Outubro 23, 2026

    Alemanha prende ucraniano acusado de espionar dados militares da Otan para Rússia

    A polícia da Alemanha prendeu nesta quinta-feira (22) um ucraniano acusado de espionagem para uma agência de inteligência russa, com foco em "informações relevantes para o meio militar".

    Segundo comunicado divulgado pela promotoria federal, o homem, identificado parcialmente como Vadym Y., foi preso no estado de Brandemburgo e estava em contato com o serviço secreto russo, por meio de um intermediário, desde julho de 2025 pelo menos. 

    Os promotores afirmam que ele coletou "detalhes sobre a produção de veículos blindados, munições e explosivos, bem como informações sobre pessoal e instalações militares em locais destinados a proteger o flanco leste da OTAN". 

    Ainda de acordo com o comunicado, o acusado comparecerá perante o juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe entregará o mandado de prisão e decidirá sobre o cumprimento da prisão preventiva, nesta sexta-feira (23).

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, que está em visita a Montenegro, afirmou não estar surpreso com as notícias da prisão do suposto espião russo ao ser questionado por repórteres pouco depois da divulgação da notícia. 

    "A Alemanha é alvo de intensa atividade de espionagem; nesse sentido, o fato de este caso ter sido descoberto hoje é um sucesso. Contudo, não nos iludamos: as atividades dos serviços de inteligência russos na Alemanha permanecem em um nível consistentemente elevado", declarou. 

    Tensões elevadas entre Alemanha e Rússia 

    Há dez dias, o chefe da Inteligência interna da Alemanha, Sinan Selen, acusou a Rússia de estar planejando assassinatos em território alemão e afirmou que Moscou está utilizando praticamente todos os recursos à sua disposição em ataques híbridos contra o país.

    O episódio com o drone não foi o primeiro. Vários países da Europa, membros da Otan, vem acusando a Rússia de estar por trás desses casos, o que é negado por Moscou.

    A declaração ocorreu dois dias depois do líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar que Putin pretende ampliar a guerra que trava contra Kiev há quatro anos para outros países europeus, incluindo territórios da Otan, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

     
    g1
    Portal Santo André em Foco
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