Novembro 26, 2024
Arimatea

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu nesta terça-feira, 8 de outubro, com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), após a cerimônia de sanção da Lei do Combustível do Futuro. O principal tema do encontro no Palácio do Planalto foi a expansão do setor automobilístico brasileiro. “Os investimentos voltaram, estamos vendendo mais carros e, em novembro de 2025, teremos o retorno do Salão do Automóvel”, escreveu Lula na rede social Bluesky.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, destacou que o emplacamento (venda) no mercado interno subiu 14,5% no terceiro trimestre. “É um crescimento bastante expressivo e estamos voltando ao número que havia no cenário pré-pandemia”, comentou. “Nos últimos meses, nós aumentamos em 60 mil novos empregos. Na cadeia do setor automobilístico, os nossos investimentos já ultrapassam R$ 130 bilhões, com potencial para aumentarmos ainda mais”, pontuou.

PRODUÇÃO - A produção de veículos automotores no terceiro trimestre totalizou 715 mil unidades, 19% a mais que no mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor trimestre em cinco anos no que diz respeito ao nível de produção. No acumulado do ano, o crescimento da produção é de 7% sobre os primeiros nove meses de 2023.

Sobre as exportações de veículos, Lima Leite ponderou que “apesar de ser um ano duro para as nossas exportações, nós crescemos 40% neste trimestre comparado ao segundo trimestre deste ano”. Ele também afirmou que “o Brasil tem um grande potencial”. “Hoje, nós viemos reafirmar o nosso compromisso com os investimentos no país. E também, após sete anos, viemos anunciar ao presidente Lula a volta do Salão do Automóvel”, ressaltou.

A previsão é que o Salão seja realizado de 22 de novembro a 1º de dezembro de 2025, em São Paulo. A tradicional feira automobilística não ocorria desde 2018. A associação estima que um milhão de pessoas participem do evento.

Agência Gov
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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (8) o nome do economista Gabriel Galípolo, escolhido pelo presidente Lula (PT), para presidir o Banco Central.

Galípolo foi aprovado por 66 votos favoráveis e 5 contra. A votação foi secreta.

Antes, o indicado passou por uma sabatina, que durou quatro horas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O colegiado aprovou a indicação por unanimidade, com 26 votos favoráveis e nenhum contrário.

Galípolo vai assumir a cadeira de Roberto Campos Neto, que encerra o mandato em 31 de dezembro. E terá, a partir de 2025, um mandato de quatro anos à frente do BC.

g1
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou a realização das eleições municipais no último domingo (6). Ele cumprimentou os partidos e os candidatos aos cargos de prefeito e vereador em todo o Brasil. Pacheco também elogiou o trabalho “mais eficiente possível” da Justiça Eleitoral e da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, na condução das eleições.

— Alguns se elegeram e outros não, isso faz parte da democracia. Mas quero fazer uma saudação muito especial a todos que participaram do processo eleitoral— registrou Pacheco no Plenário, nesta terça-feira (8).

Israel
Pacheco informou que recebeu, na tarde desta terça-feira (8), a visita de representantes da Confederação Israelita do Brasil (Conib). Ele também lembrou que, nessa segunda-feira (7), completou-se um ano do ataque terrorista do grupo Hamas contra Israel. Segundo o presidente, o ataque foi fruto da intolerância e do ódio. Ele disse que o ataque gerou e ainda gera consequências muito graves, principalmente para as famílias que têm seus entes queridos entre os reféns do Hamas.

— É um registro pela vida, pela paz e pela tolerância. É um desejo de esperança de que a paz possa reinar naquela localidade do Oriente Médio — afirmou.

Maçonaria
O presidente do Senado também registrou que recebeu na semana passada, na residência oficial do Senado, a visita de representantes da loja maçônica Grande Oriente do Brasil. O grão-mestre geral Ademir Cândido da Silva levou a Pacheco um documento sobre o desenvolvimento nacional, o combate à pobreza e às desigualdades regionais. Segundo informou Pacheco, a maçonaria vai trabalhar por esses pontos, começando pelo desenvolvimento nacional.

