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Internacional

Funcionária da Casa Branca é vista dirigindo carro que transporta jornalistas ao clube Mar-a-Lago, na Flórida (Foto: Eric Thayer/Reuters)O motorista de um dos veículos que transferem o grupo de jornalistas que acompanham o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a sua estadia no sul da Flórida foi detido nesta segunda-feira (19) por posse de arma de fogo.

O motorista foi detido antes de chegar a Mar-a-Lago, o clube privado que Trump possui em Palm Beach e para onde costuma viajar para descansar durante o inverno, depois que os agentes encontraram a arma em sua bagagem durante uma inspeção rotineira de segurança.

O motorista disse que esqueceu de deixar sua arma pessoal em seu veículo particular antes de mudar para a van na qual transportaria o grupo de jornalistas que faz a cobertura das atividades do presidente quando ele está fora da Casa Branca.

O controle foi feito na parte externa do recinto, aproximadamente uma hora antes de a van se juntar à caravana presidencial, que esta manhã se dirigiu ao Trump International Golf Club na cidade vizinha de West Palm Beach.

Após a descoberta da arma, o motorista foi interrogado pelos agentes e sua entrada não foi permitida no clube, assim como a de seus outros colegas, que foram substituídos por questões de segurança.

O veículo de imprensa foi conduzido até o clube de golfe por um integrante da equipe da Casa Branca.

Este não foi o único incidente envolvendo um veículo da caravana presidencial, pois outra van sofreu uma leve batida contra um carro do serviço secreto, mas sem deixar feridos.

EFE
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Resultado de imagem para Emboscada do Estado Islâmico mata 27 combatentes pró-governo no IraqueVinte e sete membros das Hashd al Shaabi, as Unidades de Mobilização Popular (UMP) morreram em uma emboscada do grupo Estado Islâmico (EI) perto de Kirkuk, no Iraque, anunciou a milícia iraquiana formada para combater os jihadistas.

Segundo comunicado das UMP, no domingo, uma unidade das Hashd al Shaabi caíram em uma emboscada do grupo EI na região de Hawija.

Os radicais usavam uniformes militares e, durante os combates, 27 integrantes das UMP "caíram como mártires", segundo o comunicado.

France Presse
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Pichação com suástica na embaixada da Polônia em Tel Aviv, Israel (Foto: Reprodução/TV Globo)O Ministério das Relações Exteriores da Polônia exigiu nesta segunda-feira (19) explicações às autoridades de Israel devido ao aparecimento de uma pichação antipolonesa, que também tinha uma suástica, na porta de sua embaixada em Tel Aviv no domingo.

O episódio alimentou ainda mais a polêmica entre os dois países por conta da nova lei polonesa sobre o Holocausto.

"O governo de Israel é responsável pela segurança das nossas instituições nesse país", lembrou o chefe da diplomacia polonesa, Jacek Czaputowicz, que qualificou as pichações de "ato de vandalismo".

A pichação apresenta várias suásticas e insultos aos poloneses, que são tachados de "assassinos".

Czaputowicz reconheceu que em Israel existem "sentimentos antipoloneses", e apelou à "educação" e ao "diálogo" como os melhores instrumentos para superar possíveis diferenças.

Polêmica sobre Holocausto
O vandalismo contra a embaixada é mais um episódio da polêmica entre os dois países causada pela lei sobre o Holocausto aprovada na Polônia, que contempla penas de até três anos de prisão pelo uso do termo "campos de concentração poloneses" e por acusar o país de cumplicidade no genocídio.

A lei foi criticada pelos Estados Unidos, mas, sobretudo, por Israel, que a considera uma tentativa de "desafiar a verdade histórica", que pode deturpar a cumplicidade, direta ou indireta, de setores da sociedade polonesa nos crimes contra os judeus.

Czaputowicz também se referiu à polêmica causada pelas declarações do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, no sábado na Conferência de Segurança de Munique (MSC, na sigla em inglês), na Alemanha, ao ser perguntado sobre a lei.

