Abril 05, 2025
Arimatea

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O presidente Jair Bolsonaro transferiu a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania para o Ministério do Turismo, comandada por Marcelo Álvaro Antônio. A mudança foi feita por decreto publicado nesta quinta-feira (7) no "Diário Oficial da União".

A Secretaria de Cultura foi criada para substituir o Ministério da Cultura (MinC), que foi extinto no início da gestão do presidente.

Com a mudança, passam a ser de responsabilidade do Ministério do Turismo:

  • Política nacional de cultura
  • Regulação dos direitos autorais
  • Proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural;
  • Apoio ao Ministério da Agricultura para a preservação da identidade cultural de comunidades quilombolas
  • Desenvolvimento de políticas de acessibilidade cultural e do setor de museus

O decreto também transfere para o Ministério do Turismo a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, responsável por emitir pareceres sobre os pedidos de artistas que buscam financiamento por meio da Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

Também são transferidos para o Turismo o Conselho Nacional de Política Cultural, a Comissão do Fundo Nacional de Cultura, outras seis secretarias não especificadas.

Filho de pastor é cotado para secretaria
A transferência ocorre um dia depois de o governo exonerar o então secretário de Cultura, Ricardo Braga, que ficou dois meses no cargo. Braga havia substituído Henrique Pires, que deixou o posto em agosto, depois que o Ministério da Cidadania suspendeu um edital com séries sobre temas LGBT – o que ele chamou de censura.

"Eu tenho o maior respeito pelo presidente da República, tenho o maior respeito pelo ministro, mas eu não vou chancelar a censura", afirmou Henrique Pires quando decidiu deixar o cargo.

Segundo o jornal "O Globo", um dos nomes cotados para assumir o posto é o do deputado federal Marcos Soares (DEM-RJ), filho do pastor Romildo Soares.

A possibilidade foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, em entrevista na tarde de quarta-feira. Perguntado se um filho de RR Soares – como é conhecido o pastor – é um dos nomes cotados, o porta-voz disse que "é um dos nomes que estão sob escrutínio por parte do senhor presidente da República e muito em breve ele fará por meio do ministério [a] que couber a Cultura a informação oficial.".

Bolsonaro recebe RR Soares na tarde desta quinta.

G1
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Em entrevista nesta quarta-feira (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que a votação em primeiro turno da PEC Paralela da Previdência (PEC 133/2019) honra o compromisso da Casa com as reformas necessárias para o país. Ele dividiu a “conquista” com todos os senadores e atribuiu o avanço da proposta ao esforço de entendimento desenvolvido nas últimas semanas.

— A construção do entendimento é o caminho para fazermos as mudanças que o Brasil precisa. O Parlamento, com altivez, com a tranquilidade e a serenidade de sempre, entendeu a importância de votarmos no primeiro turno essa matéria.

Davi ratificou o agendamento para a próxima terça-feira (12) da sessão solene de promulgação da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência) e previu que a votação em segundo turno da PEC Paralela deverá ser realizada ainda na próxima semana. A tramitação na Câmara dos Deputados — etapa seguinte da PEC — ainda não foi tema de discussão entre Davi e Rodrigo Maia, mas o presidente do Senado acredita que os deputados tenham acompanhado o esforço do Senado para analisar a matéria “com celeridade, mas responsabilidade” de modo a equilibrar as contas dos estados e municípios.

— Com certeza, o espírito republicano e democrático de todos eles fará com que a matéria possa tramitar no tempo razoável — avaliou, prevendo que a PEC Paralela esteja aprovada ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Davi Alcolumbre acrescentou que o projeto de privatização da Eletrobras deverá enfrentar grande resistência no Senado, especialmente por parte das bancadas do Norte e do Nordeste, e manifestou temor de que a proposição não chegue a entrar na pauta da Casa. Porém, ele prefere esperar a tramitação na Câmara antes de apresentar um posicionamento.

Agência Senado
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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 372/17, do Senado, que cria as polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal. A matéria foi aprovada por 385 votos a 16 e será enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para elaboração da redação final. Em seguida, será promulgada.

Também foi aprovado, por 378 votos a 5, o destaque do PL que retirou do texto a possibilidade de lei específica de iniciativa do Poder Executivo definir outras atribuições para as polícias penais, além da segurança de estabelecimentos penais.

De acordo com a PEC, o quadro das polícias penais será formado pela transformação dos cargos isolados ou dos cargos de carreira dos atuais agentes penitenciários ou equivalentes e também pela realização de concurso público.