— Ficamos felizes que a maçonaria tenha seus olhos voltados para este problema do Brasil — declarou Pacheco.

Agência Senado
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O candidato Ruy Carneiro (PODE) anunciou, nesta quarta-feira (8), apoio a Marcelo Queiroga (PL) no segundo turno em João Pessoa. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no bairro de Tambauzinho, com a presença de Queiroga, que assinou uma carta de compromisso, comprometendo-se a cumprir as principais propostas do deputado federal.

“Com o coração pleno de gratidão pelo apoio e pelos votos que recebemos do povo da nossa capital, não poderia me omitir. O claro envolvimento da atual administração com o crime organizado, conforme tem revelado as investigações da Polícia Federal, exige a união de forças em defesa da nossa cidade. Por isso, anuncio oficialmente o nosso apoio à candidatura do ex-ministro Marcelo Queiroga, junto com o seu vice, Sérgio Queiroz, à Prefeitura de João Pessoa”, comunicou Ruy.

O deputado federal estava acompanhado de sua candidata a vice-prefeita, Amanda CSI (MDB), que também declarou apoio a Queiroga.

“Em respeito aos nossos eleitores e apoiadores, informamos que não se trata apenas do nosso apoio à candidatura deles. Qualquer que fosse o candidato, de qualquer legenda, do PL ao PT, teria o nosso apoio, desde que assumisse os compromissos que defendemos aqui. Não devemos jamais permitir que João Pessoa continue a ter a Prefeitura dominada pelo crime organizado e pelo tráfico de drogas”, enfatizou Ruy Carneiro.

O deputado federal afirmou que o alinhamento aconteceu através de uma carta compromisso que prevê a inclusão de propostas de Ruy Carneiro no programa de governo da chapa, incluindo mudança no formato do sistema de ônibus, contratação de mais médicos, abertura das creches no período noturno e das escolas nos finais de semana, com atividades de cultura, esporte e lazer.

Ruy Carneiro obteve o terceiro maior número de votos no primeiro turno, com 69.712 votos, correspondentes a 16,71% dos votos válidos. O segundo turno está marcado para acontecer em 27 de outubro.

Primeiro turno em João Pessoa
No 1º turno, realizado neste domingo (6), Cícero Lucena conquistou 205.122 votos, ou 49,16% dos votos válidos (considerando todos os candidatos). Marcelo Queiroga obteve 90.840 votos, totalizando 21,77%. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição em João Pessoa teve 457.121 votos totais, o que inclui 15.343 votos brancos, 3,36% dos votos totais, e 24.544 votos nulos, 5,37%.

A abstenção foi de 109.169 eleitores, 19,28% do total de aptos a votar nas eleições de 2024 na cidade.

g1 PB
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"Se você escolher ficar em uma das zonas de evacuação, você vai morrer".

A frase foi dita pela prefeita de Tampa, na Flórida, Jane Castor, e dá a dimensão do tom de preocupação de autoridades nos Estados Unidos com o furacão Milton, que o governo norte-americano teme ser um dos piores do século na Flórida.

Classificado como "explosivo" pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), o Milton começou a segunda-feira (7) como um furacão de categoria 2 e, em pouco mais de quatro horas, pulou três categorias, até alcançar a 5, a máxima, na escala de intensidade de furacões.

Nesta terça-feira (8), o furacão avançava sobre o golfo do México em direção à baía de Tampa, na costa oeste da Flórida, onde deve tocar o solo na quarta-feira (9).

"Todos na baía de Tampa devem ficar atentos. Será catastrófico para a nossa área", completou a prefeita da cidade. O governo local estabeleceu duas zonas de evacuação, que deve ser a maior nos últimos oito anos nos EUA — a última dessas dimensões ocorreu durante o furacão Irma, em 2017.

