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Resultado de imagem para Meirelles agora vê possibilidades 'concretas' de aprovação da reforma da Previdência"Penso que as possibilidades voltaram a ser concretas", disse nesta quarta-feira (22) ao blog o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao ser indagado sobre as expectativas acerca das negociações sobre a reforma da Previdência.

Nesta quarta, ele participa de uma reunião sobre o assunto com governadores e de um jantar que o presidente Michel Temer oferecerá a deputados no Palácio da Alvorada.

No início da tarde, ele comentou com repórteres, na porta do Ministério da Fazenda, a nova versão da reforma da Previdência, que será apresentada no jantar pelo relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Segundo o ministro, a nova versão representará para os cofres públicos uma economia de cerca de 60% em relação à prevista na proposta original do governo, que era de R$ 780 bilhões em dez anos.

A proposta original sofreu resistência no Congresso e obrigou o governo a fazer alterações, retirando pontos polêmicos. O discurso oficial sobre a reforma também mudou: a ênfase agora é que a reforma, mais enxuta, eliminará privilégios. Isso é uma referência à equiparação da previdência dos servidores públicos com a dos trabalhadores da iniciativa privada.

G1
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Antonio Cruz/ Agência BrasilO transporte aéreo de passageiros voltou a crescer em outubro, segundo o relatório Demanda e Oferta do Transporte Aéreo – Empresas Brasileiras, divulgado hoje (22) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O levantamento mostra que, em termos de passageiros/quilômetros pagos transportados (RPK) nos voos domésticos, o número chegou a 7,8 milhões, um aumento de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Anac, o número representa a oitava alta seguida este ano.

Na oferta de assentos/quilômetros ofertados (ASK), a agência informa que a expansão foi 2,5%. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a procura subiu 2,7% e a oferta cresceu 1%. Segundo o estudo da Anac, as empresas Gol e Latam lideram o mercado, com 35,9% e 33,3% de participação no RPK doméstico, respectivamente. A Azul vem em seguida com 16,7% e, logo depois, a Avianca, que registrou 13,6%

Os dados da agência mostram ainda que a taxa de aproveitamento de assentos dos aviões no mercado doméstico foi de 83,3% em outubro. Uma expansão de 5,2% na comparação com o mesmo mês de 2016. Segundo a Anac, esse é o terceiro aumento seguido e “o maior nível registrado para outubro na série histórica, iniciada em 2000”. O aproveitamento nos dez primeiros meses deste ano foi de 81,2%, com variação positiva de 1,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Transporte aéreo de carga

No setor de transporte aéreo de carga paga e correio no mercado doméstico, a pesquisa da agência registra aumento de 5,7% em outubro, ou seja, as empresas aéreas transportaram mais de 37.800 toneladas, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2016. A terceira alta consecutiva do indicador. “Nos dez primeiros meses do ano houve um crescimento acumulado de 0,5%”, mostram os dados da Anac.

Mercado internacional

Na procura por voos internacionais, as companhias aéreas brasileiras acusaram em outubro crescimento de 6,2% em termos de RPK. “Este foi o 13º mês consecutivo de alta no indicador. No mesmo período, a oferta apresentou aumento de 8,2% em comparação com o ano passado, o que representou o 12º mês consecutivos de alta”.

Segundo a Anac, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a procura por voos internacionais em companhias brasileiras subiu 12,8% e a oferta apresentou variação positiva de 10,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. No total, foram transportados 707 mil passageiros, recorde para o mês de outubro na série histórica, iniciada em 2000.

“A participação no mercado internacional em outubro, considerando apenas as empresas brasileiras, foi liderada pela Latam, com 71,1%, seguida pela Azul, 12,3%, Gol, 10,3% e Avianca, com 6,4%”.

O indicador sobre a taxa de aproveitamento dos assentos das aeronaves apresentou redução de 1,8% em relação a outubro de 2016, uma participação de 85,5% em outubro, o que representou redução de 1,8% em relação a outubro de 2016. Esta foi a terceira baixa consecutiva do indicador.

