As denúncias de assédio eleitoral em ambiente de trabalho na Paraíba dobraram às vésperas do 2º turno, de acordo com dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-PB), nesta quinta-feira (22).
Segundo o MPT, o número atual de denúncias chega a quase 50 casos até esta quinta-feira (22). No 1º turno, foram registrados 25 casos.
Diante dos dados, o MPT expediu uma recomendação para que uma série de medidas sejam adotadas para garantir que trabalhadores não fiquem sujeitos à casos de assédio eleitoral no estado. A recomendação foi feita para empresas, sindicatos e outros.
Veja abaixo alguns dos pontos recomendados:
- Garantir o direito ao voto: não impedir nem dificultar que os trabalhadores e as trabalhadoras exerçam livremente seu direito de votar no domingo, 25 de outubro de 2026, data prevista no documento para o 2º turno das eleições.
- Organizar as escalas de trabalho: para quem precisa trabalhar aos domingos, garantir tempo suficiente para se deslocar até o local de votação e votar livremente.
- Divulgar a recomendação: publicar as orientações nos canais oficiais da empresa, como site, redes sociais e outros meios de comunicação disponíveis.
- Informar os sindicatos: enviar uma cópia da recomendação a todos os sindicatos filiados, por e-mail, WhatsApp ou outro meio de comunicação, para que repassem as orientações às empresas de suas categorias.
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o assédio eleitoral ocorre quando há conduta que constrange, induz, influencia, restringe, discrimina ou retalia a pessoa trabalhadora em razão de seus direitos políticos ou de suas escolhas políticas.
Também conforme o tribunal, a prática não exige necessariamente uma ameaça direta ou explícita. Para identificar uma situação de assédio, devem ser considerados o contexto, o ambiente de trabalho e a eventual desigualdade de poder entre quem pratica a conduta e quem a sofre.
O poder de direção do empregador permite organizar e administrar o trabalho, mas não autoriza o uso dessa posição para interferir nas escolhas políticas dos trabalhadores ou condicionar vantagens profissionais ao apoio eleitoral.
De acordo com o procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley, a denúncia de assédio eleitoral no trabalho pode ser feita pelo trabalhador direto ao Ministério Público do Trabalho. Isso tudo de forma sigilosa.
No sábado (24) e domingo (25), das 8h às 17h, o MPT terá "Plantão Eleitoral", em João Pessoa (Av. Almirante Barroso, 234, Centro) e Campina Grande (Rua Vice-Prefeito Antônio de Carvalho Souza, nº 255, Estação Velha), para receber denúncias de assédio eleitoral.
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