Mai 23, 2026
Arimatea

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano, e disse que não aceitará o uso desse tipo de ferramenta em sua campanha política.

A declaração foi feita durante a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).

Lula comentava a regra já aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringe o uso de ferramentas de IA nas 72 horas antes da votação. 

"Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu to lá, mas não to. Confesso a vocês: um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política, porque, se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos dele, para saber quem está mentindo. E vocês estão vendo na televisão: a verdade tarda, mas não falha. Minha mãe dizia. A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para que eu não fosse candidato em 2018", afirmou o presidente . 

➡️A Corte Eleitoral proibiu a publicação e republicação — de forma gratuita ou por impulsionamento pago — de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA no período de 72 horas (3 dias) que antecedem o pleito, e 24 horas após as eleições (entenda mais abaixo).

O petista afirmou que ficou sabendo da determinação durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, na última terça-feira (12).

Na fala, Lula defendeu que o uso de IA pode ser tratado como "uma mentira". 

"Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?", questionou. 
 

Parte do público reunido respondeu que "não". Ele prosseguiu: "Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa, verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira".

Lula defendeu, ainda, que uso de inteligência artificial durante as eleições pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais.

Então, ele citou o uso de inteligência artificial para retratar imagens de pessoas que não estão, de fato, no local. Foi o momento em que o petista falou sobre imagem para fazer comício em lugares ao mesmo tempo.

"Eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política", declarou.

Proibição de IA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em março deste ano, uma resolução que estabelece as regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026.

Entre as medidas, o texto proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos com inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o dia da votação.

Em caso de descumprimento, a norma prevê a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, seja por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.

A resolução, aprovada por unanimidade pelos ministros do TSE, também determina que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais.

 
g1
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido do presidente chinês, Xi Jinping, a garantia de que a China não fornecerá “equipamentos militares” ao Irã.

A declaração foi feita em entrevista à Fox News, que divulgou trechos da conversa nesta quinta-feira (14). Trump e Xi Jinping se reuniram na quarta-feira (13), durante visita do presidente dos EUA a Pequim. 

"Ele [Xi] disse que ele não dará equipamentos militares [ao Irã]. Essa é uma grande declaração", disse o presidente norte-americano. "Ele disse isso de forma muito firme". 

Na entrevista, Trump também afirmou que o líder chinês defendeu a reabertura do Estreito de Ormuz e "brincou" sobre o vai e vem de abertura e bloqueio da via marítimo pelos EUA e pelo Irã.

O presidente dos EUA também afirmou que Xi não gostou do fato de que o Irã estaria cobrando taxas para embarcações passarem por Ormuz.

Segundo Trump, Xi também disse que a China pretende continuar comprando petróleo iraniano.

“Ele também disse que eles compram muito petróleo de lá e que gostariam de seguir fazendo isso”, declarou.

➡️ Desde o início da guerra dos Estados Unidos contra o Irã no Oriente Médio, a China, que é um tradicional aliado estratégico do Irã, não tem se posicionado.

 

Após "milagrosamente" sobreviver a uma queda de avião perto da Flórida, nos Estados Unidos, um grupo de 11 passageiros e tripulantes de um bimotor passou ainda cinco horas em alto-mar, sobre boias, segundo a Guarda Costeira dos EUA.

Eles todos foram resgatados com vida, e as imagens do resgate foram registradas em vídeo.

➡️O caso ocorreu na tarde de terça-feira (12). Segundo autoridades locais, o avião em que estava o grupo vinha das Bahamas e caiu a cerca de 130 quilômetros da costa da Flórida. A suspeita é que houve uma pane do motor.

 

A aeronave caiu então em alto-mar, e todos a bordo sobreviveram à queda. 

"O fato de todas essas pessoas terem sobrevivido é um verdadeiro milagre", disse a major da Força Aérea Elizabeth Piowaty, comandante de uma das aeronaves envolvidas no resgate. 

Durante a queda, o avião enviou um sinal de um localizador de emergência, recebido por autoridades locais. Por coincidência, um avião militar projetado para busca e resgate em combate estava no ar em uma missão de treinamento na região e se uniu à operação.

