Fevereiro 27, 2025
Arimatea

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Enfrentando uma onda de calor, as temperaturas subiram acima de 50°C em cidades no Paquistão. Segundo especialistas, o calor acima da média no país é consequência das mudanças climáticas.

Segundo o Centro Nacional de Meteorologia, nesta terça-feira (28) os termômetros registram:

?️ 52°C em Jacobabad;
?️ 51°C em Dadu, Larkana e Mohenjodaro;
?️ 50°C em Rahim Yar Khan, Sibbi, Sukkur, Shaheed Benazirabad, Khanpur, Bhakkar e Khairpur;
?️ 49°C em Bahawalnagar, Rohri e Padidan;
?️ 48°C em Dera Ghazi Khan, Dera Ismail Khan, Gujranwala, Jhang, Kasur, Khanewal, Kot Addu, Multan, Noor Pur Thal e Sakrand.

As temperaturas máximas acima de 50°C estão sendo registradas há, pelo menos, uma semana em várias áreas do país. O governo local tem feito orientação para que as pessoas evitem sair às ruas.

O calor intenso já levou centenas de pessoas, vítimas de insolação, aos hospitais, segundo agências de notícias locais.

Campos de socorro para insolação, administrados por voluntários, foram montados para fornecer água gelada às pessoas que precisam sair às ruas para trabalhar.

Por que tanto calor?
As altas temperaturas são resultado de uma onda de calor que começou a se formar no dia 17 de maio e veio ganhando força no país.

? A onda de calor acontece com a variação da temperatura máxima acima da média por um período de mais de cinco dias.

No caso do Paquistão, ela começou a se formar há dez dias, o que coloca o país sob uma crescente de temperatura há pelo menos duas semanas. Sem uma trégua que amenize as máximas, elas seguiram subindo. A tendência para os próximos dias, segundo o centro meteorológico do país, ainda é de alta nas temperaturas.

? ATENÇÃO: A onda de calor é um fenômeno natural, mas que é agravado pela ação humana, segundo especialistas.

O mundo está no 11° mês consecutivo de temperatura recorde. Enquanto isso, aumentam as emissões dos gases do efeito estufa e a temperatura dos oceanos segue em alta. A conjunção de fatores faz com que fenômenos naturais e que ocorriam antes, atinjam níveis nunca antes vistos, como no Paquistão.

Segundo o centro meteorológico, ligado ao governo do Paquistão, esse é o mais recente desastre relacionado com o clima a atingir o país nos últimos anos.

Um relatório publicado nesta terça-feira (28) produzido por vários centros de pesquisa sobre o clima apontou que por causa da crise climática, o mundo viveu nos últimos 12 meses, entre junho de 2023 e abril de 2024, um total de 26 dias de calor acima da média.

Onda de calor mata no México
O calor extremo no México matou 22 pessoas no mês de maio, segundo o Ministério da Saúde. Os termômetros no país chegaram aos 45°C no país, reflexo, também, de uma onda de calor.

Ao todo, desde março, quando as ondas de calor começaram no país, 48 morreram em decorrência das altas temperaturas.

Em comparação, durante o mesmo período de 2022 e 2023, as ondas de calor mataram duas e três pessoas, respectivamente.

g1
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O Papa Francisco pediu desculpas nesta terça-feira (28) pela linguagem utilizada em uma reunião com bispos na semana passada, quando disse que "já existe bichice demais" em seminários.

Segundo a imprensa italiana, o pontífice disse a frase ao pedir para que bispos italianos não aceitem padres abertamente gays.

“O papa nunca teve a intenção de ofender ou de se expressar em termos homofóbicos e estende as suas desculpas àqueles que se sentiram ofendidos pelo uso de um termo que foi denunciado por outros”, disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Em comunicado, Bruni afirmou ainda que o papa já disse "diversas vezes que a Igreja Católica está aberta a todos".

