O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra a Groenlândia nesta quarta-feira (26). Em entrevista ao podcaster Vince Coglianese, ele afirmou que os americanos "têm que ficar" com o território.
Nos últimos meses, Trump tem feito várias declarações sobre a Groenlândia. Apesar de ter um governo autônomo, a ilha ainda pertence à Dinamarca e discute um possível processo de independência.
O presidente americano argumenta que a Groenlândia poderia abrigar infraestrutura militar para monitorar ou impedir ataques vindos da Rússia ou da Europa. A ilha também é rica em recursos naturais.
"Precisamos da Groenlândia para a segurança internacional. Precisamos dela", afirmou. "Odeio colocar dessa forma, mas temos que ficar com ela."
A declaração foi feita dois dias antes da viagem do vice-presidente, J.D. Vance, ao território. Vance visitará a Groenlândia na sexta-feira (28), mesmo sem um convite oficial.
Segundo a Casa Branca, o vice-presidente conhecerá a base militar americana na ilha. A delegação inclui a esposa dele, Usha Vance, o conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, e o secretário de Energia, Chris Wright.
Os governos da Dinamarca e da Groenlândia criticaram a visita. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que os EUA estão exercendo uma "pressão inaceitável" sobre a ilha.
"Devo dizer que é inaceitável que a pressão seja colocada sobre a Groenlândia e a Dinamarca nessa situação. E é uma pressão à qual resistiremos", disse.
Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, classificou a visita como "interferência estrangeira" e se recusou a se reunir com a delegação americana.
"É necessário ressaltar que nossa integridade e nossa democracia devem ser respeitadas sem qualquer interferência estrangeira", disse.
As declarações de Trump sobre a Groenlândia
Coberta em 80% por gelo e com 57 mil habitantes, a Groenlândia é a maior ilha do mundo e possui hidrocarbonetos e minerais importantes para a transição energética.
Trump já expressou em várias ocasiões o desejo de assumir o controle da Groenlândia e não descarta o uso da força para isso.
No dia 13 de março, durante um encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o republicano foi questionado sobre a possibilidade de anexar a Groenlândia aos EUA por um repórter. Na ocasião, ele afirmou que a aquisição seria importante para a "segurança internacional", não só dos EUA.
"Acho que vai acontecer. Precisamos disso para a segurança internacional. Temos muitos dos nossos jogadores favoritos navegando pela costa e temos que ter cuidado", afirmou.
Na segunda-feira (24), Trump voltou a dizer que os EUA devem assumir a Groenlândia, dizendo que a ilha era importante para a segurança nacional do país.
g1
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) integra a comitiva brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Japão, onde participa, de 24 a 27 de março, de agendas estratégicas com o objetivo de expandir mercados e atrair investimentos para o País. Representando o vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o secretário executivo Márcio Elias Rosa participou, nesta terça-feira (25/3), em Tóquio, de encontro com o presidente da República e empresários afiliados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).
Na reunião, Lula destacou que, em 2011, o fluxo comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões enquanto, atualmente, está perto de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões (de dólares) para recuperar nessa visita. Obviamente que comércio exterior é via de duas mãos. A gente tem que vender e a gente tem que comprar”, disse. Aos empresários, o presidente reforçou que muitos assuntos serão discutidos no Japão, já que o objetivo é mostrar ao país asiático “o que Brasil tem de bom para negociar”.
No encontro, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, destacou os esforços do Ministério que, sob a liderança do ministro Geraldo Alckmin, busca avançar nas discussões para a abertura do mercado japonês para a carne brasileira. “O governo brasileiro tem intensificado o diálogo com as autoridades japonesas por meio de encontros bilaterais para demonstrar que o Brasil é um parceiro confiável e capaz de atender, com qualidade e segurança, à demanda do mercado japonês por produtos agropecuários”, destacou.
Já o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou que o principal objetivo da reunião com a ABIEC é avançar na abertura do mercado japonês, principalmente de carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados ampliam, também, o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, ressaltou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, por sua vez, disse que um dos pontos fortes para a expansão da capacidade de exportação do Brasil passa pelo fortalecimento da estrutura logística. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países”, afirmou.
No encontro, a ABIEC também enfatizou sobre a importância do mercado japonês para a carne brasileira, referência no cumprimento dos requisitos sanitários em mais de 150 países, além de ser o produto mais competitivo globalmente.
Agência Gov
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Centenas de palestinos protestaram no norte da Faixa de Gaza para exigir o fim da guerra e gritar "Fora Hamas" nesta terça-feira (25), em uma rara demonstração pública de oposição ao grupo terrorista.
