Outubro 23, 2026

    Arimatea

    Arimatea

    Santa Pelágia, preservou a sua castidade até o fim

    Origens

    O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia. Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, testemunhou de modo muito esquisito sua fidelidade a Cristo: preferiu morrer por amor a Cristo do que entregar sua virgindade, por isso a Igreja reconhece e louva seu heroísmo.

    Guardiã da Virgindade

    Quando os soldados do imperador foram à sua casa para levá-la ao tribunal, que certamente a condenaria porque era cristã, Pelágia recebeu-os bem, e quando se propuseram levá-la dando voz de prisão, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa. Dado o consentimento pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto e, desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade que consagrara a Deus, não titubeou: subiu ao mais alto da casa em que vivia, em Antioquia, e de lá atirou-se ao chão, falecendo quase que instantaneamente.

    O Martírio para a preservação de sua virgindade 

    Irmãs pelo martírio

    Santo Ambrósio de Milão, no seu Tratado Das Virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Berniceia e Prosdoceia. Santa Pelágia ligou-se àquelas santas, porque Berniceia e Prosdoceia também tiraram a própria vida para escapar do horror; presas, iam sendo levadas ao cárcere. Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudessem ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo à correnteza.

    Suicídio ou virtude?

    Pergunta-se: cometeram suicídio? Não, pois isso seria tirar a própria vida por desgosto, por perda de sentido ou qualquer motivo leviano. Na verdade, essas pessoas preferiam morrer do que cometer um pecado, por isso são mártires. Lembremos de São Domingos Sávio: “Antes morrer do que pecar”. 

    A Virtude da Castidade 

    Pelágia e tantos outros santos tinham a mesma convicção, e por isso não hesitaram em entregar a sua vida, afinal é melhor morrer para esse mundo do que padecer a eternidade no inferno. Essas mulheres, mártires por virtude da castidade, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. 

    Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Salvaram com a morte sua castidade. Essa atitude exalta a beleza e a virtude de modo heroico, enquanto, nos nossos dias, tantas pessoas se entregam aos prazeres da carne ou se deixam convencer a perder a sua virgindade para provarem que amam. Santa Pelágia preferiu provar seu amor a Jesus, e ali gozar das riquezas e prazeres celestes.

    Minha oração

    “Ó querida Pelágia, mesmo jovem, seu coração já estava maduro para compreender o valor da castidade, por isso pedimos a tua virtude sobre nós para que possamos viver reta e conscientemente. Que um dia cheguemos a amar a castidade mais que a nossa vida! Amém.”

    Santa Pelágia, rogai por nós!

     

    Canção Nova
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    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (8), um alerta amarelo de baixa umidade do ar para 132 municípios da Paraíba. O aviso começou na manhã desta quinta (8) e segue vigente até às 23h59 da sexta-feira (9). Veja lista de municípios afetados abaixo.

    Durante o período do alerta, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%, índices considerados abaixo do recomendado para a saúde.

    Segundo o Inmet, há baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde, mas a população deve adotar medidas de prevenção para reduzir os efeitos do tempo seco.

    Recomendações do Inmet 

    O instituto orienta que a população: 

    • beba bastante água ao longo do dia;
    • evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes;
    • procure permanecer em locais protegidos do sol entre o fim da manhã e a tarde. 

    Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193. 

