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'Guerra fria': votações recentes expõem racha entre Executivo e Legislativo

As últimas semanas escancararam a difícil relação entre o governo Lula e parlamentares, com Câmara e Senado demonstrando a insatisfação com o represamento de emendas e impondo derrotas ao Executivo.

O Palácio do Planalto nunca teve uma base consolidada no Legislativo e precisou ao longo dos anos entregar ministérios a partidos do Centrão, como PP, Republicanos, PSD e União Brasil.

O objetivo nunca foi atrair completamente esses partidos para a base de apoio, mas evitar que todos parlamentares dessas legendas votassem com a oposição em matérias de interesse do governo.

Com isso, o governo conseguiria formar as chamadas "maiorias de ocasião" no parlamento para fazer valer o projeto eleito pela maioria da população nas urnas em 2022.

Mesmo assim, esses quatro partidos, que hoje comandam 8 ministérios do governo e representam 39% do parlamento, têm sido os principais responsáveis pelas "dores de cabeça" do governo, principalmente na Câmara.

Na Casa, as bancadas dessas siglas assinaram e votaram a favor de um requerimento para dar urgência a um projeto que suspende a alta do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) promovida pelo Executivo e ajudaram a derrubar vetos do governo nesta semana.

g1
Portal Santo André em Foco

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