Mai 23, 2026
Arimatea

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A Estrela, fabricante de brinquedos clássicos como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa, informou nesta quarta-feira (20) que entrou com pedido de recuperação judicial em conjunto com empresas de seu grupo econômico.

O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve oito empresas do Grupo Estrela, incluindo a própria Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos. A empresa não informou o valor da dívida. 

Os Estados Unidos acusaram criminalmente nesta quarta-feira (20) Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, de 94 anos.

De acordo com os autos, Castro é acusado de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.

Outras cinco pessoas também são citadas como rés em uma moção dos EUA para tornar pública a acusação contra Castro. 

"Os Estados Unidos não tolerarão um estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 145 quilômetros do território americano", disse Trump em um comunicado divulgado na quarta-feira. 
 

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na segunda-feira que a ilha não representa uma ameaça.

A expectativa é que a acusação sobre o ex-presidente cubano, que ainda não foi detalhada, envolva um incidente ocorrido há 30 anos: a derrubada de dois aviões civis em fevereiro de 1996.

O caso é considerado um dos episódios mais delicados da relação entre EUA e Cuba e ocorreu quando Raúl Castro era ministro da Defesa. A ilha estava então sob o comando de seu irmão, Fidel Castro (1926-2016).

As aeronaves pertenciam ao grupo Brothers to the Rescue (“Irmãos ao Resgate”), formado por cubanos anticastristas exilados nos EUA. Os quatro tripulantes morreram, três deles cidadãos americanos. 

Da guerrilha ao poder 

O episódio é mais um no percurso longo e errático das relações entre Raúl Castro e Washington.

Raúl Modesto Castro Ruz, que completa 95 anos no próximo dia 3, foi um dos guerrilheiros que esteve ao lado de Fidel e de Che Guevara em Sierra Maestra em 1958. O grupo depôs o ditador Fulgencio Batista no primeiro dia do ano seguinte e, em seguida, estabeleceu um regime socialista na ilha.

Apesar de ser um dos mais jovens do grupo, Raúl tomou decisões difíceis. São atribuídas a ele ordens de execução de agentes da ditadura após a fuga de Batista.

Atuando como ministro da Defesa de Cuba durante 50 anos, ele enviou centenas de milhares de militares para lutar pela independência de Angola e de outros países africanos, nas décadas de 1970 e 1980, no maior destacamento de Forças Armadas de um país latino-americano para fora da região.

Por décadas, ele permaneceu à sombra de Fidel. Quando seu carismático irmão adoeceu em 2006 e lhe cedeu o poder, Raúl, acostumado a estar nos bastidores, tomou a frente dos holofotes, conduzindo a ditadura cubana até se aposentar em 2021, aos 89 anos, entregando o posto a Miguel Díaz-Canel, o atual líder do regime. 

Uma vez no poder, “ele nunca tentou imitar a personalidade de seu irmão, construiu sua própria liderança, mais racional e pragmática", afirmou Michael Shifter, presidente do "think tank" Diálogo Interamericano, em uma análise à agência AFP.

Após assumir oficialmente a Presidência, em 2008, ele suspendeu as restrições a viagens de cubanos ao exterior e libertou alguns opositores da prisão.

Também empreendeu reformas econômicas, permitindo a venda de casas, enquanto muitos passaram a trabalhar no setor privado com a proliferação de pequenos negócios.

Em 2014, surpreendeu o mundo ao anunciar o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, levando a um degelo que durou apenas até 2016, com a chegada de Donald Trump à Casa Branca pela primeira vez. 

Pressão sobre a ilha

Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos vêm pressionando o governo cubano a implementar reformas profundas em seu sistema econômico e regime político. O governo em Havana rejeita as exigências e argumenta com a soberania nacional.

Para intensificar a pressão sobre a ilha, Washington impôs, desde então, um embargo petrolífero que exacerbou a crise energética que Cuba já enfrentava. A isso somou-se a ordem executiva assinada em 1º de maio pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de seis décadas.

Uma agressão militar dos EUA contra a ilha é considerada plausível por especialistas após os acontecimentos na Venezuela e no Irã, e o próprio Trump já falou que Cuba "é a próxima".

 
g1
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O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que "dará uma chance" ao Irã e que não tem pressa nas negociações para encerrar definitivamente a guerra.  