Em meio aos escombros de prédios em Beit Lahiya, os manifestantes seguravam cartazes onde se liam frases como "Basta de guerra" e gritavam contra o grupo, que governa o território. Vídeos foram parar nas redes sociais.
"Foi uma manifestação espontânea contra a guerra porque as pessoas estão cansadas e não têm para onde ir. Muitos gritavam slogans contra o Hamas - não todas as pessoas, mas muitas -, dizendo 'Fora Hamas '. As pessoas estão exaustas e ninguém deve culpá-las", disse uma testemunha, que falou à agência de notícias Reuters sob a condição de que seu nome não fosse usado por medo de retaliação.
O norte de Gaza tem sido uma das áreas mais devastadas desde o início do conflito. A maioria dos prédios na área densamente povoada foi reduzida a escombros e grande parte da população se mudou várias vezes para escapar dos ataques aéreos de Israel.
Basem Naim, alto funcionário do Hamas, afirmou à Reuters que as pessoas têm o direito de protestar contra o sofrimento causado pela guerra, mas denunciou o que chamou de "agendas políticas suspeitas" explorando a situação.
"De onde eles são, o que está acontecendo na Cisjordânia? Por que eles não protestam contra a agressão lá ou permitem que as pessoas saiam às ruas para denunciar essa agressão?", questionou.
Mais cedo, antes do protesto registrado nesta terça, o Fatah, movimento rival do Hamas e que governa a Cisjordânia, pediu ao grupo para renunciar e preservar "a existência dos palestinos" no território.
"O Hamas deve mostrar compaixão por Gaza, suas crianças, suas mulheres e seus homens. Alertamos para dias difíceis e duros que virão para o povo da Faixa de Gaza", disse Mounther al-Hayek, porta-voz do partido do presidente palestino Mahmoud Abbas.
Troca de ameaças
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, repetiu ameaças contra o Hamas nesta quarta-feira (26).
Em audiência no Parlamento, o premiê israelense ameaçou tomar territórios na Faixa de Gaza se o o grupo terrorista não libertar os reféns restantes que ainda mantém.
"Quanto mais o Hamas continuar se recusando a libertar nossos reféns, mais poderosa será a repressão que exerceremos", disse Netanyahu, sendo interrompido por gritos de membros da oposição.
Também nesta quarta, o Hamas falou sobre os reféns em um comunicado. Afirmou que os bombardeios israelenses, que recomeçaram há 9 dias em Gaza, estão colocando a vida deles em risco.
"O Hamas está fazendo todo o possível para manter com vida os prisioneiros, mas que os bombardeios aleatórios estão colocando suas vidas em perigo. Toda vez que a ocupação tenta recuperar seus reféns à força, acaba trazendo-os de volta em caixões", diz.
A ofensiva israelense em Gaza
Hamas e Israel haviam firmado um acordo de cessar-fogo na região de Gaza em janeiro deste ano, dias antes da posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Menos de dois meses depois, entretanto, Israel voltou a bombardear Gaza.
Na última terça-feira (18), uma ofensiva mataou mais de 400 pessoas e deixou mais de 600 feridos, segundo autoridades palestinas.
O governo de Israel alegou que os terroristas do Hamas violaram o acordo sobre libertação dos 59 reféns que ainda estão sob poder do grupo — Israel estima que 35 deles estejam mortos.
France Presse
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Um piloto de avião e duas crianças sobreviveram a uma queda de um avião pequeno em um lago congelado no Alasca, segundo as autoridades locais.
Os três foram resgatados depois de passar a noite sentados sobre a asa da aeronave, que ficou parcialmente submersa no lago, ao lado de uma geleira. A Guarda Nacional do Alasca divulgou uma foto dos sobreviventes aguardando resgate.
O avião, um Piper PA-12 Super Cruiser, foi reportado como desaparecido na área do lago Tustumena e das montanhas Kenai no domingo por volta das 22h30 de segunda-feira (24) após não retornar no horário previsto.
A Guarda Nacional fez buscas ao longo da noite e não encontrou o avião. Mas um piloto voluntário encontrou a aeronave no lago congelado, o que possibilitou o resgate dos três quase 12 horas depois de serem declarados como desaparecidos.
"Durante a manhã, o avião de um bom samaritano localizou os destroços do avião perto da margem leste do lago Tustumena", informou na segunda-feira a polícia estadual do Alasca em um comunicado.
As equipes de resgate seguiram para o local, que registra temperaturas abaixo de zero durante a noite, segundo os boletins meteorológicos.
