O Ministério Público Federal (MPF) fez uma nova denúncia contra a Braiscompany, empresa investigada por crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais. Foram denunciados o casal-proprietário, um doleiro e mais quatro investigados no esquema por lavagem de dinheiro.
De acordo com o documento, as investigações identificaram que, na fase de "desmoronamento" da empresa, o casal-proprietário Antônio Neto e Fabrícia Farias realizou operações financeiras de grande porte típicas de lavagem de dinheiro, inclusive para se desfazer de imóveis e bens do casal.
Ainda segundo o MPF, os proprietários da empresa utilizaram um doleiro para fazer a lavagem do dinheiro. O órgão ministerial aponta que Joel Ferreira de Souza foi o doleiro do esquema e atuava realizando transações criptográficas, seja recebendo em espécie e disponibilizando em criptoativos e vice-versa.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Antônio Neto e Fabrícia Farias e não conseguiu localizar os advogados de Joel Ferreira de Souza.
A denúncia também aponta que Antônio Neto e Joel Ferreira mantinham relações profissionais desde 2018, antes mesmo da empresa Braiscompany existir. O relacionamente entre eles continuou até a fase final da empresa, em fevereiro de 2023.
De acordo com a denúncia, Joel foi responsável por montar um esquema que utilizava diversas empresas para movimentar os valores e contas. O doleiro realizava as operações para diversos clientes em todo o país e no exterior, dentre eles a empresa Braiscompany.
"Como se demonstrará, Joel Ferreira de Souza constituiu, organizou, geriu e administrou uma sofisticada e complexa estrutura profissional para a prática de atos de lavagem de capitais, incluindo diversas tipologias já apresentadas em tópico anterior, dentre elas, a constituição de empresas em nome de interpostas pessoas, a pulverização de valores (“smurfing”), a utilização de recursos em espécie e criptoativos, o uso de contas offshore etc… Para tanto, contava com o auxílio material do seu filho Victor Augusto Veronez", afirma o documento.
O MPF conseguiu vasculhar pelo menos R$ 2,6 bilhões que teriam passado pelas empresas. De acordo com o órgão, uma das transações feitas do doleiro com a Braiscompany movimentou R$ 5 milhões provenientes da venda de uma aeronave do casal.
Foram denunciados os donos da Braiscompany, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias; além de Victor Augusto Veronez, filho de Joel; Mizael Moreira Silva, Clélio Cabral do Ó e Gesana Rayane Silva. Os últimos três também foram denunciados em outras ações penais.
Antônio Neto Ais está preso preventivamente na Argentina e Fabrícia Farias continua no mesmo país, mas em liberdade provisória. Na primeira ação, os dois foram condenados a 149 anos, juntamente com outros réus. O casal recorreu da decisão.
O que diz a defesa dos acusados
A defesa de Gesana Silva informou que "a denúncia traz surpresa e indignação, visto que os fatos nela contidos já foram objeto da primeira denúncia no processo em questão, e não houve menção aos crimes agora imputados à ré naquela ocasião". A defesa também afirma que o meio de prova utilizado é ilegal, alegando que não houve a devida proteção dos dados na cadeia de custódia.
A defesa de Mizael afirmou que estão convictos que a inocência do cliente será provada e defendem que ele é "mais uma vítima do casal golpista", se referindo a Antônio Neto e Fabrícia Farias. Além disso, afirmam que a prova disso é que Mizael teria investido tudo o que tinha na empresa e ainda convenceu os pais a fazerem o mesmo.
g1 PB
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Três tipos de arroz deixarão de pagar Imposto de Importação para entrar no país. Em reunião extraordinária, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou nesta segunda-feira (20) as tarifas para dois tipos não parbolizados e um tipo polido/brunido do grão.
A medida tem como objetivo garantir o abastecimento de arroz após as enchentes no Rio Grande do Sul. O estado responde por 70% da oferta nacional do produto.
Para zerar as tarifas, os três tipos de arroz foram incluídos na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) do Mercosul. A medida, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), foi pedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A resolução do Gecex/Camex será publicada no Diário Oficial da União até a próxima quinta-feira (23). A medida vale até 31 de dezembro. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic vai monitorar a situação para reavaliar o período de vigência, caso necessário.