A declaração foi dada após ele ser questionado por uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e a sua expectativa para o fim do confronto ao embarcar para um compromisso oficial em Connecticut. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante do que estabelecer um cronograma para sua conclusão. 

"Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: 'Ah, as eleições de meio de mandato'. Não tenho pressa", falou.  

Mais tarde, já durante seu discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, ele voltou a falar sobre o Irã, disse que não irá ceder e que as tropas iranianas foram destruídas : 

"Acabou tudo. A marinha deles acabou. A força aérea deles acabou. Quase tudo. A única questão é: vamos lá e terminamos o serviço? Eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que acontece. Talvez tenhamos que atingir o Irã com ainda mais força, mas talvez não".

Pouco antes, em mensagem de áudio divulgada em sua conta no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o Irã não irá se render aos Estados Unidos, apesar da crescente pressão econômica.

 

Qalibaf, que também é um dos principais negociadores de Teerã, disse que as Forças Armadas do país aproveitaram o cessar-fogo da guerra para se reconstruir e que os movimentos "óbvios e ocultos" do governo Trump demonstram que Washington busca uma nova rodada de confrontos. 

Trump sofreu derrota no Congresso e tem baixo índice de aprovação 

Nesta terça-feira (19), uma nova pesquisa Reuters/Ipsos apontou que a taxa de aprovação do presidente dos EUA caiu para quase o seu nível mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca: apenas 35% aprovam seu desempenho.

Desde que Trump ordenou o ataque ao Irã, no fim de fevereiro, democratas vêm tentando aprovar propostas para restringir os poderes de guerra do presidente, mas até então, os republicanos tinham conseguido reunir votos suficientes para barrá-las.

 
g1
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse nesta quarta-feira (20) que políticos “contaminados” por envolvimento com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não podem virar presidente da República.

Sem fazer menção ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato ao Palácio do Planalto, Caiado reclamou que “Vorcaro contaminou todos os Poderes”. “Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, disse.

“A vida do candidato deve ser pública. A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da presidência da República”, continuou.

O ex-governador fez a declaração durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Em entrevista à imprensa após seu discurso, Caiado negou que tenha proferido uma indireta a Flávio.

“Nunca falei nada de forma indireta na minha vida. Cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele. O que eu disse são condicionantes para o exercício da profissão de presidente da República. A pessoa tem que estar lá com a posição de independência moral para governar o país e, com isso, resgatar a ordem institucional”, comentou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (20) quatro leis com medidas para fortalecer o combate à violência contra a mulher no Brasil. Uma delas cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher, um banco de dados de infratores que poderá ser acessado por órgãos de segurança pública em todo o país.

O banco de dados vai incluir informações como nome, documentos pessoais, fotografia, impressões digitais e endereço dos condenados. Segundo o governo, a medida tem por objetivo aumentar a proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar e reforçar a Lei Maria da Penha com medidas mais incisivas em relação ao agressor e com ações mais rápidas para proteção da mulher.

As informações que serão compartilhadas entre os órgãos de segurança serão gerenciadas pela União.

A medida permite, ainda, a integração com a base do Cadastro Nacional de Violência Doméstica, o que vai facilitar a troca de informações.

Serão incluídos na lista quem for condenado, com trânsito em julgado, pelos seguintes crimes:

  • Feminicídio;
  • Estupro, inclusive de vulnerável;
  • Assédio e importunação sexual;
  • Lesão corporal;
  • Perseguição;
  • Violência psicológica;
  • Violação sexual mediante fraude;
  • Registro não autorizado da intimidade sexual.

Os dados dos condenados deverão permanecer no sistema até o fim do cumprimento da pena ou por, no mínimo, três anos nos casos em que a punição for inferior a esse período. Já as informações das vítimas serão mantidas sob sigilo.

Na ocasião, Lula questionou a educação dada às crianças e adolescentes em questões de violência, citando o caso da menina de 12 anos que foi vítima de estupro coletivo. “Qual é o papel que nós, pais e mães, temos que ter? Será que a culpa é só da internet? Ou a culpa possivelmente tem que ser compartilhada conosco pela educação que damos aos nossos filhos?”, questionou.