O piloto e as crianças foram levados para o hospital apenas com ferimentos leves, indicou o comunicado.
Dale Eicher, um dos vários pilotos que participaram da operação busca, comentou que os passageiros tiveram sorte de sobreviver.
"Eu não esperava que os encontraríamos e não esperava que os encontraríamos vivos", declarou ao canal de TV local KTUU. "Já fiz um pouco de busca e resgate antes e nem sempre acaba tão bem", completou.
France Presse
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A Embraer e empresas japonesas do setor aéreo ampliaram parcerias durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva àquele país. Foi concretizada a venda de 20 jatos, negócio que renderá cerca de R$ 10 bilhões à companhia brasileira, e avançaram também tratativas para o uso de um combustível à base de etanol para aeronaves, o que poderá beneficiar o agronegócio brasileiro e, em especial, a indústria sucro-energética do país.
Progrediu também para a negociação para a construção do chamado “carro do futuro” – o eVTOL, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Embraer em parceria com empresas estrangeiras.
Aeronaves
Na viagem que faz ao Japão, a comitiva brasileira anunciou, nesta quarta-feira (26), a compra, pela All Nippon Aiways (ANA), de 15 aeronaves E-190. A principal empresa aérea japonesa informou que pretende adquirir, ainda, outras cinco aeronaves – contratos que renderão, à Embraer, cerca de R$ 10 bilhões.
Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho disse que a parceria com os japoneses servirá como uma espécie de chancela para que novas vendas sejam feitas a outros países, ampliando ainda mais o horizonte de negócios da Embraer.
“E com a venda dos aviões para os mercados internacionais, precisaremos preparar mão-de-obra brasileira, estruturando nosso grande plano de preparar nossos jovens para esse novo mercado de trabalho que se desenha no Brasil, que é o da aviação”, disse o ministro ao informar que, para tanto, o Brasil já desenvolve programas de qualificação e capacitação para esse mercado de trabalho.
“Isso vai gerar emprego e renda. Vai movimentar a economia”, acrescentou ao informar que todas empresas japonesas com quem conversou garantiram que colocarão a Embraer como prioridade para seus negócios.
Combustível Sustentável de Aviação (SAF)
Avançaram também as negociações visando à adoção, pelo setor de aviação japonês, do Combustível Sustentável de Aviação (SAF), uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil.
De acordo com o governo brasileiro, esse combustível pode ser obtido a partir de diversas fontes. Entre elas, o etanol produzido a partir da cana-de-açucar.
“O SAF é um combustível que é constituído de etanol. Portanto, é significativo para indústria do agronegócio brasileiro. Além disso, estamos trabalhando ao lado de todos os ministros do Japão, inclusive o primeiro-ministro, para que 10% do combustível aqui no Japão seja feito de etanol”, informou o ministro Silvio Costa Filho.
Esse combustível pode ser obtido também a partir de resíduos da agricultura, óleo de cozinha usado, gorduras e milho, entre outros, puros ou misturados, conforme especificações técnicas de segurança. Segundo o Planalto, o Brasil tem “ampla expertise no tema”.
“Além de a gente potencializar o combustível da aviação aérea aqui no Japão, estimularemos a indústria Sucroenergética do Brasil, que dialoga com a sustentabilidade, por meio desse combustível do futuro que o Brasil tem apresentado ao mundo”, acrescentou o ministro.
Avião vertical, o veículo do futuro
Também integrando a comitiva brasileira, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que os japoneses estão também interessados no desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), um veículo 100% elétrico que é conhecido como “carro voador”.
“Nosso plano é o de que ele entre em operação até o final de 2027. É o veículo do futuro, de inovação disruptiva, ideal para países [e cidades] com trânsito intenso, como as do Japão, São Paulo, Los Angeles ou Nova York”, disse Gomes Neto ao explicar que motores elétricos são produzidos a partir de uma jointventure entre a Embraer e uma empresa japonesa.
Agência Brasil
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As contas externas do Brasil registraram déficit de US$8,8 bilhões em fevereiro, ante déficit de US$ 3,9 bilhões no mesmo mês do ano passado. Os dados constam do boletim de Estatísticas do Setor Externo divulgado nesta quarta-frita (26) pelo Banco Central (BC). Os dados dizem respeito à diferença entre produtos exportados e importados, serviços contratados e gastos de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para outros países.
Segundo o BC, na comparação interanual, o superávit da balança comercial – exportações menos importações - recuou US$ 5,4 bilhões, enquanto o déficit em serviços permaneceu estável e o déficit em renda primária diminuiu US$ 526 milhões.