A nova polícia será vinculada ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que pertencer.

No Distrito Federal, assim como ocorre com as outras corporações, a polícia penal será sustentada por recursos da União, embora subordinadas ao governador do DF.

Partidos
Apenas o partido Novo manifestou o voto contrário à criação das polícias penais. O líder do partido, deputado Marcel Van Hattem (RS), disse que é contra o texto por considerar que ele pode frear privatizações e parcerias privadas no setor.

“Percebemos, entre os favoráveis da proposta, interesse muito grande em evitar futuras privatizações de presídio. Entendemos que é importante haver sim aqueles agentes que cuidam das penitenciárias, mas também é importante que haja uma parceria público-privada em muitas instituições desse tipo”, disse Van Hattem.

O Psol optou por liberar a bancada. Todos os demais, no entanto, votaram a favor.

O deputado Lincoln Portela (PL-MG) defendeu a votação da proposta sob gritos de “polícia penal já”. “Parabéns à profissão mais perigosa do mundo”, disse.

Agência Câmara
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), inaugurou nesta quarta-feira (6) o programa Câmara Inova, que busca aproximar parlamentares e cidadãos por meio de plataformas tecnológicas. “Nosso objetivo é fomentar a modernização da instituição e do mandato parlamentar a partir de recursos tecnológicos”, disse.

O programa foi apresentado aos deputados durante a sessão do Plenário desta quarta. Um vídeo explicou as funcionalidades de todos os novos recursos apresentados:

Infoleg Orçamento: plataforma de acompanhamento da execução da lei orçamentária e de outras informações do processo legislativo orçamentário. O aplicativo está disponível nas lojas virtuais dos sistemas operacionais de smartphones e tablets – App Store (iOS) e Google Play Store (Android).

Gabinete Digital: ferramenta de gestão da atuação do parlamentar que possibilita a integração digital de mecanismos de interesse do mandato parlamentar e sua atuação na Câmara dos Deputados. As novidades estarão disponíveis na página do deputado no portal da Câmara. Nessas páginas, o cidadão vai encontrar mecanismos para enviar mensagens ao parlamentar; acessar as redes sociais do deputado; conhecer as propostas apoiadas ou não pelo deputado; e se manifestar sobre essas propostas acessando as enquetes.

Infoleg Autenticador: sistema que recebe documentos em meio digital e autentica-os para tramitação de proposições nas duas Casas. Disponível na plataforma web, o sistema apresenta mecanismo de interação com o usuário; utiliza assinatura eletrônica e biometria; envia e recebe documentos eletrônicos; e faz numeração eletrônica única para o conjunto das proposições bicamerais.

Sistema de Gestão de Passagens Aéreas (Sigepa): ação que integra o Gabinete Digital. O Sigepa é um sistema informatizado que permite reservar, comprar, cancelar e remarcar passagens aéreas.

Estúdio 513: espaço voltado para a produção de conteúdo digital do parlamentar com suporte técnico e capacitação para uso das novas mídias digitais.

Nuvem Parlamentar: plataforma internacional de dados abertos para pesquisa temática qualificada e centralizada de legislação e proposições legislativas de diferentes países em uma única língua e de forma acessível.

Além dos novos recursos, a Câmara dos Deputados já fez mudanças no portal institucional para melhorar a navegabilidade e acessibilidade de linguagem.

Agência Câmara
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O governador João Azevêdo participou, nesta quarta-feira (6), da assembleia do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), realizada no Palácio do Campo das Princesas, em Recife. No encontro, foi realizado o balanço da primeira compra coletiva do Consórcio, na área da saúde, que resultou em uma economia de R$ 50 milhões aos Estados da região.

O governador João Azevêdo destacou que a economia de 30% na primeira licitação conjunta reforça a importância do Consórcio Nordeste para o desenvolvimento da região. “Nós estamos realizando quatro procedimentos para aquisição de medicamentos para os nossos hospitais. Nesse primeiro edital, que engloba dez medicamentos, nós tivemos a oportunidade de economizar R$ 50 milhões para os Estados. Isso demonstra que essa é uma ação muito importante e que esse modelo acertado de compras já gera o primeiro grande fruto em tempos de crise e continuaremos avançando, com economias muito maiores”, pontuou.