Atualmente, a maior parte das importações de arroz no Brasil vem do próprio Mercosul, sem pagar tarifa de importação. O Mdic informa que a redução a zero da alíquota abre espaço para a compra de arroz de outros grandes produtores, como a Tailândia. Até abril deste ano, o país asiático respondia por 18,2% das importações brasileiras de arroz.
Agência Brasil
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) precisa criar linhas de crédito especiais para perdas e danos provocados pelas mudanças climáticas, afirmou o diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos, Nelson Barbosa. Durante evento global sobre financiamento climático, que reuniu representantes de bancos de desenvolvimento e representantes de governos do G20, ele defendeu linha de crédito para reconstrução do Rio Grande do Sul.
“Nesse momento, a gente enfrenta um novo desafio devido aos eventos climáticos do Rio Grande do Sul, que irão requerer uma linha de crédito especial para reconstrução. Já temos linhas para mitigação e para adaptação, agora temos que pensar também em linhas para cuidar de perdas e danos”, destacou o diretor do banco.
Barbosa afirmou que, com a nova realidade, os bancos de desenvolvimento também terão que enfrentar com outras realidades dos eventos climáticos extremos como lidar com os efeitos dos refugiados climáticos.
“O volume dos recursos envolvidos e o prazo necessário tornam inevitáveis uma participação mais direta do governo”, disse Barbosa. “O BNDES vai cumprir seu papel, de auxiliar o Ministério da Fazenda e as demais autoridades regionais nessa reconstrução.
Barbosa lembrou que o BNDES já administra o Fundo Clima, mantido com recursos da União, para financiar a transição climática no país, com juros subsidiados. Hoje o fundo conta com US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).
De acordo com a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, o montante necessário para lidar com as mudanças climáticas já vem sendo discutido há anos.
“Sabemos que teremos que ir de bilhões para trilhões. O diagnóstico é muito claro, temos que avançar nas melhores formas de lidar com o compartilhamento de riscos e na conexão de diferentes instituições, locais ou globais, nacionais ou subnacionais, e reunir recursos públicos e privados para atingir a escala que necessitamos”.
Rosito também destacou o papel que os bancos multilaterais de desenvolvimento terão nesse cenário.
Agência Brasil
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Preços de produtos como batata, banana, laranja e melancia estão em queda nas centrais de abastecimento do país (Ceasas), segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Tendo por base preços cobrados no atacado, o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) mostra que o preço da batata caiu pelo segundo mês consecutivo, na comparação com os meses de março e abril, mesmo com a menor oferta do produto no mercado.
De acordo com a Conab, isso ocorreu em resposta à queda de demanda pela batata. A maior redução registrada foi observada na Conab de Santa Catarina, onde houve uma queda de 25,1% em relação a março.
A expectativa da Companhia é de que esse comportamento pode não se repetir em maio. “No início deste mês, a média dos preços nas Ceasas está acima da praticada em abril”, informou a Conab ao ressaltar que pode estar iniciando um “período de entressafra do tubérculo, uma vez que há uma tendência de o pico da safra das águas ter passado, e iniciado, por outro lado, a safra da seca/inverno, que ainda não se apresenta suficiente forte para pressionar a cotações para baixo”.
Banana, laranja e melancia
O cenário é de preço menor também para a banana, em função do aumento da oferta da fruta no país, em especial com relação à variedade nanica do Vale do Ribeira, em São Paulo, do norte mineiro e do norte catarinense. “Esse incremento na quantidade do produto também pressionou os preços da banana-prata”, segundo a Conab ao descrever como “mais favorável que a batata” as projeções futuras para a banana.
“Há perspectiva da chegada de boa safra em meados de junho, as cotações devem diminuir ainda mais, tanto para a variedade prata quanto nanica”, detalhou a companhia.
A redução de preços da laranja e da melancia está relacionada à questão climática, uma vez que se costuma observar que a demanda pelas duas frutas costuma cair nos dias de frio, o que acaba por pressionar para baixo as contações.
“Já as demais frutas e hortaliças analisadas no Boletim Prohort ficaram mais caras no último mês. No caso da alface, as chuvas registradas nas regiões produtoras até o meio do mês passado impactaram na oferta da folhosa e elevaram os preços. Para a cenoura, a alta interrompe dois meses de queda nas cotações praticadas. Com o menor envio da raiz a partir de Minas Gerais, principal abastecedor, ocorre a natural pressão de demanda sobre produções de outros estados”, informou a companhia.