Além disso, o déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2025 somou US$ 70,2 bilhões, o que representa 3,28% do Produto Interno Bruto (PIB), ante US$ 65,3 bilhões, cerca de 3,03% do PIB, em janeiro. Na comparação com fevereiro de 2024, o resultado foi deficitário em US$ 23,9 bilhões (1,07% do PIB).
“O déficit da balança comercial de bens atingiu US$ 979 milhões em fevereiro de 2025, ante superávit US$ 4,4 bilhões em fevereiro 2024. As exportações de bens totalizaram US$ 23,2 bilhões e as importações de bens, US$ 24,1 bilhões, influenciadas pela importação de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões. Na comparação com fevereiro de 2024, as exportações diminuíram 1,8% e as importações aumentaram 25,7%”, disse o BC.
Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), o BC informou que eles registraram ingressos líquidos de US$9,3 bilhões em fevereiro de 2025, ante US$ 5,3 bilhões em fevereiro de 2024.
Os dados do BC, mostram ingressos líquidos de US$ 5,6 bilhões em participação no capital e de US$ 3,7 bilhões em operações intercompanhia.
No acumulado de 12 meses, o IDP totalizou US$ 72,5 bilhões (3,38% do PIB) em fevereiro de 2025, ante US$ 68,5 bilhões (3,18% do PIB) em janeiro de 2025 e US$ 64,6 bilhões (2,89% do PIB) em relação a fevereiro de 2024.
Reservas
As reservas internacionais somaram US$ 332,5 bilhões em fevereiro de 2025, aumento de US$ 4,2 bilhões em relação a janeiro de 2025.
Contribuíram para aumentar o estoque de reservas as variações por preços, US$ 1,9 bilhão, por paridades, US$ 521 milhões, os desembolsos de organismos internacionais, US$ 604 milhões, e as receitas de juros, US$ 661 milhões.
Agência Brasil
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou nesta quarta-feira (26) que tenha participado de uma tentativa de golpe de Estado. Ele disse também que as acusações contra ele são "graves e infundadas".
Ele afirmou ainda que, enquanto presidente, pediu a desmobilização de movimentos que pediam intervenção militar no país e que colaborou com a transição do governo dele para o de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Golpe tem povo, tem tropa, tem armas e tem liderança. Não descobriram, até agora, quem porventura seria esse líder", afirmou Bolsonaro.
Bolsonaro deu as declarações instantes depois de se tornar réu, no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe. A Primeira Turma da Corte, por unanimidade, decidiu nesta quarta tornar o ex-presidente e mais sete aliados réus por uma trama golpista em 2022.
Os cinco votos foram dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.
Bolsonaro afirmou que não compareceu ao STF nesta quarta-feira porque "sabia o que ia acontecer" e disse que parece que há algo "pessoal" contra ele. Nesta terça, primeiro dia de julgamento, ele foi à reunião da Primeira Turma.
"Ontem [terça], eu fui ao Supremo. A decisão foi na última hora, vocês se surpreenderam. Hoje [quarta], resolvi não ir. Motivo: obviamente, eu sabia o que ia acontecer. Eu espero hoje botar um ponto final nisso aí. Parece que tem algo pessoal contra mim. A acusação é muito grave, e são infundadas. E não é da boca para fora", disse.
Próximos passos
Agora, os acusados passarão a responder a um processo penal — que, após a coleta de provas e tomada de depoimentos, pode levar a condenações com penas de prisão.
Ainda não há uma data para o julgamento que pode condenar ou absolver Bolsonaro e os aliados, mas a expectativa no Judiciário é de que ocorra ainda neste ano, de forma a evitar que o tema contamine o processo eleitoral de 2026.
Com o recebimento da denúncia da PGR pelo STF, tornaram-se réus nesta quarta-feira:
Esses oito nomes compõem o chamado "núcleo crucial" da tentativa de ruptura democrática, segundo a PGR.
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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.
É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático de Direito) do Código Penal brasileiro.
“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.
Seguiram o relator os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo onde tramita o caso sobre o golpe.
Os ministros também decidiram, por unanimidade, tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal. Eles responderão pelos mesmos crimes imputados ao ex-presidente.
A Primeira Turma considerou haver indícios suficientes de que os crimes imputados existiram (materialidade) e foram praticados pelos denunciados (autoria), merecendo assim serem mais bem apurados.
Os oito réus compõem o chamado “núcleo crucial” do golpe, entre as 34 pessoas que foram denunciadas. São eles:
>> Saiba qual foi a participação dos 34 denunciados na tentativa de golpe.
