O ataque ocorreu em Kramatorsk, cidade no leste da Ucrânia próxima a uma frente de batalha da guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há quatro anos e meio. Dois ônibus com civis circulavam na rua atingida pelo bombardeio, informou a polícia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o veículo alvejado estava em um ponto de ônibus.
O veículo pegou fogo (veja na imagem acima). Imagens do local divulgadas pela polícia ucraniana mostraram corpos espalhados e a rua repleta de destroços.
? Segundo a Polícia Nacional da Ucrânia, a Rússia utilizou uma bomba aérea de precisão UMPB D-30SN no ataque. Esse tipo de bomba já havia sido usado em 2024 por Moscou para ofensivas contra alvos específicos, o que, na avaliação do governador de Donetsk, Vadym Filashkin, reforça a intenção de alvejar civis.
O governo russo ainda não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. Moscou costuma dizer que não alveja civis em seus ataques contra a Ucrânia.
O Exército russo intensificou, nos últimos dias, ataques com drones e bombas guiadas contra Kramatorsk e outras cidades da região, que ficam no chamado “cinturão de fortalezas” da Ucrânia.
A área é chamada assim por ser estratégica para as forças de defesa ucranianas no leste da Ucrânia — a região onde a Rússia concentra seus ataques desde o início da guerra. Antes mesmo do conflito, o governo de Vladimir Putin já falava em anexar o território.
Na quarta (7), um bombardeio atingiu um edifício residencial em Pryluky, o que Zelensky chamou de "presente de aniversário do Exército russo para Vladimir Putin". Ao todo, 22 pessoas morreram no ataque, incluindo cinco crianças, e outras 54 ficaram feridas, segundo atualizou nesta quinta o líder ucraniano.
Nos últimos dias, Putin afirmou que puniria a Ucrânia por conta dos bombardeios realizados contra refinarias de petróleo russas e deu a entender que intensificaria os bombardeios quase diários contra o território ucraniano.
g1
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O Cruzeiro venceu a segunda partida seguida no Campeonato Brasileiro ao fazer 2 a 0 no São Paulo, no Mineirão, pela 29ª rodada. Kaio Jorge (primeiro tempo) e Zé Lucas (segundo) marcaram os gols da vitória, que faz o time dormir, pela primeira vez na edição 2026, no G-4, chegando aos 48 pontos. O Tricolor, por sua vez, permanece com 36, caindo para o 11° lugar e perde pela segunda vez seguida.
Com o resultado, o Cruzeiro chega aos 48 pontos e está a um do Athletico-PR, que joga nesta quinta, contra o Atlético-MG, em Curitiba. Na próxima rodada, a Raposa visita o Bragantino, segunda-feira, às 21h (de Brasília). Com 36 pontos, a cinco da zona do rebaixamento, o São Paulo recebe o Vitória, sábado, às 21h, no Morumbis.Primeira vez...
O Cruzeiro, que só venceu o primeiro jogo no Brasileiro na nona rodada, dorme pela primeira vez no G-4. Em uma corrida de recuperação, se firma na briga por vaga direta na Libertadores, objetivo até o fim do ano. Para terminar a rodada entre os quatro melhores, a equipe seca dois concorrentes nesta quinta: o Fluminese (48 pontos também e que enfrenta o Coritiba, no Maracanã) e o Bahia (46, visitante diante do Palmeiras).
O São Paulo não vence como visitante, no Brasileiro, há mais de seis meses. A última vez foi em 15/03 sobre o Bragantino por 2 a 1. Somada a derrota para o Cruzeiro, são 10 derrotas e dois empates. No total, são nove pontos conquistados como visitante no Brasileiro. Como visitante, em todas as competições, são 14 jogos sem vencer fora do Morumbis. Torcedores presentes no Mineirão protestaram.
O Cruzeiro teve a primeira chance no minuto inicial. A bola sobrou para Bruno Rodrigues na grande área e foi para fora. A resposta do São Paulo foi com Wendel, obrigando Otávio a fazer defesa. Aos 27, o Cruzeiro chegou muito perto de abrir o placar. Depois de cobrança de escanteio, Kaio Jorge cabeceou, e a bola passou perto da trave. Logo em seguida, o atacante arrancou sozinho e bateu cruzado. Coronel espalmou para escanteio. Aos 43, na terceira chance, o artilheiro da Raposa não desperdiçou. Recebeu assistência de Matheus Pereira e tocou na saída. Nos acréscimos, o São Paulo quase empatou em cabeceio de Arboleda. No último minuto, Coronel operou verdadeiro milagre em chute de Felipe Morais.
