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PoupançaDois em cada 10 consumidores brasileiros (21%) guardaram dinheiro em dezembro do ano passado, e 71% não conseguiram poupar nada.

Segundo dados do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 40% justificaram o fato pela renda muito baixa, 17% por não terem nenhuma fonte de renda, 16% por terem sido surpreendidos por algum imprevisto e 13% por não terem controle dos gastos e disciplina para guardar dinheiro.

Os dados mostram ainda que 34% dos entrevistados afirmaram ter o hábito de poupar. Destes, 12% estipulam o valor a ser poupado e 22% guardam o que sobra do orçamento. Pouco mais da metade (51%) das pessoas ouvidas disseram que não têm hábito de poupar, nem têm reserva financeira. Além desses, 7% disseram que não poupam, mas já têm uma quantia reservada. O indicador ainda revela que metade dos brasileiros que dispõem de reserva financeira (49%) tiveram de sacar, em dezembro, parte dos recursos guardados. Os principais motivos foram imprevistos (14%), alguma compra (13%) e pagamento de dívidas (11%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento econômico limitou a renda das famílias, tornando a poupança de recursos ainda mais difícil, mas nem tudo deve ser atribuído à crise. “O alto desemprego e a queda da renda de fato pesam, mas também há negligência com as próprias finanças. Um controle adequado do orçamento pode fazer a diferença entre ter e não ter dinheiro sobrando no fim do mês”, afirmou Marcela.

Segundo Marcela, a questão da renda baixa de fato pesa, mas é preciso fazer esforço para poupar, mesmo que pouco por mês. “O hábito de poupar afasta o mau hábito de gastar mais do que se ganha, e assim, aos poucos, o consumidor cria uma reserva de emergência. É necessário fazer uma avaliação do orçamento, identificando o que pode ser cortado. Muito provavelmente, para montar uma reserva financeira, o consumidor terá de abrir mão de algo.”

O levantamento mostrou também quer o principal objetivo de 37% dos brasileiros que poupam é reservar uma parte do salário para lidar com uma eventual doença ou outros problemas do dia a dia. O desejo de garantir um futuro melhor para a família é o motivo de 24%. Em seguida, vêm a vontade de viajar (22%) e de fazer uma reserva para o caso de ficar desempregado (21%). Em média, o valor poupado em dezembro foi de R$ 571,91.

Entre os entrevistados que costumam economizar, 57% colocaram o dinheiro na poupança. Em seguida, vêm aqueles que costumam guardam o dinheiro em casa (27%) e os 17% que deixam na conta corrente. Outras opções mais rentáveis de investimentos, porém menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (9%), previdência privada (8%), Tesouro Direto (7%), certificados de depósito bancárrio CDBs (5%) e ações (5%).

Marcela Kawauti destacou que as escolhas revelam um perfil conservador e pouco atento à rentabilidade. Ela alertou para a facilidade de transferir o dinheiro da conta corrente para a poupança. “Assim, o consumidor consegue uma rentabilidade que, apesar de pequena, é maior do que zero. A poupança serve a alguns propósitos por ser uma opção com alta liquidez., mas, principalmente para aqueles que têm objetivos de longo prazo, hoje há muitas informações disponíveis sobre modalidades de investimento com rendimento maior, sem grandes riscos.”