Morawiecki defendeu a legislação e afirmou que "certamente não será sancionável ou crime dizer que houve criminosos poloneses, assim como também houve criminosos judeus, russos, ucranianos, não apenas criminosos alemães".

Essa referência aos judeus suscitou indignação em Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, manteve no domingo uma conversa telefônica com Morawiecki.

Para o ministro das Relações Exteriores polonês, as declarações do primeiro-ministro foram "mal interpretadas", já que, "em nenhum caso, tinham a intenção de negar o Holocausto e seus verdadeiros autores".

Na opinião de Czaputowicz, mais que uma desculpa, como exige Israel, as palavras de Morawiecki devem ser devidamente explicadas para evitar essa má interpretação.

O ministro polonês também reiterou a necessidade de diálogo com Israel para chegar a um acordo sobre o texto da lei.

Liberdade de expressão
Atualmente, o Tribunal Constitucional polonês analisa se a lei viola os princípios de liberdade de expressão, como alegam seus críticos, que consideram que a nova regra dificultará o trabalho de jornalistas e historiadores ao abordarem o estudo do Holocausto.

"A interpretação do Tribunal Constitucional é necessária para eliminar as dúvidas que possam surgir sobre a lei", explicou Czaputowicz.

Por outro lado, o principal partido de oposição na Polônia, a força de centro-direita Plataforma Cívica, anunciou sua intenção de apresentar novas iniciativas para tentar reformar a lei, algo que acontecerá previsivelmente nesta terça-feira (20).

"A redação da lei e as péssimas explicações oferecidas pelo primeiro-ministro provocaram um desastre diplomático, por isso vamos propor no parlamento várias emendas à norma", disse o líder da Plataforma Cívica, Grzegorz Schetyna, em sua conta em uma rede social.

EFE
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Exposição de armas na feira da Flórida: Evento é um dos principais realizados pelo segmento (Foto: Guillermo D. Olmo/BBC Mundo)Apenas quatro dias após um ex-aluno matar 17 pessoas a tiros em uma escola na Flórida, o Estado americano foi palco de uma megafeira de armas com modelos de todos os tipos acessíveis e demanda aquecida principalmente pelo AR-15, o fuzil usado por Nikolas Cruz, de 19 anos, naquele que é considerado um dos piores massacres na história recente dos Estados Unidos.

O Flórida Gun Show ("Show de armas da Flórida", em tradução literal) ocorreu neste fim de semana em Miami, a apenas uma hora de carro da Escola Stoneman Douglas, na cidade de Parkland, onde Cruz abriu fogo contra estudantes e professores na semana passada supostamente em retaliação por ter sido expulso da escola. Ele foi preso e apresentado como responsável pelos assassinatos.

"Vão mesmo fazer uma feira de armas hoje, depois do que aconteceu? Que loucura!", exclamou um motorista de táxi, que dizia não "acreditar no que estava vendo."

Há semanas o evento era promovido em anúncios publicitários, com grandes outdoors espalhados ao longo da extensa rede rodoviária do condado de Miami-Dade, um dos 67 da Flórida.

O site da feira prometia aos visitantes que eles "desfrutariam de uma enorme exibição de armas de fogo, munições, carregadores, facas e muito mais".

Ao lado da entrada, uma folha em preto e branco oferecia esclarecimentos.

"Queremos fazer uma homenagem à cidade de Parkland, especialmente aos alunos e professores da escola, que foram mortos sem sentido. Não pretendemos faltar com respeito nem com sensibilidade com este evento, planejado durante tanto tempo", dizia a nota.

O texto também recomendava aos participantes tolerância diante de possíveis manifestações contrárias ao evento e acrescentava: "Nós exigimos e impusemos uma forte segurança".

Mas, uma hora antes da abertura oficial do evento, a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, acessou o local onde centenas de armas estavam armazenadas sem passar pelo controle de segurança, que só seria ativado mais tarde.

Crianças não pagam
As bilheterias abriram as 9h - e logo a feira começou a ferver.

A entrada custava US$ 13 (o equivalente a R$ 41). Crianças menores de 12 anos não pagavam.