Agência Brasil
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Resultado de imagem para Petrobras protocola documentação para oferta de ações da BR DistribuidoraA Petrobras protocolou hoje (22), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a documentação necessária para a oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão da Petrobras Distribuidora (BR).

Segundo a nota da estatal, a oferta se deu em cumprimento às exigências expedidas pela pela própria CVM. A companhia informa que divulgou ainda o aviso ao mercado e o prospecto preliminar referentes à oferta, “a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, nos termos da Instrução da CVM, obedecendo às demais disposições legais aplicáveis, sob a coordenação de instituições financeiras integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, incluindo esforços de colocação das ações no exterior”.

O preço de venda das ações da BR será fixado após a apuração do resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores institucionais, procedimento a ser feito no Brasil e no exterior, também de acordo com o disposto da instrução CVM 400 (bookbuilding).

A Petrobras informou ainda que a oferta está sujeita à concessão dos registros pela CVM e às condições de mercado.

Agência Brasil
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batata-inglesaAs hortaliças ficaram mais caras no mês de outubro nas principais centrais de abastecimento do país, de acordo com o 11º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (21).

A batata e a cenoura registraram os maiores aumentos. Em setembro, a batata havia apresentado a maior queda nas cotações. No entanto, em outubro, teve aumento superior a 90% nos estados de Goiás e do Paraná. A batata também ficou mais cara no Distrito Federal (67%), no Rio de Janeiro (58%), no Espírito Santo (54%) e em São Paulo (42%).

No caso da cenoura, a alta de preços chegou a 49% no Espírito Santo, seguido por aumentos de 23% a 26% no Distrito Federal, no Paraná e em Goiás. Para as duas hortaliças, a alta se deve à diminuição da oferta da safra de inverno.

Frutas

O boletim da Conab mostra que, em outubro, as frutas ficaram mais baratas na maioria das Ceasas analisadas. O preço de algumas frutas natalinas já começou a cair, entre as quais o pêssego, 54% mais barato, a ameixa (20%) e o damasco (3%).

O mamão teve um recuo de preço de 44% em Goiás e de 23% em Minas Gerais. Após os meses de agosto e setembro, a banana também ficou mais em conta. Na Ceasa Minas, a fruta ficou 17% mais barata. Houve queda de 14% em Pernambuco, de 13% em Goiás e de 12% no Espírito Santo.

Agência Brasil
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Resultado de imagem para Banco MundialEm relatório divulgado nesta terça-feira (21), o Banco Mundial concluiu que há espaço para aumentar a tributação de grupos de alta renda no Brasil. O organismo ressalta que é possível instituir, por exemplo, impostos sobre a renda, patrimônio ou ganhos de capital e reduzir a dependência dos tributos indiretos, que sobrecarregam os mais pobres.

No documento – Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no país – o Banco Mundial mostra que “alguns programas governamentais beneficiam os ricos mais do que os pobres, além de não atingir de forma eficaz seus objetivos”. Por esse motivo, destaca que “seria possível economizar parte do orçamento sem prejudicar o acesso e a qualidade dos serviços públicos, beneficiando os estratos mais pobres da população.”

O relatório ressalta, por exemplo, que as políticas de apoio às empresas cresceram rapidamente, atingindo 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) em 2015. “Porém, não há evidências de que os programas existentes tenham sido eficazes e eficientes em seu objetivo de impulsionar a produtividade e a geração sustentável de empregos. Pelo contrário, tais programas provavelmente tiveram consequências negativas para a concorrência e a produtividade no Brasil”, diz o documento.

Por outro lado, na avaliação do Banco Mundial, muitos programas sociais com funções semelhantes são implementados isoladamente, o que resulta em milhões de famílias aptas a receberem múltiplos benefícios. Para técnicos do organismo, a criação de um novo programa integrado de assistência social – com a fusão de benefícios como Bolsa Família, aposentadoria rural e Benefício de Prestação Continuada (BPC) – contribuiria para economizar no orçamento.