Agência Brasil
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Resultado de imagem para O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (19) que a equipe econômica avalia, junto com o Ministério da Defesa, se será necessário direcionar mais recursos para as Forças Armadas por conta da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.  Segundo Meirelles, o governo pode remanejar o Orçamento, ou seja, retirar recursos de outras áreas, para financiar as ações durante a intervenção. Isso acontece, disse, porque o Orçamento de 2018 já contempla despesas no volume máximo autorizado pelo teto de gastos (novo regime fiscal).  "Vamos olhar agora exatamente, trabalhar junto com as Forças Armadas, para ver se tem custos adicionais além daqueles já previstos no Orçamento", disse o ministro. De acordo com ele, podem necessitar de verba extra despesas com combustível e armamentos, por exemplo.  O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, o decreto de intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro.  A medida prevê que o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado. Ele assume até o dia 31 de dezembro de 2018 a responsabilidade do comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.  A intervenção já está em vigor, mas o decreto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para continuar valendo.  Reforma da Previdência Questionado por jornalistas, o ministro da Fazenda negou que o governo tenha desistido da reforma da Previdência Social, que, segundo ele, continua sendo uma das prioridades da área econômica. Meirelles negou que o governo esteja trabalhando em algum "plano B" caso a reforma não seja aprovada neste ano.  "A princípio, estamos trabalhando com a reforma da Previdência como prioridade número um. Evidentemente que, se as lideranças do Congresso concluírem que a reforma da Previdência tem votos suficientes para ser aprovada, a ideia, já anunciada pelo presidente da República, é tomar uma medida quO ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (19) que a equipe econômica avalia, junto com o Ministério da Defesa, se será necessário direcionar mais recursos para as Forças Armadas por conta da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Segundo Meirelles, o governo pode remanejar o Orçamento, ou seja, retirar recursos de outras áreas, para financiar as ações durante a intervenção. Isso acontece, disse, porque o Orçamento de 2018 já contempla despesas no volume máximo autorizado pelo teto de gastos (novo regime fiscal).

"Vamos olhar agora exatamente, trabalhar junto com as Forças Armadas, para ver se tem custos adicionais além daqueles já previstos no Orçamento", disse o ministro. De acordo com ele, podem necessitar de verba extra despesas com combustível e armamentos, por exemplo.

O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, o decreto de intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

A medida prevê que o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado. Ele assume até o dia 31 de dezembro de 2018 a responsabilidade do comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

A intervenção já está em vigor, mas o decreto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

Reforma da Previdência
Questionado por jornalistas, o ministro da Fazenda negou que o governo tenha desistido da reforma da Previdência Social, que, segundo ele, continua sendo uma das prioridades da área econômica. Meirelles negou que o governo esteja trabalhando em algum "plano B" caso a reforma não seja aprovada neste ano.

"A princípio, estamos trabalhando com a reforma da Previdência como prioridade número um. Evidentemente que, se as lideranças do Congresso concluírem que a reforma da Previdência tem votos suficientes para ser aprovada, a ideia, já anunciada pelo presidente da República, é tomar uma medida que viabilize a votação da Previdência, atendidos todos os requisitos da Constituição", afirmou ele.

Meirelles também afirmou que, caso haja votos suficientes para votar as alterações nas regras previdenciárias, o governo interromperá a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, da forma como foi anunciada, e buscará "um tipo de intervenção mais limitada, mas que preserve a estrutura já colocada pelo comandante do Exército".

Depois de votada a reforma, disse ele, a intervenção seria retomada. "Tudo isso dentro de normas constitucionais", declarou o ministro.

G1
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Centro de Distribuição de Combustíveis da Petrobrás em Porto Nacional (Foto: Divulgação/Governo do Tocantins)A Petrobras anunciou que a partir desta segunda-feira (19) passará a divulgar em seu site os preços médios de gasolina e diesel, sem tributos, comercializados em suas refinarias e terminais no Brasil.

Conforme a estatal, após o reajuste que entrará em vigor na terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina será de R$ 1,5148, o que representa uma alta de 1,82% em relação ao valor de R$ 1,4877, em vigor desde o dia 17. Já o do litro do diesel será cotado a R$ 1,7369, o que representa uma alta de 1,5% ante o valor R$ 1,7112, em vigor desde o dia 17.

"Essa mudança dá mais transparência à composição do preço final dos combustíveis", informou a Petrobras em comunciado. "As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros acrescentou.