O primeiro lance de perigo foi com Pedro Lima. Em rebote de escanteio, o jogador dominou no peito e arriscou de fora, levando perigo. O Cruzeiro, entretanto, não deu chances para a reação. Aos 11 minutos, Coronel espalmou uma bomba de Bruno Rodrigues. No rebote, Kaio Jorge mandou na trave e, em outro rebote, Zé Lucas, livre, mandou para o gol. O São Paulo perdeu Ferreirinha machucado, poucos minutos depois de o atacante entrar em campo. Aos 21, o time paulista levou perigo em cobrança de falta de Arthur. Otávio espalmou. Minutos depois, Pedro Ferreira arriscou e mandou à esquerda do gol. O Cruzeiro respondeu e quase marcou um golaço com Kaio Jorge. O atacante recebeu lançamento, viu a saída de Coronel e tentou encobri-lo. A bola passou muito perto. No lance seguinte, Arthur fez boa jogada na entrada, limpou a marcação e mandou no canto, quase diminuindo. O jogo seguiu aberto, e Kaio Jorge quase marcou o segundo dele. Ele recebeu na grande área e mandou perto. Com espaço, Arroyo quase marcou o terceiro do jogo, chutando por cima do gol. Antes, Calleri levou perigo em chute dentro da área. Fora da área, nos acréscimos, Nilton quase marcou para o time paulista. Em seguida, Coronel espalmou chute de Felipe Morais. No último lance, o goleiro do Tricolor ainda impediu o gol de cabeça de João Marcelo.
O Vasco venceu o Botafogo por 2 a 1 em clássico disputado nesta quarta-feira, no Nilton Santos. O time de Pedro Emanuel abriu vantagem com gols de Lescano e David, viu o adversário diminuir com Alex Telles, mas garantiu o terceiro triunfo seguido pelo Brasileirão. O resultado, válido pela 29ª rodada, aproxima os rivais na tabela: o Botafogo tem 35 pontos, um a mais que o Vasco.
O Vasco teve superioridade desde cedo. Mais perigoso no ataque e sólido na defesa, o time visitante abriu o placar com Lescano aos 28 minutos da etapa inicial. A melhor chance do Botafogo, em chute cruzado de Vitinho, não fez frente aos lances ofensivos do adversário, que controlou as ações da primeira metade do jogo e ampliou o placar com apenas seis minutos do segundo tempo, com gol de David.
Em desvantagem, os donos da casa não tiveram opção a não ser se lançar ao ataque. Alex Telles diminuiu com um belo gol de falta, mas não foi suficiente. As duas equipes ainda tiveram gols anulados — Thiago Mendes, pelo Vasco, e Tiquinho Soares, pelo Botafogo —, mas o placar não se movimentou novamente. Vitória por 2 a 1 da equipe de Pedro Emanuel.
O resultado deixa os rivais colados na tabela. O Botafogo tem 35 pontos e ocupa a 13ª posição. Já o Vasco vem logo atrás, em 14º lugar, com 34. Os momentos são completamente opostos: o time de Pedro Emanuel chega à terceira vitória consecutiva pelo Brasileirão, enquanto Tite e seus comandados somam apenas um triunfo nas últimas nove partidas pelo campeonato.
O próximo desafio do Botafogo é na segunda-feira, dia 12, contra o Coritiba. Em pleno feriado, a partida será às 16h (de Brasília), no Couto Pereira. Já o Vasco encara o Remo no sábado, às 18h, em São Januário. Será o último compromisso antes do duelo diante do Boca Juniors, na Bombonera, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
Em duelo direto na parte baixa da tabela do Brasileirão, o Internacional venceu o Corinthians por 1 a 0 nesta quarta-feira, pela 29ª rodada. Vitinho, no primeiro minuto de partida no Beira-Rio, abriu o placar. Alan Patrick ampliou no segundo tempo, e André descontou. O time gaúcho ainda segue no Z-4, mas com esperança renovada de fugir da degola. Já o Timão parou três vezes na trave, somou mais uma derrota na sequência negativa no campeonato e está à beira do precipício.