Segundo os jornais "La Repubblica" e "Corriere della Sera", em reunião a portas fechadas com bispos italianos, o papa usou a palavra "frociaggine", um termo vulgar italiano que pode ser traduzido aproximadamente como "viadagem" ou "bichice".

O termo é altamente depreciativo em relação à comunidade LGBTQIA+, e, segundo a agência de notícias italiana Ansa, seu uso surpreende os mais de 200 presentes na reunião.

Francisco, de 87 anos, fez declarações e aberturas à comunidade LGBTQIA+ durante os 11 anos de seu papado. Em 2013, ele disse a famosa frase: “Se uma pessoa é gay e busca a Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgar?”

No ano passado, ele permitiu que padres abençoassem casais do mesmo sexo, o que gerou uma forte reação da ala mais conservadora da igreja.

g1
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Tanques israelenses chegaram nesta terça-feira (28) ao centro de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, segundo relataram testemunhas à agência de notícias Reuters.

Essa foi a primeira vez que os tanques , segundo testemunhas, três semanas depois do início da operação terrestre de Israel na cidade, que provocou condenação global.

Os tanques foram vistos perto da mesquita Al-Awda, um marco central de Rafah, afirmaram as testemunhas à Reuters. Os militares israelenses disseram à Reuters que suas forças continuavam a operar na área de Rafah, sem comentar sobre os avanços relatados no centro da cidade.

Durante a noite, as forças israelenses bombardearam a cidade com ataques aéreos e disparos de tanques, disseram moradores, pressionando sua ofensiva apesar do clamor internacional sobre um ataque no domingo que provocou um incêndio em um acampamento, matando pelo menos 45 palestinos, mais da metade deles crianças, mulheres e idosos.

Desde aquele ataque, pelo menos mais 26 pessoas foram mortas pelo fogo israelense em Rafah, segundo autoridades do enclave administrado por militantes do Hamas.

Os tanques israelenses avançaram em direção aos bairros do oeste e assumiram posições no topo da colina de Zurub, no oeste de Rafah, em uma das piores noites de bombardeio relatadas pelos moradores. Nesta terça-feira, testemunhas relataram tiroteios entre tropas israelenses e combatentes liderados pelo Hamas na área de Zurub.

Testemunhas em Rafah disseram que os militares israelenses pareciam ter trazido veículos blindados operados remotamente e que não havia sinal imediato de pessoal dentro ou ao redor deles. Um porta-voz militar israelense não respondeu imediatamente.

Desde que Israel lançou sua incursão, assumindo o controle da passagem de fronteira com o Egito há três semanas, os tanques sondaram os arredores de Rafah e entraram em alguns de seus distritos do leste, mas ainda não haviam entrado na cidade com força total.

Reagindo ao ataque de domingo à noite em um campo onde famílias deslocadas de ataques em outras partes de Gaza buscaram abrigo, líderes globais pediram a implementação de uma ordem da Corte Mundial para interromper o ataque de Israel.

Moradores disseram que a área de Tel Al-Sultan, palco do ataque mortal de domingo, ainda estava sendo fortemente bombardeada.

"Os projéteis dos tanques estão caindo por toda parte em Tel Al-Sultan. Muitas famílias fugiram de suas casas no oeste de Rafah sob fogo durante toda a noite", declarou um morador à Reuters por meio de um aplicativo de mensagem.
Cerca de um milhão de pessoas fugiram da ofensiva israelense em Rafah desde o início de maio, informou a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) nesta terça-feira.

Israel manteve os ataques apesar de uma decisão da Corte Internacional de Justiça, o principal tribunal da ONU, na sexta-feira (24), ordenando a interrupção da incursão.

Também nesta terça, Espanha, Irlanda e Noruega reconheceram oficialmente o Estado palestino, apesar da reação irada de Israel, que se encontra cada vez mais isolado após mais de sete meses de conflito em Gaza.

As três nações descreveram sua decisão como uma forma de acelerar os esforços para garantir um cessar-fogo na guerra de Israel contra o Hamas.