Após serem vendidos às distribuidoras, os preços de ambos os combustíveis passam por adições de impostos, custos e margem das distribuidoras e dos revendedores. Os produtos também sofrem adições dos biocombustíveis: biodiesel, no caso do diesel, e etanol anidro, no caso da gasolina, fatores que também impactam o valor na bomba.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos ficou em R$ 4,212 na semana encerrada no dia 10. No acumulado de 2018, o preço médio da gasolina nas bombas acumula alta de 2,75%. Já o valor do diesel saiu em média para o consumidor a R$ 3,388. No ano, o diesel acumula alta de 1,86% do valor médio para o consumidor final.

A decisão ocorre após autoridades, como o presidente Michel Temer e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, apontarem que reduções implementadas pela petroleira estatal não estavam chegando às bombas. Na ocasião, os setores de distribuição e revenda de combustíveis do Brasil refutaram os comentários das autoridades culpando a elevada carga de tributos pela alta nas cotações aos consumidores finais.

Petrobras diz que refinarias respondem por 1/6 da alta da gasolina
No comunicado divulgado nesta segunda, a Petrobras afirma que os reajustes feitos nas refinarias respondem por apenas por cerca de 1/6 do reajuste total aplicado no preço final da gasolina nos postos do país.

"Segundo os dados da ANP, o preço médio da gasolina em outubro de 2016 - quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras - era de R$ 3,69 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 4,23 o litro. Houve, portanto, uma variação de 54 centavos. Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 9 centavos, ou seja, um sexto do ajuste total", afirmou a estatal.

No caso do diesel, a Petrobras diz que o preço médio do litro era de R$ 3,05 em outubro, passando para R$ 3,40 em fevereiro. "Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 12 centavos, ou seja, cerca de um terço do ajuste total", destacou.

Desde outubro de 2016, a Petrobras vem praticando uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional de combustíveis. Em julho do ano passado, a empresa começou a reajustar os valores quase que diariamente, em busca de maior agilidade na variação dos valores.

Segundo a Petrobras, apenas 28% do preço pago pelo consumidor final, em média, correspondem à parcela da Petrobras. Os demais 72% referiam-se a tributos, custo do etanol anidro e margens de distribuição e revenda.

Preço do gás
O site da Petrobras também passa a informar o valor médio do GLP residencial comercializado pela Petrobras às distribuidoras para envase em botijão de gás de cozinha. Atualmente, o valor médio sem tributos do botijão de 13kg é de R$ 23,16, ante R$ 24,38 em dezembro.

Para o consumidor final, o preço médio do botijão ficou em R$ 67,07 na semana encerrada no dia 10, segundo a ANP.

Em janeiro, a Petrobras divulgou que deicidiu que os reajustes passarão a ser feitos trimestralmente e não mais mensalmente, após a disparada de 21,27% do preço mpédio final do produto no ano passado, bem acima da inflação. "A referência continua a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu acrescido de margem de 5%", afirma a Petrobras.

Segundo a Petrobras, cerca de 35% do preço pago pelo consumidor final, em média, correspondem à parcela da Petrobras. Outros 46% são as margens de distribuição e revenda, e os demais 19% referiam-se a tributos.

G1
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Linha de Transmissão de energia da Eletropaulo, em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)Consumidores que têm poucos eletrodomésticos e por isso usam menos energia podem passar a pagar uma conta de luz mais barata. É o que prevê uma proposta em discussão na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A ideia é que passe a vigorar para consumidores de todas as classes a chamada tarifa binômia. Já disponível para grandes indústrias, ela estabelece faixas de cobrança pelo serviço de distribuição - que é a construção e manutenção da rede que leva a energia até as casas e as empresas.

O custo do serviço de distribuição, a chamada "tarifa fio", representa cerca de 30% do total pago nas contas de luz. Esses recursos servem para remunerar as distribuidoras pelo uso da rede.

Hoje, casas ou lojas que consomem muita energia pagam, pelo serviço de distribuição, o mesmo valor que outras que usam pouca. Com a tarifa binômia, a lógica é que os grandes consumidores passem a pagar mais pelo serviço porque exigem um maior investimento das distribuidoras para atender à sua demanda. E, quem usa menos energia, pagaria menos.