FIM DO DINIZISMO
A derrota em Porto Alegre colocou ponto final na trajetória de Fernando Diniz no comando do Corinthians. Em queda livre no Brasileirão, o clube demitiu o treinador, que foi eliminado na Libertadores pelo Estudiantes e na Copa do Brasil para o próprio Inter. Curiosamente, os gaúchos causaram também outra queda, de Dorival Júnior em derrota na Neo Química Arena no primeiro turno.
Como fica
A vitória ainda não foi suficiente para tirar o Inter da zona de rebaixamento, mas ultrapassou o rival Grêmio e agora ocupa o 78º lugar. Com 31 pontos, diminuiu para apenas um para deixar o Z-4, abaixo do próprio Corinthians. A sétima derrota seguida, pior série em mais de 20 anos, aumenta a crise em torno do time paulista.
RAPIDINHO
42 segundos. Esse foi o tempo que levou do pontapé inicial até a bola na rede de Vitinho. Lance que começou num tiro de meta de Hugo Souza. Thiago Maia cabeceou, Alerrandro ganhou na disputa, e a bola ficou com Alan Patrick, que serviu Vitinho dentro da área. O gol mais rápido desta edição do Campeonato Brasileiro.
O gol colorado logo cedo animou o time. Vitinho, em velocidade pela direita, parou em defesa de Hugo Souza. Mais tarde, Thiago Maia soltou uma bomba de longe e obrigou o goleiro corintiano a mais uma intervenção. Depois disso, o Timão começou a chegar. Matheus Bidu assustou em chute da entrada da área, para fora. Em seguida, a trave salvou o Inter. Duas vezes. Primeiro, Matheuzinho recebeu de Yuri Alberto e bateu forte, no poste esquerdo de Anthoni. No minuto seguinte, o camisa 9 carimbou a outra trave.
A trave seguiu como mais uma adversária do Corinthians em campo. Yuri fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Memphis no meio, mas a bola beijou a trave mais uma vez. Vitinho teve boa chegada na tentativa de ampliar, mas parou em Hugo. O Timão voltou com Kaio César, em duas finalizações, mas Anthoni evitou duas vezes. Justamente quando sofria pressão, o Inter ampliou. Garro perdeu a bola dentro da área, e Alan Patrick recebeu livre, com o gol vazio, para empurrar para as redes. André diminuiu logo depois, de cabeça, mas o empate não saiu mesmo com amplo domínio.
Os dois voltam a campo no domingo contra os maiores rivais pela frente. O Inter visita o Grêmio, na Arena, e o Corinthians recebe o Palmeiras, no Nubank Parque. Os dois clássicos, válidos pela 30ª rodada do Brasileirão, começam às 17h30.
Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8) sobre as intenções de voto para a Presidência da República no 2° turno eleitoral mostra liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento é o primeiro feito após o último domingo (4), quando o liberal obteve 47,03% dos votos no primeiro turno, enquanto o petista registrou 45,16%.
A pesquisa foi feita entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026, com as entrevistas de 3.000 eleitores, em 705 municípios, nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 1.8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-08134/2026.
R7
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O partido Republicanos declarou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio foi realizado após uma reunião do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) e lideranças do partido com o senador Flávio Bolsonaro. Estavam presentes o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), entre outros membros do partido.
"O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente da República. Mas mantenho meu respeito a realidades locais, e cito Paraíba e Pernambuco", disse Pereira.
O presidente da sigla, Marcos Pereira, disse que a legenda está disposta a participar de um eventual governo de Flávio, mas disse que ainda não há um debate sobre em que área poderia ocorrer a colaboração.
“Conte com o Republicanos nas reformas, na responsabilidade fiscal, no apoio aos municípios, na segurança, e conte também com nossa franqueza, porque apoiar não é se calar.”
Durante o evento, o candidato Flávio Bolsonaro voltou a falar em "redemocratizar" o país.
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputarão o segundo turno em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
Nas eleições deste ano o Republicanos manteve 41 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu 2 senadores.