Dentro do evento, um enorme mostruário de armas de fogo de diferentes tipos e calibres, miras telescópicas - acessórios parecidos com monóculos usados principalmente para tiros a longa distância -, roupas de camuflagem, facas, machetes e uma longa lista de acessórios de combate para o prazer dos amantes do chumbo.

A Segunda Emenda da Constituição dos EUA reconhece o direito dos americanos de carregar armas, o que para muitos é uma das marcas de identidade do país e uma das razões pelas quais o segmento vende tanto.

Em meio à numerosa clientela que se aglomerava em torno dos mais de 600 mostruários de venda, havia alguns negros e hispânicos, mas quem predominava mesmo eram os homens brancos.

Alguns percorriam o local acompanhados de crianças. O que menos se via eram mulheres.

Tema de debate
Bill atendia em um dos pontos de venda ao lado de sua mulher, e tinha claro seu ponto de vista no debate sobre as armas, reaberto pelo último massacre escolar.

"O que aconteceu em Parkland é uma tragédia, mas a solução não é proibir as armas, mas sim que os cidadãos de bem possam se defender com elas de gente como Nikolas Cruz", disse ele à BBC Mundo.

Bill gosta de Donald Trump e exibia orgulhoso uma camiseta de apoio ao presidente.

"Alguns não gostam dele porque ele não é um político ou um relações públicas, mas está ele conseguindo coisas", afirmou.

A questão das armas é tema de intenso debate político nos Estados Unidos. Os democratas promoveram medidas de restrição à venda, mas os republicanos sempre as frustraram.

E se na época de Barack Obama eles fizeram valer sua maioria no Congresso, agora que com Donald Trump também controlam o Executivo, a resistência é dupla.

Isso, no entanto, não impede que muitos continuem a campanha em favor de um maior controle sobre a venda de armas.

Enquanto nesta parte da Flórida se celebrava a feira, aliás, em outra parte do Estado dezenas de vítimas e familiares exigiam leis mais severas em relação à venda.

Mas a indignação pelos assassinatos de Parkland, por enquanto, acabou é melhorando as vendas.

Arma do massacre é a mais procurada
Não muito longe da banca de Bill estava o Pawn & Gun Shop, o negócio de Domingo Martin, filho de cubanos nascidos em Miami.

Ele explicou que a arma mais barata que poderia oferecer era uma pistola Jimenez, de calibre 22, que custava US$ 119 (R$ 383).

Mas o mais procurado ultimamente é o AR-15, fabricado pela Colt - o rifle usado por Cruz em seu sangrento ataque pela escola secundária não longe dali.

"As pessoas o procuram muito porque temem que, depois do que aconteceu, a venda seja proibida", explicou Martin.

"Os maiores de 18 anos podem comprá-lo legalmente, mas exijo que tenham 21", ponderou à BBC.

O AR-15 é um velho conhecido do público americano.

Foi com uma arma desse tipo que Adam Lanza matou 20 crianças em 2012 na escola Sandy Hook, em Connecticut, e que, no mesmo ano, James Holmes deixou 12 mortos e dezenas de feridos em um cinema do Colorado durante uma exibição de um dos filmes da série Batman.

Para os participantes da feira em Miami, entretanto, o problema não está nas armas, mas sim em criminosos com problemas psiquiátricos que fazem mau uso delas.

Foi essa tese que o presidente Donald Trump defendeu quando se referiu à tragédia de Parkland, e que Chris, jovem estudante universitário que percorre a feira do sul da Flórida, endossa.

"Mas em matéria de saúde mental, o governo poderia fazer mais do que está fazendo", criticou à BBC Mundo.

Matar ou morrer
Em meio aos que empunham e examinam as armas à venda estava um imigrante colombiano identificado como Marco.

Ele tem dois rifles e uma pistola em casa. É sua parcela de contribuição ao incalculável arsenal doméstico norte-americano.

Marco disse que a coisa começou com seu amor pelo tiro desportivo.

Mas, acrescentou: "nos Estados Unidos há muitas armas loucas, então, se eu tiver um filho, vou lhe ensinar a atirar para que possa se defender".

Segundo ele, "neste país, fugir não é uma opção".