"Se você tem dois consumidores, você tem uma demanda declarada de X e o seu vizinho de metade de X, hoje vocês pagam a mesma tarifa, mas certamente a rede da distribuidora levou em consideração a carga de vocês dois. Você demandou mais de força da rede do que o seu vizinho, então você pagará mais a tarifa de fio do que o seu vizinho", explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

Quando começa?
A proposta ainda não tem data para ser votada na Aneel, mas os estudos já estão sendo feitos. A agenda regulatória da agência prevê a abertura de audiência pública sobre a tarifa binômia, que é essa cobrança diferenciada, já no segundo semestre de 2018. A votação da proposta está prevista para 2019.

Depois de ser aprovada, a Aneel deve fixar um calendário de implantação. A adesão à tarifa binômia será obrigatória para todos os consumidores.

Quando isso acontecer, cada casa e comércio terá que declarar, à distribuidora que o atende, a sua demanda de energia, que vai levar em conta, por exemplo, a quantidade de eletrodomésticos e equipamentos ligados no imóvel.

Por exemplo: uma casa que tem aparelhos de ar-condicionado demanda mais energia - e mais estrutura de rede da distribuidora - do que outra que não possui esse tipo de equipamento.

Com dessa declaração, será possível definir quem vai pagar uma tarifa de distribuição mais cara e quem vai pagar uma mais barata.

Essa declaração pode ser simplificada pela análise do disjuntor usado na residência, por exemplo. Esse disjuntor, que fica no relógio de energia, é instalado levando em consideração o número de eletrodomésticos e o consumo da residência.

Penalidade contra fraude
Segundo Rufino, para evitar que alguém informe à distribuidora uma necessidade mais baixa de energia que a real, para pagar uma tarifa de distribuição mais barata, haverá penalidade, uma espécie de multa, que será cobrada sempre que um consumidor usar mais eletricidade do que a prevista na faixa em que ele se declarou.

"O que o consumidor poderia imaginar: eu vou subcontratar para pagar uma tarifa baixinha, mas aí tem uma regra que, se ele ultrapassar o que contratou, é muito mais caro. Então, é uma penalidade pela ultrapassagem", disse o diretor-geral da Aneel

"Ele [consumidor] tem que contratar a demanda correta para as distribuidoras dimensionarem a rede. Ela não pode superdimensionar, porque ela [distribuidora] estaria investindo sem necessidade, mas não pode subdimensionar, porque aí teria problema de tensão e começa a dar problema", completou ele.

Indústria vê vantagens
O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, diz que a medida é positiva e que funciona bem para os consumidores de alta tensão.

"Se você perguntar hoje para os consumidores de alta tensão se querem voltar para o modelo antigo, ninguém quer", afirmou.

Segundo ele, no início os consumidores residenciais podem ter algum problema para fazer o dimensionamento correto da sua demanda por energia, mas a adaptação é rápida.

"A demanda depende muito da quantidade de equipamentos. O contrato de demanda levaria em consideração a energia necessária para ligar todos os equipamentos elétricos da casa ao mesmo tempo", disse.

G1
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Resultado de imagem para Mercado baixa expectativa para a inflação em 2018 e eleva previsão de alta do PIBOs economistas do mercado financeiro revisaram para baixo a estimativa para a inflação deste ano e elevaram sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2018.

As expectativas do mercado constam no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19).

Para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,84% para 3,81%. Foi a terceira queda seguida do indicador.

A expectativa dos analistas continua abaixo da meta central de 4,5% para a inflação, que deve ser perseguida pelo Banco Central neste ano. Mas está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, e que prevê que a meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,25%. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

Produto Interno Bruto

Para a expansão do PIB de 2018, os economistas dos bancos elevaram sua estimativa de crescimento de 2,70% para 2,80%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%, mas voltou a registrar alta neste ano. No terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 0,1%.

