O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros, aliados políticos e militantes em um centro de eventos de Brasília, nesta quinta-feira (3), para um evento de balanço de governo, que recebeu o slogan de "Brasil dando a volta por cima".
Lula cumpriu dois anos e três meses dos quatro anos de seu terceiro mandato como presidente e optou por fazer um evento fora do Palácio do Planalto para destacar as ações do governo.
O evento seguiu um formato diferente das cerimônias convencionais do governo federal. Em lugar do "display de autoridades" – a fileira de ministros e secretários no palco, que se reveza ao microfone –, duas apresentadoras comandaram o roteiro.
O próprio presidente Lula e a primeira-dama Janja, por sinal, se sentaram na primeira fila da plateia na parte inicial do evento.
Popularidade em baixa
O presidente nos últimos meses viu sua popularidade cair, mas ainda não conseguiu reverter o quadro, apesar de em janeiro ter nomeado o publicitário Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha de 2022, como ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) no lugar do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Sidônio atualizou a linguagem das redes sociais, incentivou o presidente a dar mais entrevistas e a comparar os resultados da atual gestão com o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), derrotado por Lula na última eleição, mas que permanece como principal líder da direita brasileira, mesmo que esteja inelegível.
A estratégia de Sidônio, contudo, ainda não teve o efeito esperado no Planalto.
Pesquisa Quaest divulgada na quarta (2) mostrou que a desaprovação de Lula subiu de 49% para 56%, o pior índice desde o início do mandato e a primeira vez que passou de 50%.
O mesmo instituto, em sondagem sobre a eleição de 2026, informou que Lula tem empate técnico com Bolsonaro e venceria outros sete candidatos em um segundo turno. O presidente ainda não definiu se tentará a reeleição.
Lula e aliados se queixam do fato que não tem refletido na aprovação do governo a retomada de programas sociais e resultados positivos da economia, como a geração de empregos, o aumento real do salário do mínimo e os dois anos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Entre os motivos que desgasta o governo, segundo especialistas, estão a alta do preço dos alimentos e a preocupação com a segurança pública.
Desde o ano passado Lula afirma que enviará ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar a participação da União na segurança, o que ainda não aconteceu.
g1
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