A major Elizabeth Piowaty, que estava no avião militar, disse que sua equipe avistou as boias com os sobreviventes. Como a aeronave não tinha no momento equipamentos para içar o grupo, militares lançaram um pacote de comida, água e flutuadores adicionais para sustentar os sobreviventes até que os socorristas pudessem alcançá-los na água.

Para complicar, uma tempestade se aproximava da costa da Flórida, segundo a Guarda Costeira. Mas socorristas da Guarda Costeira conseguiram chegar à tempo e resgataram os 11 adultos em um ponto próximo da cidade de Melbourne, na Flórida.

"Eles já estavam no bote há quase cinco horas. Dava para perceber só de olhar para eles que estavam angustiados", disse Rory Whipple, um oficial de resgate de combate da Força Aérea. "Eles não tinham comunicações, então não sabiam que estávamos chegando até que estivéssemos bem em cima deles", acrescentou.
g1
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O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no "Diário Oficial da União", os Correios a comercializarem "serviços postais financeiro", tais como seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, inclusive títulos de capitalização.

Essa é uma estratégia, já anunciada pela equipe econômica anteriormente, para tentar gerar receita adicional para os Correios, que passam por forte crise financeira com o registro de déficits operacionais bilionários seguidos.

A ideia é que a estatal faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

De acordo com portaria do Ministério das Comunicações, os Correios tem autorização para começar a ofertar: 

  • venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagem
  • bônus promocionais, cupons, vale-benefícios
  • certificados, consórcios, aplicações, créditos ou outros instrumentos financeiros.
  • títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras. 

A portaria também autoriza os Correios a atuar no mercado de telefonia celular por meio de parceria comercial, como operadora virtual, seguindo as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Outro foco de atuação dos Correios liberado pela portaria são serviços de logística, abrangendo, por exemplo, gestão de compras, recebimento de mercadorias, armazenagem, movimentação e separação de cargas, entre outros. 

"A implantação dos serviços de que trata esta Portaria será precedida de estudo que demonstre sua viabilidade econômico-financeira, observado o atendimento a critérios e parâmetros de mercado que proporcionem retorno dos investimentos e margem de remuneração compatíveis com a sustentabilidade da ECT", diz o governo. 

Crise financeira 

Em grave crise financeira, os Correios divulgaram o resultado de 2025 com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões em 2025fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.

O valor acumulado no ano passado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.

Mais de 10,5 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 poderão sacar R$ 8,4 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a partir de 26 de maio, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (14).

A autorização para saque está em uma medida provisória publicada em dezembro do ano passado. 

"Permanecerão bloqueados apenas os valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras, conforme as condições previstas em cada contrato", informou o governo. 

O Ministério do Trabalho informou que, antes do dia 25 de maioos valores que serão creditados aos trabalhadores deixarão de aparecer no saldo disponível das contas do FGTS, em razão do processamento da operação. 

Abatimento de dívidas 

O governo também informou que os trabalhadores poderão consultar, a partir do dia 25 de maio, o saldo do FGTS disponível para utilização no programa de renegociação de dívidas Novo Desenrola.

"A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortização ou quitação de dívidas em atraso. A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa", informou o governo.

Após a consulta do saldo, segundo o Ministério do Trabalho, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

Após a validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.

Neste momento, o governo informou que Caixa Federal está finalizando a integração dos sistemas e iniciando os testes operacionais.

Na terça-feira (13/05), foi disponibilizado às instituições financeiras o swagger, documento que reúne as regras e especificações técnicas que serão utilizadas no processo.

 
g1
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, o país está debatendo o tema para garantir mais qualidade de vida para milhões de famílias.

“O Brasil real não está na Avenida Paulista. O Brasil real é aquele em que a mulher, chefe de família, acorda antes do sol nascer, volta tarde da noite e ainda encara mais um turno nos afazeres do lar”, disse o presidente, por meio de suas redes sociais.

