Um homem de 40 anos foi preso nesta terça-feira (19), em João Pessoa, suspeito de praticar diversos episódios de violência contra familiares, incluindo tentativas de homicídio contra os próprios tios. De acordo com a Polícia Civil, os crimes teriam sido motivados por disputas envolvendo terrenos da família.
A prisão foi realizada pela equipe da 9ª Delegacia Distrital de Mangabeira, com apoio da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCPES). As denúncias chegaram à unidade policial por meio do Ministério Público da Paraíba, que solicitou a abertura de inquérito para investigação do caso.
Segundo a polícia, os episódios de violência aconteciam há cerca de dois anos. Durante as investigações, duas vítimas prestaram depoimento. Uma terceira pessoa não foi ouvida por causa do estado de saúde.
Entre as provas reunidas pela investigação, está um vídeo que mostra o suspeito agredindo um dos parentes com um pedaço de madeira na cabeça.
Ainda conforme a Polícia Civil, em outro episódio, o investigado teria atacado uma das vítimas com uma faca artesanal. A vítima conseguiu se defender e sofreu uma lesão na mão.
A polícia também teve acesso a vídeos que mostram o arremesso de artefatos explosivos caseiros, que teriam sido utilizados pelo suspeito durante a noite para intimidar os familiares.
O investigado deve passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
g1 PB
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Sete presos ligados a facções criminosas tentaram sair de uma unidade prisional de segurança máxima da Paraíba usando alvarás de soltura falsificados. A tentativa de fraude foi identificada por agentes penitenciários e confirmada pela Justiça. O g1 teve acesso aos documentos nesta terça-feira (19).
Os presos cumprem pena na Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, e chegaram a ser chamados para assinar a liberação. Durante o procedimento, policiais penais desconfiaram da autenticidade dos documentos e decidiram verificar a informação antes da saída.
De acordo com os documentos, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura.
Ficaram prestes a sair com documentos manipulados, segundo investigadores, Clodoberto da Silva (Betinho); Diego Alexandro Dos Santos Ribeiro (Baiola); Samuel Mariano Da Silva (Samuka); João Batista Da Silva (Junior Pitoco); Celio Luis Marinho Soares (Celio Guará), Vinicius Barbosa de Lima (O Vini) e Francinaldo Barbosa de Oliveira (Vaqueirinho).
O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria.
Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes.
Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.
O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada.
Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça. A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
De acordo com documentos do sistema prisional, todos os presos que seriam beneficiados com os alvarás falsificados, têm papel definido em organizações criminosas. De acordo com os investigadores, na lista há um um chefe do Comando Vermelho na Paraíba, um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé-PE; um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção; além de um integrante do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta; e um chefe da facção Nova Okaida.
g1 PB
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Quase três mil brasileiros tiveram a entrada negada na União Europeia (UE) em 2025, apontam dados oficiais do bloco. No total, foram 2.910 barrados. Desses, 2.690 foram barrados ao desembarcar em aeroportos do bloco europeu. Outros 180 foram tiveram a entrada rejeitada em fronteiras terrestres, e 40 em marítimas.
O número total é 14% superior ao de brasileiros barrados registrado em 2024. É também o número mais alto desde 2019, quando houve registro de 6.435 brasileiros barrados.
Para 2025, o Brasil figura em 12º lugar no ranking de países com mais cidadãos barrados nas fronteiras, sejam elas aéreas, terrestres ou marítimas. Pouco mais da metade das recusas ocorreu em Portugal (750) e na Irlanda (725), países que reúnem amplas comunidades brasileiras.
No caso português, os brasileiros foram a nacionalidade mais barrada. Já no irlandês, foram a segunda, atrás dos albaneses. Os dados são do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat).
Entre as razões listadas pela UE para barrar estrangeiros nos aeroportos estão problemas com o visto, impossibilidade de comprovar recursos mínimos para permanência, uso de documentação irregular ou falsa e a presença em listas de alerta sobre potenciais ameaças criminais ou terroristas.
Mais de um terço dos brasileiros rejeitados (1.085) em 2025 teve o propósito ou as condições da estadia na UE considerado injustificado pelas autoridades migratórias. Outros 645 foram barrados por carregarem permissões de residência ou vistos falsos.
