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Um homem de 56 anos foi preso na noite da segunda-feira (5) após agredir a ex-namorada com uma barra de ferro no bairro do José Américo, em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é servidor público e tem passagem pela Justiça, em 2024, por violência doméstica contra outra mulher.
À TV Cabo Branco, a delegada Paola Orsini informou que os dois mantiveram um namoro de cerca de quatro meses, mas terminaram recentemente. Após o fim do namoro, o homem alugou uma casa próximo à residência da ex, onde ela mora com os filhos e outros familiares.
À TV Cabo Branco, a delegada Paola Orsini informou que a vítima, de 44 anos, procurou a delegacia por volta das 19h30 após ser ameaçada pelo suspeito na residência onde mora e registrou um boletim de ocorrência contra ele.
Ao retornar para casa, o homem teria ido à residência da mulher novamente e a agredido a com uma barra de ferro. Os familiares da vítima acionaram a Polícia Militar.
A mulher foi encaminhada pelos militares para delegacia. Logo depois, o suspeito foi localizado e preso.
Ainda segundo a delegada, o suspeito e a vítima mantiveram um namoro de cerca de quatro meses, mas terminaram recentemente. Após o fim do namoro, o homem alugou uma casa próximo à residência da ex, onde ela mora com os filhos e outros familiares. Além disso, ele já responde por um caso de violência doméstica em 2024.
A vítima foi liberada para voltar para casa com os familiares após exames.
A Polícia Civil solicitou à Justiça uma medida protetiva para a mulher. O suspeito está na carceragem da Central de Polícia, no Geisel, onde aguarda por audiência de custódia.
Um homem de 43 anos foi preso no final da manhã desta terça-feira (6) após a filha de 14 anos denunciar ter sofrido violência sexual na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar, no bairro Valetina de Figueiredo, Zona Sul de João Pessoa. A informação foi confirmada pelo comandante da unidade.
O tenente-coronel Carlos, comandante do 5º Batalhão, informou à TV Cabo Branco que ao chegar na residência, a mãe da vítima confirmou a denúncia feita pela filha. A mulher também seria vítima de violência doméstica e ameaças do suspeito para não denunciar.
Ainda segundo a Polícia Militar, o homem morava no bairro Valentina, mas devido a dívida com drogas estava se escondendo no bairro de Mangabeira.
A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), no Geisel. O caso de violência sexual será investigado pela Delegacia do Menor Vítima.
Os policiais militares envolvidos na confusão em que um homem foi baleado durante um evento político em Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba, devem ser ouvidos pela Polícia Civil ainda nesta semana. O caso aconteceu na noite do domingo (4), durante uma comemoração após o primeiro turno das eleições.
De acordo com informações da Polícia Civil repassadas ao g1, um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias do disparo. Segundo a corporação, a investigação deve levar em consideração o laudo da perícia externa, que vai apontar, entre outros detalhes, a localização e a quantidade das lesões provocadas pelos disparos.
O inquérito tem prazo inicial de 30 dias para ser concluído, mas o período pode ser renovado caso seja necessário.
Segundo boletim divulgado pelo Hospital de Trauma de Campina Grande nesta terça-feira (6), o homem, de 57 anos, passou por uma cirurgia e permanece internado, entubado, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O estado de saúde dele é grave.
Um vídeo mostra o momento em que o homem caminha em direção aos policiais durante a confusão e é baleado pela equipe. Ele foi atingido na região das pernas.
A Polícia Militar informou que houve uso progressivo da força, inicialmente com advertências. A corporação também informou que a Corregedoria vai apurar os fatos relacionados à intervenção policial.
O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital de Trauma de Campina Grande ainda no domingo (4).
Estão abertas a partir desta terça-feira (6) 350 vagas para cursos gratuitos na área de tecnologia em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. As vagas são distribuídas em 14 modalidades de capacitação, incluindo Inteligência Artificial, Letramento Digital e Segurança da Informação (confira os cursos disponíveis ao fim da matéria).
Também estão disponíveis cursos de Fotografia, Java, Design Gráfico, Letramento Digital Avançado, Banco de Dados, Montagem e Manutenção de Computadores, Redes de Computadores, Python, Power BI, Web Design e Canva/CapCut.