Outras leis

Lula sancionou as leis durante cerimônia alusiva aos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

Outra norma assinada pelo presidente prevê um regime disciplinar diferenciado ao preso por violência doméstica e familiar contra a mulher se ameaçá-la ou praticar violência contra ela ou seus familiares.

A norma estabelece punições mais rigorosas para presos que descumprirem medidas de distanciamento, inclusive com a transferência compulsória para presídios em outros estados.

Outra lei sancionada procura tornar mais rápidas as ações judiciais de natureza cível para proteção da mulher vítima de violência.

O presidente também sancionou uma lei que permite que o agressor seja afastado do lar em casos de violência sexual, moral ou patrimonial contra a mulher.

A norma inclui entre as circunstâncias que permitem a aplicação de medida protetiva de urgência a ocorrência de violência moral ou patrimonial, que estão previstas como modalidades de violência contra a mulher na Lei Maria da Penha.

Assinatura de decretos

Além disso, Lula também assinou dois decretos voltados para impedir crimes no ambiente digital.

As medidas estabelecem regras mais rígidas para as big techs e usuários, visando maior proatividade e responsabilização das plataformas digitais em questões sobre proteção de mulheres na internet e outros crimes.

Um dos textos impõe um prazo de duas horas para retirada de imagens íntimas divulgadas sem consentimento.

 
R7
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e Segurança Pública adotem as providências necessárias à efetivação da extradição da ex-deputada Carla Zambelli.

A decisão foi feita após a Coordenação-Geral de Extradição, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, informar ao Supremo que a Corte de Roma autorizou a extradição, solicitando o envio formalizado e traduzido de informações sobre as condições de prisão da ex-parlamentar.

A Justiça italiana pediu esclarecimentos e garantias sobre as condições do sistema prisional brasileiro em que ela ficaria detida, como a situação das alas femininas, divisão entre presos provisórios e condenados e mecanismos de segurança contra facções.

Na execução penal de Zambelli, Moraes afirma que os dados foram encaminhados em novembro e sinaliza aos ministérios que prossigam com as medidas para que a ex-deputada seja trazida ao Brasil.

“Tendo em vista o exposto, determino a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, escreveu o ministro.

Condenações de Zambelli no STF

Em 2025, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Primeiro, ela recebeu uma pena de 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica por invadir e adulterar dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Depois, a ex-deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Zambelli recebeu a pena por ter perseguido armada um homem em São Paulo, um dia antes do segundo turno das eleições de 2022.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos voltados para impedir crimes no ambiente digital. As medidas estabelecem regras mais rígidas para as big techs e usuários, visando maior proatividade e responsabilização das plataformas digitais em questões sobre proteção de mulheres na internet e outros crimes.

Um dos textos impõe um prazo de duas horas para retirada de imagens íntimas divulgadas sem consentimento. O outro decreto estabelece que as plataformas passam a ter um “dever de cuidado” e precisam agir preventivamente para impedir a circulação de crimes graves (como terrorismo, crimes contra crianças, violência contra a mulher, incitação ao suicídio e atos antidemocráticos) sem esperar por uma ordem judicial.

Se a plataforma for omissa e deixar de adotar medidas tecnológicas adequadas para prevenir ou remover esses conteúdos ilícitos, essa omissão será classificada como uma “falha sistêmica”, o que pode acarretar sanções administrativas.

Na ocasião, Lula questionou a educação dada às crianças e adolescentes em questões de violência, citando o caso da menina de 12 anos que foi vítima de estupro coletivo. “Qual é o papel que nós, pais e mães, temos que ter? Será que a culpa é só da internet? Ou a culpa possivelmente tem que ser compartilhada conosco pela educação que damos aos nossos filhos?”, questionou.

