Com a proibição de apostas e jogos virtuais online, como o "jogo do tigrinho", os apostadores terão até as 23h59 desta segunda-feira (5) para retirar os valores mantidos nas plataformas.
Caso os apostadores percam o prazo — ou seja, não resgatem os valores até 5 de outubro —, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas.
Segundo o governo, essa devolução deverá ser feita entre os dias 9 e 14 de outubro. Os resgate vale para bets até então autorizadas pelo governo.
As lojas de aplicativos, os provedores de internet e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro.
Segundo o governo, quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate dos valores e as garantias de devolução dos recursos.
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno provocou uma forte alta em um ativo brasileiro negociado na Ásia. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia em alta de 9,40%, a 322 ienes.
A reação dos investidores aparece no ETF Nomura NF Ibovespa Link. Esse tipo de produto financeiro funciona como um fundo negociado em bolsa. Nesse caso, acompanha o desempenho do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro.
A cotação foi registrada às 9h45 da segunda-feira no Japão, o equivalente às 21h45 do domingo no horário de Brasília.
A disparada reflete a leitura de investidores de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances da oposição na disputa presidencial. A reação dos ativos em Tóquio antecipa parte da expectativa do mercado para a abertura dos negócios no Brasil nesta segunda-feira.
Para analistas, o resultado das urnas aumentou a expectativa de uma eventual mudança na política econômica, com maior foco no ajuste fiscal. Com isso, investidores projetam valorização das ações e queda do dólar e dos juros futuros.
Em Tóquio, o ETF japonês acompanha o Ibovespa e tem uma carteira baseada nas ações que compõem o índice brasileiro.
A Vale é a maior delas, com participação de 11,8%. Em seguida aparecem Itaú Unibanco (8,5%), Petrobras PN (6,1%), Petrobras ON (4,4%) e Bradesco (4%). O ETF também tem Axia, B3, Sabesp, BTG Pactual e Itaúsa entre os dez principais ativos.
Os candidatos à Presidência da República que não avançaram ao segundo turno comentaram sobre apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) no domingo 25 de outubro.
Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se pronunciaram na noite deste domingo (4), quando ocorreu a apuração. Veja abaixo:
O candidato do Avante, que recebeu 2,89% dos votos e ficou em terceiro lugar na disputa, não quis comentar um possível apoio no segundo turno e afirmou que vai se silenciar sobre a disputa.
Júlio Delgado era o candidato a vice na chapa de Cury.
Também na noite deste domingo (4), Cury afirmou que vai deixar a política.
"Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", disse.
Quarto lugar na disputa pela Presidência com 2,24% dos votos, o candidato do Missão afirmou que os eleitores que votaram nele podem "ficar à vontade" sobre o voto no segundo termo.
Além disso, o candidato disse que obviamente o partido Missão vai continuar, mas que "tem que ter uma leitura profunda do que está se tornando a política no Brasil".
Ronaldo Caiado (PSD), que recebeu 2,18% dos votos, afirmou neste domingo (4), após ficar fora do segundo turno da eleição presidencial, que vai discutir com o partido qual será seu posicionamento na próxima etapa da disputa. O ex-governador de Goiás disse que pretende conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, antes de se manifestar.
Ao avaliar a própria participação na disputa, Caiado afirmou que deixa a eleição com orgulho da campanha realizada. O ex-governador disse que apresentou propostas baseadas na experiência à frente do governo de Goiás e criticou a forma como a campanha presidencial ocorreu.
“Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, com honra, com dignidade, com coragem e com responsabilidade daquilo que foi representar o meu povo goiano no cenário nacional”, disse.
O sexto colocado na disputa, que teve 0,27% dos votos, afirmou que está contra o PT, mas não citou o nome de Flávio Bolsonaro.
Sobre as eleições, Zema afirmou que a missão está cumprida e comemorou as eleições de candidatos do Novo a senadores e deputados.
"O trabalho que nós fizemos para que um partido pequeno avançasse deu resultado", disse em entrevista.
"Missão concluída. Partidonovo30 atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. SEMPRE contra o PT. Meu muito obrigado a todos. Que Deus abençoe o Brasil", afirmou nas redes sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia anunciar o vice-presidente Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda em um eventual novo mandato, em uma tentativa de reforçar suas credenciais junto ao mercado financeiro e atrair eleitores de centro após a derrota para o senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial no domingo (4), disseram duas fontes com conhecimento do assunto.
Pelo plano, que ainda está em discussão, Alckmin permaneceria como vice-presidente e passaria também a ocupar a chefia da Fazenda no próximo ano, consolidando sua autoridade sobre a política econômica, em um arranjo que lhe daria força por ser visto como alguém que não seria demitido do posto, disseram as fontes, sob condição de anonimato devido ao caráter reservado das conversas.
O Palácio do Planalto não respondeu a um pedido de comentário.