As inscrições podem ser feitas pela internet ou presencialmente, na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). A secretaria está localizada na Avenida Santa Clara, próxima ao Parque Evaldo Cruz.
O atendimento presencial acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (6) que vai participar de debates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
O candidato disse que já queria ter participado de um confronto direto com o petista e afirmou que considera os debates importantes.
Flávio reforçou que pretende usar os encontros para comparar as propostas dos dois candidatos. As declarações foram dadas no comitê de campanha do partido, em Brasília (leia mais abaixo).
A declaração foi dada após Flávio ser questionado por jornalistas sobre a cobrança feita por Lula para que sua equipe organize a participação do presidente em debates no segundo turno.
Na mesma entrevista, Flávio afirmou que conversou com as siglas Republicanos e Podemos sobre um possível apoio à sua candidatura. Segundo ele, os partidos vão consultar suas bancadas antes de tomar uma decisão.
Flávio disse ainda que PP e União Brasil também estão conversando com suas bancadas sobre o segundo turno.
Nesta tarde, inclusive, o PP convocou uma reunião na Câmara para deliberar sobre o posicionamento da legenda diante do cenário político.
Ele agradeceu o apoio do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e afirmou que irá a Goiânia, onde deverá receber o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) — ambos derrotados na corrida presidencial.
Segundo ele, o ex-governador de Goiás, em particular, sinalizou alinhamento à sua candidatura, mas apresentou condicionantes. O senador, contudo, não deu detalhes quais seriam essas condições.
"Vamos estar daqui a pouco em Goiás, em Goiânia, onde vamos também receber o apoio do Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, junto também com prefeitos e outras lideranças de Goiás", afirmou Flávio.
Questionado também sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho, Flávio Bolsonaro afirmou que defende dar mais liberdade para que o trabalhador escolha a própria carga horária.
Como exemplo, citou mães que não conseguem cumprir uma jornada de oito horas por não terem com quem deixar os filhos.
O candidato afirmou que, em seu projeto, essas mães poderiam definir a jornada de acordo com suas necessidades e teriam acesso a um voucher para pagar uma creche privada caso não conseguissem vaga na rede pública.
Flávio também criticou Lula e afirmou que propostas apresentadas pelo governo durante o segundo turno têm objetivo eleitoral.
“O brasileiro rala, trabalha cada vez mais para comprar cada vez menos. E não tem nenhum momento de folga, de lazer, não tem um espaço para poder curtir a sua família, para poder visitar um parente, sair para fazer um programa com a sua família. Esse é o governo Lula", criticou.
Na sequência, acusou Lula de agir de maneira “oportunista” durante a campanha do segundo turno.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve liberar para julgamento, depois do segundo turno das eleições, os pedidos de revisão criminal apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar anular a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
A expectativa é que o pedido não seja levado a julgamento antes da votação, marcada para 25 de outubro. A previsão, porém, é que a análise ocorra ainda neste ano, embora não imediatamente após a eleição.
Antes de liberar o caso para julgamento, Nunes Marques ainda deve pedir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os novos argumentos da segunda revisão criminal apresentados pela defesa no fim de setembro.
A expectativa é que o parecer seja novamente contrário à revisão, assim como ocorreu no primeiro pedido apresentado pelos advogados.
Também há a expectativa de que, antes da análise da revisão criminal, Alexandre de Moraes devolva para julgamento as ações que discutem a dosimetria das penas.
Ou seja, as ações sobre a mudança aprovada pelo Congresso que altera o cálculo das penas dos crimes dos condenados pelo STF no caso das atos golpistas de 8 de janeiro — quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
➡️A avaliação é que uma definição nesse caso poderá contribuir para a análise do pedido de Bolsonaro.
A nova revisão criminal foi apresentada em 25 de setembro e tem como base novos argumentos, entre eles um parecer técnico que teria identificado problemas na cadeia de custódia e limitações para verificar parte das provas digitais utilizadas no processo.
? A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos utilizados para registrar e acompanhar uma prova da obtenção até sua utilização no processo. O mecanismo busca preservar a origem e a integridade do material.
A defesa também menciona a crise envolvendo o caso Master e declarações do ministro Alexandre de Moraes sobre o conteúdo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na revisão, os advogados citam a discussão ocorrida no Supremo sobre o acesso à íntegra de provas digitais no procedimento relacionado a Moraes e Vorcaro.