    Municípios sob alerta de baixa umidade 

    1. Água Branca
    2. Aguiar
    3. Amparo
    4. Aparecida
    5. Areia de Baraúnas
    6. Assunção
    7. Baraúna
    8. Barra de Santa Rosa
    9. Barra de São Miguel
    10. Belém do Brejo do Cruz
    11. Bernardino Batista
    12. Boa Ventura
    13. Boa Vista
    14. Bom Jesus
    15. Bom Sucesso
    16. Bonito de Santa Fé
    17. Boqueirão
    18. Brejo do Cruz
    19. Brejo dos Santos
    20. Cabaceiras
    21. Cachoeira dos Índios
    22. Cacimba de Areia
    23. Cacimbas
    24. Cajazeiras
    25. Cajazeirinhas
    26. Camalaú
    27. Caraúbas
    28. Carrapateira
    29. Catingueira
    30. Catolé do Rocha
    31. Conceição
    32. Condado
    33. Congo
    34. Coremas
    35. Coxixola
    36. Cubati
    37. Cuité
    38. Curral Velho
    39. Desterro
    40. Diamante
    41. Emas
    42. Frei Martinho
    43. Gurjão
    44. Ibiara
    45. Igaracy
    46. Imaculada
    47. Itaporanga
    48. Jericó
    49. Joca Claudino
    50. Juazeirinho
    51. Junco do Seridó
    52. Juru
    53. Lagoa
    54. Lastro
    55. Livramento
    56. Mãe d'Água
    57. Malta
    58. Manaíra
    59. Marizópolis
    60. Mato Grosso
    61. Maturéia
    62. Monte Horebe
    63. Monteiro
    64. Nazarezinho
    65. Nova Floresta
    66. Nova Olinda
    67. Nova Palmeira
    68. Olho d'Água
    69. Olivedos
    70. Ouro Velho
    71. Parari
    72. Passagem
    73. Patos
    74. Paulista
    75. Pedra Branca
    76. Pedra Lavrada
    77. Piancó
    78. Picuí
    79. Pocinhos
    80. Poço Dantas
    81. Poço de José de Moura
    82. Pombal
    83. Prata
    84. Princesa Isabel
    85. Quixaba
    86. Riacho de Santo Antônio
    87. Riacho dos Cavalos
    88. Salgadinho
    89. Santa Cruz
    90. Santa Helena
    91. Santa Inês
    92. Santa Luzia
    93. Santana de Mangueira
    94. Santana dos Garrotes
    95. Santa Teresinha
    96. Santo André
    97. São Bentinho
    98. São Bento
    99. São Domingos
    100. São Domingos do Cariri
    101. São Francisco
    102. São João do Cariri
    103. São João do Rio do Peixe
    104. São João do Tigre
    105. São José da Lagoa Tapada
    106. São José de Caiana
    107. São José de Espinharas
    108. São José de Piranhas
    109. São José de Princesa
    110. São José do Bonfim
    111. São José do Brejo do Cruz
    112. São José do Sabugi
    113. São José dos Cordeiros
    114. São Mamede
    115. São Sebastião do Umbuzeiro
    116. São Vicente do Seridó
    117. Serra Branca
    118. Serra Grande
    119. Soledade
    120. Sossêgo
    121. Sousa
    122. Sumé
    123. Taperoá
    124. Tavares
    125. Teixeira
    126. Tenório
    127. Triunfo
    128. Uiraúna
    129. Várzea
    130. Vieirópolis
    131. Vista Serrana
    132. Zabelê
     
    g1 PB
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    Uma lei publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8) determina a criação de salas de acolhimento para vítimas de violência em instituições públicas da Paraíba. A medida prevê a implantação da chamada Sala Acolher em hospitais públicos e delegacias da Polícia Civil. As salas serão destinadas ao atendimento humanizado e sigiloso de mulheres e crianças vítimas de violência. A lei entra em vigor na data da publicação.

    A Sala Acolher deverá garantir privacidade e segurança no atendimento inicial de vítimas de violência doméstica, sexual, física, psicológica ou institucional. O espaço também deverá proporcionar um ambiente adequado para a escuta, o acolhimento e o encaminhamento das vítimas.

    A implantação será priorizada em hospitais públicos de referência estadual, maternidades, hospitais com pronto-atendimento pediátrico e delegacias da Polícia Civil, especialmente nas sedes regionais e nas delegacias especializadas de atendimento à mulher e à criança.