Gastos públicos

Mas, de acordo com o organismo, esse tipo de medida – o aumento da tributação de grupos de alta renda – embora importante, não seria suficiente para combater o aumento dos gastos públicos no país. Segundo o relatório, nos últimos anos o impacto do aumento constante de gastos foi agravado pela queda das receitas, resultante de uma profunda recessão e pelo crescimento dos gastos tributários.

De acordo com o Banco Mundial, o chamado teto de gastos introduziu uma trajetória de redução gradual para os gastos públicos. No entanto, o cumprimento da nova regra “somente poderá ser respeitado por meio de um rigoroso exercício de priorização. ”Aprovada em dezembro do ano passado, a emenda constitucional do teto de gastos estabelece o controle das despesas públicas, restringindo-as à inflação do ano anterior por um período de 20 anos

O relatório destaca que a fonte mais importante de economia fiscal no longo prazo é a reforma da Previdência. “Os grandes e crescentes déficits do sistema previdenciário constituem um fator chave da pressão fiscal. É essencial ajustar o sistema previdenciário à realidade de rápida mudança demográfica e alinhá-lo a padrões internacionais”, recomenda o documento.

O Banco Mundial ressalta, entretanto, que mesmo com a reforma, estima-se "grandes déficits previdenciários" continuarão a existir e recomenda ações adicionais como a redução dos gastos com o funcionalismo público. “Embora o funcionalismo público brasileiro não seja grande para padrões internacionais, o nível dos salários dos servidores públicos federais é, em média, 67% superior aos do setor privado, mesmo após levar em consideração o nível de educação e outras características dos trabalhadores como idade e experiência”, aponta o relatório.

Agência Brasil
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Resultado de imagem para Vendas por consórcio batem recorde em setembro e somam mais de R$ 73 bi no anoAs vendas de bens e serviços por meio de consórcios foram recorde em setembro, com o escoamento de 230 mil cotas. O resultado ficou 9% acima do registrado no mesmo mês do ano passado e bem superior à média mensal (194,4 mil) deste ano. No acumulado até setembro, foram negociados 1,75 milhão de unidades, 9,4% mais do que no mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o volume de crédito comercializados cresceu 29,3%, atingindo R$ 73,57 bilhões.

Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). O balanço da entidade indica que todos os segmentos bateram recorde: veículos leves (108 mil cotas), motocicletas (78 mil), veículos pesados (6,25 mil), imóveis (31,5 mil), serviços (3,75 mil) e eletroeletrônicos (2,5 mil)

De janeiro a setembro, o setor de serviços foi o que mais avançou, com alta de 93,5%, seguido pelos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 44,7%, imóveis, com 27,3%, veículos pesados, com 15,4% e veículos leves, com 14,7%. O setor de motocicletas, apesar de ter batido recorde em setembro, ainda está 3,9% abaixo do acumulado nos nove primeiros meses de 2016.

Com base no desempenho de setembro, o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, prevê que o sistema de consórcio fechará o ano em alta e seguirá crescendo em 2018. Em nota, ele afirmou que o setor constatou, em pesquisa, grande interesse dos consumidores de buscar a modalidade como opção de investimento pessoal, familiar ou empresarial. Para Rossi, isso mostra um “comportamento consciente do consumidor quanto ao conhecimento e à adoção dos conceitos da educação financeira, ao praticá-los na gestão de suas finanças”.

.Apesar desse salto, o número de consorciados contemplados diminuiu 5,6% de janeiro a setembro, somando 912,6 mil ante 967 mil no mesmo período do ano passado. Em valores, foi registrada estabilidade, ficando em R$ 29 bilhões. O número de participantes ativos alcançou 6,87 milhões em setembro, 1,9% abaixo do mesmo mês no ano passado (7 milhões).

Agência Brasil
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Resultado de imagem para Banco MundialOs servidores que entraram no setor público antes de 2003 foram "agraciados com pacotes de aposentadorias muito mais generosos", o que vai continuar a impactar as contas governamentais, gerando um "grande déficit", pelas próximas duas décadas. A conclusão está em um estudo do Banco Mundial (Bird) sobre os gastos públicos brasileiros, divulgado nesta terça-feira (21).