A defesa compara o episódio com a ação penal de Bolsonaro, na qual afirma que não teve acesso à íntegra do material bruto extraído de aparelhos apreendidos.
O parecer técnico apresentado pelos advogados não afirma que as provas utilizadas contra Bolsonaro tenham sido adulteradas.
O argumento da defesa é que não teria sido possível verificar integralmente a origem e o processamento de parte dos dados.
Esta é a segunda revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro contra a mesma condenação.
No primeiro pedido, apresentado em maio, os advogados alegaram a existência de erros no processo e solicitaram, entre outros pontos, a anulação da ação penal, da colaboração premiada de Mauro Cid e das provas dela decorrentes.
Nunes Marques ficou responsável pela relatoria e encaminhou o processo à PGR.
Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o STF rejeitasse essa primeira revisão.
Para a PGR, os argumentos apresentados naquele momento não traziam questões ou fatos novos capazes de justificar a derrubada de uma condenação definitiva.
No parecer, Gonet afirmou que não havia "ineditismo" que permitisse rever a decisão.
Agora, caberá à Procuradoria avaliar os novos elementos apresentados pela defesa na segunda revisão, entre eles o parecer técnico sobre as provas digitais.
? A revisão criminal é uma ação que permite contestar uma condenação que já se tornou definitiva em situações específicas previstas em lei. Ela pode ser apresentada, por exemplo, quando surgem novas provas capazes de colocar em dúvida a condenação.
A medida é excepcional e não funciona como um novo julgamento do processo.
Entre as hipóteses previstas para uma revisão estão a comprovação de que:
No caso de Bolsonaro, a defesa sustenta que os elementos apresentados agora são novos e justificam a reavaliação da condenação.
Na revisão apresentada em setembro, os advogados também voltaram a pedir a suspensão da execução da pena.
A defesa pediu que a nova revisão também fique sob a relatoria de Nunes Marques, por prevenção, já que ele é o relator da primeira ação apresentada contra a mesma condenação.
? A distribuição por prevenção ocorre quando um processo relacionado a outro que já tramita no tribunal é encaminhado ao mesmo relator.
Na véspera de apresentar a segunda revisão, em 24 de setembro, a defesa chegou a pedir a Nunes Marques que suspendesse a execução da pena enquanto a primeira ação era analisada.
Horas depois, desistiu especificamente do pedido de suspensão, mas manteve em tramitação a revisão criminal. No dia seguinte, ao apresentar a nova ação, voltou a pedir a suspensão da pena
A possibilidade de uma decisão liminar sobre a suspensão da pena antes do julgamento da revisão criminal não está descartada. O pedido, no entanto, ainda não foi analisado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (6) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", passe a cumprir pena no regime semiaberto.
Ela ficou conhecida por ter pichado, no dia dos atos golpistas, a frase "perdeu, mané" na estátua "A Justiça", que fica em frente à sede do STF. A pichação foi feita com um batom vermelho.
Débora está em prisão domiciliar desde março de 2025. No semiaberto, a pessoa condenada cumpre parte da pena em trabalho externo no período diurno, devendo retornar ao local da prisão para o recolhimento noturno e nos dias de folga.
A mudança também reduz o tempo restante de cumprimento da pena e antecipa o fim da execução penal.
A redução da pena considerada na decisão decorre principalmente de trabalho, leitura e estudos, que somaram 212 dias de remição.
Veja os principais argumentos citados pelo ministro:
Débora foi condenada pelo STF a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023.
A pena foi fixada da seguinte forma:
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba uma visita do filho e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.
No fim da manhã, Moraes enviou o pedido para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se aprova a visita.
No requerimento enviado nessa segunda-feira (5), após o resultado do primeiro turno das eleições deste ano, a defesa de Bolsonaro pede que o regime normal de visitas do ex-presidente seja restabelecido.
Flávio citou o pedido em conversa com a imprensa no início desta tarde. Afirmou que a decisão de Moraes de vetar os encontros foi uma d"ecisão errada em vários aspectos", e que configura como intervenção política.
Na decisão, o ministro considerou que o senador desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais após ler uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social. Por isso, vetou os encontros entre os dois.