Cebola e tomate
A cebola tem apresentado alta de preços desde outubro do ano passado, fora o mês de janeiro, quando foi verificada queda de preços. Com o término da safra em Santa Catarina, a partir de maio o abastecimento passou a ter como origem os estados de Goiás, Minas Gerais e da Bahia. A Conab explica que essa descentralização de oferta costuma resultar em queda de preço, uma vez que os gastos com transporte acabam ficando mais baixos.
O aumento na quantidade de tomate enviada aos atacados do país no mês de abril, na comparação com o mês anterior, não foi suficiente para reduzir preços. Isso também se explica, a exemplo da cebola, por a produção se encontrar na entressafra. Além disso, a safra de verão ainda não foi compensada, neste início da safra de inverno.
Frutas
Brasília-DF, 10.11.2023, A Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a CEASA-DF, tem movimento intenso de pessoas que buscam as melhores frutas, legumes e verduras. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
No caso das frutas, o boletim registrou alta nos preços da maçã e do mamão. “A colheita da gala e seu armazenamento nas câmaras frias foram finalizados, com um menor volume colhido e, por isso, menores estoques acumulados”, informa a Conab.
“Já a maçã fuji teve colheita lenta por causa das chuvas na Região Sul que castigaram os pomares em março e abril, principalmente no estado gaúcho”. No caso do mamão, houve queda de oferta nas áreas produtoras da Região Sudeste
Comercialização
A Conab apresentou também um balanço com os dados de comercialização de frutas e hortaliças em 2023, nas 57 Ceasas do país.
No ano, o setor movimentou 17,4 milhões de toneladas de produtos hortigranjeiros, o que resultou em um total de R$ 66,7 bilhões comercializados. “O resultado representa um aumento de 4,73% no quantitativo comercializado e de 9,6% no valor transacionado, em comparação a mesma base de dados de 2022”, informou a Conab.
As Ceasas do Sul foram as únicas que apresentaram redução no volume comercializado (-4,94%) e no valor transacionado (-1%) na comparação com 2022. De acordo com a companhia, a queda se deve aos efeitos do El Niño na região e ao excesso de chuvas. As demais regiões apresentaram aumento tanto na quantidade comercializada como no valor transacionado.
Agência Brasil
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O mercado financeiro elevou pela terceira vez seguida a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (20), em Brasília, pelo Banco Central (BC), a Selic deve fechar 2024 em 10%. Atualmente, ela está em 10,5%. A projeção da semana passada era de que a Selic terminasse o ano em 9,75%. Há quatro semanas a previsão do mercado era que o índice ficasse em 9,5%.
O boletim Focus traz as previsões de economistas e analistas de mercado financeiro consultados pelo BC. Para 2025, analistas também projetaram que a Selic feche em 9% - a mesma estimativa para 2026 e 2027.
O boletim registra, ainda, uma elevação na previsão de inflação para este ano de 3,8%. Na semana passada, a estimativa era de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminasse 2024 em 3,76%. Há quatro semanas a expectativa era de que o IPCA ficasse em 3,73%.
A estimativa para 2024 está dentro do intervalo de meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Para 2025, a previsão é de que a inflação fique em 3,74% e, em 2026, feche em 3,5%, a mesma para 2027.
Expansão da economia
Os analistas também projetaram queda no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao anunciado na semana passada, quando a estimativa era de que expansão ficasse em 2,09%.
Nova projeção é de que o crescimento da economia seja de 2,05%. A projeção para 2025 é de que a expansão fique em 2%, a mesma para 2026 e 2027.
Em relação ao câmbio, o Boletim Focus também registra aumento no valor do dólar. Em 2024, a moeda norte-americana deve fechar o ano em R$ 5,04. Há quatro semanas, a previsão era de que ficasse em R$ 5.
Para 2025, a estimativa também é de aumento para o dólar, fechando em R$ 5,05. Para 2026, a previsão é de que fique em R$ 5,10, a mesma para 2027.
Agência Brasil
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O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, disse nesta segunda-feira (20) que de 2013 a 2023 os desastres naturais causaram prejuízos de R$ 639 bilhões às cidades brasileiras. “Isso antes desse episódio do Rio Grande do Sul, que está aumentando a cada dia em função do que está agregado aí”, alertou.