Político veterano de centro-direita, que foi quatro vezes governador de São Paulo, e disputou sem sucesso a Presidência contra Lula em 2006, Alckmin foi ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do atual governo Lula e se tornou um dos principais interlocutores de Brasília com Washington após o governo do presidente Donald Trump impor tarifas abrangentes sobre produtos brasileiros.
Ele é amplamente visto como um moderado com forte trânsito junto ao empresariado, embora críticos afirmem que sua influência acabou ofuscada no atual mandato de Lula por políticas consideradas por muitos como fundamentalmente inclinadas à esquerda.
Lula chegou a considerar Alckmin para o comando da economia em 2022, mas acabou escolhendo o petista Fernando Haddad para o posto após vencer as eleições no segundo turno.
Agora, na tentativa de reeleição, Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliado de Trump, contrariando a maior parte das pesquisas, que apontavam uma liderança apertada do atual presidente.
O resultado, somado à eleição de um Congresso majoritariamente de direita, desencadeou um forte rali dos mercados nesta segunda-feira, diante da avaliação de investidores de que um eventual governo Bolsonaro teria mais condições de promover um ajuste fiscal mais rápido e com maior base de apoio parlamentar.
O índice Ibovespa superou os 200 mil pontos pela primeira vez na história, o dólar despencou para abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde maio e as taxas dos DIs cederam mais de 100 pontos-base em alguns contratos de longo prazo.
Desde o início do atual mandato de Lula, a dívida bruta do país subiu mais de 10 pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto), para 82,9% -- um dos principais pontos de vulnerabilidade do presidente, apesar da inflação abaixo da média histórica, do crescimento econômico acima do esperado, do desemprego em mínimas históricas e do avanço dos salários reais.
Em discurso após a divulgação do resultado no domingo, Lula sinalizou a importância de Alckmin para sua estratégia de segundo turno ao declarar que “ninguém neste país tem autoridade moral para falar de política fiscal e seriedade fiscal pra mim e para o Alckmin, pelo que ele fez no Estado de São Paulo e pelo que nós fizemos no Brasil”.
Segundo as fontes, alocar Alckmin na Fazenda poderia ajudar a atrair eleitores preocupados com a credibilidade fiscal, mas que relutam em apoiar Flávio e vêm demonstrando frustração com o que consideram uma guinada cada vez mais populista do governo Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, iniciou a manhã desta segunda-feira (5) reunido com integrantes de sua equipe de campanha para discutir os próximos passos da disputa no segundo turno contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a tarde, ele receberá o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal eleito por Minas Gerais Nikolas Ferreira (PL) no local que tem servido como base da campanha, em Brasília. A informação foi confirmada por Tarcísio à GloboNews.
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
Para o candidato do PL, as primeiras horas do dia serão dedicadas a reuniões internas de planejamento da campanha.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
Se Flávio for eleito, tomará posse, aos 45 anos, no dia 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Se vencer, Lula assumirá o quarto mandato aos 81 anos e será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes.
Flávio e Lula deixaram para trás Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, segunda-feira (5), um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 106 municípios da Paraíba. O aviso começou na manhã desta segunda (5) e segue até as 23h59 da terça-feira (6). Veja lista completa de municípios afetados abaixo.
Ao longo do período do alerta, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%, índices considerados abaixo do recomendado para a saúde.
Segundo o Inmet, há baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde, mas a população deve adotar medidas de prevenção para reduzir os efeitos do tempo seco.
O instituto orienta que a população:
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.
Um avião da Força Aérea nigeriana caiu, nesta segunda-feira (5), no estado de Ondo, no sudoeste da Nigéria, com 32 pessoas a bordo, segundo o Exército e o ministro da Aviação.
O porta-voz da Força Aérea, Ehimen Ejodame, declarou que o avião realizava uma "missão de rotina" de Benin City, no sul do país, para Lagos, a capital econômica, quando caiu em Igbokoda, no estado de Ondo.
"As informações preliminares indicam que havia 25 passageiros e 7 tripulantes a bordo", declarou no X o ministro Festus Keyamo.
Keyamo acrescentou que o fuselagem do avião foi localizada, após cair perto de uma base naval.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrava um grupo de pessoas à beira de um rio enquanto as equipes de resgate faziam buscas na área a partir de uma embarcação.
"As operações de busca e resgate, em coordenação com as autoridades competentes e os serviços de emergência, estão atualmente em curso", declarou Ejodame.
Um estudante de 15 anos teve a mão arrancada nesta segunda-feira (5) em Lens, no norte da França, durante protestos estudantis que tomaram o país europeu nos últimos dias, afirmou o governo local.
A mão do estudante foi arrancada após ele pegar uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando ele tentava arremessá-la de volta na direção dos agentes, afirmou à agência de notícias AFP uma fonte ligada ao sindicato dos policiais.
Segundo o governo local, o jovem participava de um protesto estudantil contra as condições precárias e a falta de funcionários nas escolas francesas. Protestos como esse vêm ocorrendo por toda a França há algumas dias, o que causou uma crise política no país (leia mais abaixo).