Em toda a UE, as rejeições nas fronteiras aumentaram 7,1% em 2025 na comparação com o ano anterior. Foram 132,6 mil barrados no ano passado.
Em 2025, a maioria (53,9%) dos nacionais de países terceiros a quem foi recusada a entrada na UE encontrava-se nas fronteiras terrestres externas, seguida pelas fronteiras aéreas (43,1%), enquanto apenas uma pequena proporção (3,0%) se encontrava nas fronteiras marítimas.
Os maiores números de rejeições nas fronteiras terrestres externas foram registrados em Polônia (26,3 mil), Croácia (11,6 mil) e Romênia (9,2 mil).
Já a nacionalidade mais barrada no bloco foi a ucraniana, com 130 mil cidadãos do país barrados em 2025. A Ucrânia enfrenta o quinto ano de guerra contra a Rússia.
Nas fronteiras aéreas, a França registrou o maior número de recusas (10 mil), seguida por Espanha (9,9 mil) e Alemanha (7,4 mil). Já a Itália teve o maior número de recusas nas fronteiras marítimas da UE (1,4 mil), seguida por França (1 mil) e Grécia (405).
O maior crescimento em 2025 no bloco, entretanto, foi da detecção de indocumentados no território dos países-membros (21.7%), seguido pela execução de ordens de deportação (20,9%).
A Alemanha teve a maior participação na detecção de indocumentados, o equivalente a 23,4% dos casos em toda a UE. Em seguida, vêm França (22,2%), Itália (11,5%), Grécia (8,5%) e Espanha (8,2%). As nacionalidades mais afetadas foram as algeriana, afegã, marroquina e ucraniana.
Já os mais deportados em 2025 foram os turcos, georgianos, sírios, albaneses e russos. Ao todo, foram 135,4 mil deportados para fora da UE. Por sua vez, os brasileiros corresponderam a 3.050 casos, ou 2% do total.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que pode voltar a atacar o Irã diante do impasse das negociações.
Em teoria, os EUA cumprem um acordo de cessar-fogo firmado com o Irã, que determina uma pausa dos ataques ao território iraniano e países do Golfo Pérsico. Ainda assim, o presidente norte-americano confirmou que havia planejado, inicialmente, um ataque para esta terça-feira, mas cancelou os planos de atacar o território iraniano a pedido de países árabes.
Caso contrário, a nova ofensiva "estaria acontecendo agora mesmo", afirmou. "Eles sabiam que eu estava me preparando para atacar. Eu estava a uma hora de tomar a decisão de atacar hoje. E hoje provavelmente estaríamos falando sobre isso", afirmou aos repórteres.
Ele disse que deu a Teerã "um ou dois dias" para apresentar uma nova proposta de paz. "Acho que estamos perto de um acordo. Mas essas pessoas mudam de ideia constantemente".
A mais recente proposta de paz de Teerã para os Estados Unidos envolve o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, a saída das forças norte-americanas das áreas próximas ao Irã e reparações pela destruição causada pela guerra de EUA e Israel.
A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana também nesta terça.
Os termos descritos nos relatos iranianos parecem ter mudado pouco em relação à oferta anterior do Irã, que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou na semana passada como "lixo".
Trump disse na segunda-feira (18) que pausou uma retomada planejada dos ataques ao Irã depois que Teerã enviou uma nova proposta de paz a Washington, e que agora havia uma "chance muito boa" de chegar a um acordo que limitasse o programa nuclear do Irã.
Apesar disso, uma reportagem do site de notícias dos EUA Axios, disse nesta segunda-feira (18) que Trump rejeitou a nova proposta do Irã. No entanto, essa informação não foi confirmada pela Casa Branca.
A Reuters não conseguiu determinar se foram feitos preparativos para ataques que marcariam uma renovação da guerra iniciada por Trump no final de fevereiro.