Mais de 36.000 palestinos foram mortos na ofensiva de Israel, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Israel lançou a operação depois que militantes liderados pelo Hamas atacaram comunidades do sul de Israel em 7 de outubro, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo mais de 250 reféns, de acordo com os registros israelenses.

Israel diz que quer eliminar os combatentes do Hamas escondidos em Rafah e resgatar os reféns que, segundo o país, estão sendo mantidos na região.

Reuters
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O Governo Central, que reúne o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, foi superavitário em abril em R$ 11,1 bilhões, ante saldo positivo de R$ 15,6 bilhões no mesmo mês do ano passado, informou, nesta terça-feira (28), o Tesouro Nacional. O resultado do mês ficou abaixo da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que indicava superávit primário de R$ 18,3 bilhões.

O Tesouro Nacional e o Banco Central foram superavitários em R$ 41,4 bilhões, enquanto o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) teve déficit primário de R$ 30,3 bilhões. Comparado a abril de 2023, o resultado primário observado decorre da combinação do aumento real de 8,4% (R$ 14,7 bilhões) da receita líquida e do aumento real de 12,4% (R$ 19,9 bilhões) das despesas totais.

Ainda de acordo com o Tesouro, entre os fatores que influenciaram no crescimento real da receita líquida no mês de abril de 2024, estão o aumento de R$ 9,6 bilhões da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de R$ 2 bilhões no Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), devido à exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo dos créditos dessas contribuições; a elevação de R$ 1,7 bilhão no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), essencialmente explicada pela redução nominal das compensações tributárias, apesar do decréscimo na produção industrial.

Também pesaram a alta de R$ 1,3 bilhão do Imposto de Importação, que decorreu dos aumentos do volume em dólar de importações, da taxa média de câmbio e da alíquota média efetiva desse imposto, o crescimento de R$ 3 bilhões de arrecadação líquida para o RGPS, em razão dos aumentos da massa salarial, da criação de empregos formais e da arrecadação do Simples Nacional.

Despesas
O Tesouro informou que o principal fator que influenciou o crescimento das despesas em abril foi o aumento de R$ 11,7 bilhões nos pagamentos de benefícios previdenciários, resultado principalmente da diferença no calendário de pagamento do 13º salário da Previdência Social.

“Em 2023, o 13º salário da Previdência Social foi pago nos meses de maio, junho e julho, enquanto este ano será pago em abril, maio e junho”, disse.

Os demais fatores que influenciaram o crescimento das despesas foram aumento nos benefícios de prestação continuada, no valor de R$ 1,5 bilhão, reflexo do crescimento do número de beneficiários e da política de valorização real do salário mínimo; expansão das despesas com pessoal e encargos sociais em R$ 1,4 bilhão, em função principalmente de reajustes salariais concedidos ao funcionalismo público em 2023; e aumento de R$ 2,2 bilhões nas despesas discricionárias.

No período de janeiro até abril, o Governo Central atingiu superávit primário de R$ 30,6 bilhões, ante saldo positivo de R$ R$ 46,8 bilhões no mesmo período de 2023 (em termos nominais). O montante resulta de um superávit de R$ 122,9 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e um déficit de R$ 92,3 bilhões na Previdência Social.

Agência Brasil
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Aumenta o número de jovens, entre 14 e 24 anos, que não trabalham, não estudam nem buscam trabalho. Se nos três primeiros meses do ano passado o contingente de jovens “nem-nem” somava 4 milhões de pessoas, no mesmo período deste ano alcançou 5,4 milhões.

O levantamento foi feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados foram divulgados durante o evento Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) nessa segunda-feira (27), em São Paulo.

Em entrevista à Agência Brasil, a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, disse que esse crescimento se deve a vários fatores e atinge, principalmente, as mulheres, que representam 60% do total desse público.