De forma geral, o documento analisa que, no Brasil, os governos (federal, estaduais e municipais) gastam mais do que podem; que os gastos são ineficientes, pois não cumprem plenamente seus objetivos; e que, em muitos casos, de forma injusta, beneficiam os ricos em detrimento dos mais pobres.

Quem entrou antes de 2003 na administração pública têm direito à integralidade e à paridade. Isso significa que o valor da aposentadoria deles equivale ao último salário e aumenta se a remuneração dos servidores de sua categoria na ativa é reajustada.

Já aqueles que ingressaram depois de 2003 e até 2013 têm direito ao benefício integral, ou seja, a uma aposentadoria calculada com base na média de 100% de suas contribuições.

O documento apresentado pelo Banco Mundial compara a despesa a aposentadoria de servidores no Brasil e em parte dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países mais industrializados do mundo e alguns emergentes.

De acordo com o Banco Mundial, esse gasto no Brasil é 'bem alta", chegando a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), e supera o de todos os países listados, entre eles Chile, México e Turquia.

Sobre o sistema previdenciário brasileiro, o estudo do Banco Mundial acrescenta, que, aliadas aos gastos com o sistema previdenciário federal, as despesas totais com a Previdência, em nível federal, "comprometerão toda a despesa governamental prevista no âmbito do teto de gastos até 2030".

Reforma da Previdência

Pela proposta para reformar a Previdência Social, o governo quer equiparar as regras do setor público e do setor privado, instituir uma idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, e manter uma regra de transição por 20 anos (durante os quais seria possível se aposentar abaixo da idade mínima).

De acordo com o governo, as novas regras valeriam tanto para trabalhadores do setor privado, atendidos pelo INSS, quanto para servidores públicos, que hoje contam com sistema próprio de previdência. O governo trabalha para aprovar a proposta no Congresso ainda em 2017.

"Existem estudo técnicos que mostram que cerca de 30% da desigualdade provém do padrão de gastos do setor público. Por exemplo: a Previdência Social, apenas, da maneira como está estruturada hoje, seria responsável por uma parcela importante dessa desigualdade social. A Previdência Social brasileira, de uma certa maneira, ajuda a concentrar renda", disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Para o titular do Planejamento, Dyogo Oliveira, o atual sistema previdenciário transfere renda dos mais pobres para os mais ricos. "Quem recebe um salário mínimo, se aposenta mais tarde e recebe menos. O sistema é injusto e precisa ser corrigido", declarou.

Ele lembrou que, atualmente, a Previdência Social concentra 57% das despesas totais, patamar bem superior ao de países que tiveram crises previdenciárias, como a Espanha e a Grécia.

"Esses países tiveram de fazer reformas duríssimas", observou OIiveira. Na Espanha, disse o ministro, as despesas previdenciárias concentram 22,9% dos gastos e, na Grécia, 28% - patamares bem menores do que no Brasil.

Salários de servidores

O relatório do Banco Mundial também cita o patamar de remuneração dos servidores públicos brasileiros. Os gastos com servidores são a segunda maior despesa obrigatória do governo, perdendo apenas para a Previdência Social.

O Banco Mundial diz que o setor público (governo, estados e municipios) paga, em média, salários aproximadamente 70% superiores (R$ 44.000 por ano) aos pagos pelo setor privado formal (R$ 26.000 por ano), e quase três vezes mais do que recebem os trabalhadores informais (R$ 16.000 por ano).

"O governo federal paga salários ainda mais altos: com base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que o dobro do pago pelo setor privado (R$ 55.000 por ano), e os servidores federais civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$130.000 por ano). A remuneração média por funcionário é excepcionalmente alta no Ministério Público Federal (R$ 205.000 por ano), no Poder Legislativo (R$ 216.000 por ano) e no Poder Judiciário (R$ 236.000 por ano", acrescenta.

O Banco Mundial conclui que o "prêmio salarial dos servidores públicos federais brasileiros é atípico para padrões internacionais, e o prêmio salarial dos servidores estaduais encontra-se entre os mais altos do mundo – muito acima dos níveis da OCDE".

