Fevereiro 26, 2025

Hamas devolverá os corpos de mais 4 reféns israelenses em troca da libertação de prisioneiros palestinos nesta quarta (26)

O Hamas devolverá os corpos de mais quatro reféns israelenses na noite desta quarta-feira (26), em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos por Israel, informou o porta-voz do Hamas, Abdul Latif al-Qanou.

Os restos mortais pertencem a Tsachi Idan, Itzik Elgarat, Ohad Yahalomi e Shlomo Mantzur, segundo comunicado, e um oficial israelense confirmou que a entrega ocorrerá por volta das 23h do horário local - 18h do horário de Brasília.

Após Israel e autoridades de direitos humanos criticarem as cerimônias feitas pelo grupo terrorista para a devolução dos reféns e dos restos mortais dos que não sobreviveram ao cativeiro, não haverá um evento público, de acordo com um alto funcionário do Hamas que falou à agência de notícias Associated Press sob condição de anonimato.

No sábado (22), após mais seis reféns serem libertados, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adiou a libertação dos prisioneiros palestinos e disse que queria garantias para a próxima entrega de reféns pelo Hamas.

Segundo a agência AFP, a soltura dos 602 prisioneiros palestinos, que estava inicialmente prevista para acontecer no domingo (23), ocorrerá "de maneira simultânea" à entrega dos corpos para garantir que ela aconteça.

O escritório de imprensa do Hamas afirmou que eles serão libertados entre 22h e 0h desta quarta e que os preparativos para recebê-los já começaram no Hospital Europeu de Gaza, em Khan Younis.

A última entrega de israelenses pelo Hamas à Cruz Vermelha ocorreu em três momentos distintos do sábado (22), como parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que entrou em vigor em 19 de janeiro deste ano e termina neste fim de semana.

A decisão de Netanyahu ameaçou as negociações para a segunda fase do acordo, que deveriam ter começado semanas atrás, mas agora uma visita do enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, para o Oriente Médio, Steve Witkoff, é esperada para esta semana.

Refém apela por continuidade do cessar-fogo
Uma das reféns israelenses libertada após ser sequestrada pelo Hamas falou sobre o que passou durante seu período em cativeiro no Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta terça-feira (25).

Noa Argamani, resgatada pelas forças de Israel em junho do ano passado, oito meses depois que ela e seu parceiro foram levados por terroristas da rave invadida pelo Hamas, contou que não achava que sairia viva e relembrou tudo que passou depois que a casa onde ela era mantida foi bombardeada:

"Eu não conseguia me mover, não conseguia respirar. Pensei que seriam os últimos segundos da minha vida. Estar aqui com vocês hoje é um milagre".

Com a segunda fase do acordo de cessar-fogo incerta, Noa também fez um apelo pela continuação da trégua na Faixa de Gaza. O parceiro dela, Avinatan Or, ainda é refém do Hamas.

"Preciso ter certeza de que o mundo saiba disso: o acordo deve prosseguir integralmente, completamente, em todas as etapas", afirmou.

A enviada da ONU para o Oriente Médio, Sigrid Kaag, que também é coordenadora sênior de ajuda humanitária e reconstrução da ONU para Gaza, também falou ao Conselho de Segurança e disse que a retomada das hostilidades no enclave palestino "deve ser evitada a todo custo".

"O trauma é inegável em ambos os lados. Na minha última visita a Gaza, logo após o cessar-fogo entrar em vigor, fui mais uma vez movida por uma sensação de devastação total e desespero devido à perda, trauma e uma sensação de abandono", lamentou.

g1
Portal Santo André em Foco

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