De acordo com Ziulkoski, 5.233 municípios foram afetados por desastres decorrentes das mudanças climáticas. “Todos os municípios do Brasil, praticamente, tiveram eventos da natureza que ocasionou distúrbios em suas comunidades”, contabilizou. “Quatrocentos e dezoito milhões de pessoas foram afetadas por desastres, sendo 2.667 mortes até agora nesses dez anos”, completou.
Ainda segundo Ziulkoski, por causa dos desastres naturais, mais de 5 milhões de pessoas tiveram suas casas destruídas ou precisaram abandoná-las. “O equivalente a 3,3 vezes a população do município de Porto Alegre, por exemplo. Noventa e quatro em cada 100 cidades tiveram registros de desastres”, afirmou. “E não é nas grandes cidades. É nas pequenas e médias cidades, onde mais ocorrem [os desastres naturais], acrescentou.
Prejuízo causado pelas inundações no RS
Uma estimativa divulgada em 12 de maio pela CNM aponta que os efeitos das inundações sem precedentes no Rio Grande do Sul já causaram prejuízos superiores a R$ 8,4 bilhões em 446 municípios gaúchos desde o dia 29 de abril. “Desse total, R$ 4,5 bilhões se referem ao setor habitacional, com 101 mil moradias destruídas ou danificadas”, informou a confederação.
A CNM enfatizou que o levantamento dos estragos causados pelas chuvas e inundações no Rio Grande do Sul é preliminar, uma vez que os gestores municipais enfrentam dificuldades para inserir informações nos sistemas.
R7
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O Senado realiza sessão deliberativa nesta terça-feira (21) para analisar, entre outros itens, o projeto (PL 6.233/2023) que uniformiza a aplicação de juros e correção monetária nos contratos de dívida sem taxa convencionada, em ações por perdas e danos e em débitos trabalhistas. Há também uma expectativa dos líderes partidários de votação da urgência para análise do projeto que consolida a negociação entre o governo federal e os parlamentares sobre a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e para os municípios (PL 1.847/2024). A sessão começa às 14h.
O PL 6.233/2023, de autoria do Executivo, já foi aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em forma do substitutivo (texto alternativo) apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). A matéria tramita em regime de urgência, junto com o PL 1.086/2022, do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado. O substitutivo unificou dispositivos das duas propostas.
A proposta altera o Código Civil (Lei 10.406, de 2002) para estabelecer que, quando um contrato não previr o índice de atualização monetária nem houver lei especificando, será usada a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro índice que vier a substituí-lo. O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação da inflação em dado período de tempo.
Taxa legal de juros
O substitutivo especifica, no Código Civil, que a taxa legal de juros, aplicada em diversas situações, corresponderá à diferença entre a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e o IPCA — ou seja, Selic menos IPCA. De acordo com o relator, será usada a taxa real da Selic, isto é, a Selic descontada da atualização monetária dada pelo IPCA.
A forma de aplicação da taxa será definida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM). O Banco Central deverá disponibilizar em seu site uma calculadora da taxa de juros legal.
Essa taxa será aplicada em contratos de empréstimo (mútuo) quando não houver outra taxa especificada; nas dívidas condominiais; nos juros por atraso no cumprimento de obrigação negocial, quando não houver taxa convencionada entre as partes; na responsabilidade civil decorrente de ato ilícito e nas perdas e danos de modo amplo.
Atualmente, a lei estabelece que será usada como taxa legal de juros a mesma que estiver em vigor para a mora (atraso) do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. Pacheco observa, na justificativa de seu projeto, que os tribunais divergem quanto à interpretação desse ponto, aplicando ora a taxa Selic, ora a taxa de 1% ao mês, o que gera grave insegurança jurídica.
Desoneração
De acordo com os líderes partidários, há possibilidade que entre na pauta desta terça-feira (21) requerimento para votação em regime de urgência do projeto (PL 1.847/2024) que concretiza o acordo entre Congresso e o Executivo sobre a desoneração da folha de pagamentos, tanto para empresas quanto para os municípios. A intenção da matéria, apresentada pelo senador Efraim Filho (União-PB), é manter a desoneração no ano de 2024 e discutir a reoneração gradual a partir de 2025.