O presidente dos EUA, Joe Biden, fez coro com o tom alarmista de Castor e pediu que os moradores das zonas demarcadas saiam "agora, agora, agora".

"Se vocês estão sob ordem de evacuação, vocês devem evacuar agora, agora, agora. Vocês já deveriam ter evacuado. É uma questão de vida ou morte, e isso não é exagero... É uma questão de vida ou morte".

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, também pediu que os moradores abandonem suas casas o quanto antes.

Em um período de pouco mais de quatro horas na segunda-feira (7), o furacão Milton, que se aproxima da Flórida, nos EUA, ganhou uma força "explosiva", subindo da categoria 2 para a 5, a máxima na escala de intensidade de furacões.

O salto assustou especialistas e, segundo o presidente dos Estados Unidos, pode ser "um dos piores dos últimos cem anos na Flórida".

Nesta terça, o Milton perdeu um pouco da força e desceu para a categoria 4, mas, ainda de acordo com o NHC, segue com "alto potencial destrutivo". O fenômeno deve tocar o solo na Flórida na quarta-feira, menos de duas semanas após o furacão Helene ter inundado a costa do estado, causando destruição e mortes.

O governo local prepara a maior evacuação no estado nos últimos oito anos — desde o furacão Irma, em 2017 e fechou todos os portos nesta terça-feira. O presidente dos EUA, Joe Biden, cancelou a viagem que faria à Ásia para acompanhar a passagem do furacão pelo país.

O Milton, que se formou no Golfo do México, ainda não tocou o solo em nenhum país. Nesta manhã, ele passou perto península de Yucatán, no norte do México, onde grandes ondas e ventos fortes são previstos.

O furacão Milton deve atingir área metropolitana de Tampa, densamente populosa — a população é de mais de 3,3 milhões de pessoas — com um potencial impacto direto e ameaçando a mesma faixa de costa que foi devastada por Helene.

Parte da população de Tampa já começou a evacuar a cidade. Longos trechos de trânsito foram registrados nesta segunda na Interstate 75, rodovia que vai para o norte do estado. Equipes de resgate também apressaram os trabalhos para limpar os destroços deixados por Helene.

g1
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Duas novas pesquisas de intenção de voto nos Estados Unidos reveladas nesta terça-feira (8) indicam empate técnico entre Kamala Harris e Donald Trump, com uma ligeira vantagem para a democrata.

Em um levantamento da agência de notícias Reuters e do Instituto Ipsos, 46% dos entrevistados disseram que votarão na vice-presidente democrata, contra 43% que manifestaram voto para Trump. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais e para menos.

Na última pesquisa Reuters/ Ipsos, no fim de setembro, Trump havia ficado três pontos percentuais atrás da adversária.

Já na pesquisa do jornal "The New York Times" e do Sienna College, Kamala Harris aparece com 49% das intenções de voto, contra 46% de Trump. Neste caso, a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa Reuters/Ipsos, Trump pareceu ser impulsionado pela preocupação generalizada com a imigração, atualmente em seu nível mais alto nos Estados Unidos em mais de um século.

Cerca de 53% dos eleitores da pesquisa disseram concordar com uma declaração de que "os imigrantes que estão no país ilegalmente são um perigo para a segurança pública", em comparação com 41% que discordaram. Os eleitores estavam mais divididos sobre a questão em uma pesquisa Reuters/Ipsos de maio, quando 45% concordaram e 46% discordaram.

Em comícios de campanha durante todo o ano, Trump tem chamado a atenção para os crimes cometidos por imigrantes que estão no país ilegalmente. Embora existam poucos dados sobre o status imigratório dos criminosos, os estudos em geral apontam que os imigrantes não têm maior probabilidade de se envolver em crimes do que os norte-americanos nativos.

