Outubro 23, 2026

    Arimatea

    Arimatea

    2026 começou promissor para o Botafogo-PB, com direito a investimentos mais fortes da SAF, contratação de Nenê e título do Campeonato Paraibano. No entanto, o Belo termina a temporada, neste sábado (10), contra o Santa Cruz, pela última rodada do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro, com mais uma tentativa frustrada na luta pelo acesso à Série B.

    Após terminar a fase de grupos da Terceirona na liderança, o Botafogo-PB chegou ao quadrangular dando esperança à torcida, mas o desempenho do time gerou apenas o sentimento de frustração. Com três derrotas e dois empates, o Botafogo-PB é o lanterna do Grupo B e não tem mais chances de buscar o acesso à Série B.
     
    Se for derrotado contra o Santa Cruz, às 17h deste sábado, no Almeidão, no último jogo oficial da temporada, o Alvinegro da Estrela Vermelha pode igualar a pior campanha do quadrangular da 3ª divisão, que hoje é do Paysandu, na temporada 2021.
     
    Uma das explicações para a queda de rendimento da equipe é o ambiente conturbado nos bastidores. Durante o quadrangular, o elenco conviveu com atrasos no pagamento dos direitos de imagem do mês de agosto. Por conta disso, o elenco chegou a fazer uma grave e não treinou na última quarta-feira (7), como forma de protesto.
     
    Na última quinta-feira (8), dois jogadores importantes do elenco foram comunicados que não jogam mais pelo clube na temporada. O goleiro Luiz Daniel, um dos destaques do time na Série C, foi dispensado. Já o zagueiro Yan Souto, que tem contrato para 2027, teve suas férias antecipadas. Até por conta das novas baixas, o difícil prever a escalação que o técnico interino Victor Ferraz mandará a campo para o duelo contra o Santa Cruz.
     
    Além disso, o proprietário da SAF do clube, Fillipe Félix, confirmou que negocia com grupos empresariais a venda das ações do Belo. Um dos grupos interessados é liderado pelo meia Nenê, grande destaque do time na temporada, que caminha para a reta final de sua carreira.
     
    Por conta da frustração da perda do acesso, a expectativa é de público baixo no Almeidão para o último jogo da temporada. At, a diretoria do clube nem abriu vendas de ingressos para o setor Sol da praça esportiva.
     
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    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima quarta-feira (15) a votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6x1. Antes de ir a voto, matéria precisa passar por duas sessões de discussão, agendadas para terça (14) e quarta.

    Em nota divulgada na noite de sexta-feira (9), Davi reforçou o compromisso de colocar a proposta em votação “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental” (leia a íntegra abaixo). “Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção. O Senado segue trabalhando pelos brasileiros”, destacou.

    A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas.

    De acordo com o Regimento do Senado, depois do primeiro turno, a proposta precisa ser debatida em outras três sessões de discussão. Só então pode ser votada em segundo turno. Por esse rito, a votação da PEC do fim da 6x1 ainda poderia ser concluída em outubro.

    A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.

    Calendário especial

    Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.

    De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.

    — Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.
    Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. 

    A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).

    Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6x1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.

    Leia aqui a nota de Davi Alcolumbre:

    COMUNICADO

    Pautei para quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da PEC 221, de 2019, que trata do fim da escala 6x1.

    Cumpro, assim, o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental. Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção.

    O Senado segue trabalhando pelos brasileiros.

    Davi Alcolumbre
    Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

     

    Agência Senado
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    Pesquisa feita pelo Instituto Ranking dos Políticos mostra que, dos 100 deputados e senadores que disputaram cargos majoritários nas eleições de 2026, 41 foram eleitos no primeiro turno.

    Outros 53 não conseguiram se eleger e seis seguem na disputa pelo segundo turno, marcado para 25 de outubro. Se todos os candidatos ainda na disputa vencerem, o número de parlamentares eleitos poderá chegar a 47.

    O levantamento considerou parlamentares que concorreram ao Senado, aos governos estaduais e que integraram chapas para presidente, vice-presidente, vice-governador ou suplência de senador.

    Senado

    A maior parte dos parlamentares analisados disputou uma vaga no Senado. Foram 73 candidatos, dos quais 31 foram eleitos e 42 não conseguiram a vaga. A taxa de sucesso foi de 42%.

    Entre os 15 parlamentares que concorreram aos governos estaduais, quatro foram eleitos no primeiro turno: Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais; Sergio Moro (PL), no Paraná; Marcos Rogério (PL), em Rondônia; e Zucco (PL), no Rio Grande do Sul.

    Outros sete não foram eleitos e quatro seguem na disputa pelo segundo turno: Alan Rick (Republicanos), no Acre; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins.