    Segundo a lei, os espaços deverão contar, sempre que possível, com ambiente reservado, acolhedor, discreto e seguro. O atendimento deverá ser feito preferencialmente por profissionais do sexo feminino, especialmente em casos de violência sexual.

    A previsão é que as salas também tenham uma equipe multidisciplinar formada por assistente social, psicóloga(o), enfermeira(o) e agente de proteção capacitado. Os locais deverão disponibilizar ainda materiais informativos sobre direitos, medidas protetivas, canais de denúncia e serviços da rede de proteção.

     

    A equipe que atuar nesses espaços deverá receber capacitação sobre escuta especializada e protegida, acolhimento humanizado de vítimas de violência sexual e encaminhamento para a rede de proteção, incluindo serviços como CREAS, Ministério Público, Judiciário e Conselhos Tutelares.

    A lei também prevê a integração do atendimento entre os serviços de saúde, segurança pública e assistência social, com o objetivo de reduzir a revitimização e o constrangimento causado por atendimentos em ambientes inadequados. 

    Sala Lilás 

    A criação da Sala Acolher ocorre em um contexto em que já existem iniciativas semelhantes de acolhimento especializado a mulheres vítimas de violência.

    Em março de 2025, João Pessoa recebeu a primeira Sala Lilás do país dentro do programa federal Antes que Aconteça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O espaço foi instalado no Instituto de Polícia Científica da Paraíba para atender mulheres vítimas de violência doméstica.

    Na época, o Ministério da Justiça informou que outras salas seriam instaladas em institutos de polícia científica e delegacias de todo o país. Na Paraíba, a previsão era de implantação de 52 Salas Lilás.

    A Sala Acolher, no entanto, tem previsão mais ampla no texto da lei estadual, que inclui mulheres e crianças vítimas de diferentes formas de violência e determina a implantação dos espaços também em hospitais públicos e maternidades.

     
    g1 PB
    Portal Santo André em Foco

    A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (8) prêmio estimado em R$ 100 milhões. As seis dezenas do concurso 3.068 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de hoje em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números  01 - 04 - 17 - 33 - 41 - 52 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

     
    Agência Brasil
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    Condições de tempo mais estáveis deverão predominar em grande parte do estado da Paraíba. No decorrer do dia, no setor leste, a nebulosidade deverá permanecer variável. Eventos rápidos e passageiros deverão ser registradas durante ao final do dia e durante a madrugada. Já nas regiões do Sertão e Alto Sertão, o predomínio será de céu claro, onde, baixos índices de umidade relativa do ar poderão ser registrados, principalmente no período da tarde. Para as demais regiões do estado não há previsão de chuvas.

     
    AESA
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    MANCHETES DO DIA
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    Saiba como ficam os serviços bancários no feriado do dia 12 de outubro
    Endividamento das famílias cai pela 1ª vez no ano; inadimplência recua nas menores rendas e cresce nas maiores
    Número de chaves PIX ultrapassa marca de 1 bilhão em setembro, revela Banco Central
    Ministro da Indústria aposta em superávit comercial de US$ 90 bilhões em 2026, acima da previsão oficial
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    O Brasil deve registrar um superávit comercial de pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 450 bilhões) em 2026, apesar da revisão para baixo da previsão oficial do governo, disse nesta quinta-feira (8) o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

    O superávit comercial é o resultado positivo entre as exportações e as importações, quando o país vende mais ao exterior do que compra. 

    “Continuo apostando em US$ 90 bilhões, se não passar de US$ 90 bilhões”, afirmou o ministro a jornalistas na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). 

    Na terça-feira (6), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) havia reduzido sua projeção para o saldo da balança comercial em 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões (R$ 422 bilhões).

    A revisão considera uma expectativa de crescimento menor das exportações e de desaceleração dos preços internacionais.