Nesta quarta, a ex-candidata à Presidência Clariana Barão (DC) declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno. O anúncio de Clariana engrossa a lista de apoios recebidos por Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno.
Nesta quarta (7), ACM Neto também declarou apoio ao candidato e afirmou que trabalhará por sua eleição na Bahia.
Também declararam apoio ao candidato do PL o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) e o também ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD).
O Senado fez nesta quarta-feira (7) a segunda sessão de discussão, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição que reduz de 44 para 40 horas a duração máxima da jornada semanal de trabalho e prevê dois dias de repouso por semana, sem redução salarial.
A PEC 221/2019, que acaba com a chamada escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga), precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno. A primeira sessão ocorreu nesta terça-feira (6), quando a proposta começou a ser discutida pelo Plenário. Se aprovada, ainda haverá três sessões de debate antes da votação em segundo turno.
Para ser aprovada, a PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores — 49 dos 81 — em cada um dos dois turnos de votação.
A terceira sessão de discussão em primeiro turno está marcada para esta quinta (8), a partir das 14h.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) informou em Plenário que está recolhendo assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação da PEC. Segundo ela, a iniciativa não deve ser tratada apenas como uma proposta do governo, mas como um instrumento para permitir que o Senado conclua a análise da matéria na atual legislatura.
— Não vai ser um requerimento do governo, porque eu acho que a votação dessa PEC, independentemente de posições, interessa a todos — disse a senadora, que é líder do governo no Senado.
Teresa também rejeitou a ideia de que a votação deva aguardar a futura composição do Senado. Ela ressaltou que os atuais senadores têm mandato e prerrogativas até 31 de janeiro de 2027 e, portanto, podem discutir e votar a PEC até essa data.
— Respeitem esta legislatura, respeitem o direito integral de quem tem mandato até 31 de janeiro de 2027. Estamos em pleno direito de votar conforme a nossa consciência.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a redução da jornada sem diminuição salarial e citou experiências de países da América Latina, da Europa e da Ásia. Segundo ele, exemplos internacionais indicam que jornadas menores podem ser acompanhadas de manutenção ou aumento da produtividade.
Paim também afirmou que trabalhadores mais descansados tendem a cometer menos erros e sofrer menos acidentes, além de terem maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Com base em estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sustentou que a redução da jornada pode beneficiar trabalhadores e empresas.
— Reduzir a jornada significa aumentar a produtividade. Um trabalhador descansado produz mais.
O senador Marcelo Castro (MDB-PI) afirmou que transformações no mundo do trabalho — como a digitalização, a robotização e a expansão do trabalho remoto — tornam viável a adoção da escala 5x2.
Segundo o senador, a mudança beneficiaria especialmente trabalhadores de menor renda, mais sujeitos à escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Ele argumentou que dois dias de repouso são importantes para a saúde, a convivência social e o tempo dedicado à família.
— Dois dias de descanso são essenciais para a saúde física, mental e social, para que as pessoas possam conviver mais entre si, se dedicar às suas famílias e ter um descanso compatível com a condição humana.
A senadora Leany Lemos (PSB-DF) destacou que a redução da jornada beneficiaria principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade, mais sujeitos a jornadas superiores a 40 horas semanais e a longos deslocamentos.
Ela também ressaltou o impacto sobre as mulheres, que, segundo afirmou, representam a maioria das pessoas potencialmente beneficiadas e enfrentam dupla ou tripla jornada.
— É uma medida que afeta aqueles trabalhadores que acordam cedo, enfrentam o transporte público, trabalham seis dias seguidos e estão entre os de menor escolaridade e maior vulnerabilidade.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que a redução da jornada também deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Ele citou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da OIT que associam jornadas longas a maior risco de AVC e doenças cardíacas.
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) afirmou que não se opõe à PEC, mas criticou a forma como a tramitação vem sendo conduzida. Ele disse que apresentou emendas para aperfeiçoar o texto e defendeu espaço para que o Plenário discuta mudanças antes da votação.
Segundo Oriovisto, ainda há questões práticas a esclarecer, como os efeitos da proposta sobre trabalhadores horistas e setores como hospitais e imprensa. Ele também questionou as possibilidades de apresentação e destaque de emendas no Plenário.
