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Ataque russo mata 14 e deixa 50 feridos na Ucrânia; bombardeio é um dos mais mortais do ano

Um ataque de míssil russo matou pelo menos 14 pessoas, incluindo seis crianças, em uma área residencial da cidade ucraniana de Kryvyi Rih nesta sexta-feira (4), de acordo com o presidente Volodymyr Zelensky. Foi um dos ataques mais mortais da guerra neste ano.

Kryvyi Rih é a cidade natal de Zelensky e fica na região central do país. A região tem sido alvo de ataques frequentes nas últimas semanas. Segundo as autoridades ucranianas, o bombardeio atingiu blocos residenciais e provocou incêndios.

Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas, sendo que mais de 30 precisaram ser hospitalizadas, segundo os serviços de emergência. Entre as vítimas internadas está um bebê de apenas três meses.

Segundo a agência Reuters, imagens que circulavam pelo Telegram mostravam corpos de pessoas mortas ou feridas em uma calçada, inclusive perto de um parquinho. As autoridades disseram que o ataque não atingiu nenhum alvo militar, apenas civis.

Zelensky pediu ao Ocidente que aumentasse a pressão sobre Moscou. Atualmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta costurar um acordo com a Rússia para um cessar-fogo.

"O mundo inteiro vê isso. Cada míssil, cada drone de ataque prova que a Rússia busca apenas a guerra", escreveu ele no Telegram.

Os Estados Unidos disseram na semana passada que haviam concordado com a Rússia e a Ucrânia em cessar ataques à infraestrutura energética uns dos outros. Desde então, ambos os lados acusaram um ao outro de violar o acordo.

Nesta sexta-feira, Zelensky afirmou que a Rússia atacou uma usina térmica na região de Kherson. O presidente disse que a ação é uma violação do acordo e que a diplomacia é uma "palavra vazia" para os russos.

Trump é aconselhado sobre Putin
Aliados de Donald Trump aconselharam o presidente dos Estados Unidos a não conversar com o líder russo, Vladimir Putin, até que a Rússia se comprometa com um cessar-fogo total na Ucrânia. A informação foi divulgada pela emissora americana "NBC News" na quinta-feira (3).

Dois funcionários do governo ouvidos pela emissora afirmaram que o círculo interno de Trump tem recomendado que ele evite ligar para Putin.

Segundo fontes da Casa Branca, Trump costuma decidir de última hora quando deseja conversar por telefone com o presidente russo. No entanto, a orientação atual é de que um telefonema não seria uma boa ideia.

Em entrevista no domingo (30), Trump afirmou que conversaria com Putin por telefone ainda nesta semana. Ele também declarou estar “muito irritado” com o presidente russo e ameaçou Moscou com mais sanções.

"Se a Rússia e eu não conseguirmos chegar a um acordo para pôr fim ao derramamento de sangue na Ucrânia, e se eu considerar que a culpa foi da Rússia... vou impor tarifas secundárias sobre o petróleo, sobre todo o petróleo vindo da Rússia", disse.

Nesta semana, um enviado russo se reuniu com autoridades americanas e membros do Partido Republicano na Casa Branca. Não está claro se Trump participou da reunião.

Segundo a imprensa americana, autoridades e políticos dos Estados Unidos discutiram com o enviado os termos para o fim da guerra na Ucrânia e as exigências de Putin para um cessar-fogo.

France Presse
Portal Santo André em Foco

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