Na ocasião, os gestores do Nordeste também manifestaram preocupação com as manchas de óleo que afetam as praias do Litoral nordestino e discutiram temas relacionados ao marco regulatório do saneamento básico, resíduos sólidos, meio ambiente, segurança pública e Projetos de Emenda à Constituição (PEC) que tramitam no Congresso Nacional. Além disso, eles trataram das pautas relativas à missão na Europa, a exemplo da atuação coordenada para atração de investimentos visando à ampliação do sistema de gás natural.

Os governadores Paulo Câmara (Pernambuco); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Camilo Santana (Ceará); Renan Filho (Alagoas); Wellington Dias (Piauí); e Belivaldo Chagas (Sergipe); além de João Leão (governador em exercício da Bahia) e Carlos Brandão Júnior (vice-governador do Maranhão) estiveram presentes.

Os secretários Gilmar Martins (Planejamento, Orçamento e Gestão), Deusdete Queiroga (Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente); e Nonato Bandeira (Comunicação Institucional); o presidente da Companhia de Águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa), Marcos Vinícius; e o chefe de Gabinete do governador, Ronaldo Guerra, também acompanharam a reunião.

Secom-PB
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A Polícia Federal está realizando nesta quinta-feira a Operação Appius para investigar o pagamento de propina a agentes públicos por parte de uma empreiteira com o objetivo de anular a Operação Castelo de Areia. De acordo com o "G1", o escritório do ex-presidente do STJ, Cezar Asfor Rocha, é um dos alvos da operação. O inquérito foi iniciado a partir de informações obtidas na delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

São cumpridos 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Fortaleza, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A operação da PF ocorre em conjunto com o Ministério Público Federal.

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em 2009 e apurava os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, praticados por representantes da mesma empreiteira e agentes políticos, para obtenção de contratos públicos.

Cezar Asfor Rocha foi o ministro que decidiu pela suspensão dos processos criminais e das investigações reveladas pela Castelo de Areia. A operação é considerada por investigadores como uma espécie de precursora da Lava-Jato, mas que terminou barrada na Justiça.

A ação penal decorrente desta operação foi suspensa por um habeas corpus concedido em 2010 pelo STJ. Em 2011, a Castelo de Areia foi anulada pelo mesmo tribunal.

Fatos investigados na Operação Castelo de Areia vieram à tona com a deflagração da Operação Lava Jato, como as irregularidades na construção da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

O inquérito atual apura os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e ocultação de ativos, e corre em segredo de justiça.

O Globo
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O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai determinar nesta quinta-feira a permanência ou não da atual regra sobre a prisão de condenados em segunda instância já mobiliza parlamentares, que tentarão mudar a lei caso o trânsito em julgado (quando não há mais recursos disponíveis para a defesa) volte a ser o momento da prisão de réus condenados. Um grupo de senadores se prepara para votar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A articulação teve início após o presidente do STF, Dias Toffoli, sinalizar que o tema não é cláusula pétrea da Constituição. Portanto, poderia ser modificado por lei.

Os comentários de Toffoli foram feitos na terça-feira, durante o encontro no qual os senadores entregaram ao presidente do Supremo uma carta de apoio à prisão em segunda instância. Os parlamentares saíram da reunião com a sensação de que o entendimento atual será derrubado. Eles sabem que vão enfrentar a resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, mas acreditam que uma eventual aprovação na CCJ o pressionará a levar o texto ao plenário. Relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin disse ontem que uma mudança sobre a prisão em segunda instância não afetará à operação.

O placar na Corte está em quatro votos favoráveis à prisão em segunda instância e três pela necessidade de aguardar o trânsito em julgado. Ainda faltam quatro votos, com a tendência de que a posição de Toffoli defina o resultado.

Questionado ontem sobre o assunto, o presidente do Senado disse que a votação de uma proposta na Casa para manter a regra da prisão em segunda instância não está nos seus planos.

— Isso aí? Não tem nem perspectiva — disse ao GLOBO, ao responder sobre a pressão dos colegas.

Relatora de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema, a senadora Juíza Selma (Podemos-MT) afirmou que encaminhará seu parecer para ser votado pela CCJ na próxima semana. A presidente da comissão, Simone Tebet (MDB-MS), já tem sido cobrada a pautar a matéria. Segundo o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que faz parte do grupo que entregou a carta a Toffoli, Tebet se comprometeu a votar o tema depois do julgamento do Supremo. A senadora é uma das assinaram a manifestação entregue ao presidente do STF.

— Vamos conseguir galgar esse degrau. O Brasil vai conseguir sair dessa insegurança jurídica que nós vivemos hoje e vamos superar mais uma das crises causadas pela omissão do legislador ou pelo ativismo judicial — disse Selma.