    PL

    O PL foi o partido que mais lançou parlamentares em disputas majoritárias, com 26 candidatos. Desses, 16 foram eleitos, uma taxa de sucesso de 62%. A legenda concentrou cerca de 39% de todos os eleitos entre os parlamentares analisados.

    O resultado definitivo do levantamento depende das disputas do segundo turno. Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, e seu vice, Alfredo Gaspar, podem aumentar o número do partido.

    Para Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos, os resultados mostram quais grupos conseguiram converter a atuação no Congresso em força eleitoral nos estados.

    “Mais do que medir vitórias individuais, os dados ajudam a identificar quais grupos políticos conseguiram transformar força parlamentar em competitividade eleitoral nos estados”, afirma.

    Em nova fase das campanhas, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começaram a explorar episódios recentes que consideram “ponto fraco” do adversário.

    Enquanto Flávio usa uma nova reportagem sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para levantar suspeitas contra Lula, a campanha petista pretende reforçar as críticas à política de armas defendida pelo candidato do PL. As duas frentes ganharam força na sexta-feira (9).

    Flávio explora áudio de Vorcaro

    O candidato aproveitou a publicação de uma reportagem, na sexta-feira, para questionar Lula sobre o financiamento de um documentário a respeito da trajetória do presidente.

    Um áudio atribuído a Vorcaro mostra o banqueiro afirmando ter destinado recursos ao filme sobre Lula. Segundo a publicação de uma revista, ele teria relatado pagamentos de aproximadamente R$ 30 milhões em espécie, além de repasses ao Instituto Lula.

    A acusação contra Lula não foi comprovada. A Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) declararam não terem recebido o suposto depoimento ou os documentos sobre os pagamentos mencionados pela revista. A defesa de Vorcaro também negou que ele tenha prestado depoimento com esse conteúdo.

    No caso de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, há registros de negociações entre Flávio e Vorcaro. O financiamento continua sob investigação, e o senador nega ter cometido irregularidades.

    “Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado; já com o filme do Lula foi dinheiro por fora. Então, o Bolsonaro pediu um patrocínio, e o Lula pediu propina”, declarou Flávio.

    Lula critica discurso armamentista

    A campanha petista pretende usar a viagem do presidente ao Rio Grande do Norte para reforçar as críticas ao discurso armamentista do adversário.

    O foco será um vídeo gravado em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, durante uma comemoração de apoiadores de Flávio após o resultado do primeiro turno, no domingo (4).

    Nas imagens, um menino aparece segurando um objeto que se assemelha a uma arma. A cena viralizou nas redes sociais e passou a ser investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

    “Domingo, eu fiquei perplexo ao ver uma criança em cima do carro receber uma arma do pai”, afirmou Lula em um vídeo nas redes sociais.

    A campanha pretende retomar o assunto durante a passagem do presidente pelo estado. A intenção é associar o episódio ao debate sobre a flexibilização do acesso a armas, uma das bandeiras do governo Jair Bolsonaro que Flávio sinaliza querer retomar.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deve receber na próxima terça-feira (13) relatórios da Polícia Federal (PF) com menções a integrantes da Corte no caso Master.

    O material foi requisitado por Fachin ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao confirmar uma reunião, que foi pedida pelo delegado. Em um ofício, Fachin afirmou que nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração.

    Dos 10 ministros do Supremo, há citações, em graus diferentes, de pelo menos seis ministros ou parentes — além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

    A movimentação da PF tem potencial para aprofundar a crise instalada no Supremo desde setembro, pressionando Fachin a adotar providências em relação aos colegas.

    Até agora, o foco estava nos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que diante das costuras internas expuseram publicamente a divisão da Corte.

    A PF avalia que o encontro pode resolver eventuais divergências provocadas pelo caso Master com o Supremo e pavimentar a retomada das investigações. Nas últimas semanas, a PF trabalhou na individualização das citações.

    A ala do ministro Alexandre de Moraes defende que não haja avanços antes do fim das eleições. A avaliação desses ministros é que, com um cenário mais completo sobre o que de fato a PF entende ter reunido contra cada integrante da Corte, cabe ao Presidente do Supremo dar o mesmo tratamento a todos os citados.

    Nos bastidores, aliados de Moraes e do ministro André Mendonça afirmam reservadamente que o melhor caminho seria a Presidência enviar os elementos reunidos pela Polícia Federal para análise da Procuradoria-Geral da República, sem vincular a medida ao procurador-geral, Paulo Gonet, que também foi citado no caso e teve uma apuração rejeitada pelo Conselho Superior do Ministério Público.

    O encaminhamento dos casos para a PGR, além de dar respaldo ao Supremo para decidir diante de uma análise técnica, ainda daria tempo para novas investidas para uma composição interna — apontada ainda como de difícil solução.