Marco Civil da Internet

Um dos documentos atualiza o decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet. A medida ocorre meses após o STF (Supremo Tribunal Federal) declarar parcialmente inconstitucional a regra do artigo 19, que determina que as plataformas da internet só podem ser responsabilizadas por conteúdos publicados por outras pessoas se desobedecerem a uma ordem específica da Justiça para remover esse conteúdo.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deteve, na última terça-feira (19), um homem de 30 anos conduzindo um veículo clonado e com queixa de furto. A abordagem ocorreu por volta das 12h35, no km 214 da BR-230, no município de Soledade, no Curimataú paraibano.

Uma equipe da PRF realizava fiscalização na região quando abordou um GM/Corsa de cor vermelha. Durante a inspeção técnica, os policiais perceberam que alguns elementos identificadores não convergiam com os dados da placa que o veículo ostentava no momento.

Ao aprofundarem a vistoria e consultarem os sistemas oficiais a partir da numeração original, os policiais descobriram a real identidade do automóvel: tratava-se de um carro que havia sido furtado em dezembro de 2024, na cidade de Juazeirinho/PB, e que rodava com placas clonadas de outro veículo semelhante.

Questionado pelos policiais, o condutor informou que havia adquirido o automóvel há cerca de um ano por meio de um anúncio em uma rede social. Ele relatou ter pago o valor de R$ 10.500,00 a um vendedor de automóveis da região, realizando o pagamento parte em espécie e parte via PIX.

Apesar da alegação de boa-fé na compra, o ato de conduzir veículo com sinal identificador sabidamente adulterado ou clonado configura crime, conforme o Artigo 311 do Código Penal.

O condutor foi detido em flagrante, sem ferimentos, e encaminhado juntamente com o veículo recuperado para a Delegacia de Polícia Civil de Soledade, onde serão adotados os procedimentos legais e iniciados os trâmites para a devolução do bem ao verdadeiro proprietário.

 

Agência Gov
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Dois adolescentes foram apreendidos, em Aroeiras, Agreste da Paraíba, na terça-feira (18) suspeitos de matar o ex-vereador de Barra de Santana, José Samuel Barbosa Campos, de 40 anos, e o pai dele, de 67, durante um assalto. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

O crime aconteceu no último domingo (17). Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos, que são menores de idade, chegaram à residência das vítimas em uma motocicleta, no sítio Barriguda, na zona rural de Barra de Santana. O objetivo da dupla era roubar o veículo da família.

 

De acordo com o delegado Tadeu Maia, responsável pelas investigações, houve reação ao assalto. Durante a ação, os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo.

José Samuel Barbosa Campos morreu no local. O pai dele foi socorrido para o Hospital de Trauma de Campina Grande, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil informou que já colheu depoimentos dos dois adolescentes suspeitos e apreendeu a motocicleta usada no crime. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

 
g1 PB
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O sistema prisional da Paraíba registrou pelo menos 13 tentativas de fuga por fraude em documentos e uso de Inteligência Artificial desde dezembro do ano passado, de acordo com o secretário de administração penitenciária do estado, Tércio Chaves, em entrevista para a TV Cabo Branco, nesta terça-feira (19).

As declarações aconteceram após sete presos ligados a facções criminosas tentaram sair de uma unidade prisional de segurança máxima da Paraíba usando alvarás de soltura falsificados. Os presos cumprem pena na Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, e chegaram a ser chamados para assinar a liberação. 

 
"De dezembro para cá, foram 13 tentativas dessa natureza, e impressiona o nível de sofisticação que vem sendo utilizado e chega ao ponto de verificar pela similitude com documentos originais que até ferramentas de IA devem estar sendo usada nesse momento nessa tentativa de presos de alta periculosidade venham às ruas, mas com protocolos temos conseguido impedir", disse o secretário. 

O secretário disse também que as barreiras de checagem de documentos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-PB) atuaram em todos os casos e que, por isso, em nenhum dos casos houve liberação. 

"São alvarás, não é algo novo, o sistema prisional sempre se depara com essas circunstâncias, porém, a polícia penal detém mecanismos suficientes e protocolos fixos para identificação dessas vulnerabilidades e impedir o cumprimento de alvarás falsos" explicou. 

Inspeção encontrou inconsistências em documentos 

Uma inspeção da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) identificou os alvarás de soltura falsificados para soltar presos ligados a facções criminosas de uma unidade prisional de segurança máxima no estado. A informação foi confirmada pela secretaria ao g1 nesta terça-feira (19).