Sob pressão para chegar a um acordo que reabriria o Estreito de Ormuz -- rota de marítima fundamental para o abastecimento global de petróleo e outras commodities -- Trump já havia expressado a esperança de que um acordo estivesse próximo de encerrar o conflito e, da mesma forma, ameaçou ataques pesados contra o Irã se Teerã não chegasse a um acordo.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que os líderes de Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos pediram que ele adiasse o ataque porque "um acordo será feito, o que será muito aceitável para os Estados Unidos da América, bem como para todos os países do Oriente Médio e além".
Falando aos repórteres na segunda-feira, Trump disse que os Estados Unidos ficariam satisfeitos se conseguissem chegar a um acordo com o Irã que impedisse Teerã de obter uma arma nuclear.
Uma fonte paquistanesa confirmou que Islamabad, que tem transmitido mensagens entre os lados desde que sediou a única rodada de negociações de paz no mês passado, compartilhou a proposta iraniana com Washington.
Os lados "continuam mudando seus objetivos", disse a fonte paquistanesa, acrescentando: "Não temos muito tempo."
A criação de novas carteiras de investimentos para captar dinheiro no mercado pelo Banco Master, em meio à crise de liquidez da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, foi o que chamou atenção do Banco Central (BC) de que algo estava errado na gestão do banco, afirmou nesta terça-feira (19) o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Liquidez bancária é a capacidade de um banco ter dinheiro disponível para pagar o que deve no curto prazo.
“Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende carteira. Aí tudo bem, mas como é que você está vendendo uma carteira nova? Foi isso que chamou a atenção do BC imediatamente”, explicou Galípolo aos senadores.
O presidente do BC defendeu a atuação da autoridade monetária no caso do Master, acusado de fraudes bilionárias no sistema financeiro.
Galípolo disse que, em novembro de 2024, foi assinado um termo de compromisso com o Master, que teria seis meses para adequar suas ações do ponto de vista da governança, do capital e da liquidez do banco.
O Master então passou a captar recursos no mercado, com garantias do Fundo de Garantia de Créditos (FGC), mas começa a ter restrições para captar pelo FGC. Em seguida, o Banco Master tenta captar recursos de fundos de investimento, mas sem sucesso.
“Imediatamente, ele passa a tentar fazer aqueles processos que ele já vinha fazendo desde 2023 - algumas vendas de carteira, em especial ao BRB, mas ele intensifica essa venda de carteira”, explicou Galípolo.
A venda de carteiras de investimentos do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF), é investigada pela Polícia Federal, que suspeita de fraude em cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos. O BRB ainda tentou comprar o Master, mas a operação não foi autorizada pelo BC.
A partir de janeiro de 2025, quando o Master começa a formar novas carteiras de investimentos em meio a problemas de liquidez, o BC cria um grupo específico para analisar essas carteiras. A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorre dez meses depois, em 18 novembro de 2025, após a compra da instituição de Vorcaro pelo BRB ter sido negada.
Antes da liquidação, o Banco Master ainda propôs outra solução, que envolveria supostos investidores árabes que não chegaram a ser conhecidos pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.
“Quando há rejeição da compra do BRB, o banco apresenta um segundo pedido de carta para o FGC e para o Banco Central, dizendo que faria uma saída organizada do mercado, ou seja, reconhece que o banco não é viável mais, mas que ele mesmo faria uma autoliquidação do banco, passando para esses investidores árabes. Jamais tive conhecimento deles”, completou Galípolo.
Risco sistêmico
O presidente do Banco Central voltou a defender ainda que a liquidação do Banco Master não criava risco sistêmico no mercado financeiro que poderia repercutir em uma crise bancária geral.
“Ele é um banco que não oferece risco sistêmico, ele é menos de 0,5% [do sistema bancário]. Parece-me que o que tem chamado a atenção das pessoas é o que se fazia com o dinheiro que estava no Banco Master”
Galípolo ainda ponderou que a liquidação do banco não é uma punição aos gestores daquela instituição uma vez que o público é prejudicado.
“Punir uma instituição que foi vítima de maus gestores é um equívoco. É dobrar a punição em quem é vítima, que são, inclusive, os correntistas daquela instituição. Então, liquidar uma instituição não é punir os gestores. Liquidar uma instituição, isso você só vai fazer porque aquela instituição chegou a um ponto específico”, disse.