“Há muita dificuldade de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, em especial, mulheres jovens. Por outro lado, há esse apelo para que as jovens busquem alguma outra forma de ajudar a sociedade, que é ter filhos mais jovens, além de um certo conservadorismo entre os jovens que acham que só o marido trabalhando seria suficiente”, disse,

A subsecretária acrescentou que isso faz com que elas entrem mais tarde no mercado de trabalho e, com menos qualificação, tenham mais dificuldade em conseguir emprego de melhor remuneração salarial.

Para tentar diminuir o universo de jovens que deixam o ensino médio, o governo federal lançou recentemente o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para jovens de baixa renda permanecerem matriculados e concluírem essa etapa do ensino.

O programa prevê o pagamento de incentivos anuais de R$ 3 mil por beneficiário, chegando a até R$ 9,2 mil nos três anos do ensino médio, com o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na última série. Mas, segundo Paula Montagner, os efeitos desse programa entre os jovens só poderão ser sentidos nos próximos anos.

Ocupação e desocupação
Cerca de 17% da população brasileira é formada por jovens entre 14 e 24 anos, que somam 34 milhões de pessoas. Desse total, 14 milhões de jovens tinham uma ocupação no primeiro trimestre deste ano.

Dentre os jovens ocupados, 45% estavam na informalidade, o que corresponde a 6,3 milhões de indivíduos. Essa porcentagem, segundo Paula Montagner, é maior do que a média nacional, atualmente em 40%.

“A informalidade tem a ver com o fato dos jovens trabalharem predominantemente em micro e pequenas empresas. Jovens que vão muito cedo para o mercado de trabalho e não vão na condição de aprendizes; na maioria das vezes não têm uma situação de contratação formalizada. Quase sempre eles estão trabalhando como assalariados, sem carteira de trabalho assinada, porque o empregador, por vezes, fica na dúvida se o jovem vai, de fato, desempenhar corretamente as funções, se ele vai gostar do emprego ou não. Então, eles esperam um tempo um pouquinho maior para formalizá-los”, explicou.

Já os jovens que só estudam somam 11,6 milhões de pessoas e o número de desocupados nessa faixa etária chegou a 3,2 milhões em 2024.

Aprendizes e estagiários
O levantamento também apontou que houve, recentemente, um crescimento no número de aprendizes e de estagiários no país. No caso dos aprendizes, só entre os anos de 2022 e 2024 houve um acréscimo de 100 mil jovens que passaram para a condição de aprendizado. Em abril deste ano eles já somavam 602 mil, o dobro do que havia em 2011.

Já em relação aos estágios, o crescimento foi 37% entre 2023 e 2024, passando de 642 mil adolescentes e jovens nessa condição para 877 mil neste ano.

Para Rodrigo Dib, da superintendência institucional do CIEE, os resultados dessa pesquisa "mostram que a empregabilidade jovem é um desafio urgente para o Brasil".

"Precisamos incluir essa faixa etária no mundo do trabalho de maneira segura e de olho no desenvolvimento desses jovens a médio e longo prazo", disse. Ele considera grave o Brasil somar mais de cinco milhões dos chamados “nem-nem”. "São jovens que não tem oportunidades e estão tão desesperançosos que não estão buscando uma oportunidade para dar o primeiro passo na carreira profissional".

Paula Montagner entende que, para aumentar a inserção produtiva do jovem no mercado de trabalho, é preciso, primeiramente, elevar a escolaridade desse público. “Ele precisa estudar, elevar a escolaridade e ampliar sua formação técnica e tecnológica”, afirmou.

“A gente precisa também reforçar as situações de estágio e aprendizado conectado ao ensino técnico e aos cursos profissionalizantes não só para o jovem buscar uma inserção para sobreviver, mas para ele criar um acúmulo de conhecimento que permita que ele desenvolva uma carreira, para que ele encontre áreas de conhecimento que são do seu interesse”, acrescentou a subsecretária.