Taxa básica de juros

Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,75% ao ano para o final de 2018. Atualmente, a taxa está neste patamar. Ou seja, o mercado continua estimando manutenção dos juros no resto deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, permaneceu em R$ 3,39 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 54,5 bilhões para US$ 54,6 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável em US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 80 bilhões.

G1
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Resultado de imagem para Banco CentralO IBC-Br divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central reforça a expectativa entre alguns analistas do setor privado de que 2017 encerrou com um crescimento do PIB acima de 1%.

Mais importante do que o número fechado de 2017, a estas alturas, é verificar a dinâmica da economia na virada de ano. O quarto trimestre de 2017 deve ter apresentado crescimento, o que indica que a economia entrou em 2018 em aceleração.

A combinação de fatores favoráveis está levando a revisão para cima das projeções de crescimento para este ano. A consultoria MB Associados, por exemplo, já está prevendo crescimento de 3,5% para este ano.

Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o crescimento deste ano sobiu de 2,7% para 2,8%. O número expressa uma média de projeções entre as cerca de 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central.

Uma virtuosa combinação de fatores favorece desempenho da economia este ano melhor do que se previa até pouco tempo. Taxa básica de juros abaixo de 7%, inflação projetada abaixo de 4%. O desemprego, embora ainda muito elevado, deve seguir em queda.

O crédito para as famílias continua se expandindo. Uma boa safra agrícola vai se confirmando, o que é garantia de que não haverá pressão inflacionária de alimentos.

Tudo isso somado deve manter o ritmo de aumento do consumo das famílias, principal fator que tem impulsionado a economia na saída do ciclo de dois anos de recessão.

A ressalva que se faz a essa retomada é a de sempre e não deve ser esquecida: sem que se controle o aumento da dívida pública, esse crescimento de 2018 não terá vida longa.

G1
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Resultado de imagem para Dólar fecha em baixa e vai a R$ 3,22 nesta sexta-feira, em sintonia com exteriorO dólar voltou a fechar em queda ante o real nesta sexta-feira (16), após mais cedo operar em alta, em sintonia com a trajetória no exterior. Dados fortes sobre a economia dos Estados Unidos trouxeram de volta a percepção de aumento de juros mais rápido no país, o que poderia afetar o fluxo de capital global.

A moeda norte-americana recuou 0,41% frente ao real, vendida a R$ 3,2206. Veja a cotação. Na semana, o dólar perdeu 2,48%.

A cena política interna também continuou no radar dos mercados, com a intervenção federal na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro colocando em risco a votação da reforma da Previdência, que já era vista com muito ceticismo pelos investidores, segundo a Reuters.

Internamente, os investidores acompanharam as negociações sobre a votação da reforma da Previdência, agora afetada pela intervenção do governo na segurança pública do Rio de Janeiro, uma vez que a Constituição veta emendas constitucionais na vigência de intervenção federal, segundo a agência.

O governo batalhava para colocar a matéria em votação até o final deste mês, mas ainda não havia conseguido o apoio político mínimo.

"Pode não ter votação da Previdência, mas o mercado já não estava muito confiante que isso aconteceria", afirmou à Reuters o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer.

No exterior, o dólar firmou alta ante uma cesta de moedas depois de ter atingido mais cedo o menor nível desde dezembro de 2014.

Na semana passada, a moeda norte-americana chegou a saltar à casa de R$ 3,30 após dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos alimentarem percepções de que o Federal Reserve, banco central do país, poderia elevar os juros num ritmo mais forte do que o esperado. Mas esse cenário perdeu fôlego nesta semana.

Juros maiores tendem a atrair para a economia norte-americana recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

O Banco Central vendeu integralmente a oferta de até 9.500 contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda futura de dólares-- para rolagem do vencimento de março. Desta forma, já rolou US$ 2,850 bilhões do total de US$ 6,154 bilhões que vencem no mês que vem.

Mantido esse volume diário até o final do mês e vendendo os lotes todos, rolará integralmente os swaps que vencem agora.

Véspera
Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,29%, cotada a R$ 3,2339 na venda.

