Outubro 23, 2026

    Perto de derrota sobre IOF na Câmara, Lula defende Haddad e diz não precisar de 'técnico do FMI' para dizer o que é responsabilidade Featured

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (25) horas antes de uma sessão da Câmara que vai analisar – e deve derrubar – um decreto da equipe econômica que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    Lula deu as declarações durante evento no Ministério de Minas e Energia no qual foi anunciado aumento do etanol na mistura da gasolina e do biodiesel.

    Ele também criticou especialistas que apontam falhas na política econômica e cobram do governo medidas de equilíbrio fiscal.

    O presidente, sem citar a votação marcada na Câmara, afirmou à plateia que "vocês sabem da seriedade com que o Haddad trata a economia".

    O ministro da Fazenda tem sido criticado desde que o governo decidiu aumentar a alíquota do IOF a fim de aumentar a arrecadação e tentar equilibrar as contas.

    Responsabilidade fiscal
    Lula também afirmou que o seu terceiro mandato, iniciado em 2023, é o que tem melhores resultados na economia nos últimos 15 anos.

    "Esse país nunca se deu uma chance. A cada ano está pior. Eu poderia perguntar para os empresários aqui, nesses últimos 15 anos qual é foi o melhor momento da economia brasileira? Quem é que lembra? O melhor momento da economia brasileira é exatamente na minha volta em 2023, em 2024 e vai ser em 2025", disse.

    O presidente ainda questionou qual é o déficit do Brasil e frisou que não precisa de técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ensiná-lo a ter responsabilidade fiscal.

    "Qual é o momento em que cresceu mais a rentabilidade de vocês? A massa salarial? A inflação estava tão bem controlada? Qual é o déficit? Muitas vezes o que tem é déficit de compreensão e de acreditar nesse país. Eu não preciso de nenhum técnico do FMI para dizer para mim o que é responsabilidade fiscal", acrescentou o petista.

    Lula afirmou ainda que "seriedade" na economia "não é fazer mágica" porque sabe que, se errar, "o tombo pode ser pior".

    O presidente ainda disse estar cansado de ouvir empresários reclamarem da carga tributária no país, mas não tratarem das isenções que o governo concede aos setores.

    Segundo Lula, os empresários reclamam do patamar dos impostos, mas ficam "olhando pro dinheiro da educação para gente cortar". "Não é possível. Não vai dar certo", afirmou.

    g1
    Portal Santo André em Foco

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