O projeto é relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Casa. Na última sexta-feira (17) o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por 60 dias a decisão assinada por ele mesmo que derrubava a desoneração da folha de pagamentos para diversos setores da economia e para os municípios.
Com a suspensão, os congressistas ganharam tempo para a construção de um relatório que formalize o consenso sobre as regras de reoneração gradual.
A lei da desoneração autoriza que 17 setores da economia substituam a alíquota previdenciária de 20% sobre os salários por uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.
Já no texto do projeto, as empresas permanecem com a desoneração em 2024, e voltam a pagar a contribuição previdenciária a partir de 2025, com uma alíquota prevista de 5% sobre a folha de pagamento. A partir daí o percentual aumentará gradualmente até alcançar 20% em 2028.
Em relação aos municípios, até o fim deste ano, as prefeituras seguirão pagando alíquota de 8%, em vez de 20%. E a retomada gradual será a partir de 2025. As alíquotas ainda não foram divulgadas.
Outros projetos
A pauta desta terça-feira ainda tem outros dois projetos. Um deles é o projeto (PL 826/2019) da Câmara dos Deputados que prevê a vacinação de crianças nas escolas públicas. Segundo o texto, as escolas e unidades de saúde deverão divulgar as datas com antecedência e orientar os estudantes a levarem seus cartões de vacinação. Embora não seja obrigatório, as instituições particulares que desejarem poderão aderir ao programa. O parecer favorável foi apresentado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Outra matéria, também da Câmara, cria cargos efetivos e comissionados no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região (Alagoas).
Relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o PLC 194/2015 cria 12 cargos efetivos de analista judiciário — área de apoio especializado, especialidade tecnologia da informação (TI); e um cargo em comissão CJ-3, além de outro cargo em comissão CJ-2 no quadro de pessoal da secretaria do TRT da 19ª Região.
Agência Senado
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O governador João Azevêdo recebeu, nesta segunda-feira (20), em João Pessoa, a visita de cortesia do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Capelli, ocasião em que apresentou as potencialidades do estado e discutiu possibilidade de parcerias com a instituição.
Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou o equilíbrio fiscal da Paraíba que tem atraído grandes empreendimentos. “Nós somos rating A pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), rating AAA+ pela S&P Global Ratings e, em função da eficiência das contas, temos realizado grandes investimentos, a exemplo de R$ 3 bilhões em infraestrutura rodoviária e R$ 2 bilhões em obras de segurança hídrica, ações na Saúde com o Opera Paraíba, Coração Paraibano e Paraíba contra o Câncer, além das empresas e centros de distribuição que têm se instalado no estado em função da segurança jurídica que asseguramos aos empreendedores”, frisou.
O gestor também destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, que saltou da 18ª para 10ª posição no Brasil. Ele ainda destacou os investimentos em pesquisa e inovação que somam R$ 307 milhões.
Por sua vez, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Ricardo Capelli, se colocou à disposição do governo para estabelecer parcerias para fortalecer a atividade da indústria na Paraíba. “Nós estamos fazendo um trabalho que envolve inovação com os arranjos produtivos, de cooperação com as federações de indústrias, também fomentando a pesquisa no setor empresarial e eu parabenizo o governador pela gestão e investimentos que têm transformado o estado”, falou.
Também estiveram presentes os secretários Marialvo Laureano (Fazenda), Gilmar Martins (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Nonato Bandeira (Comunicação Institucional).
Governo da Paraíba
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O governador João Azevêdo abriu, na manhã desta segunda-feira (20), na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa, o I Fórum de Internacionalização Paraíba sem Fronteiras: Paraíba-Alemanha, ocasião em que destacou investimentos de R$ 307 milhões em pesquisas e bolsas. O evento se estende até quarta-feira (22) e tem como objetivo promover oportunidades de estudo, pesquisa, inovação e cooperação entre o estado e o país.
Esta é a primeira edição do Fórum, que acontece em parceria com o Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo), especializado na internacionalização da pesquisa, tecnologia e startups alemãs.
Na ocasião, o chefe do Executivo estadual ressaltou a importância do evento para compartilhar e apresentar a produção científica da Paraíba aos países. “Nós queremos ampliar e difundir o que existe em termos de pesquisa. O Nordeste é um centro de excelência em pesquisa nas mais diversas áreas, a exemplo das energias renováveis, da biotecnologia e esse Fórum tem exatamente o objetivo de apresentar tudo que estamos produzindo em termos de ciência e tecnologia”, frisou.