“São mães e pais que vão ter a chance de ficar mais com seus filhos, ir ao médico, descansar de verdade. É hora de construir pontes para o futuro, não fazer uma viagem ao passado”, prosseguiu.

 

Agência Câmara
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (14), projeto de lei que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos. A proposta segue agora para análise do Senado.

A aposentadoria compulsória aos 75 anos já está prevista na Constituição e é regulamentada pela Lei Complementar 152/15 para servidores públicos. O projeto aprovado pela Câmara detalha a aplicação da regra aos empregados públicos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho .

O texto aprovado prevê aposentadoria compulsória aos 75 anos, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição para a Previdência Social.

A aposentadoria compulsória também não impedirá, conforme a proposta, a contratação para projetos de pesquisa, de desenvolvimento científico ou tecnológico ou de inovação, desde que configurada a hipótese de contratação direta por notória especialização.

O texto aprovado é a versão (substitutivo) da relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), para o Projeto de Lei 2391/26, do deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR). A relatora ajustou a redação, preservando os objetivos da iniciativa original.

“A proposta apenas autoriza, em caráter excepcional, a permanência em atividade de determinados empregados públicos após os 75 anos de idade”, afirmou Bia Kicis no parecer aprovado.

“O conhecimento acumulado ao longo de décadas de experiência, especialmente em setores de elevado grau de complexidade técnica e científica, não pode ser simplesmente descartado por uma imposição etária generalizada”, disse ela.

Embrapa
O autor da proposta, Luiz Carlos Hauly, explicou que o projeto atende a uma demanda dos pesquisadores da Embrapa, que é centro gerador de tecnologias e inovação para a agropecuária brasileira.

“A política nacional de atração e de permanência de cientistas é muito rude, o que esse projeto, pelo menos, atenua”, comentou.

Ao declarar o apoio à proposta, a deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que a medida alcança também "empresas como Petrobras e Serpro e profissionais que, de repente, têm que sair delas a partir de uma determinada idade".

Direitos
Conforme o projeto de lei aprovado, a extinção do vínculo de trabalho não retirará o direito a verbas incorporadas, inclusive saldo de salário, férias, salário-família, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e itens previstos em convenções ou acordos coletivos.

 

Agência Câmara
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Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (13), o senador Efraim Filho (PL-PB) afirmou que a demora no acesso a consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) está associada a distorções no modelo de financiamento e à fragmentação da rede de atendimento. Segundo ele, a estrutura atual não garante eficiência nem priorização adequada dos pacientes.

— O grande debate é como resolver essas filas. O problema não são números, são vidas. De nada adianta, pura e simplesmente, estimular o aumento do número de cirurgias e procedimentos sem compromisso com a qualidade ou a priorização para quem realmente precisa. É grande o risco do desperdício. Trata-se de uma questão estrutural. Precisamos de uma mudança no modelo — disse.

O senador mencionou artigo do médico e ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga como referência para o debate sobre gestão e eficiência no SUS. O parlamentar também destacou a proposta apresentada no texto, que prevê a criação de uma unidade de referência para reorganizar os repasses e permitir a transição para um modelo baseado em resultados e na qualidade do atendimento.

— Pagamos por procedimento, não pagamos por resolver o problema do paciente. E o mundo avançou nesse sentido: Reino Unido, Suécia, Holanda e Canadá, sistemas universais, já adotam modelos baseados no valor, e não no preço. Pagam por resultado, medem qualidade, colocam o paciente no centro das decisões. E o Brasil precisa fazer essa transição — afirmou.

 

Agência Senado
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O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (13), projeto que tipifica como crime o exercício ilegal da medicina veterinária. Atualmente, essa conduta é considerada apenas contravenção penal, não crime. O texto atualiza a legislação e dá tratamento equivalente ao já previsto para outras profissões da área da saúde, ou seja, penas de detenção de seis meses a 2 anos.  