Termina no próximo dia 31 de maio o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor.
A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.
A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.
Multa
A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.
A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025. Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação).
Nesta terça-feira, observa-se as condições de reduzida nebulosidade em praticamente todo o estado paraibano. No decorrer do dia, a nebulosidade deverá variar de céu claro com intervalos de sol entre nuvens, entretanto, chuvas fracas e passageiras são esperadas sobre o setor leste do estado compreendendo as regiões do Litoral, Brejo e Agreste. Nas demais regiões chuvas pontuais ao final do dia.
AESA
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O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça (19) que podem ser derrubados em breve os vetos presidenciais que impedem os municípios inadimplentes de até 65 mil habitantes de celebrar convênios para receber recursos federais (VET 51/2025).
Com esse objetivo, ele informou que deverá convocar logo uma sessão conjunta do Congresso:
— Eu e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vamos ainda hoje, juntamente com os líderes do Congresso e do governo, organizar uma sessão do Congresso Nacional para que possamos analisar e derrubar esses vetos, e assim entregar para mais de três mil municípios a possibilidade de acessarem mais recursos do Estado brasileiro — declarou.
Davi fez o anúncio durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, evento promovido pela Confederação Nacional de Municípios que reúne milhares de prefeitos e outros gestores municipais.
— São mais de cinco mil municípios que têm menos de 65 mil habitantes. Desses, mais de 3,1 mil estão hoje inadimplentes, sem poder acessar os convênios de recursos apresentados pelo governo federal, por programas do governo e de recursos de transferências de emendas parlamentares — disse.
O senador também defendeu maior autonomia para as administrações locais.
— Se queremos mais eficiência nas políticas públicas, precisamos imediatamente dar mais autonomia aos municípios brasileiros — argumentou.
Estavam presentes no evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; vários ministros, como José Guimarães (da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República); o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; vários governadores; e o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski.
O VET 51/2025 contém vetos parciais da Presidência da República à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 — que havia sido aprovada pelo Congresso no final do ano passado.
O Executivo rejeitou os dispositivos que autorizavam os municípios inadimplentes de até 65 mil habitantes a celebrar convênios para receber recursos federais (mas, mesmo com os vetos, ainda há exceções que permitem que tais municípios recebam determinadas verbas da União).
Ao todo, 44 dispositivos da LDO foram vetados sob as justificativas de inconstitucionalidade, contrariedade ao interesse público, contrariedade à Lei de Responsabilidade Fiscal e invasão de matéria reservada a lei complementar.
Agência Senado
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O deputado Idilvan Alencar (PSB-CE), presidente da comissão mista que analisa a medida provisória sobre reajuste do piso salarial da educação básica (MP 1334/26), disse que o grupo deve discutir e votar nesta terça-feira (19) o relatório da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). A reunião está marcada para as 14 horas, no plenário 13 da ala Alexandre Costa, no Senado.
Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Alencar informou que deve ser mantida a proposta de reajuste de 5,4% em 2026. Pelo texto, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
Ele explicou que, pela regra anterior, o piso seria reajustado em 0,37%, abaixo da inflação. Houve um acordo, então, entre Ministério da Educação, trabalhadores e secretários municipais e estaduais de educação para a mudança prevista na medida provisória.
“No dia 1º de junho, a MP expira. Se ela não for aprovada a tempo, o reajuste volta para 0,37%. Não quero correr riscos. Vamos colocar em votação hoje, já combinei com a Dorinha. Se algum deputado pedir vista, a gente espera que não, e a gente já vai para quinta-feira (21)”, disse Idilvan Alencar.
“Essa não pode ser uma pauta ideológica. O Brasil inteiro tem de valorizar o professor e apoiar uma fórmula que garanta que nunca mais haja reajuste abaixo da inflação”, acrescentou.
O deputado lembrou que a medida também cria uma regra para reajustes nos próximos anos. O cálculo vai considerar a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A regra determina que o reajuste não pode ser inferior à inflação.
Próximos passos
Depois da comissão mista, a MP ainda precisa ser votada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Agência Câmara
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