A PEC, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), acrescenta trecho ao artigo 93 da Constituição: “decisão condenatória proferida por órgãos colegiados deve ser executada imediatamente, independentemente do cabimento de eventuais recursos”.

Pressão
Na tentativa de ganhar o apoio dos que resistem parcialmente à prisão em segunda instância, Selma deve acatar uma emenda do senador Marcos Rogério (DEM-RO). Pelo texto, em casos excepcionais, o juiz poderá revogar a prisão de condenado em segunda instância.

Para ajudar na pressão no Congresso, o grupo quer usar ainda o voto de Dias Toffoli. Eles apostam que o ministro citará, em sua manifestação hoje, as avaliações que fez na reunião de terça-feira, quando recebeu a carta assinada por 42 senadores em favor da prisão em segunda instância.

— O ministro Dias Toffoli olhou para mim e falou: “Kajuru, você que é do mundo esportivo, mesmo que esse julgamento de quinta-feira cause surpresa negativa, a bola vai continuar pingando” — relatou o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Oriovisto Guimarães citou ainda outro momento da conversa com Toffoli:

— Ele disse que vai constar no voto dele que a obrigação é do Senado, que a obrigação é da Câmara dos Deputados (decidir sobre o assunto). Isso deve nos levar a uma reflexão muito séria. Se hoje existe uma pressão contra o Supremo, a partir da semana que vem, toda essa pressão será contra nós senadores — disse Oriovisto.

Para parlamentares, a observação de Toffoli de que o tema não é cláusula pétrea foi um recado.

— Significa que o Congresso pode resolver. Nós pressionaremos pela votação — diz Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O senador Lasier Martins (Podemos-RS), que liderou a elaboração da carta, reforça:

— Mostramos que temos 43 votos a favor (além dos 42 signatários, Flávio Bolsonaro já disse que é favorável). Então, vamos pedir à presidente da CCJ e ao presidente do Senado para pautar uma PEC.

Além da PEC de Oriovisto, há projetos sobre o assunto no Senado. Parlamentares defendem, no entanto, que o mais correto é fazer a alteração na Constituição. Para aprovar a PEC, são necessários 49 votos — seis a mais que os 43 garantidos pelo grupo.

O Globo
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O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente Jair Bolsonaro se equivocou ao escrever uma postagem em suas redes sociais afirmando que empresas estariam deixando a Argentina após a eleição de Alberto Fernández à presidência do país vizinho. A postagem foi feita nesta quarta-feira, mas pouco depois foi apagada. Rêgo Barros disse que o presidente " reconheceu " o erro e pedia desculpas.

A postagem foi o mais recente ataque do governo brasileiro ao resultado das eleições argentinas. Logo após a apuração, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chegou a dizer que as "forças do mal" estariam comemorando o resultado das eleições argentinas. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, presidida por Eduardo Bolsonaro, também aprovou moção de repúdio contra Fernández nesta quarta-feira.

O governo e o próprio presidente Bolsonaro apoiavam a reeleição de Maurício Macri e criticavam a eventual eleição de Fernández, cuja vice-presidente é a ex-presidente Cristina Kirchner , próxima a líderes de centro-esquerda como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"MWM, fábrica de motores americanos, a Honda, gigante de automóveis, e a L’Óreal anunciaram o fechamento de suas fábricas na Argentina e instalação no Brasil. A nova confiabilidade do investidor vem para gerar mais empregos e maior giro econômico em nosso país”, dizia a publicação de Bolsonaro.

A informação, no entanto, foi desmentida pela Honda e pela L'Oreal . A MWM divulgou uma nota do dia 27 de setembro na qual informava que encerraria suas operações na cidade de Jesus Maria, na Argentina, e que o suporte dos seus produtos no Mercosul seria feito pela operação no Brasil. A nota, no entanto, não liga o fechamento das operações na Argentina à eleição de Fernández.

— Foi um equívoco. O presidente reconhece que foi um equívoco e pede desculpas. Em razão do reconhecimento e da identificação de que foi um equívoco, ele determinou que fosse sacado da sua mídia social esse post. Ele identificou o equívoco e determinou a retirada — disse Rêgo Barros.

Nas declarações à imprensa, o porta-voz confirmou que o presidente designou o ministro da Cidadania, Osmar Terra , para a cerimônia de posse de Alberto Fernández, no dia 4 de dezembro. O envio de um ministro de Estado é um recuo de Bolsonaro que disse que não haveria nenhum representante seu ao evento. Questionado, Rego Barros não disse o que fez o presidente mudar de ideia. Afirmou apenas apenas que Osmar Terra é qualificado para representar o país na cerimônia.