De acordo com a contagem da organização Gun Violence Archive, que compila e divulga informações sobre violência relacionada a armas nos Estados Unidos, mais de 1.9 mil pessoas já morreram por ferimentos a bala apenas neste ano no país.

Marco prefere que seu filho seja um dos que matam a ser um dos que morrem.

Além disso, para muitos dos participantes dessa exposição, as armas são muito mais do que máquinas de cuspir fogo, são a quintessência do espírito nacional.

E qualquer restrição representaria uma insuportável mutilação desse bem sagrado.

Foi o que explicou o encarregado de uma cadeia de lojas de armas chamada Shoot Straight Florid, preferindo não se identificar enquanto brincava com uma Smith & Wesson 5.56, uma das concorrentes do AR-15.

"Este é um país livre e não queremos ter policiais vigiando em toda a parte. Nós, americanos, temos de poder nos defender para que continuemos sendo uma democracia, e não acabarmos como a Rússia", disse.

Muitos dos defensores desse direito ao porte de armas também costumam destacar que a maioria dos que as possuem nos EUA as utilizam de forma responsável.

Um assunto de liberdade
Eram 12h quando o show de armas vivia o horário de pico.

Vendedores e compradores fechavam acordos no ritmo frenético que caracteriza a acelerada economia dos EUA nos últimos anos.

Alguns especialistas temem, inclusive, que essa economia superaqueça, assim como acontece com as metralhadoras quando são disparadas mais do que o necessário.

Mas isso não era algo que preocupasse a alguém na feira.

Em um canto entre cinturões de cartucho, facas e pistolas Beretta, um trio de veteranos do exílio cubano comentava acaloradamente assuntos da atualidade.

Eles tinham muitos anos e muito pouca fé na imprensa. Viram a mim como uma fonte potencial de "notícias falsas".

Somente a credencial da BBC pareceu mitigar alguma desconfiança.

Um deles era Pedro Hernández, que se apresentou como agente aposentado do Departamento de Polícia de Miami.

"Agora não se pode falar sobre a questão das armas porque as emoções estão muito a flor da pele", disse ele.

E logo revelou sua teoria sobre os verdadeiros motivos do alarme suscitado pela última chacina em uma escola.

"Os comunistas estão em toda parte e querem começar por acabar com nossa liberdade de usar armas para depois destruir todas as outras", disse.

Nem Hernández nem muitos dos milhões de eleitores na republicana Flórida estão dispostos a permitir que mesmo esse primeiro passo seja dado.

BBC
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Donald Trump fala nesta quinta-feira (15) sobre tiroteio na Flórida (Foto: Leah Millis/Reuters)O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoia esforços para melhorar o sistema federal de verificação de antecedentes, disse a Casa Branca nesta segunda-feira (19).

De acordo com um comunicado divulgado pela porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, Trump conversou com o senador republicano John Cornyn sobre a legislação de armas do país na última sexta-feira, dois dias depois de um atirador deixar 17 mortos em uma escola na Flórida.

Trump falou com Cornyn, um republicano, sobre o projeto de lei bipartidário que ele e o senador democrata Chris Murphy apresentaram para melhorar a colaboração federal com as verificações de antecedentes criminais, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

"Enquanto discussões estão em curso e revisões estão sendo consideradas, o presidente apoia esforços para melhorar o sistema federal de verificação de antecedentes", disse Sanders.

Desde o tiroteio, Trump não se pronunciou sobre a regulamentação das armas. Em um discurso após a tragédia, concentrou-se na necessidade de identificar pessoas com problemas mentais.

O tiroteio da Flórida ressuscitou o debate entre aqueles que pedem um controle de armas mais severo, como análises criminais e judiciais pré-venda generalizados, e aqueles que se opõem, principalmente a poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA) em nome da segunda emenda à Constituição que garante o direito de cada americano de possuir e portar uma arma.

O atirador da escola na Flórida, Nikolas Cruz, de 19 anos, obteve a autorização para comprar sua arma apesar dos apontamentos de comportamento violento.