Ele também destacou os investimentos do estado para fomentar a pesquisa e inovação. “De 2019 até agora, já investimos mais de R$ 307 milhões em editais de pesquisas e bolsas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado porque acreditamos que o caminho para o desenvolvimento da sociedade é a ciência. Tanto é que estão em andamento as obras do Parque Tecnológico Horizontes da Inovação e do radiotelescópio Bingo, inserindo o Brasil em um seleto grupo de países que fazem pesquisa espacial”, acrescentou.
O secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Cláudio Furtado, afirmou que o Fórum é um espaço de novas oportunidades de desenvolvimento de trabalho dos pesquisadores paraibanos. “Esse é o primeiro de vários eventos que pretendemos fazer entre o estado e os países, a fim de fortalecer os laços de cooperação acadêmica, científica e inovação, fazendo com que as instituições que promovem o financiamento de pesquisas na Alemanha e no Brasil possam conhecer os nossos laboratórios e instituições, permitindo também a realização de intercâmbios de nossos estudantes e professores”, pontuou.
A conselheira científica da Embaixada da Alemanha, Nina Von Sartori, evidenciou a satisfação de participar do evento e conhecer a produção das instituições científicas do estado. “O Brasil é um parceiro importante para a Alemanha por ser um país democrático, com liberdade de ciência e de expressão e o tema do meio ambiente é muito importante para nós, assim como a tecnologia. É uma grande honra sermos o primeiro país participante nesse Fórum de Internacionalização e a Educação é um tema que se precisa discutir, a exemplo da Educação Profissional que é muito forte no nosso país e podemos trazer muitas experiências nessa área”, comentou.
O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Antônio Fernandes, parabenizou o Governo do Estado pela realização do evento. “Essa iniciativa estabelece um ecossistema forte, unindo universidades com as organizações internacionais para mostrar o que fazemos de excelência em pesquisa e inovação, e a UFCG se coloca em um papel muito importante, porque lidera o ranking de patentes nacionais há vários anos e temos uma grande contribuição a oferecer com projetos ousados”, salientou.
Também estiveram presentes o vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra; o diretor do Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH), em São Paulo, Jochen Hellmann; e auxiliares da gestão estadual, dentre eles o secretário-executivo da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Rubens Freire; e o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), Rangel Júnior.
I Fórum de Internacionalização Paraíba sem Fronteiras: Paraíba-Alemanha: O evento, uma realização do Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties) e Fundação de Apoio à Pesquisa (Fapesq), em parceria com o Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH), acontece nesta segunda (20) e terça-feira (21), na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa; e na quarta-feira (22), no Auditório CERTBIO, em Campina Grande. Os três dias de encontros abordarão a temática de "Internacionalização do ensino superior e da pesquisa na Paraíba em cooperação com a Alemanha", oportunidade em que serão realizadas mesas-redondas, painéis e apresentações com autoridades paraibanas e representantes alemães.
Entre os assuntos que serão tratados, estão os desafios e perspectivas da cooperação internacional para o fomento à Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; a importância do ensino de alemão no contexto da internacionalização; experiências e possibilidades de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação da Paraíba e da Alemanha, entre outros.
Participam do Fórum reitorias e pró-reitorias de pós-graduação, graduação e pesquisa; pró-reitorias de Internacionalização; coordenações de internacionalização; núcleos de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo; representações institucionais (Secretarias e Fundações); estudantes, pesquisadores, docentes, multiplicadores, tomadores de decisão com interesse em desenvolver projetos e experiências com instituições alemã.
Governo da Paraíba
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Dois corpos do sexo masculino foram encontrados na restinga de Cabedelo, na Grande João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (20). A suspeita da polícia é de que os homens foram mortos após brigas de facções da região.
De acordo com o subcomandante da Polícia Militar, capitão Fábio, os corpos já estavam em estado de decomposição. "Foi possível visualizar marcas de armas de fogo nos corpos. Agora vamos contar com o apoio da Polícia Civil para as investigações", disse.
O Corpo de Bombeiros fazia buscas para encontrar um adolescente que desapareceu no domingo (19) na região, quando recebeu a informação que os corpos foram avistados na região.
g1 PB
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