    Ministros, no entanto, apontam que houve uma certa melhora no clima entre as duas alas após o primeiro turno, mas que Mendonça e Moraes ainda estão sem se falar, assim como Gilmar Mendes e Nunes Marques.

    Crise 'Master' no STF

    As ligações de ministros do STF com o caso Master começaram em abril de 2025, quando a colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo", revelou a contratação do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master para representação em algumas ações.

    Em dezembro, foi publicado que o contrato era de cerca de R$ 130 milhões e, neste ano, a PF apontou que o ministro foi interlocutor ao menos de 52 mensagens de Vorcaro, inclusive no dia em que foi preso.

    Depois, surgiram negócios que envolviam o ministro Dias Tóffoli com fundos do Banco Master na sociedade de um resort da família do ministro no Paraná, o que levou o ministro a deixar a relatoria do caso Master e a se declarar suspeito para analisar questões da investigação na Segunda Turma do Supremo.

    No mês passado, surgiram mensagens que citavam envolvimento com Daniel Vorcaro, do ministro Nunes Marques, do filho dele, também envolvendo contratações, e do filho do ministro Luiz Fux, por susposto pedido de ajuda em um processo.

    Em relação ao ministro André Mendonça, foi divulgada uma foto com advogado de Vorcaro, um encontro com o banqueiro e um pedido de investigação de uma possível relação entre o Banco Master e o Instituto Iter — ligado ao ministro. Também foi identificada a contratação de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, por Vorcaro, além de uma reunião e tentativas de aproximação.

    Todos os ministros e familiares negam irregularidades ou envolvimentos com Daniel Vorcaro.

     
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    No despacho, Fachin afirma que ainda há procedimentos que precisam ser analisados antes do processo ser tornado público.

    Segundo a Presidência do STF, foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda pendentes de avaliação da Presidência. Depois disso, o inquérito deve seguir para o "arquivamento definitivo" e só então ele será divulgado (entenda mais abaixo).

    Entre os processos que o ministro quer analisar estão os inquéritos das fake news, das milícias digitais, as investigações que levaram às condenações de Bolsonaro e aliados na chamada trama golpista, além da apuração sobre a falsificação de cartões de vacina. 

    Em resposta, a Presidência do STF informou que três dos quatro procedimentos são públicos e podem ser acessados imediatamente pelo ministro. O acesso ao inquérito das fake news, no entanto, depende da análise dos documentos que ainda estão sob sigilo. 

    Segundo Fachin, 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda estão em fase de organização e análise, antes que a Corte defina quais são as medidas que devem ser tomadas em cada caso.

     

    Caberá à PGR avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual apresentação de denúncia ou pedido de arquivamento.

    Fachin afirmou que pretende concluir a análise dos procedimentos pendentes e, após o cumprimento das etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito. É neste momento em que o acesso integral aos documentos será garantido.

    Pedido de Fux

    A decisão de Fux que pedia o compartilhamento do inquérito foi tomada no âmbito de uma ação do Progressistas (PP), partido que apoia o senador Flávio Bolsonaro na candidatura à Presidência da República, apresentada em abril de 2024, parada desde então.

    Esse pedido foi apresentado pelo PP contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, que determinou a apuração separada e sigilosa, por meio de uma petição, dos fatos que levaram à operação Tempus Veritatis.

    A operação investigou uma tentativa de golpe por parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O PP argumenta que a decisão de Moraes fere preceitos da Constituição, como a dignidade da pessoa humana, o juiz natural, a segurança jurídica, a vedação a juízo de exceção o devido processo legal e o contraditório.

    O partido questiona a definição de Moraes como relator desses casos e cita que, ao longo dos anos, foram tomadas centenas de decisões e despachos sigilosos Fux argumenta que parte do material já está sem sigilo e foi fornecida a advogados.

    Segundo o ministro, o acesso é necessário para análise dos pedidos do partido.

    "Se a defesa tem acesso aos elementos documentados, a fortiori o tem o ministro desta Corte a quem incumbe decidir sobre a constitucionalidade do procedimento. O Tribunal não pode saber menos do que as partes sobre o que o Tribunal faz", escreveu.

    Fux afirmou que não está fazendo nenhuma análise preliminar do caso.

    "Nada do que aqui se decide antecipa juízo sobre a validade do ato impugnado, sobre a existência de conexão entre os feitos, sobre a competência desta Corte para as investigações ou sobre o cabimento da arguição. São questões que serão enfrentadas, se for o caso, depois de instruído o feito", disse.

     
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    O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, subiu o tom nesta sexta-feira (9) e acusou o rival das urnas, Lula (PT), de ter recebido propina para a produção de um filme sobre a trajetória do petista.

    A declaração do conservador ocorre com base em reportagem da revista Veja, que cita um suposto repasse de R$ 30 milhões do ex-banqueiro preso para aliados de Lula.