O governo federal propôs recentemente novas regras salariais e de reestruturação de carreiras, com as quais o governo quer ecomizar R$ 70 bilhões em 10 anos. A expectativa do Planejamento é de que, com esse novo formato, cada servidor custe 70% a menos do que no modelo atual.

A proposta de reestruturação, que ainda tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional, engloba salário inicial de R$ 5 mil para novos servidores e um plano de progressão de carreiras com 30 níveis (ao invés dos 13 atuais, o que faz com que o servidor demore mais para atingir o maior salário de sua função)

Reforma do ensino superior

No estudo sobre gastos públicos, o Banco Mundial também avalia que as despesas do governo com ensino superior são "ineficientes e regressivas" e propõe uma reforma, que, em seus cálculos, ajudaria a economizar 0,5% do PIB - algo como R$ 34 bilhões (de acordo com o PIB nominal estimado para 2017).

"O Governo Federal gasta aproximadamente 0,7% do PIB com universidades federais. A análise de eficiência indica que aproximadamente um quarto desse dinheiro é desperdiçada. Isso também se reflete no fato que os níveis de gastos por aluno nas universidades públicas são de duas a cinco vezes maior que o gasto por aluno em universidade privadas", diz o documento.

O Bird avalia ainda que a limitação do financiamento a cada universidade com base no número de estudantes geraria uma economia de aproximadamente 0,3% do PIB.

"Além disso, embora os estudantes de universidades federais não paguem por sua educação, mais de 65% deles pertencem aos 40% mais ricos da população. Portanto, as despesas com universidades federais equivalem a um subsídio regressivo à parcela mais rica da população brasileira", acrescenta.

No estudo, o Banco Mundial observa que a maioria dos países cobra pelo ensino fornecido em universidades públicas e oferece empréstimos públicos que podem ser pagos com os salários futuros dos estudantes pois os diplomas universitários geram altos retornos pessoais (em termos de salários mais altos).

"O Brasil já fornece esse tipo de financiamento para que estudantes possam frequentar universidades particulares no âmbito do programa FIES. Não existe um motivo claro que impeça a adoção do mesmo modelo para as universidades públicas", informa o estudo.

Segundo o Bird, a extensão do FIES às universidades federais poderia ser combinada ao fornecimento de bolsas de estudo gratuitas a estudantes dos 40% mais pobres da população (atualmente, 20% de todos os estudantes das universidades federais e 16% de todos os estudantes universitários no país), por meio da expansão do programa PROUNI.

G1
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Exportações de carne bovina do Brasil (Foto: Divulgação/Abiec)Asuspensão temporária de importações de carnes bovina e suína do Brasil pela Rússia tende a ser revertida em breve e deve ter impactos limitados para a indústria nacional e a imagem do produto brasileiro no exterior, disseram nesta terça-feira (21) uma associação de exportadores e um analista de mercado.

A agência de segurança alimentar da Rússia, importante importador do produto nacional, informou na segunda-feira (20) que o país restringirá temporariamente as compras das proteínas brasileiras, a partir de 1º de dezembro, alegando a presença de ractopamina em alguns carregamentos - o aditivo é proibido na nação euroasiática.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do Brasil, disse ter recebido com preocupação a decisão russa, mas aposta no trabalho do governo brasileiro para "o pleno e rápido esclarecimento, retomando em breve os embarques".

"As agroindústrias associadas à ABPA respeitam a legislação sanitária da Rússia... O setor está seguro sobre as características de seu produto e garante que a produção de carne suína embarcada não utiliza ractopamina", afirmou a ABPA em nota.

A Rússia respondeu por cerca de 40% das vendas brasileiras de carne suína no acumulado do ano até setembro, segundo dados da ABPA, enquanto os russos representaram cerca de 11% das exportações de carne bovina do país até outubro, de acordo com outra associação, a Abiec.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e um dos principais no segmento de carne suína.

A produtora e comercializadora de carne Minerva confirmou nesta terça-feira que as vendas da proteína bovina do Brasil para a Rússia serão temporariamente suspensas, e disse que a empresa exportará para a Rússia por unidades da companhia situadas em outros países.

