele enxergava como excessiva, mas que ambientalistas apontam como necessária para preservar a floresta e o meio ambiente.
Durante uma reunião ministerial em abril de 2020, cuja gravação foi divulgada posteriormente, o então ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles, defendeu aproveitar que as atenções estavam voltadas para a pandemia de Covid-19 e “passar a boiada” para desregulamentar e mudar regras ambientais, no que foi, à época, alvo de críticas de ambientalistas.
O desmatamento da Amazônia, medido pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão vinculado ao governo federal, superou a marca de 10 mil quilômetros quadrados em cada um dos quatro anos do governo Bolsonaro, tendo chegado a 13 mil quilômetros quadrados em 2021, a maior marca em 15 anos. A gestão ambiental do ex-presidente gerou críticas dentro e fora do Brasil.
Na semana passada, o Inpe informou que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% entre agosto de 2025 e julho de 2026, alcançando 3.335 km², o menor nível registrado desde 1988, quando o governo brasileiro iniciou a coleta de dados. Nos últimos quatro anos, a queda foi de 71,2%.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não viu prática de abuso de autoridade por parte de André Mendonça na condução pelo ministro de ações no âmbito do caso Master, do qual é relator.
Para a PGR, os relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontaram direcionamento das investigações do caso Master por André Mendonça não são provas e, portanto, não devem justificar a abertura de uma apuração contra o ministro.
?Esses relatórios de inteligência embasaram um pedido de investigação contra André Mendonça apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, que mencionou "fortes indícios" de abuso de autoridade e possível crime de responsabilidade do colega.
No entanto, a PGR afirma que a abertura de uma investigação contra Mendonça depende do entendimento do plenário do Supremo, que é o responsável por autorizar ou recusar um pedido para que integrantes da Corte sejam investigados.
O parecer da PGR foi enviado ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, e está sob sigilo. A TV Globo teve acesso à manifestação.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e três integrantes da sua equipe destacam que os relatórios foram entregues pela PF ao Supremo por ordem do ministro Alexandre de Moraes, mas que não geraram diligências investigatórias.
Para a PGR, a lei não estabelece como esse tipo de relatório deve ser elaborado, mas que esses documentos não devem ser considerados provas ilícitas. A Procuradoria afirma que os próprios relatórios advertem não possuem valor probatório.
A PGR ressalta, no entanto, que as condutas podem ser apuradas eventualmente por outras vias. "Vale observar que crimes de responsabilidade, no caso, são da competência do Senado e que ações por improbidade administrativa escapam da abrangência da prévia autorização do Plenário da Corte", declara a PGR.
Os relatórios de inteligência foram entregues a Moraes no início de setembro e usados para pedir a abertura de uma investigação contra Mendonça.
Moraes afirmou que os elementos reunidos no documento indicavam presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
A solicitação de Alexandre de Moraes foi uma reação a outro pedido apresentado por Mendonça, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de ao menos 52 mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master e preso na Operação Compliance Zero.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado com arritmia cardíaca na madrugada desta segunda-feira (19), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Janones também apresentava um quadro de falta de ar quando entrou no hospital, por volta das 2h da manhã. 

Antes da internação, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.
Pouco antes de ser internado, Janones publicou um vídeo em suas redes sociais analisando o debate.
O Hospital Vila Nova Star ainda não divulgou boletim médico sobre o estado de saúde do deputado, que coordena o canal “Exército do Lula”, criado por ele para reforçar a campanha pela reeleição. O canal já tem 5,4 milhões de seguidores.
Agência Brasil
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O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta segunda-feira (19) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal não voltem a publicar, em plataformas digitais, conteúdos que já tiveram a remoção determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em caso de descumprimento, a multa prevista é de R$ 50 mil por publicação. A decisão também vale para posts considerados reproduções substancialmente idênticas aos conteúdos vetados, mesmo que não sejam os mesmos.
As plataformas também não poderão conceder tratamento privilegiado a esses perfis na distribuição de propaganda eleitoral.
O ministro atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
As restrições valem até as 23h59 de 25 de outubro. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 500 mil para cada plataforma.
O ministro ressaltou que o recebimento da ação não significa reconhecimento de irregularidades nem confirmação da responsabilidade dos investigados. A decisão ainda será submetida ao referendo do plenário do TSE.
Também nesta segunda-feira (19), O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte que determinou a adoção de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência no segundo turno, acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta sob argumento de que seus conteúdos de campanha têm sido prejudicados nas plataformas da empresa.
A equipe econômica pretende remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para acomodar medidas de estímulo econômico anunciadas recentemente, informou nesta segunda-feira (19) o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

Em nota oficial, a pasta destacou que o valor representa pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos. Segundo a nota, a realocação será feita sem elevar o teto de despesas nem alterar a meta de resultado primário.