No geral, Kamala ficou à frente de Trump em cada uma das seis pesquisas Reuters/Ipsos sobre o confronto entre eles desde que entrou na disputa no final de julho. A última pesquisa mostrou Kamala com dois pontos percentuais de vantagem - 47% a 45% - entre os eleitores que parecem mais propensos a votar em novembro. Cerca de dois terços dos eleitores elegíveis compareceram às urnas na eleição presidencial de 2020, de acordo com uma estimativa do Pew Research Center.

Embora as pesquisas nacionais, incluindo as da Reuters/Ipsos, forneçam sinais importantes sobre as opiniões do eleitorado, os resultados do Colégio Eleitoral determinam o vencedor, sendo que sete Estados cruciais provavelmente serão decisivos. As pesquisas mostraram que Kamala e Trump estão empatados nesses Estados, com muitos resultados dentro das margens de erro.

A última pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 1.272 adultos online, em todo o país, incluindo 1.076 eleitores registrados. Entre eles, 969 foram considerados mais propensos a comparecer às urnas no dia da eleição.

g1
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O Exército israelense anunciou que assumiu o controle de um complexo do Hezbollah, no sudeste do Líbano, nesta terça-feira (8).

O local, que segundo Israel era formado por um prédio residencial e um olival, estava cheio de armas e lançadores de projéteis. Ele fica em Maroun el Ras, com vista para comunidades israelenses do norte, na fronteira.

"Um lançador, carregado e pronto para disparar contra comunidades no norte de Israel, foi encontrado. Além disso, infraestrutura subterrânea, esconderijos terroristas, alojamentos e áreas de preparação usadas por terroristas do Hezbollah foram identificados. Dentro do prédio residencial, uma área de preparação e um estoque de armas foram localizados e destruídos, incluindo armas, redes de camuflagem, coletes militares e mísseis antitanque, bem como lançadores escondidos na cozinha", diz comunicado.

Além de fotos, em anexo com o comunicado, as Forças de Defesa de Israel enviaram um vídeo, feito por um comandante do 51º Batalhão da Brigada Golani, responsável pela descoberta do complexo.

Ainda de acordo com o Exército israelense, uma grande quantidade de armas, preparadas para múltiplas emboscadas contra moradores do norte de Israel e soldados, foram localizadas e destruídas no complexo.

Pouco depois, as Forças de Defesa também divulgaram imagens de um bombardeio que teria destruído outros lançadores de mísseis que estavam sendo usados para disparar foguetes contra Haifa, terceira maior cidade do país.

O Hezbollah, por sua vez, também anunciou em comunicado um ataque supostamente realizado contra tropas israelenses. Segundo o grupo extremista, a ofensiva ocorreu às 2h, na área fronteiriça de Al-Labouna.

"Os combatentes da Resistência Islâmica a bombardearam com artilharia e armas de foguete, causando baixas confirmadas e forçando-a a recuar", afirma o grupo.

g1
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta terça-feira (8) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parecer favorável ao desbloqueio da rede social X no Brasil.

O pedido de manifestação da PGR foi solicitado pelo ministro após a empresa pagar uma multa de R$ 28,6 milhões para voltar a operar.

No parecer, a procuradoria alega que não há mais pendências que impeçam o retorno da plataforma.

Em 30 de agosto, Moraes retirou o X do ar após a empresa fechar seu escritório do Brasil e deixar de ter um representante legal no país, condição obrigatória para qualquer firma funcionar.

O bilionário Elon Musk, dono da rede social, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

No entanto, a representação foi reativada nas últimas semanas, e a advogada Rachel Villa Nova voltou a ser a representante legal da rede. Com a reabertura da representação e o pagamento da multa, o X pediu ao ministro para voltar ao ar.

Agência Brasil
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu deixar de certificar celulares, tablets, rastreadores e equipamentos similares que sejam compatíveis somente com tecnologia inferior ao 4G a partir de 6 de abril de 2025. A decisão foi publicada nesta terça-feira (8).

Conforme a decisão da Anatel, os celulares e demais equipamentos que façam chamadas de voz devem suportar a tecnologia VoLTE --que permite mais qualidade às ligações, sendo compatível com redes 4G e 5G. A decisão é resultado de uma consulta pública lançada em setembro.