Os sobreviventes do tieroteio anunciaram no domingo uma grande manifestação em Washington, em 24 de março, para solicitar a rápida aprovação de uma lei que reforça os regulamentos das armas.

Projeto de lei
O projeto de lei sobre o qual Trump falou na última sexta foi elaborado por um grupo de parlamentares republicanos e democratas e apresentado em novembro "para garantir que as autoridades federais e locais façam cumprir a legislação existente e relatem corretamente os registros criminais relevantes ao Arquivo Nacional de Verificação Instantânea (NICS) ", de acordo com uma declaração divulgada na época.

O projeto prevê um arquivo que deve ser consultado pelos comerciantes de armas antes de vender uma arma, a fim de verificar os antecedentes do comprador, e se ele tem o direito de adquirir uma.

O projeto foi apresentado após um tiroteio cometido por um ex-soldado em uma igreja no Texas, que matou 25 pessoas, incluindo uma mulher grávida. Devin Kelley, o atirador, havia sido condenado por violência contra sua esposa e seu filho e depois expulso da Força Aérea dos Estados Unidos. Mas o exército não informou a Polícia Federal (FBI) de sua condenação e, portanto, conseguiu comprar um rifle semi-automático.

No caso de Nikolas Cruz, o FBI admitiu que recebeu em janeiro um relatório detalhado do jovem que já possuía sua arma, relatando um comportamento errático e mensagens perturbadoras postadas nas redes sociais evocando um massacre em uma escola. Mas a polícia federal não tomou nenhuma ação.

G1
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Equipes de emergência trabalham no resgate de feridos por desabamento de montanha de lixo em Moçambique (Foto: Ferhat Momade/AP Photo)Ao menos 17 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas na capital de Moçambique no início desta segunda-feira (19), quando uma pilha de lixo de 15 metros de altura desabou devido a chuvas fortes e soterrou sete casas, disseram autoridades.

O desabamento aconteceu perto das 3h da manhã no bairro pobre de Hulene, que fica a cerca de 10 quilômetros do centro de Maputo. As casas haviam sido construídas ilegalmente, e as autoridades haviam pedido aos moradores para deixarem o local.

"Até agora 17 corpos foram recuperados. Tememos que mais possam estar desaparecidos. Continuaremos procurando corpos soterrados sob a pilha de lixo", disse Despedida Rita, autoridade do distrito municipal de Ka Mavota, a repórteres.

A disputa de terras em muitas cidades africanas leva algumas pessoas a ocuparem terrenos em busca dos salários melhores disponíveis em centros urbanos, e às vezes as habitações são construídas em terrenos marginais ou inseguros.

Reuters
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O ministro do Interior e da Justiça da Venezuela, Néstor Reverol, em foto de 6 de abril de 2017 (Foto: Reuters/Marco Bello/File Photo)O governo da Venezuela denunciou nesta sexta-feira (16) que o Exército da Colômbia está executando um plano que poderia levar a uma escalada de violência na zona fronteiriça e que seria usado por Bogotá para justificar uma "ação intervencionista".

O ministro do Interior venezuelano, Néstor Reverol, disse que o Exército do país vizinho está recrutando cidadãos venezuelanos, especialmente com experiência militar e policial, e lhes dando identidades colombianas para cumprir imediatamente o serviço militar obrigatório.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou recentemente que existem na Colômbia pretensões de se executar uma "invasão militar", mas não deu mais detalhes. Autoridades colombianas refutaram a acusação em meio às tensões crescentes entre as duas nações.

Em uma mensagem exibida em uma rede de televisão estatal, Reverol disse que o "plano grave e perigoso" de recrutamento está acontecendo especialmente na zona da fronteira com o Departamento Norte de Santander, "caracterizada pela presença de grupos geradores de violência, paramilitares, guerrilheiros, bandos criminosos".

Reverol, que foi alvo de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, disse que o alistamento de venezuelanos nessa área fronteiriça "propiciou condições para gerar eventos graves que seriam utilizados pelo governo colombiano como falsos positivos e assim poder justificar uma ação intervencionista que viole nossa soberania nacional. Por isso o denunciamos".