➡️Dias depois, em 17 de julho, Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente, mas determinou que ele não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026.
?Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país, após a derrota nas urnas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, ele cumpre a pena em regime domiciliar por questões de saúde.
No pedido, a defesa do ex-presidente solicita que o regime normal de visitas a Bolsonaro seja restabelecido, sob argumento de que a restrição não se mostra mais necessária.
A defesa alega que o objetivo é que Bolsonaro volte a receber regularmente seus familiares e demais pessoas "cuja visita seja admitida, preservando-se dimensão relevante da convivência pessoal e familiar durante o cumprimento da pena, sem qualquer prejuízo às condições de segurança e fiscalização já estabelecidas".
Em número de votos, a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula nestas eleições foi de cerca de 2,2 milhões. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (5) ser o único candidato "antissistema" e que carrega nas costas "a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira". Lula vai disputar o segundo turno das eleições, em busca da reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. [...] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei".
As falas foram durante uma reunião com aliados para traçar estratégias para segundo turno.
Lula afirmou ainda ser necessário ir atrás dos votos dos eleitores que não foram votar. A abstenção no primeiro turno ultrapassou os 33,4 milhões de eleitores — 21,08% do eleitorado apto a votar.
"O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim".
O petista afirmou ainda estar convencido de que "não há nenhuma razão" para que ele não seja reeleito presidente da República.
"Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão. Inclusive nos temas polêmicos, como segurança, vocês governadores sabem que foi passado a responsabilidade para o estado. O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional".
Após a reunião com lideranças, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que "o segundo turno é uma outra eleição" e que independente da configuração do Congresso Nacional no próximo ano, Lula "saberá dialogar".
"O segundo turno é uma outra eleição. Nós sabemos que é uma eleição de confronto direto de projetos. De um lado, nós sabemos que é um projeto liderado, infelizmente, uma liderança que tem relações com as milícias do Rio de Janeiro [...] Uma liderança que representa um projeto de entrega das riquezas naturais do Brasil. Ele próprio foi oferecer as riquezas do Brasil ao governo Trump".
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a campanha de Lula deve buscar ampliar os votos no Nordeste e diminuir a abstenção dos eleitores.
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Conforme o TSE, Flávio terminou o primeiro turno das eleições com 47,03%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula obteve 45,16%, mais de 53,8 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em forte alta nesta segunda-feira (5). Perto das 15h15, o índice subia 9,05%, aos 209.508 pontos. Essa é a primeira vez na história que o índice supera a marca dos 200 mil pontos. O último recorde do índice havia sido em 14 de abril, quando fechou aos 198 mil pontos.
O Ibovespa funciona como uma espécie de termômetro do mercado de ações brasileiro, refletindo o desempenho de algumas das principais empresas negociadas na B3. Os preços desses papéis são influenciados pelas expectativas dos investidores para fatores como juros, inflação e atividade econômica, além das perspectivas para as próprias empresas e da percepção de risco.
O desempenho de Flávio, acima do esperado por parte do mercado, levou investidores a recalibrar as apostas para o segundo turno (leia mais abaixo).
O impacto da disputa eleitoral também aparece no dólar, que marcava queda de 4,208% no mesmo horário, cotado a R$ 4,9960. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9530. Já os juros futuros, que mostram as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses e anos, despencavam nos contratos mais longos.
▶️ Nesta segunda-feira, o movimento de valorização da bolsa ocorre em meio à reavaliação do cenário político e fiscal após o resultado do primeiro turno das eleições. Diferentemente do que indicava a maioria das pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), com pouco mais de 47% dos votos válidos. Com isso, investidores recalibram suas apostas para o segundo turno e avaliam os possíveis impactos do resultado sobre a economia brasileira. A nova votação acontece em 25 de outubro. Leia mais.
▶️Entre as ações do índice, o destaque estava com os papéis do setor financeiro. Perto das 14h30, os papéis do Banco do Brasil subiam 12,10%, enquanto os da B3 disparavam 24,42% e os do Bradesco avançavam 14,30%. As ações do BTG Pactual tinham ganhos de 24,16% e as do Itaú tinham alta de 11,38%.