Agência Brasil
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A prévia da inflação oficial ficou em 0,44% em maio. O resultado é mais do que o dobro do mês de abril, de 0,21%, e foi puxado principalmente pelo preço da gasolina, que subiu 1,9% no período de coleta e contribuiu com 0,09 ponto percentual (p.p) do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de maio interrompe a sequência de 2 meses de queda do IPCA-15 e é o maior desde fevereiro, quando chegou a 0,78%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 é de 3,70%, dentro da meta de inflação do governo de 3% com tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos, e abaixo do observado nos 12 meses imediatamente anteriores, de 3,77%. Já em maio do ano passado, o índice estava em 0,51%.

Transporte e saúde
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito tiveram alta de preços em maio. As maiores variações vieram dos grupos saúde e cuidados pessoais (1,07%) e transportes (0,77%). No caso dos transportes, o vilão foi a gasolina, produto com maior influência da alta em toda a pesquisa.

Outro item que pressionou a prévia da inflação foram as passagens aéreas, que subiram 6,04%. Apesar desse valor nominal ser maior que o da gasolina, o impacto do combustível influencia mais o IPCA-15, pois tem um peso maior na cesta de produtos pesquisados pelo IBGE.

Já para o grupo saúde e cuidados pessoais, a alta teve influência dos produtos farmacêuticos, de 2,06%, após a autorização do governo para reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos, a partir de 31 de março.

A metodologia para cálculo do IPCA-15 é a mesma do IPCA, considerado a inflação oficial do país. A diferença é que na prévia os preços foram coletados entre 16 de abril e 15 de maio. O índice leva em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

O IBGE explicou que a divulgação de maio sofreu impactos causados pelo estado de calamidade na região metropolitana de Porto Alegre, que enfrentou alagamentos em maio. Os pesquisadores precisaram intensificar a coleta por meios remotos, como telefone e internet.

Agência Brasil
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O nível de alfabetização de crianças entre 6 e 7 anos alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental em escolas da rede pública da Paraíba voltou a subir após da pandemia. Os dados são do 1º relatório de resultados do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que é um programa do governo federal lançado em julho do ano passado, e foram divulgados nesta terça-feira (28).

No ano de 2023, 51% das crianças paraibanas estudantes das redes públicas alcançaram o patamar de alfabetização definido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, foram alfabetizadas na idade considerada certa.

Com esse resultado, a Paraíba também superou o desempenho de alfabetização anterior à pandemia de Covid-19. Em 2019, o desempenho apresentado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) foi de 45%. Já em 2021, durante a pandemia, o indicador foi de 39%.

Para este e os próximos anos, o Ministério da Educação estabeleceu metas progressivas para o estado, que são as seguintes:

  • 2024 – 56% crianças alfabetizadas
  • 2025 – 61% crianças alfabetizadas
  • 2026 – 65% crianças alfabetizadas
  • 2027 – 69% crianças alfabetizadas
  • 2028 - 73% crianças alfabetizadas
  • 2029 – 77% crianças alfabetizadas
  • 2030 – mais que 80% crianças alfabetizadas (percentual considerado ideal)

O patamar paraibano é um pouco menor do que o nacional, que é de 56%. No país, o nível alcançado pela nova política é parecido com o percentual de estudantes alfabetizados no Brasil em 2019, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que era de 55%.

O que é o Compromisso Criança Alfabetizada e qual a diferença para o Saeb?
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem a finalidade de articular ações municipais, estaduais e federais para garantir que 100% das crianças do 2º ano do ensino fundamental saibam ler e escrever.

Para isso, o governo criou uma nova ferramenta de avaliação, capaz de traçar um diagnóstico mais preciso da situação de cada rede.

Antes disso, a principal forma para medir os conhecimentos das crianças era o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Só que o foco dessa avaliação são os alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, que respondem questões de português e matemática.

No Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, as crianças passam por avaliações aplicadas por cada estado e que são integradas aos dados do Saeb.

g1 PB
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Um ex-gerente da Caixa Econômica Federal e seu cônjuge foram alvos de mandado de busca e apreensão em operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (28) em João Pessoa.