    Mesmo com a redução da estimativa oficial, o saldo projetado pelo governo ainda seria 24% maior que o registrado em 2025, quando o Brasil teve superávit de US$ 68,1 bilhões (R$ 340,5 bilhões). Se confirmado, o resultado de 2026 seria o segundo maior da série histórica, atrás apenas do registrado em 2023.

    Segundo Rosa, a estratégia do governo para sustentar as exportações é ampliar a presença dos produtos brasileiros em diferentes mercados.

    A medida busca compensar os efeitos de fatores que dificultam as vendas para alguns destinos, como o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos e o embargo da União Europeia à carne bovina e de aves brasileiras.

    O ministro também afirmou que as negociações com os Estados Unidos para flexibilizar as tarifas estão avançando. Segundo ele, o governo brasileiro espera receber uma nova proposta americana dentro de três ou quatro semanas.

    “Nós podemos constituir um grupo de trabalho, se for o caso, enquanto isso as equipes técnicas podem dialogar”, disse.
    • ? As tarifas são impostos cobrados sobre produtos importados. Quando um país aumenta essas taxas, os produtos estrangeiros ficam mais caros no mercado local, o que pode reduzir as vendas de outros países para aquele destino.

    * Com informações da Reuters.

     
    g1
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    O número de chaves do PIX cadastradas no Banco Central ultrapassou a marca de 1 bilhão em setembro, segundo informações da autoridade monetária. Ao todo, eram 1,008 bilhão de chaves, ante 998 milhões em agosto.

    Isso mostra um crescimento de cerca de 80 milhões de chaves neste ano, pois o total somava 920 milhões no fim de 2025.

    Do total registrado em setembro, 956,7 milhões de chaves estavam ligadas a pessoas físicas e, o restante, 51,2 milhões, a pessoas jurídicas (empresas).

    Com isso, a média de chaves por habitante no país se aproxima de cinco, visto que, a população brasileira estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somou 214.211.951 habitantes no ano passado.

    Dados da autoridade monetária mostram que mais da metade das chaves cadastradas (526 milhões) são aleatórias.

    Na sequência, aparecem os números de celular (166 milhões), os CPFs (153 milhões) e os endereços de e-mail (144,5 milhões).

     

    g1
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    O endividamento das famílias brasileiras caiu pela primeira vez desde dezembro de 2025. A parcela de famílias com dívidas teve um recuo tímido, passando de 82% em agosto para 81,7% em setembro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    No mesmo período, a inadimplência recuou entre as famílias que ganham até 3 salários mínimos e aumentou entre aquelas com renda acima de 10 salários mínimos, a única das quatro faixas de renda analisadas em que o indicador subiu.

    O indicador vinha em trajetória de alta desde dezembro do ano passado, quando estava em 80,9%. A sequência de aumentos levou o endividamento ao pico de 82,2% em abril e maio.

    A expectativa da CNC é que o endividamento das famílias termine o ano relativamente estável, em torno de 81,5%.

    Qual a diferença entre endividamento e inadimplência? 

    • Endividamento: Ter dívidas não significa necessariamente estar com problemas financeiros. O indicador mede a parcela de famílias que possuem algum compromisso financeiro a vencer, como cartão de crédito, financiamento, empréstimo pessoal, cheque especial ou carnê de loja. Uma pessoa que parcela uma compra no cartão ou paga um financiamento em dia, por exemplo, entra na estatística de endividamento.
    • Inadimplência: Já a inadimplência indica quando a dívida não foi paga no prazo combinado. Ou seja, são consumidores com contas vencidas e em atraso. Uma família pode estar endividada e não ser inadimplente, caso esteja pagando as parcelas normalmente. Por outro lado, quem deixa uma dívida vencer passa a fazer parte do grupo de inadimplentes. 

    Inadimplência recua, mas dívidas ficam mais tempo em atraso 

    A parcela de famílias com dívidas em atraso caiu de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro. O resultado também foi melhor que o registrado um ano antes, quando 30,5% das famílias estavam inadimplentes.