— Eu não aceito que se anule simplesmente a nossa capacidade de colaborar com a PEC, de dialogar com a sociedade e de apresentar questões que podem tornar o texto melhor.
Agência Senado
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Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador da Paraíba no primeiro turno das Eleições 2026, no último domingo (4), com 1.242.457 votos, o equivalente a 64,34% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele terá mais quatro anos à frente do governo estadual.
O g1 ouviu o cientista político Gonzaga Júnior e o professor e doutor em Sociologia Jomário Pereira para analisar o que pode estar no centro do novo mandato e quais questões devem ser acompanhadas na gestão de Lucas Ribeiro.
Entre os pontos levantados pelos especialistas estão segurança pública, atuação de organizações criminosas, investimentos, contas públicas, serviços de saúde e educação, geração de emprego e distribuição de recursos entre as regiões do estado.
A formação da equipe de governo está entre os primeiros pontos que, na avaliação do cientista político Gonzaga Júnior, Lucas Ribeiro terá de definir no início do novo mandato. Segundo ele, mesmo com a permanência de uma mesma linha administrativa, o governador pode fazer mudanças nos secretariados e demais auxiliares para estabelecer sua própria marca na gestão.
Na Assembleia Legislativa, Gonzaga Júnior avalia que o governador deve encontrar um cenário de apoio semelhante ao registrado na gestão anterior. Ele cita a ampliação da bancada do partido de Lucas e a presença dos Republicanos entre os maiores grupos da Casa.
Segundo o cientista político, a articulação com prefeitos e parlamentares também fará parte da implementação da agenda do governo. Já na relação com o Governo Federal, ele vê a possibilidade de cenários diferentes a depender do resultado da eleição para presidente.
O sociólogo Jomário Pereira também considera importante a articulação entre os governos estadual e federal, principalmente para a continuidade de ações nas áreas sociais. Para ele, a capacidade de manter e ampliar políticas públicas estará relacionada a essa relação institucional.
Entre os temas analisados pelos especialistas está a segurança pública, especialmente a atuação das organizações criminosas na Paraíba. Para o cientista político Gonzaga Júnior, um dos pontos que devem ser considerados pelo próximo governo é o fortalecimento da inteligência das polícias, com ações de prevenção ao avanço das facções.
O trabalho de investigação relacionado a organizações criminosas também resulta em processos que chegam ao Judiciário. Um levantamento da Rádio CBN Paraíba, com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que aumentou de forma expressiva, nos últimos anos, a quantidade de processos judiciais relacionados a organizações criminosas na Paraíba. Nos novos processos, o número passou de 14, em 2020, para 129, em 2025, um crescimento de cerca de 821%.
O aumento também aparece entre os processos que permaneciam pendentes na Justiça. O total passou de 32, em 2020, para 181, em 2025, alta de aproximadamente 466%. Já os julgamentos passaram de 4 para 85 no mesmo período, um crescimento de cerca de 2.025%.
Para Gonzaga Júnior, porém, o enfrentamento às facções não deve ficar restrito ao trabalho policial. Ele afirma que a presença do Estado nas comunidades também é necessária para evitar que organizações criminosas ocupem espaços onde faltam serviços e políticas públicas.
É nesse ponto que o sociólogo Jomário Pereira amplia a discussão. Para ele, a presença das organizações criminosas afeta não apenas a segurança, mas a rotina das pessoas que vivem nesses territórios, inclusive o acesso a produtos e serviços.
Para o sociólogo, o enfrentamento às organizações criminosas precisa atingir a estrutura que sustenta esses grupos, e não apenas os integrantes que atuam diretamente nas comunidades. Ele cita o combate à lavagem de dinheiro e a prisão de pessoas que ocupam posições de comando.
Além da atuação policial, o sociólogo defende políticas públicas como parte do enfrentamento às facções. Para ele, educação, saúde, emprego, renda e lazer podem reduzir a vulnerabilidade de crianças e jovens em comunidades onde esses grupos estão presentes.
Outro ponto analisado pelos especialistas é a necessidade de conciliar investimentos públicos e equilíbrio das contas do estado. Para o cientista político Gonzaga Júnior, Lucas Ribeiro parte de uma situação fiscal, deixada pelo ex-governador João Azevêdo (PSB), com recursos em caixa e investimentos em andamento, mas pode encontrar um cenário nacional de maior contenção.