O inquérito policial apura que o ex-empregado público, aproveitando-se do acesso aos sistemas internos da Caixa Econômica Federal, teria fraudado a obtenção de empréstimos em nome de clientes e realizado transferência dos valores para suas contas pessoais.

Caso os fatos sejam confirmados o investigado responderá pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema informatizado, estelionato, além de outros que possam ser identificados no curso das investigações.

A operação Fora da Caixa visa reprimir desvios de recursos da Caixa Econômica Federal e de clientes do banco.

Em nota, a Caixa informou que atua conjuntamente com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública na identificação de casos suspeitos e na prevenção das fraudes bancárias.

Porém, explicou que as informações relacionadas aos casos suspeitos de fraude e as ações realizadas pela área de segurança da Caixa para investigar e coibir fraudes possuem caráter sigiloso, sendo repassadas apenas às autoridades policiais e de controle, tendo em vista risco de comprometimento de investigações criminais em andamento.

g1 PB
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (28), por meio de suas redes sociais, que fez um acordo com as operadoras de planos de saúde para suspender os cancelamentos recentes de planos em razão de transtornos ou doenças. Lira recebeu as empresas nesta terça-feira para uma reunião na Residência Oficial da Câmara. Nos próximos dias, o presidente vai se reunir com órgãos e representantes de defesa do consumidor.

O deputado Duarte Jr (PSB-MA) também participou do encontro. Ele é relator de cerca de 270 projetos de lei que sugerem alterações na Lei dos Planos de Saúde.  Segundo o parlamentar, o texto está pronto para ser votado pelo Plenário, e Lira está sensível ao tema, mas antes, o presidente quer uma última rodada de conversa antes de pautar o projeto.

“O texto vai garantir a proibição da rescisão unilateral do contrato, vamos combater a abusividade nos reajustes e propor a criação de um prontuário único, que unifique os serviços prestados pelo sistema suplementar, bem como o prestado pelo SUS”, afirmou o parlamentar.

Ainda de acordo com o relator, o texto também prevê um fundo para tratamento de doenças raras de forma a garantir um sistema de saúde suplementar sustentável.

Agência Câmara
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A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou, nesta terça-feira (28), a realização de audiência pública para debater os impactos da liberação de jogos de azar na segurança pública. A reunião atende a requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que é contrário ao projeto de lei (PL 2.234/2022) que libera a exploração de cassinos e bingos, entre outros jogos do gênero.

No requerimento (REQ) 28/2024, Girão atribui à liberação o aumento de crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Ele também questiona a índole dos turistas que podem vir ao Brasil incentivados pelos jogos de azar. O fomento ao turismo é argumento comumente utilizado por parlamentares favoráveis ao projeto de lei.

“Há uma vasta possibilidade de que a jogatina atraia uma espécie de turismo desqualificado que o Brasil não necessita, que busca as facilidades de uma nação ainda pobre como a nossa, tais como, prostituição, principalmente a infanto-juvenil [...] Os jogos de azar fomentam inúmeros questionamentos que nos leva a crer que haja uma premente necessidade de um debate mais amplo com a sociedade”, diz o senador no documento.

Girão, juntamente com outros senadores, defenderam em Plenário na penúltima terça-feira (14) a realização de mais audiências públicas sobre o tema em outras comissões. O PL 2.234/2022 será votado apenas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a Plenário. 

Adiamentos
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que presidiu a reunião, retirou da pauta o PL  1.482/2023, da Câmara dos Deputados, que institui a Política Nacional de Promoção da Cultura de Paz nas Escolas. Ele é o relator do texto, que também prevê a criação de protocolos de prevenção e de gestão de crise com ações específicas para cada tipo de violência, como o bullying.

A análise do PL 3.673/2021, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que dispensa a confissão do investigado para a realização de acordo de não persecução penal, também foi adiada, a pedido do relator Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O acordo é uma negociação promovida entre o Ministério Público e o investigado para evitar o processo criminal na Justiça.

Agência Senado
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