O Globo
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A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) instaurou nesta quarta-feira um inquérito para apurar se o porteiro do condomínio Vivendas da Barra cometeu crime ao mencionar o nome do presidente Jair Bolsonaro em dois depoimentos sobre o caso Marielle. A procuradoria quer que a PF investigue se o profissional cometeu os crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa. Também há um pedido para que seja averiguada a possibilidade de o porteiro ter infringido o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional. A legislação prevê de 1 a 4 anos de prisão para quem calunia ou difama autoridades, como o presidente, imputando a elas fatos criminosos ou ofensivos à reputação.

A abertura do inquérito havia sido requisitada na semana passada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Em ofício enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, ele solicitou que fossem verficadas as circunstâncias da menção ao nome de Bolsonaro. Aras expediu um ofício no último 30 demandando o MPF.

O porteiro disse à Polícia Civil do Rio que liberou a entrada do ex-policial militar Élcio de Queiroz no Vivendas da Barra após ter sido supostamente autorizado pela voz do então deputado Jair Bolsonaro. Isso teria ocorrido no dia 14 de março de 2018, horas antes do momento em que a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes. Élcio é suspeito de ter participado do crime. Naquele dia, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na terça-feira passada, o Jornal Nacional noticiou o teor do depoimento do porteiro e explicou que Bolsonaro estava em Brasília naquele momento. No dia seguinte, em entrevista coletiva na sede do Ministério Público do Rio (MP-RJ), a promotora Simone Sibilio afirmou que o porteiro “mentiu” à polícia em seu depoimento. Depois, ela disse que ainda seria esclarecido pela investigação se o porteiro “mentiu, se equivocou ou esqueceu”.

A convicção do MP de que o porteiro deu informações falsas à polícia baseou-se na análise da gravação de um diálogo entre o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, também suspeito das execuções. Os critérios que basearam a análise, feita por peritos do MP, foram definidos pouco mais de duras horas antes da coletiva das promotoras. A perícia foi criticada por não ter analisado o sistema de gravação de conversas da guarita, mas apenas os áudios cedidos pelo síndico.

O Globo
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Com dois blocos 'encalhados', o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal, realizado nesta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro, caiu à metade os recursos que deverão ser recebidos por estados e municípios como parte da operação.

A expectativa era que o leilão arrecadasse R$ 106,6 bilhões com os bônus de assinatura dos quatro blocos oferecidos. Mas, sem interessados nas áreas de Atapu e Sépia, a arrecadação total ficou em R$ 69,96 bilhões.

Dos recursos arrecadados, uma parcela fixa de R$ 34,6 bilhões será paga à Petrobras, como parte da revisão do contrato de exploração na área. O valor restante será dividido da seguinte forma:

  • 15%: estados e Distrito Federal
  • 15%: municípios
  • 3%: estado do Rio de Janeiro, onde estão as jazidas
  • 67% para a União

Caso todas as área tivessem sido arrematadas, estados teriam direito, assim, a R$ 10,8 bilhões – e municípios a uma parcela igual. Com o 'encalhe' das áreas, os estados vão dividir cerca de R$ 5,3 bilhões, e os municípios uma fatia equivalente.

Estimativas de recursos para os estados — Foto: Economia G1


O que é cessão onerosa?
"Cessão onerosa" é o nome que foi dado ao contrato de exploração de petróleo em uma área do pré-sal, na região marítima da Bacia de Santos, em 2010.

Por lei, todo o petróleo que existe no subsolo é da União. Em 2010, o governo cedeu à Petrobras o direito de produzir 5 bilhões de barris em áreas do pré-sal. No entanto, mais tarde descobriu-se que a área tinha até o triplo desse volume a ser explorado. Esse petróleo "extra" é o que foi leiloado agora pela ANP.

A ANP estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo equivalente excedente na área – praticamente o triplo dos 5 bilhões de barris originais concedidos na área à Petrobras em 2010 e equivalentes ao dobro das reservas atuais da Noruega (7,7 bilhões de barris) e do México (7,2 bilhões de barris).

Analistas compararam o leilão do excedente cessão onerosa a uma operação de aquisição de uma petroleira de médio porte. Foi um leilão bem atípico não só pelo valor mas também porque foram ofertadas áreas com reservas de petróleo já conhecidas e prontas para serem exploradas.

G1
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