Segundo Gonzaga, esse cenário pode exigir do governo estadual atenção à capacidade de manter investimentos ao mesmo tempo em que preserva o equilíbrio das contas públicas.
Além da segurança e das contas públicas, os especialistas analisam a necessidade de manter ações em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Para Gonzaga Júnior, ainda existem demandas que precisam ser atendidas no estado, por causa de um déficit histórico de investimentos no Nordeste.
Entre as questões citadas pelo cientista político está a infraestrutura hídrica. Segundo ele, a necessidade de ampliar esse tipo de investimento precisa ser considerada mesmo diante da situação fiscal do estado.
Por outro lado, para o sociólogo Jomário Pereira, além de definir quanto será investido, o governo precisa considerar onde esses recursos e serviços serão aplicados. Ele afirma que as necessidades da Região Metropolitana de João Pessoa e de Campina Grande são diferentes das encontradas no Sertão e no Cariri.
Jomério defende que essa descentralização também passe pela oferta de emprego e pela criação de equipamentos públicos em outras regiões, especialmente nas áreas de segurança, saúde e educação.
Natural de João Pessoa e parte de uma família tradicional na política paraibana, Lucas Ribeiro foi criado e iniciou a trajetória na vida pública como vereador em Campina Grande durante os anos de 2017 e 2020, mas deixou a função para assumir um cargo na prefeitura da cidade como Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Depois disso, entre 2020 e 2022, ele assumiu a chapa para ser o vice-prefeito de Campina Grande, com Bruno Cunha Lima.
Lucas Ribeiro é filho de Daniella Ribeiro, atual senadora pela Paraíba, e sobrinho de Aguinaldo Ribeiro, deputado federal na Câmara dos Deputados.
O governador é bacharel em Direito pela Unifacisa, em Campina Grande, em 2013, e Mestre em Desenvolvimento Regional, em 2020, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Em 2022, Lucas Ribeiro foi anunciado como candidato ao cargo de vice-governador do estado na chapa com o então governador e candidato à reeleição, João Azevêdo. Ambos ganharam as eleições à época com 1.221.904 votos, que correspondem a 52,51% da votação naquele ano.
No ano passado, o então vice-governador foi anunciado como pré-candidato ao governo da Paraíba para as Eleições de 2026. Ele vai concorrer ao cargo como reeleição, ou seja, o período em que ele passar como governador vai contar como um primeiro mandato.
Os números da votação no 1º turno das eleições de 2026 mostram que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu terreno principalmente nas cidades pequenas em relação a 2022, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) avançou em cidades do interior. A mudança no mapa eleitoral se concentra sobretudo nas cidades com até 10 mil habitantes.
Dos 579 municípios que deixaram de ter Lula como líder eleitoral no período, 365 têm até 10 mil habitantes, o equivalente a 63% do total. Entre as 2.466 cidades dessa faixa populacional, o petista liderava em 1.466 em 2022 e aparece à frente em 1.101 em 2026 — uma redução de quase um quarto.
O movimento ocorre em sentido oposto no campo adversário. Flávio Bolsonaro lidera atualmente em 2.904 municípios, ante 2.326 que tinham Jair Bolsonaro à frente em 2022. O principal avanço também ocorreu nas cidades com até 10 mil habitantes, onde a liderança passou de 998 para 1.363 municípios. Nas cidades médias, entre 10 mil e 100 mil habitantes, o número subiu de 1.102 para 1.300.
A maior parte dessas cidades em que Lula perdeu votos está na Região Sul. Um exemplo é Engenho Velho (RS), onde o petista obteve 55,6% dos votos válidos em 2022 e registra 44,7% em 2026. Segundo o IBGE, o município tem cerca de 1,3 mil habitantes.
Nas cidades com população entre 10 mil e 100 mil habitantes, a retração foi menor. Lula passou de 1.664 para 1.466 municípios liderados, uma perda de 198 cidades, mas manteve a dianteira na maior parte desse grupo.
⚠️A contagem é de municípios, não de votos. Como as cidades pequenas somam menos eleitores, isso mostra onde Lula perdeu terreno, mas não quantos votos perdeu em cada faixa. Além disso, o município de voto pode não ser o de residência.