De acordo com a Seap-PB, o sistema penitenciário gerido pelo órgão possui "protocolos rigorosos de análise, conferência e verificação documental", que são adotados para impedir "qualquer tentativa de fraude no cumprimento das determinações judiciais". Nenhum dos sete presos que tiveram os alvarás falsos expedidos foram soltos.

Ainda conforme uma nota divulgada pela secretaria, de maneira geral, os alvarás e outros documentos correspondetes, passam por análise técnica e conferência processual. É nesse momento que, segundo a Seap-PB, em que "são identificados inconsistências, vícios e a origem inidônea das documentações apresentadas". 

Secretaria apura tentativa de beneficiar presos 

A secretaria também confirmou que abriu um procedimento interno de apuração para verefidar a responsabilidade dos presos que seriam beneficiários com os alvarás falsos.

Caso exista algum tipo de comprovação de responsabilidade, isso pode repercutir, segundo a pasta, na seara disciplinar e na relação com o cumprimento da pena dos suspeitos.

 

Em paralelo, a Seap-PB informou que encaminhou documentos à Polícia Civil, para que seja apurada a origem dos documentos ilícitos, identificação de autoria e atribuição das responsabilidades de natureza criminal.

g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. 

Os documentos falsos 

De acordo com os documentos que o g1 teve acesso, os alvarás apresentavam assinaturas falsas de magistrados da Vara de Execuções Penais. Ao serem consultados, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves confirmaram que não haviam expedido nenhum documento autorizando a soltura.

Ficaram prestes a sair com documentos manipulados, segundo investigadores, Clodoberto da Silva (Betinho); Diego Alexandro Dos Santos Ribeiro (Baiola); Samuel Mariano Da Silva (Samuka); João Batista Da Silva (Junior Pitoco); Celio Luis Marinho Soares (Celio Guará), Vinicius Barbosa de Lima (O Vini) e Francinaldo Barbosa de Oliveira (Vaqueirinho).

g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados até a última atualização desta matéria.

De acordo com documentos do sistema prisional, todos os presos que seriam beneficiados com os alvarás falsificados, têm papel definido em organizações criminosas. De acordo com os investigadores, na lista há um um chefe do Comando Vermelho na Paraíba, um chefe e fundador da facção Bonde do Cangaço, que atua principalmente na região do Conde, Alhandra, Mata Redonda, Pedras de Fogo, Pitimbu e Itambé-PE; um integrante da alta cúpula da Nova Okaida e principal conselheiro da facção; além de um integrante do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte, na cidade de Nísia Floresta; e um chefe da facção Nova Okaida.

A investigação inicial aponta que os alvarás falsos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, um sistema utilizado para o envio de correspondências oficiais, fato que levantou a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais.

Pelo menos dois dos presos citados têm penas superiores a 27 anos de prisão. Outro foi condenado a 19 anos, por diferentes crimes.

Após a confirmação da fraude, a juíza Andrea Arcoverde determinou a adoção de medidas imediatas. Nas decisões, afirmou que se trata de um “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso.

O que diz o Tribunal de Justiça da Paraíba

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou que houve tentativas de uso de alvarás falsos para a liberação dos presos. Em nota, informou que nenhuma soltura foi realizada.

“Foram integralmente bloqueadas pela eficiência dos sistemas técnicos e pela atuação humana do Tribunal, não havendo qualquer liberação indevida. Diante dos fatos, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública, solicitando a instauração de inquérito policial e a designação de Delegado Especial para a apuração rigorosa dos fatos em toda a sua extensão”, informou o TJ.

Segundo o tribunal, também foram comunicadas à Presidência do TJPB, às Comissões Permanentes de Segurança Institucional e de Segurança da Informação, além da Corregedoria-Geral de Justiça. A Justiça aguarda a conclusão da sindicância já instaurada pela direção da penitenciária, e o Ministério Público foi informado.

g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, que disse que Seap-PB e Polícia Civil apuram os casos nas respectivas esferas de atuação das instituições.

 
g1 PB
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