G1
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Resultado de imagem para Transporte de passageiros em voos domésticos volta a crescer no Brasil em 2017O número de passageiros transportados em voos dentro do Brasil cresceu 2,2% em 2017, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O resultado positivo vem após queda de 7,8% registrada em 2016 - a primeira depois de 10 anos de crescimento ininterrupto.

No ano passado, foram transportados 90,6 milhões de passageiros em voos domésticos. Apesar do crescimento em relação a 2016, quando 88,7 milhões pegaram voos nacionais, o número ainda é menor do que o verificado em 2015: 96,2 milhões.

A demanda por voos nacionais também cresceu em 2017. A alta foi de 3,2% na comparação com 2016, ano em que houve uma queda de 5,7% nesse indicador, em relação a 2015.

O encolhimento do mercado aéreo brasileiro em 2016 foi reflexo da crise econômica que atingiu o país. Por conta da queda na demanda por passagens, as empresas aéreas reduziram a oferta de assentos.

Com o reaquecimento da demanda no ano passado, a oferta também voltou a crescer, mas em ritmo mais lento (+1,4%). Em 2017, o índice de ocupação das aeronaves ficou em 81,5% - aumento de 1,8% em relação a 2016, segundo a Anac.

Considerando apenas dezembro de 2017, o aumento no número de passageiros transportados foi de 4,4% em relação ao mesmo mês de 2016.

Voos internacionais
De acordo com o levantamento da agência, 8,3 milhões de passageiros foram transportados por empresas aéreas brasileiras em voos internacionais com origem ou destino no Brasil, um aumento de 11,7% na comparação com 2016, quando foram transportados 7,5 milhões.

A demanda por voos internacionais (que considera o índice RPK, de passageiros por quilômetros pagos transportados) avançou 12%. Já a oferta de assentos (em termos de ASK, isto é, assentos por quilômetros ofertados) cresceu 10,6%.

Considerando apenas a taxa de aproveitamento de assentos em dezembro, houve uma redução de 1,1% na comparação com o mesmo mês de 2016. A queda é a quinta consecutiva após 14 meses de alta, informou a agência. Contudo, no acumulado de 2017 houve aumento de 1,3%, e o índice médio de ocupação no ano passado foi de 84,8%.

G1
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Empresa de pesca potiguar conseguiu liminar para enviar carga de pescado para a Espanha, mesmo com proibição nacional (Foto: Pesqueira Nacional/Divulgação)A Justiça Federal do Rio Grande do Norte concedeu uma liminar permitindo que uma empresa sediada em Natal exporte 62,5 toneladas de pescado para a Espanha durante o final de semana. Esse tipo de operação está proibido em todo o país desde o dia 3 de janeiro, conforme determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), após uma inspeção realizada pela União Européia ter encontrado vários problemas em embarcações na região Sul do país.

A decisão liminar foi condedida na noite desta quinta-feira (15) pelo juiz Janilson Bezerra de Siqueira, da 4ª Vara de Natal, a pedido da Pesqueia Nacional Ltda, que opera na capital potiguar desde 2002. De acordo com a empresa, a carga de atum e meca, avaliada em R$ 985 mil, deve sair do Porto de Natal no final de semana. Ela já está em contêineres no porto da cidade.

O navio que vai levar a carga deve chegar a Natal neste sábado (17) e a previsão é que deixe o porto entre o domingo (18) e a segunda-feira (19), dependendo da maré.

Segundo o advogado Sebastião Leite Júnior, que representa a empresa, essa foi a primeira decisão do tipo, na justiça brasileira, desde que entrou em vigor o Memorando n.º 209/2017, do Mapa, que proibiu as exportações de todo o pescado brasileiro para a Europa.

O ministério tomou a decisão em dezembro após receber o relatório de uma auditoria realizada pelos europeus em setembro. Foram apontadas irregularidades sanitárias no produto brasileiro.