Contudo, isso não quer dizer que a Anatel vai desligar o sinal 2G ou 3G no Brasil, o que vai depender da decisão das operadoras e terá acompanhamento da agência.

"É importante esclarecer também que os novos requisitos de certificação propostos pela Anatel não estão indicando um desligamento das redes 2G e 3G pelas prestadoras", destacou a Anatel em nota no início de setembro.

Publicada no "Diário Oficial da União" desta terça (8), a decisão da Anatel é uma forma de modernizar a comunicação móvel no país.

Sem a certificação da Anatel, o celular ainda pode ser usado no Brasil, mas de maneira limitada e com alguns riscos. Dispositivos que não possuem a certificação podem enfrentar dificuldades para se conectar às redes das operadoras brasileiras e não têm garantia de funcionamento adequado.

Os telefones e demais equipamentos que já foram homologados pela agência vão continuar funcionando. A medida tem o objetvo de evitar que novos aparelhos entrem no mercado sem serem compatíveis com tecnologias mais recentes.

"O principal objetivo dos novos requisitos é garantir que os equipamentos homologados pela agência tenham compatibilidade com as redes mais modernas (4G e 5G), evitando que deixam de funcionar quando as prestadoras efetivamente desativarem as redes 2G e 3G, evitando prejuízos aos usuários dos serviços e produtos para telecomunicações", disse a Anatel.

g1
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (8) que o horário de verão só deve voltar em 2024 se for "imprescindível". O governo deve tomar uma decisão até a próxima semana, segundo o ministro.

"Isso que estou fazendo é serenidade, equilíbrio, diálogo, para que a gente só faça na imprescindibilidade, se não for imprescindível, vamos esperar o período chuvoso", disse o ministro em entrevista a jornalistas.

Silveira defendeu que é preciso analisar as perspectivas para o período chuvoso, que se inicia no final do ano.

Segundo o ministro, se as chuvas forem suficientes para recompor o sistema elétrico, é possível que o horário de verão não seja decretado neste ano.

"Estou levando ao limite as discussões para ver se [o horário de verão] precisa mesmo ser esse ano ou se nós podemos esperar o período chuvoso e ver os volumes de chuvas que vamos ter, se forem altos [...], se formos abençoados com chuvas aí a gente até evita a necessidade da decretação do horário de verão", declarou.

A decisão, de acordo com Silveira, tem que ser tomada até a próxima semana. Antes, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou a medida, o prazo indicado pelo ministro era de 10 dias --vencidos no último dia 29 de setembro.

Economia de R$ 400 milhões
A adoção do horário de verão em 2024 pode levar a uma economia de R$ 400 milhões, segundo estudo do ONS. Se adotado a partir de 2026, a economia pode aumentar para R$ 1,8 bilhão por ano.

Isso porque o adiantamento dos relógios deve melhorar o aproveitamento das fontes de energia solar e eólica, além de reduzir a demanda máxima em até 2,9%.

Desde a sua adoção, que passou a ser anual a partir de 1985, o horário de verão tem a intenção de promover uma economia no consumo de energia, uma vez que as pessoas teriam mais tempo de luz natural.

No entanto, por conta da mudança de comportamento da sociedade, a medida foi deixando de ser eficaz. Até que, em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu o adiantamento dos relógios.

O horário de verão volta à tona em 2024 não por sua eficácia para economizar energia, mas por ser uma alternativa de aproveitamento da geração de energia solar, reduzindo o acionamento de termelétricas – mais caras e poluentes.

Isso acontece porque as usinas eólicas e solares dependem da incidência de vento e sol, que não são perenes, para gerar energia.

As usinas eólicas geram mais na madrugada e pela manhã, enquanto as solares geram durante o dia. Ao deslocar os relógios, os padrões de consumo também mudam, encaixando-se em melhores momentos de geração para essas duas fontes, que são também mais baratas que as térmicas.

g1
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