▶️Na agenda econômica, o mercado fica de olho em novos dados no Brasil e nos EUA. Por aqui, o relatório Focus, do BC, mostrou que a expectativa dos economistas para a inflação neste ano voltou a ficar acima de 5%, na terceira semana seguida de aumento. O mercado também espera mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros. A projeção para o PIB caiu de 1,86% para 1,85%.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25. Com as urnas apuradas, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
O resultado contrariou grande parte das pesquisas eleitorais, que indicavam vantagem de Lula no primeiro turno.
O desempenho de Flávio, acima do esperado por parte do mercado, levou investidores a recalibrar as apostas para o segundo turno. Analistas associam uma eventual vitória do candidato do PL a uma maior possibilidade de mudanças na política fiscal, o que ajuda a explicar a forte valorização do real e a reação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira.
A reação começou antes mesmo da abertura do mercado brasileiro. Ativos do país negociados no exterior registraram forte valorização após o resultado das urnas. O EWZ, fundo de índice de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a avançar mais de 10%.
Os mapas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 mostram que a geografia do voto no país permaneceu semelhante à de 2022, apesar de mudanças em alguns estados. Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente em 12.
O resultado das urnas também ampliou a presença do PL no Congresso. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo e terá 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de 2027, formando a maior bancada da Casa. Como o g1 já mostrou, essa será a maior representação de um partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988.
A projeção do mercado para a inflação de 2026 voltou a superar 5%, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (5). Foi a terceira semana consecutiva de alta na estimativa.
Os analistas consultados passaram a projetar alta de 5,01% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, ante 4,99% na semana anterior. Para 2027, a estimativa recuou de 4,31% para 4,30%, enquanto a projeção para 2028 permaneceu em 3,80%.
A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O relatório também mostrou uma redução nas projeções para o crescimento da economia. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026 e de 1,41% para 1,40% em 2027.
As projeções para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceram inalteradas. O mercado espera que a taxa termine 2026 em 13,50% ao ano e 2027 em 12%.
O setor de serviços brasileiro voltou a registrar contração em setembro. Houve queda na atividade, no emprego e nos novos pedidos, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado nesta segunda-feira (5).
Apesar da piora no setor, as empresas se mostraram mais otimistas com as perspectivas de crescimento, diante da expectativa de melhora das condições econômicas após a eleição presidencial.
O PMI de serviços do Brasil, calculado pela S&P Global, caiu de 50,5 pontos em agosto para 49,2 em setembro, indicando contração da atividade. Foi a retração mais intensa desde outubro de 2025. No indicador, resultados acima de 50 pontos indicam expansão, enquanto números abaixo desse patamar sinalizam contração.
As empresas consultadas citaram desafios políticos e econômicos, falta de investimentos e impactos negativos de greves entre os fatores que prejudicaram a atividade.
A atividade do setor de serviços dos Estados Unidos perdeu ritmo em setembro, enquanto a forte demanda pressionou as cadeias de fornecimento e elevou os custos das empresas. O cenário reforça as preocupações com a persistência da inflação.
O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira (5) que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços caiu de 55,4 pontos em agosto para 54,9 em setembro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. Economistas consultados pela Reuters esperavam um resultado de 55,2 pontos.
Apesar da desaceleração, setembro marcou o 27º mês consecutivo de expansão do setor. A atividade vem sendo sustentada pela demanda interna, principalmente pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em inteligência artificial (IA) e infraestrutura relacionada.
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta segunda-feira (5), conforme investidores buscavam novas pistas sobre a trajetória dos juros no país, em meio aos rendimentos dos títulos públicos e preços do petróleo ainda elevados.
Perto das 14h, o Dow Jones subia 0,15%, enquanto o S&P 500 avançava 0,65% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,84%.
Na Europa, a maioria dos principais índices da região fechou em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%.
Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,09%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,34%. Já o CAC-40, da França, caiu 0,80%.
Na Ásia, a maioria dos mercados da região fechou em alta, em meio ao maior otimismo em relação às ações ligadas à inteligência artificial.
O índice Nikkei, do Japão, subiu 2,40%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,28% e o Taiex, de Taiwan, valorizou 2,55%. O Kospi, da Coreia do Sul, SSEC, Índice de Xangai, e o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceram fechados.