Agência Brasil
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Um homem foi preso no Centro de João Pessoa suspeito de se passar por delegado da Polícia Federal, juiz e outras autoridades para aplicar golpes em estabelecimentos comerciais. A prisão aconteceu na última terça-feira (25), após investigações da Polícia Civil, que rastreou um veículo usado por ele como motorista de aplicativo.
Segundo a polícia, o suspeito também apresentava documentação falsa de corretor de imóveis durante abordagens, mas informações inconsistentes levantaram suspeitas.
A equipe do delegado Reinaldo Nóbrega verificou que ele já tinha um mandado de prisão em aberto e estava foragido.
"A gente estava investigando ele com suposta adulteração de veículo que ele estava utilizando. No momento, ele apresentou uma documentação como corretor de imóveis, alguns dados não estavam batendo e levamos para delegacia", explicou Nóbrega.
No sistema policial, foi confirmada uma série de boletins de ocorrência contra o homem, que usava o próprio nome em todos os crimes. "Verificamos a grande incidência de fraudes no mercado, se apresentando como delegado da PF, como juiz, entre outros cargos", acrescentou o delegado.
O suspeito já havia sido condenado por estelionato e possui um histórico de outros crimes. A investigação começou após a análise do carro supostamente adulterado, usado por ele para atividades em aplicativos.
Após a prisão, ele foi encaminhado à Penitenciária de Segurança Média de Mangabeira.
g1 PB
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A 1ª Vara Criminal de Campina Grande condenou sete pessoas pela prática de sequestro, cárcere privado e tortura em uma comunidade terapêutica na zona rural de Lagoa Seca, na Paraíba. Os crimes foram praticados, nos anos de 2023 e 2024 contra cinco internos. A ação penal foi proposta pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).
As violações de direitos humanos foram constatadas durante uma inspeção realizada no estabelecimento, em agosto do ano passado, pelo Grupo de Trabalho criado e coordenado pelo MPPB para fiscalizar as comunidades terapêuticas, em todo o Estado da Paraíba. Durante a fiscalização, internos começaram a gritar por socorro, alegando que estavam presos e sofrendo agressões. A polícia foi acionada e foram encontrados quartos com cadeados, marcas de sangue nas paredes e vítimas confirmando os maus-tratos.
Na ocasião, 38 pessoas foram resgatadas e sete presas em flagrante (entre gestores e funcionários). A comunidade terapêutica foi interditada e foi instaurado o inquérito policial, que resultou na denúncia oferecida pelo MPPB contra os proprietários do estabelecimento, contra o terapeuta e contra os monitores.
Os proprietários e o terapeuta foram condenados a sete anos e 10 meses de reclusão. Os monitores foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão, cada um. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto em estabelecimento prisional indicado pelo Juízo da Execução Penal.
Ação penal
A denúncia oferecida pelo promotor de Justiça de Campina Grande, Noel Crisóstomo de Oliveira, foi recebida em setembro do ano passado pelo juiz Vladimir José Nobre de Carvalho, quando foi instaurada a ação penal.
Durante a instrução do processo, foi constatado que o proprietário exercia a função de gestor e terapeuta e era o responsável pela “captura” e/ou “resgate” compulsório dos internos, usando para isso arma de fogo para impedir qualquer tipo de reação ou negativa do internando de não ser levado até a sua clínica.
A outra proprietária, por sua vez, atuava como diretora administrativa e enfermeira. Ela permitiu a “captura” forçada de internos; sabia dos métodos violentos do proprietário para realizar tais “capturas” e era conivente com os castigos físicos e psíquicos e com as sessões de torturas contra os pacientes.
Durante a instrução do processo, ficou comprovado que os demais acusados também foram responsáveis diretos pela colocação, monitoramento e manutenção dos pacientes em cárcere privado e sessões de tortura. Todos agiram sob o pretexto de dar um tratamento a dependentes químicos.
“A materialidade dos delitos de sequestro, cárcere privado e tortura foram inegavelmente comprovados através do auto de prisão em flagrante; dos laudos periciais; registros fotográficos; relatórios; além dos depoimentos testemunhais, que apontaram a captura involuntária e manutenção de vários homens em internação compulsória em clínica de recuperação para dependentes químicos, cuja ‘captura’ ou ‘resgate’ se dava mediante uso de arma de fogo, além de terem sido submetidos a tortura mediante castigo físico, mental e psicológico, bem como de maus-tratos e privação de condições básicas de higiene, medicação e alimentação”, diz a sentença.
g1 PB
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