Já entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, a redução foi de 16 cidades, de 113 para 97.
Os dados indicam que o desgaste do presidente ocorreu de forma desigual pelo território nacional. Enquanto manteve desempenho mais estável nos grandes centros urbanos, Lula perdeu apoio sobretudo nas cidades menores.
O movimento aparece em sentido oposto no campo adversário. Flávio Bolsonaro (PL) lidera atualmente em 2.904 municípios, ante 2.326 que estavam com Jair Bolsonaro em 2022.
O principal avanço ocorreu justamente nas cidades com até 10 mil habitantes, onde a liderança passou de 998 para 1.363 municípios. Nas cidades médias, entre 10 mil e 100 mil habitantes, o número subiu de 1.102 para 1.300.
A França suspendeu, nesta quarta-feira (7), o uso de granadas de efeito moral pela polícia durante os protestos estudantis, depois que um adolescente perdeu uma mão devido a um desses artefatos.
Em entrevista à rádio francesa RTL, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, anunciou a suspensão do uso de bombas de efeito moral nos protestos estudantis até que os incidentes ocorridos sejam esclarecidos.
Segundo uma fonte sindical policial, o estudante de 15 anos perdeu a mão ao pegar uma granada de dispersão lançada pela polícia em Lens, no norte da França.
Além disso, outro estudante de 14 anos, no noroeste de Paris, perdeu vários dentes devido à explosão de uma bomba de gás lacrimogêneo a curtíssima distância.
O ministro explicou que a suspensão se aplica "apenas aos protestos de estudantes do ensino médio" e "somente pelo tempo necessário para compreender o que aconteceu".
Mais de 6.500 pessoas, em sua maioria menores de idade, foram detidas desde o início das manifestações, que começaram com reivindicações por melhores condições nas escolas de ensino médio. Além disso, centenas de estudantes, policiais e profissionais da educação ficaram feridos.
Na terça-feira, após uma nova jornada de manifestação reunir 256 mil estudantes, professores e pais, o governo negou a existência de "repressão policial" contra os manifestantes.
O coordenador do partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI), Manuel Bompard, criticou o governo Macron. "Foi preciso que vários jovens ficassem mutilados para o resto da vida para que Nuñez desistisse de usar granadas contra estudantes do ensino médio", afirmou.
Por outro lado, a ultradireitista Marine Le Pen, favorita nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2027, acusou Macron de ficar "sempre do lado daqueles que atacam a polícia".
Embora majoritariamente pacíficos, os protestos ocasionalmente acabaram em violência. O governo relatou que 215 estudantes, 715 policiais e 85 membros do corpo docente ficaram feridos.
Vários sindicatos da área da educação convocaram uma greve e novas manifestações para quinta-feira.
Desde setembro, estudantes com idades entre 15 e 18 anos bloquearam centenas de escolas para denunciar a falta de professores e as cargas horárias excessivas, assim como salas de aula deterioradas e incapazes de suportar o aumento das temperaturas.
Embora a maioria das escolas de ensino médio tenha reaberto nesta quarta-feira, mais de 500 permaneciam parcialmente fechadas devido a estudantes que bloquearam as entradas com lixeiras.
Vários advogados que representam adolescentes detidos afirmaram que seus clientes sofreram violência física e insultos.
Ainoha Pascual, advogada de três menores em Paris, disse que eles foram "aterrorizados". "A imensa maioria chega ferida sob custódia", devido a golpes de cassetete ou por terem sido arrastados pelo chão, acrescentou.
Prisca Ancion, do Coletivo pela Ação Judicial, disse à AFP que todos os estudantes detidos relataram ter sofrido "insultos, tapas, pressão da cabeça contra o chão e golpes de estrangulamento".
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, fará um pronunciamento à população nesta quarta-feira para abordar os protestos e as finanças públicas, em meio a um debate acalorado sobre os orçamentos de 2027.
O governo propôs um ajuste fiscal de mais de 60 bilhões de dólares (R$ 298 bilhões) para conter o elevado déficit e uma dívida pública recorde.
No entanto, a aprovação parlamentar parece difícil a poucos meses das eleições presidenciais de 2027 para escolher o sucessor de Macron.