    O percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas ficou estável em 12,5% no mês, abaixo dos 13% registrados em setembro de 2025. Já a parcela de famílias consideradas muito endividadas caiu de 17,9% para 17,3%.

    Apesar da melhora nesses indicadores, o tempo médio de atraso aumentou pelo segundo mês consecutivo. Em setembro, as dívidas estavam atrasadas, em média, por 65,3 dias, o maior período desde novembro de 2024, quando a média foi de 65,5 dias.

    Além disso, 48,9% das dívidas em atraso estavam vencidas havia mais de 90 dias.

    Para a economista Juliana Inhasz, professora do Insper, os dados mostram uma melhora ainda pequena no quadro de endividamento. Ela avalia que um dos fatores pode ser o comportamento da renda, em um mercado de trabalho que continua resiliente.

    Segundo ela, a redução também pode ter alguma relação com programas de renegociação de dívidas, como o Deserola Brasil 2, que permitem reorganizar pagamentos e alongar os prazos.

     

    A economista não vê a queda dos juros como a principal explicação para o movimento. 

    Mais famílias sem dívidas, mas orçamento segue pressionado 

    A pesquisa também mostra um aumento na parcela de famílias que não têm dívidas a vencer. O percentual passou de 17,4% em agosto para 18,1% em setembro.

    Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda continua elevado. Em média, as famílias destinam 29,6% da renda ao pagamento de dívidas. Para 19,4% delas, mais da metade da renda mensal está comprometida, maior percentual desde fevereiro, quando havia sido de 19,5%.

    Outro movimento observado pela pesquisa foi o aumento da participação das dívidas com vencimento superior a um ano. Elas representaram 33,8% do total em setembro.

    ➡️ Na avaliação de Juliana, prazos mais longos podem ajudar a reduzir o peso das parcelas no orçamento no curto prazo, mas também prolongam o período em que a família permanece comprometida com a dívida.

    A renegociação, portanto, pode aliviar a prestação mensal sem necessariamente significar que a dívida desapareceu.

    Inadimplência tem comportamento diferente conforme a renda, por que?

    A diferença entre as faixas de renda aparece principalmente na inadimplência.

    Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, o percentual de inadimplentes caiu de 38,8% para 38,5%. Na faixa de três a cinco salários mínimos, passou de 28% para 27,8%.

    Entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, a inadimplência teve uma pequena queda, de 20,3% para 20,2%.

    Já entre aquelas que ganham mais de dez salários mínimos, o indicador subiu de 14,9% para 15%. Foi a única das quatro faixas analisadas pela pesquisa em que houve aumento da inadimplência.

    Para Juliana, o movimento entre as famílias de maior renda não necessariamente significa deterioração financeira.

    Uma possibilidade é que parte desses consumidores esteja escolhendo parcelar compras enquanto mantém o dinheiro aplicado, especialmente em investimentos de renda fixa, que seguem oferecendo retornos elevados.

    “Pode fazer sentido manter o dinheiro investido e parcelar uma compra, em vez de sacar o dinheiro para pagar à vista.”

    Ela ressalta que, nesse caso, o aumento da inadimplência pode estar relacionado mais à administração dos recursos do que a uma perda efetiva de capacidade de pagamento.

    Crédito exige atenção, principalmente no orçamento apertado

    Entre as famílias de menor renda, Juliana destaca que a previsibilidade da renda pode ser tão importante quanto o valor recebido.

    Segundo ela, ter segurança de que o dinheiro entrará no fim do mês ajuda a organizar as despesas e definir quanto pode ser destinado ao pagamento de dívidas.

    “Para quem tem renda mais baixa, o primeiro critério não deveria ser apenas o tamanho da renda, mas a certeza dessa renda.”

    A economista também chama atenção para o uso do cartão de crédito. Para ela, o consumidor precisa considerar que o limite disponível não representa dinheiro adicional no orçamento.