Segundo o jornal francês "La Voix du Nord", o governo local abriu uma investigação sobre o incidente.
A polícia francesa não havia se manifestado de forma oficial sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.
Os protestos estudantis começaram em setembro na região de Paris e rapidamente se espalharam por todo o país entre os alunos.
Os manifestantes reclamam de jornadas excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula (quentes demais no verão, por exemplo) e de ausências excessivas de professores. Entenda a comparação com a situação do Brasil.
Os protestos se tornaram violentas e diversos confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados. Milhares de estudantes foram detidos pela polícia e centenas de escolas estão fechadas desde o início do movimento.
Durante os protestos, os estudantes bloquearam os acessos às escolas e protagonizaram, em algumas ocasiões, confrontos com a polícia que resultaram em imagens de barricadas em chamas e veículos incendiados.
O chefe da polícia de Paris afirmou durante o fim de semana que os protestos estudantis na capital francesa estavam "fora de controle".
Os amplos protestos causaram uma crise política para o governo de Emmanuel Macron. A mídia francesa afirmou que o presidente estaria "apavorado" com a crise. Oficialmente, Macron reconhece que as reivindicações do movimento são legítimas, mas a violência, não.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao citar a eleição presidencial brasileira nas redes sociais nesta segunda-feira (5).
A publicação foi corrigida horas depois e passou a citar corretamente o Brasil. Ele elogiou a rapidez da apuração no pleito brasileiro e não mencionou nem Flávio Bolsonaro nem o presidente Lula, que foram para o segundo turno.
No post, Trump também utilizou a rapidez da apuração brasileira para criticar as eleições internas nos EUA, ao citar uma demora na contagem de votos em cidades democratas.
Trump também evitou mencionar qualquer candidato da eleição presidencial brasileira em suas manifestações anteriores sobre o pleito, que ele disse acompanhar "bem de perto". O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula foram ao 2º turno em votação no domingo (leia mais abaixo).
A fala de Trump sobre o cenário interno dos EUA, em que as cidades que ele citou são estritamente governadas pelos democratas, pode ser interpretada como parte de sua campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, seu partido, o republicano, busca manter o controle do Congresso.
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ou 56.104.503 em números absolutos. Já Lula teve 45,16% dos votos, ou 53.879.538, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial .
Se Flávio for eleito, tomará posse, aos 45 anos, no dia 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Se vencer, Lula assumirá o quarto mandato aos 81 anos e será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes.
Diante da crise habitacional que bloqueou o Congresso e levou milhões de pessoas às ruas, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou nesta segunda-feira (5) eleições antecipadas no país.
O novo pleito será realizado em 29 de novembro, anunciou Sánchez — o mandato atual do premiê duraria até o fim de 2027.
➡️ O anúncio ocorre em reação à rejeição do Parlamento espanhol, na semana passada, de um pacote de decretos do governo para barrar o aumento de aluguéis na Espanha, que criou uma crise habitacional no país.
A votação antecipada é uma aposta arriscada para Sánchez. Isso porque sua sigla, o Partido Socialista da Espanha (PSOE), está atrás em pesquisas de intençao de voto, e uma derrota eleitoral significaria o fim de um dos últimos governos de esquerda da Europa, num momento em que a extrema direita conquista terreno no continente.
O premiê, no entanto, já conseguiu se reeleger na última vez em que convocou eleições antecipadas, em 2019. Em pronunciamento televisionado nesta segunda, ele disse que é preciso "renovar o apoio popular" do Parlamento.
?As eleições antecipadas renovarão, portanto, o Legislativo espanhol. A força política com maioria no Parlamento indica o primeiro-ministro, que, na Espanha, é o chefe de governo.
Após o pronunciamento, o líder da oposição, Alberto Nuñez Feijoó, pediu que a população renove o governo. "Não podemos ter mais quatro anos da mesma coisa", afirmou.
No fim de semana, milhares de pessoas foram às ruas de Madri e de outras cidades espanholas para cobrar medidas contra a crescente crise habitacional. Os protestos ocorreram um dia após o Congresso espanhol rejeitar o pacote de medidas apresentados por Sánchez.
Alguns manifestantes carregavam cartazes pedindo uma greve geral. As medidas rejeitadas haviam sido elaboradas após a revolta provocada pelo despejo de uma mulher de 87 anos em Madri e em meio a outros problemas relacionados à moradia.
Nesta segunda-feira, após o anúncio das eleições antecipadas, o Sindicato das Inquilinas da Espanha, que encabeça a onda de manifestações, disse que os protestos seguirão até que consigam mudança nas leis.
Em Madri, manifestantes montaram um acampamento que tomou toda a Porta do Sol, a principal praça da capital espanhola e um dos principais pontos turísticos da cidade. O grupo disse também nesta segunda que seguirá no local até que mudanças sejam feitas.