'Efeito mercadológico'

Na mesma linha da associação de exportadores, o analista de mercado Aedson Pereira, da Informa Economics FNP, indicou que o anúncio russo deve ter efeito limitado sobre os embarques brasileiros, uma vez que as compras russas nesta época do ano já são sazonalmente menores dado o congelamento de alguns portos por causa do frio intenso.

"O que coincide com esse bloqueio temporário é que o Brasil exporta pouco para lá (nesta época), porque frio congela a estrutura portuária", disse ele.

"É provável que isso não seja prorrogado, acredito que o Ministério da Agricultura e autoridades do governo devam agir com celeridade para diagnosticar o cenário e fazer um acordo para que isso não se prorrogue", afirmou, lembrando que a Rússia ainda é dependente das carnes brasileiras.

Ele comentou ainda que o embargo temporário se segue a um aumento da alíquota de importação da carne brasileira por aquele país, numa tentativa de proteger a indústria local.

"Nos bastidores, vê-se uma ação para socorrer a cadeia produtora de lá... A carne brasileira estava chegando ao mercado russo muito competitiva. Estávamos observando nossa carne ganhando mais mercado. Então existe aí uma decisão de efeito mercadológico para proteger a indústria nacional (russa)", avaliou o analista.

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Para Pereira, o caso "não é danoso" à imagem da proteína brasileira no exterior, uma vez que a ractopamina, utilizada como um ingrediente à ração animal, é autorizada em outros países.

Procurada pela Reuters, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa o setor de carne bovina, disse que não se pronunciará por ora.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e o Ministério da Agricultura não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Na segunda-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse em entrevista coletiva que as restrições da Rússia à carne bovina e suína do Brasil se referem apenas a algumas empresas e que essas companhias devem corrigir o problema identificado. "Se alguma empresa fraudou, deixou passar ou não conseguiu controlar isso, cabe a eles fazerem essas adequações", afirmou.

Reuters
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As promoções da Black Friday chegam até a motivar brigas pelas produtos ofertados. (Foto: Nacho Doce/Reuters)Você provavelmente já recebeu no seu e-mail alguma promoção da Black Friday. E também já viu no noticiário imagens de pessoas brigando dentro de lojas por produtos com descontos. Mas, afinal, o que é a Black Friday e quando ela será realizada?
A Black Friday é um dia de descontos organizado pelo varejo. A data foi criada nos Estados Unidos e "importada" por outros países, como o Brasil.

Tradicionalmente, ela ocorre no dia seguinte à quinta-feira de Ação de Graças, data religiosa em que os americanos celebram a gratidão pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Na prática, o dia de descontos é realizado na última sexta-feira do mês de novembro.

Em 2017, o evento será realizado no próximo dia 24 e deve ter promoções de lojas físicas, online e de grande e pequeno porte.

Quando chegou ao Brasil?

A Black Friday chegou ao Brasil no ano de 2010 e foi organizada pelo Busca Descontos, site que reúne cupons de descontos das principais lojas virtuais do país. Naquele ano, o evento reuniu apenas ofertas de varejistas virtuais.

Em 2011, o Extra estendeu as grandes ofertas para as lojas físicas e, desde então, a data ganhou força no varejo físico brasileiro.

Uma das explicações para o Black Friday demorar a emplacar no Brasil é a resistência de varejistas brasileiros. Eles tinham receio em oferecer promoções antes do Natal. Tradicionalmente, os saldões de fim de ano ocorrem em janeiro.

Neste ano, o comércio brasileiro terá a sua oitava Black Friday. A expectativa é que empresas grandes ou pequenas e as lojas virtuais e físicas preparem suas promoções para a data.

A Ebit, empresa de informações sobre o comércio eletrônico brasileiro, estima que as vendas desse deverão atingir R$ 2,185 bilhões, alta de 15% na comparação com a Black Friday de 2016.

Segundo a Serasa, 3 em cada 10 brasileiros pretendem comprar na Black Friday de 2017 e, desse total, 90% acreditam que deve conseguir bons descontos na data.

Por que o nome é Black Friday?

A origem da data está explicada. Mas de onde vem esse nome?