    “As pessoas precisam entender que o cartão de crédito não é uma extensão da renda.”

    O mesmo cuidado vale para o parcelamento. Na avaliação de Juliana, ele faz mais sentido para bens que continuarão sendo usados durante o período de pagamento, como uma geladeira, do que para despesas consumidas rapidamente.

    Parcelar compras do supermercado, por exemplo, pode criar compromissos para os meses seguintes sem que o consumidor ainda tenha o produto ou serviço correspondente àquela despesa.

    “Quando você parcela um consumo imediato e cria passivos para os meses seguintes, fica mais difícil administrar o orçamento.”

    Esse tipo de comportamento pode fazer com que uma dívida passe a pressionar o orçamento por vários meses e, em situações mais apertadas, leve o consumidor a recorrer novamente ao crédito para pagar compromissos anteriores.

     
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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou um novo ataque ao Irã no próximo mês, antes das eleições de meio de mandato no país.

    Em um post na rede Truth Social, nesta quinta-feira (8), Trump falou que Washington e Teerã estão tendo "discussões produtivas", e que "o petróleo está fluindo em quantidades recordes no Estreito de Ormuz".

    Segundo ele, só na noite desta quarta-feira (7), 22 bilhões de barris passaram pela rota; nenhum vindo do território iraniano.

    "Estamos mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã. Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro. O Irã não terá armas nucleares", afirmou. 

    Depois do post do presidente, o Tesouro Nacional dos EUA anunciou novas sanções relacionadas ao Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.

    Um funcionário do departamento informou à agência de notícias Reuters que o país interrompeu o carregamento e o descarregamento de navios petroleiros devido ao bloqueio e às sanções dos EUA, e a estimativa é de que o Irã ainda possui 20 milhões de barris de petróleo bruto em navios fora do bloqueio americano. 

    Trump causou polêmica ao falar sobre possível ataque do Irã aos EUA 

    Na segunda-feira (5), Trump envolveu-se em mais uma polêmica ao sugerir as cidades de Los Angeles e San Diego como possíveis alvos de ataques do Irã. Diversas autoridades da oposição democrata, incluindo o governo local, criticaram Trump. 

    “Este é um pequeno preço a pagar pela segurança do mundo, pela segurança do nosso país", afirmou Trump sobre a guerra contra o Irã. "Eles poderiam destruir uma cidade [dos EUA]. Deixem que destruam Los Angeles. Deixem que destruam San Diego. É um preço muito pequeno a pagar e, muito em breve, tudo isso [a guerra] terá acabado. Basicamente, já está quase acabando”, completou. 

    Los Angeles e San Diego ficam na Califórnia, no oeste dos EUA, e são governadas por democratas. Juntas, elas têm cerca de 5,2 milhões de habitantes.

    A fala ocorreu em um comício no Nebraska, onde Trump tenta garantir o sucesso eleitoral dos candidatos republicanos no estado nos midterms, as eleições de meio de mandato, que ocorrerão no início de novembro.

    Diversas autoridades norte-americanas criticaram Trump pelas declarações. O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, afirmou que o presidente norte-americano é "perturbado e perigoso".

    "Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para ocupar a Califórnia, Donald Trump agora está dizendo que nossos inimigos estrangeiros deveriam 'acabar com' Los Angeles e San Diego. Ele é perturbado e perigoso", afirmou.

    A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também reagiu: “Deixe Los Angeles fora da sua boca maldita”, escreveu nas redes sociais nesta terça (6).

    Na terça-feira (6), a Casa Branca rejeitou as críticas e defendeu a fala de Trump. "Ele estava dizendo que os EUA estão lutando para IMPEDIR que o Irã tenha a capacidade de destruir Los Angeles e San Diego com uma arma nuclear — o que eles fariam se tivessem a oportunidade".

     
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