A proposta de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, parte dos custos das medidas poderá ser absorvida por revisões nas estimativas de despesas obrigatórias. Outros R$ 20 bilhões serão remanejados entre áreas da administração federal para acomodar os gastos previstos.
O objetivo é incluir as iniciativas no orçamento sem ultrapassar o limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal, que restringe o aumento dos gastos a 2,5% acima da inflação no ano anterior.
O ministério não detalhou, na nota, quais despesas serão reduzidas ou quais áreas terão recursos remanejados.
Segundo o Planejamento, o resultado primário, que corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida, também deverá respeitar a meta prevista.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 estabelece meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo.
O governo reafirmou que pretende retomar os superávits primários para os anos seguintes. O indicador é considerado importante para a trajetória da dívida pública, embora não represente, isoladamente, uma redução automática do endividamento.
Na nota, a pasta declarou que o compromisso com o equilíbrio fiscal deve caminhar junto à manutenção de políticas públicas e à melhoria da qualidade do gasto. O ministério também afirmou que o saldo primário melhorou cerca de dois pontos percentuais do PIB desde 2023.
A proposta de remanejamento ainda precisará ser encaminhada ao Congresso, onde será discutida no processo de análise do Orçamento de 2027.
Entre as iniciativas citadas em levantamentos sobre os gastos previstos para 2027 estão mudanças em programas sociais, ampliação de benefícios educacionais, renegociação de dívidas e medidas de apoio a pequenos empreendedores.
Estimativas apresentadas pelo jornal Valor Econômico apontam que o conjunto de propostas pode ter impacto de R$ 53,6 bilhões em 2027, sendo R$ 45,7 bilhões em aumento de despesas e R$ 7,9 bilhões em redução de receitas. Esse total, porém, reúne ações de naturezas diferentes, com fontes de financiamento e prazos de execução distintos.
O ministério, no entanto, contestou a soma indiscriminada dessas iniciativas. Segundo a nota, as análises precisam distinguir políticas financiadas com recursos privados, operações de crédito de bancos públicos e despesas efetivamente custeadas pelo Orçamento federal.
“Iniciativas de naturezas distintas, com diferentes fontes de financiamento e períodos de execução, não podem ser somadas indiscriminadamente”, afirmou a pasta.
O Ministério do Planejamento argumentou que parte das medidas responde a crises internacionais, à alta dos combustíveis e aos efeitos de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A pasta também defendeu ações voltadas à proteção social, ao acesso à moradia, à educação, ao transporte público e ao apoio a pequenos empreendedores. Segundo o órgão, essas iniciativas devem ser avaliadas conforme seus objetivos e seus impactos fiscais específicos.
A nota afirma ainda que a execução de políticas públicas não deve ser interpretada automaticamente como aumento de gastos motivado pelo calendário eleitoral.
“A realização das eleições não suspende as responsabilidades do Estado nem seu dever de proteger a população, garantir direitos e promover o desenvolvimento do país”, declarou o ministério.
Agência Brasil
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Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).
A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.
Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.
O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.
O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.
Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano.
O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.
A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, decidiu enviar 500 soldados a Milão para reforçar a segurança após duas noites seguidas de tumultos e saques no centro da cidade. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo vice-premiê Matteo Salvini, líder do partido Liga.
A medida faz parte de um pacote de segurança que deve ser aprovado pelo Conselho de Ministros na próxima terça-feira (20).
Meloni se reuniu com ministros e responsáveis pela segurança para discutir novas medidas, entre elas a ampliação da detenção preventiva para adolescentes. A legislação aprovada recentemente permite que suspeitos de planejar atos violentos sejam detidos antes de manifestações.
Após dois dias de confrontos, o centro de Milão amanheceu nesta segunda com forte presença policial. Viaturas foram posicionadas na praça do Duomo, um dos principais pontos turísticos da cidade, e policiais com escudos aguardavam nas esquinas diante do receio de novos episódios de violência.
A polícia italiana deteve 271 jovens durante os distúrbios registrados em Milão no último domingo (18), segundo autoridades, após um segundo dia de protestos contra a precariedade dos serviços públicos e o aumento do custo de vida. Manifestantes entraram em confronto com policiais, saquearam lojas e depredaram imóveis.
Policiais usaram gás lacrimogêneo e jatos d'água enquanto centenas de manifestantes encapuzados atearam fogo a lixeiras e saquearam lojas, incluindo as de artigos esportivos Decathlon e Arc'teryx, além de uma unidade da operadora de telefonia Vodafone, no centro da cidade, segundo imagens de televisão.
Dos detidos e levados para delegacias, 32 foram presos, entre eles 23 menores de idade e 13 estrangeiros, informou a polícia nesta segunda. Outras 28 pessoas foram denunciadas às autoridades judiciais.
Os episódios lembram os distúrbios registrados na vizinha França, onde centenas de milhares de pessoas, revoltadas com o aumento do custo de vida e a piora dos serviços públicos, foram às ruas no sábado em algumas das manifestações mais violentas dos últimos anos no país.