Reuters
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Robert Mueller, conselheiro jurídico especial encarregado de investigar o caso “Russiagate” (Foto: Associated Press)O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta sexta-feira (16) a acusação formal de 13 cidadãos e três entidades russas por interferir nas eleições presidenciais de 2016, em atividades que teriam começado em 2014.

"Um grande júri federal do Distrito de Columbia apresentou acusação formal contra 13 cidadãos e três entidades russas acusadas de violar leis criminais para interferir nas eleições e nos processos políticos dos EUA", informou o escritório do procurador especial Robert Mueller, encarregado de investigar a suposta interferência russa na política americana.

As acusações alegam que os russos se passavam por cidadãos americanos criando personagens falsos e roubando as identidades de americanos reais.

Apoio a Trump
Afirmam ainda que o objetivo dessas pessoas e entidades era apoiar a campanha do então candidato Donald Trump, agora eleito, e prejudicar a oponente democrata Hillary Clinton, e que alguns dos réus, enquanto se passavam por americanos, se comunicaram com "indivíduos não conscientes associados à Campanha Trump e com outros ativistas políticos para procurar coordenar atividades políticas".

"As operações dos réus incluíram apoiar a campanha presidencial do então candidato Donald J. Trump e depreciar Hillary Clinton", diz a acusação. "Os réus fizeram várias despesas para realizar essas atividades, incluindo a compra de anúncios políticos em mídias sociais em nome de pessoas e entidades dos Estados Unidos", prossegue.

"Esta acusação serve como uma lembrança de que as pessoas não são sempre o que parecem ser na internet", disse Rod Rosenstein, vice-procurador-geral, a repórteres. "A acusação alega que os conspiradores russos querem promover a discórdia nos Estados Unidos e prejudicar a confiança do público na democracia. Não devemos permitir que eles tenham sucesso ".
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que as acusações apresentadas nesta sexta são "absurdas". "Treze pessoas interferiram nas eleições dos EUA ?! Treze", escreveu Zakharova escreveu no Facebook.

G1
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Israelenses protestam contra o premiê Benjamin Netanyahu em Tel Aviv, nesta sexta-feira (16)  (Foto: Amir Cohen/ Reuters)Manifestantes israelenses se reuniram em Tel Aviv nesta sexta-feira (16) para pedir a renúncia do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, depois que a polícia recomendou que ele seja acusado de ter recebido subornos em dois casos de corrupção.

Na terça-feira a polícia disse haver indícios suficientes para denunciar Netanyahu, impondo ao premiê, atualmente em seu quarto mandato, um dos maiores desafios ao seu longo domínio na política de Israel.

Netanyahu, de 68 anos, nega qualquer irregularidade nos dois casos e disse que as investigações policiais não darão em nada. Agora cabe ao procurador-geral determinar se o acusa ou não.

Entre 1.000 e 1.200 manifestantes se reuniram em uma praça de Tel Aviv, alguns com cartazes dizendo "corruptos, vão para casa" e "ministro do crime".

"Achamos que o primeiro-ministro deveria se desqualificar imediatamente e renunciar", disse Shlomit Bar, professor de música aposentado de 63 anos. "Ele não pode mais ser o primeiro-ministro de Israel".

O premiê não tem a obrigação legal de deixar o cargo em tais casos, a menos que seja condenado em um tribunal. A coalizão de governo de direita de Netanyahu parece estável por ora, já que parceiros essenciais disseram que esperarão a decisão do procurador-geral.

"Do ponto de vista moral, é uma desgraça para o Estado de Israel que um primeiro-ministro seja suspeito de crimes tão graves", opinou Oren Simon, um dos manifestantes. "Ele deveria ir para casa. Chega".

Uma pesquisa publicada na quarta-feira mostrou que quase metade do eleitorado do país acredita na polícia, e não em Netanyahu.

A sondagem, divulgada no canal de televisão Reshet, revelou que 49 % dos entrevistados se inclinou para a versão policial, segundo a qual Netanyahu agiu de forma inadequada. Vinte e cinco por cento disseram acreditar no premiê, e os restantes 26 % disseram não saber em quem acreditar.

Reuters
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