O PL 4.560/2025 resulta de projeto apresentado em 2014 pelo então deputado Guilherme Campos (PL 7.323/2014). O texto aprovado inclui a medicina veterinária no crime de exercício ilegal de profissão, equiparando-a às atividades de médico, dentista e farmacêutico, já citadas na legislação. O projeto, que segue para sanção presidencial, teve voto favorável do relator no Senado, senador Sergio Moro (PL-PR).

Durante a votação no Plenário, os senadores Efraim Filho (PL-PB) e Damares Alves (Republicanos-DF) elogiaram o texto. Efraim disse que a medicina veterinária está presente em vários setores produtivos em todo o país, e que pessoas não habilitadas acabam impactando a vida da categoria.

Penas somadas

Atualmente, o art. 282 do Código Penal estabelece que o exercício ilegal das profissões de médico, dentista ou farmacêutico, gera pena de detenção, de seis meses a 2 anos. Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa. De acordo com o novo texto, que vai à sanção, comete o mesmo crime quem exercer, mesmo gratuitamente, a profissão de médico veterinário sem autorização legal ou além dos limites permitidos. 

Em seu relatório, Moro apresentou uma emenda de redação para acrescentar a palavra “também” nos trechos que tratam de resultados mais graves, como a morte de animais. Segundo ele, o ajuste deixa claro que a punição por lesão grave, morte de pessoa ou lesão ou morte de animal não substitui a pena do crime básico de exercício ilegal da profissão, mas se soma a ela.

O relator argumenta que a mudança busca dar mais segurança jurídica à aplicação da lei e reforçar a proteção da saúde pública, do bem-estar animal e da segurança sanitária. Ele destaca que a atuação irregular de pessoas não habilitadas nessa área pode trazer riscos no cuidado com animais, na inspeção de alimentos e no controle de doenças transmitidas entre animais e seres humanos. 

— O exercício ilegal da medicina veterinária pode gerar riscos significativos à saúde pública, especialmente no controle de zoonoses, na inspeção sanitária e no manejo de animais. Além disso, a ausência de previsão expressa no tipo penal pode dificultar a responsabilização de condutas lesivas, razão pela qual a proposição contribui para o fortalecimento da proteção jurídica tanto da coletividade quanto dos animais — disse Moro quando a proposta foi votada na CCJ do Senado.

 

Agência Senado
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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) projeto que estabelece regras de transparência e prestação de contas para membros dos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, em âmbito nacional, estadual, distrital e municipal. A matéria segue para sanção presidencial.

O PL 385/2024, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), inclui no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) os deveres fundamentais dos membros dos conselhos, entre eles promover a defesa dos direitos de crianças e adolescentes e prestar contas das atividades exercidas. O projeto também prevê que os membros dos conselhos que descumprirem as normas poderão perder a função, após processo administrativo ou decisão judicial, assegurados a ampla defesa e o contraditório.

No ano passado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou emenda substitutiva do senador Flávio Arns (PSB-PR) ao projeto. Em março deste ano, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) acolheu parecer favorável da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pela manutenção das alterações feitas pela CDH e aprovou requerimento de urgência para votação no plenário.

Para reforçar a transparência das ações e padronizar regras de atuação dos colegiados, a proposta determina que cada ente da Federação deverá elaborar legislação própria sobre a perda da função de membro do conselho. A atuação nos colegiados será considerada de relevante interesse público e não será remunerada. O projeto também prevê a divulgação de relatório semestral com informações sobre projetos aprovados, recursos recebidos e avaliação dos resultados alcançados.

Órgãos colegiados

Os Conselhos da Criança e do Adolescente são órgãos colegiados com o mesmo número de representantes do governo e da sociedade civil, que formulam, deliberam e controlam políticas públicas, atuam na proteção, fiscalização e garantia de direitos definidos pelo ECA, gerem fundos e monitoram ações.

A estrutura existe nos níveis nacional (Conanda), estaduais e distritais (CEDCA) e municipais (CMDCA). Os conselhos trabalham em colaboração com o conselho tutelar, mas com funções distintas. Enquanto o CMDCA cria a política geral, o conselho tutelar age na ponta em situações de risco.

 

Agência Senado
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