O termo nem sempre foi usado com bom significado nos Estados Unidos. Segundo a BBC, o termo foi usado pela primeira vez em 1869, quando dois especuladores tentaram tomar o mercado de ouro na Bolsa de Nova York.

O governo precisou intervir elevando a oferta da matéria-prima, os preços caíram e muitos investidores quebraram na data.

Foi na Flórida que a Black Friday virou o que ela é hoje. Alguns policiais começaram a chamar a sexta-feira após o Dia de Ação de Graças dessa forma por conta do trânsito causado pelos consumidores atrás das ofertas.

Conforme o linguista do Benjamin Zimmer disse à BBC, o termo somente saiu da Flórida e ganhou o país em meados dos anos 1990. Mas foi somente em 2001 que a Black Friday tornou-se o principal dia de vendas nos Estados Unidos.

G1
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29% dos entrevistados disseram que vão antecipar compras de Natal (Foto: Thalles Pereira/G1)Praticamente um terço dos consumidores (29%) pretendem antecipar as compras de Natal na Black Friday. No ano passado, a fatia era de 26% e, em 2015, de 20%. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (21) pela consultoria Deloitte.

De acordo com o estudo, porém, a maioria ainda deve deixar para comprar no mês dezembro, antes do dia 25. Outros 10% afirmaram que vão gastar só depois do Natal.

Gasto menor

O levantamento mostra também que o orçamento para a data festiva ficou menor. Entre os entrevistados, 57% dizem que vão gastar menos neste ano em comparação com o ano passado. Outros 32% pretendem gastar a mesma quantia e 11% afirmam que vão gastar mais.

Em questão múltipla escolha, foi apurado que as compras para ceia de Natal serão a principal prioridade dos entrevistados (68%). Em segundo lugar aparece a compra de roupas (61%) e, em terceiro, os presentes (58%).

A previsão de gasto médio ficou em R$ 367,48 neste ano, contra R$ 394,05 em 2016. O número médio de presentes também caiu de cinco para quatro no período, com valor unitário máximo de R$ 81,66.

“É interessante perceber que, mesmo pretendendo gastar menos e comprar um número menor de presentes, o brasileiro acaba investindo na qualidade dos itens, já que, na média, pagará R$ 81 por presente", diz em nota Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte para o atendimento às empresas de bens de consumo e varejo.

Entre os motivos para se gastar menos neste ano, o mais citado foi a necessidade de redução das dívidas (mencionada por 47%). Em seguida ficam o interesse por economizar (37%), a piora da situação econômica da família (24%) e a preocupação com a situação econômica do país (19%).

“A cada ano, essa pesquisa tem mostrado uma evolução no perfil de educação financeira do brasileiro”, diz Saad. “O fato de o motivo de se gastar menos ser a quitação de dívidas, ou economizar, sinaliza um avanço na maturidade financeira do consumidor, o que é positivo do ponto de vista econômico, apesar de não favorecer o comércio, que sempre busca aumento das vendas, em especial, nessa época do ano”, emendou.

Compras online

Ainda de acordo com a pesquisa, 93% dos consumidores disseram que podem navegar entre os canais físicos e online para decidir sobre uma única compra para o Natal.

As lojas virtuais, porém, serão o principal destino de compras (51%) - há dois anos, o percentual era de 43%.

Maior oferta de mercadorias (60%), praticidade (53%), preços melhores (51%) e velocidade e facilidade de pagamento (50%) estão entre as justificativas dadas para a escolha da internet na hora de fazer a compra.

As lojas físicas, por outro lado, foram lembradas pelos pesquisados pela possibilidade de verificar e provar o produto pessoalmente (48%), pelo poder de barganhar preços (40%), pela facilidade de fazer trocas e devoluções (39%) e pela possibilidade de receber o produto imediatamente (37%).

Esta foi a oitava edição da pesquisa de Natal da Deloitte. Foram entrevistadas mil pessoas em todo o país. O levantamento faz parte de um estudo feito na América Latina com 3,5 mil pessoas na Argentina, Brasil, Colômbia, México e Peru.

G1
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