A polícia da Alemanha prendeu nesta quinta-feira (22) um ucraniano acusado de espionagem para uma agência de inteligência russa, com foco em "informações relevantes para o meio militar".
Segundo comunicado divulgado pela promotoria federal, o homem, identificado parcialmente como Vadym Y., foi preso no estado de Brandemburgo e estava em contato com o serviço secreto russo, por meio de um intermediário, desde julho de 2025 pelo menos.
Ainda de acordo com o comunicado, o acusado comparecerá perante o juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça, que lhe entregará o mandado de prisão e decidirá sobre o cumprimento da prisão preventiva, nesta sexta-feira (23).
O chanceler alemão, Friedrich Merz, que está em visita a Montenegro, afirmou não estar surpreso com as notícias da prisão do suposto espião russo ao ser questionado por repórteres pouco depois da divulgação da notícia.
Há dez dias, o chefe da Inteligência interna da Alemanha, Sinan Selen, acusou a Rússia de estar planejando assassinatos em território alemão e afirmou que Moscou está utilizando praticamente todos os recursos à sua disposição em ataques híbridos contra o país.
Em setembro, o governo alemão já havia responsabilizado a Rússia por um incidente com um drone carregado de explosivos, ocorrido em agosto no aeroporto de Leipzig/Halle, no leste do país.
O episódio com o drone não foi o primeiro. Vários países da Europa, membros da Otan, vem acusando a Rússia de estar por trás desses casos, o que é negado por Moscou.
No dia 25 de setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que "não está se preparando para qualquer tipo de hostilidade contra a Europa".
A declaração ocorreu dois dias depois do líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmar que Putin pretende ampliar a guerra que trava contra Kiev há quatro anos para outros países europeus, incluindo territórios da Otan, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
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