Outubro 20, 2024

João Pessoa foi a cidade da Paraíba com mais chuvas em 2022, segundo Aesa

João Pessoa foi a cidade paraibana em que mais choveu durante todo o ano de 2022 (veja na tabela abaixo o ranking dos 10 municípios com mais chuvas, todos localizados no litoral do estado). Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e indicam que, entre os meses de janeiro e dezembro do ano passado, as chuvas no município somaram cerca de 2.633,1 milímetros, sendo quase mil a mais do que em 2021.

A capital paraibana também ocupou a lista de 10 municípios com mais chuvas com os resultados de outras estações de monitoramento. Na estação Cedres foram registrados 2.329,7 milímetros. Já na Mares foram 2.133,8.

Alhandra é a segunda cidade que soma os maiores índices pluviométricos do ano, com 2.324,6 milímetros de chuvas em 2022. A terceira é Lucena, com 2.302,3 milímetros.

No mês de julho, as fortes chuvas que caíram em João Pessoa causaram alagamentos e deslizamentos de barreiras. Em um dos casos, na BR-230, na altura do bairro Castelo Branco, dois trechos de uma das barreiras da encosta da rodovia federal cederam.

Ranking de chuvas na Paraíba em 2022

Cidades Quantidade de chuvas por milímetros
João Pessoa (DFAARA) 2.633,1
João Pessoa (Cedres) 2.329,7
Alhandra 2.324.6
Lucena 2.302,3
Conde 2.301,9
Cabedelo 2.243,6
Caaporã 2.170,5
Cabedelo (Emater) 2.136,5
João Pessoa (Mares) 2.133,8
Marcação 2.129,7

 Campina Grande tem o dobro de chuvas, mas volume foi quase 3 vezes menor do que João Pessoa
O volume anual de chuvas em Campina Grande foi de 1.092,3 milímetros, mais do que o dobro registrado em 2021, de 491,6 milímetros, conforme os dados monitorados na estação da Embrapa.

Por outro lado, a quantidade de chuvas registradas no município, situado no Agreste da Paraíba, é quase três vezes menor do que o notificado em João Pessoa.

Em maio, pelo menos 14 famílias ficaram desalojadas por causa das chuvas na cidade. Já em junho, uma árvore e postes foram derrubados pela força da água.

Sertão teve rompimento de açude causado pelas fortes chuvas
No Sertão, pelo menos 28 municípios registraram mais de mil milímetros de chuvas no ano passado. Em Catolé do Rocha, cidade em que mais choveu, foram 1.385 milímetros.

Em janeiro de 2022, a parede do Açude de Figueiredo rompeu após fortes chuvas em Cajazeiras. A água do reservatório, que fica localizado em uma propriedade privada, invadiu parte da BR-230, que corta a cidade sertaneja, e assustou os motoristas que passavam pelo local.

As águas que invadiram a rodovia federal escoaram para o Açude Grande, que fica próximo ao local.

Veja a previsão de chuvas para primeiro trimestre de 2023
No primeiro trimestre deste ano, a previsão da Aesa indica uma maior concentração de chuvas nas regiões do Sertão e Alto Sertão, que deve cair com mais intensidade nos meses de fevereiro a março.

Há ainda a tendência de que nos primeiros três meses deste ano as chuvas ocorrerem de normais a acima da média histórica sobre municípios do Alto Sertão, Sertão e parte do Cariri e Curimataú.

Já as regiões do Litoral, Brejo e Agreste permanecem fora do seu período mais chuvoso, que se concentra especialmente entre os meses de abril e julho.

g1 PB
Portal Santo André em Foco

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