A suspensão temporária, segundo o governo federal, permitiria a adoção de um plano de ação a fim de responder aos questionamentos dos europeus, dar solução para os problemas identificados e tentar evitar uma suspensão unilateral da exportação pela União Europeia - de acordo com representantes do setor, esse tipo de suspensão é mais difícil de ser revertida.

A maior parte das empresas de pesca, no país, está nas regiões Sul e Sudeste. As visitas foram realizadas em Santa Catarina, maior estado exportador e, por amostragem, dez empresas foram visitadas, sendo identificadas irregularidades em seis.

Decisão
No pedido feito à Justiça Federal, porém, a empresa potiguar alegou que se reuniu com o Ministério da Pesca após a proibição para tentar reverter a determinação, uma vez que os próprios técnicos do Mapa reconheceram que ela cumpre todos os requisitos europeus. Além disso, a empresa ressalta que os próprios representantes da comunidade européia listaram 23 empresas brasileiras que estão adequadas às suas exigências. Entre elas, a própria Pesqueira Nacional.

De acordo com a empresa, mesmo tendo reconhecido o cumprimento de todos os pré-requisitos técnicos, o Mapa não autorizou a empresa a exportar o produto.

Durante a proibição a embarcação da empresa, o Navio-Fábrica Nuevo Rodrigo Duran, já estava em alto mar, onde passa cerca de quatro meses. O desembarque em Natal aconteceu na quarta-feira (7) e o caso foi judicializado na quinta-feira (8), quando as 62 toneladas de peixes já estavam nos conteineres do porto de Natal.

"Considerando que as suspensões que recaíram sobre as emissões dos certificados foram motivadas pelo receio de que a União Européia cessasse definitivamente as exportações de pescados, não subsistem razões para que a referida vedação estenda-se à parte autora, especialmente em se tratando de uma empresa que, segundo informações nos autos, está inserida na lista de estabelecimentos brasileiros autorizados a ingressar na União Européia, destinados à Espanha", pontou o magistrado na decisão.

Navio-indústria
Embarcação espanhola, com tecnologia hispano-japonesa, o Navio-Fábrica Nuevo Rodrigo Duran é o único do tipo no Nordeste brasileiro, de acordo com a empresa. Ainda em alto mar, a equipe captura, processa e armazena o percado, que já chega a Natal pronto para exportação. A empresa é especializada em peixes do tipo espadarte, como meca e atum.

G1
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Resultado de imagem para grupo Danone fabricaO grupo alimentício Danone informou nesta sexta-feira (16) que vai acelerar o crescimento das vendas neste ano e entregar uma alta maior no lucro, conforme busca responder à pressão dos investidores.

A maior fabricante de iogurtes do mundo reportou lucro ligeiramente acima do esperado em 2017, com sólida demanda por produtos alimentícios para bebês e águas na China mais que compensando a fraqueza nas vendas de lácteos.

As ações da Danone subiam cerca de 1,8%, superando o desempenho do principal índice acionário da França. Os papéis acumulam queda de 7% até agora em 2018, anulando quase metade dos ganhos do ano passado.

A Danone, cujas marcas incluem a água Evian, os iogurtes Activia e a marca para bebês Bledina, informou que buscará um crescimento de dois dígitos no lucro por ação em 2018, excluindo o impacto da venda de uma fatia na japonesa Yakult por US$ 1,9 bilhão anunciada nesta semana.

A empresa, assim como rivais como a Nestlé e a Unilever, está sob pressão de investidores para melhorar os resultados e precisa entregar metas para margem de lucro e crescimento de vendas estipuladas para 2020 no ano passado.

"Estamos começando 2018 com fundações mais fortes e estou confiante de que estamos no caminho de acelerar nossa ambição para 2020", disse o presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Danone, Emmanuel Faber, em comunicado.

A companhia busca uma margem operacional acima de 16% das vendas e crescimento em vendas na mesma comparação de 4 a 5% até 2020. Em 2017, a margem operacional da Danone subiu 70 pontos-base, para 14,36% das vendas, ficando levemente acima das expectativas de analistas.

Reuters
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