    “Quero tratar deste tema, que saiu agora na revista Veja. Fui injustiçado. Você não sabe como é difícil disputar um cargo público tomando tanta pancada com mentiras. E muita gente me pré-julgou porque eu fui pedir um patrocínio para um fundo privado, para um empresário, do presidente Bolsonaro, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”, iniciou.

    Em seguida, Flávio usou a matéria jornalística, cujo teor já foi negado pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República), para acusar o petista.

    “O que nós vimos agora, com o áudio do próprio Vorcaro, dizendo o que eu sempre falei desde o dia um: ‘Com o filme do Bolsonaro, não tem nada de errado.’ Já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora. Esse cara recebeu propina. Então, o Bolsonaro pediu um patrocínio, e o Lula pediu propina”, afirmou.

    O candidato ao Planalto ainda foi categórico ao falar que “Lula roubou o dinheiro do próprio filme dele porque o Vorcaro disse que deu R$ 30 milhões por fora para o Instituto Lula”.

    “Via alguns intermediários, como o Alexandre Padilha, o ministro da Saúde do Lula, cobrando 10% de propina para pegar dinheiro de aposentado, da Caixa e do Banco do Brasil, para investir em papel podre do Master”, enfatizou.

    No fim da entrevista, o conservador ainda disse: “Essa é a digital do governo Lula: um bando de propineiro, vagabundo e ladrão. E, do lado de cá, a gente vai arrumar esse Brasil com muita honestidade e transparência.”

     
    R7
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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (9) que o segundo turno da corrida presidencial terá “muito debate na TV e na internet” e brincou que está virando o “rei da selfie”.

    A declaração foi dada durante uma caminhada de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do DF. Lula e Grass estavam embarcados em um carro aberto e eram seguidos pelas pessoas. 

    "Vai ter muito debate, vai ter muito debate na televisão, vai ter debate na internet, eu agora estou virando o rei da selfie, agora eu estou virando agora um internauta. Podem se preparar", disse. 

    A declaração ocorre após a campanha de Lula decidir intensificar a atuação do presidente nas redes sociais no segundo turno.

    O petista passou a fazer vídeos informais e disse que precisava dedicar mais tempo às redes e conceder mais entrevistas a rádios.

    No primeiro turno, Lula terminou a disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.

    Durante o discurso em Ceilândia, Lula também afirmou que acredita que vencerá o segundo turno e mencionou o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

     

    "Eu queria que tivessem a certeza do seguinte, nós vamos ganhar essas eleições. Pode ficar certo que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos das pessoas da Covid 19, esse país não será governador pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do [Daniel] Vorcaro, esse país não será governado por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB", afirmou.

    Ao fim da passeata, Lula afirmou que o ato era dedicado a pessoas que "amam a bandeira do Brasil" e criticou a oposição.

    "Essa é a passeata dos que amam a bandeira verde e amarela do Brasil. Do outro lado estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa é a bandeira daqueles que querem um Brasil soberano e do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas daqui. E nós queremos dizer em alto e bom som, o Brasil e a riquezas do Brasil são do povo brasileiro e aqui ninguém tasca", justificou.

    Debates

    No primeiro turno, Lula decidiu não participar do debates, incluindo o da TV Globo que estava previsto para 1º de outubro. O encontro acabou cancelado após decisões judiciais sobre as regras e a participação dos candidatos.

    Depois da votação de 4 de outubro, já classificado para o segundo turno, Lula cobrou de sua equipe a organização de sua participação nos debates.

    A TV Globo já marcou para 23 de outubro, dois dias antes da votação, o último debate entre os candidatos à Presidência.

     
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    Douglas Ruas (PL), que deve ser anunciado em breve como governador eleito do Rio de Janeiro, após o TSE decidir manter o indeferimento de Anthony Garotinho e anular seus 274.411 votos, afirmou nesta sexta-feira (9) que pedirá a seus aliados que tentem converter a favor de Flávio Bolsonaro (PL) os votos de quem se absteve no 1º turno.

    O pedido tem sido reproduzido por estratégia do PL. Ao todo, foram 33 milhões de abstenções na votação do último domingo (4).

    “Vamos convencer quem não saiu de casa para sair de casa no dia 25 e votar no Flávio Bolsonaro”, declarou Ruas, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio, ao chegar em evento com Flávio e lideranças do partido.

    Segundo Ruas, a reunião desta sexta-feira é para pedir a prefeitos e a vereadores aliados que se mantenham mobilizados pela campanha de Flávio. O governador eleito disse ainda que vai dialogar com todos os cidadãos no Rio de Janeiro, “independentemente da opção feita no 1º turno”.

     
    R7 com Estadão Conteúdo
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    A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.

    O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.

    — A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário. 

    Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.

    A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).

    'Hora da mudança'

    Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:

    — A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.

    Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.

     

    Agência Senado
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