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Cultura

Francisco FrançaO Forte de Santa Catarina, em Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, vai ser candidato a Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A candidatura foi confirmada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que está responsável por esse processo, na terça-feira (9) à reportagem do JORNAL DA PARAÍBA.

Além do Forte paraibano outras 18 fortalezas do Brasil, que compõem o Conjunto de Fortes e Fortificações do Brasil, também estão indicadas ao mérito. Segundo Kátia Bogéa, presidente do Iphan, o conjunto "representa as construções defensivas implantadas no território nacional, nos pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do país. Realizar esse encontro é mais um fruto dos entendimentos construídos entre o Iphan e os Ministérios do Turismo e da Defesa.”

A proposta da inscrição na Lista do Patrimônio Mundial é apresentar um conjunto de fortificações, com 19 monumentos selecionados entre dezenas de fortificações luso-brasileiras que marcam a ação no estabelecimento da cultura nacional, representativos das construções defensivas implantadas no território brasileiro.

Forte de Santa Catarina, em Cabedelo

Em alvenaria de pedra e cal, o Forte foi concluído em 1597 sob a invocação de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da Capela do Forte, e em homenagem a Dona Catarina de Portugal, Duquesa de Bragança. O imóvel, de propriedade da União, é administrado desde 1992 pela Fundação Fortaleza de Santa Catarina.

Sobre o Conjunto de Fortes e Fortificações do Brasil

O conjunto de fortes representa as construções defensivas implantadas no território nacional, nos pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do País. A iniciativa vem sendo empreendida pelo Departamento de Articulação e Fomento (DAF) do Iphan em desdobramento aos entendimentos construídos junto aos Ministérios do Turismo e da Defesa e conta com a participação do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM) do Instituto e da Superintendência do Iphan-PE.

Implantadas pelos europeus no Brasil, as Fortificações tiveram suas origens em um processo de ocupação do território de modo particular, diferenciado das outras potências coloniais. Baseava-se em um esforço descentralizado, oriundo de ações dos próprios moradores das diferentes capitanias que formariam o Brasil, sem uma maior intervenção da metrópole. Isso resultou na construção de centenas de fortificações, espalhadas por todo o território nacional, edificadas para atender mais a interesses locais do que os da metrópole.

Jornal da Paraíba
Portal Santo André em Foco

Resultado de imagem para Brasileiros frequentam mais teatros e cinemas, diz pesquisa

Pesquisa nacional divulgada hoje (24) pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) sobre os hábitos culturais dos brasileiros revela que 56% dos entrevistados – o correspondente a cerca de 86 milhões de pessoas – frequentaram pelo menos uma atividade cultural no ano passado, com avanço de três pontos percentuais em comparação a 2015. Em relação a 2008, o resultado mostrou incremento de 13 pontos percentuais.

A sondagem foi feita em parceria com o Instituto Ipsos, entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro de 2016, com uma amostra de 1.200 pessoas, em oito capitais (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília) e em mais 64 cidades do país.

A principal atividade mencionada foi a leitura de livros, revelando a prática por 37% dos entrevistados e aumento de seis pontos percentuais comparativamente ao início da série histórica, em 2007. Cinema foi a segunda atividade citada, com 34% das respostas e o maior aumento comparativamente à pesquisa de 2007: 17 pontos percentuais.

Pelo menos 29% dos entrevistados revelaram frequentar shows musicais, mostrando a expansão de nove pontos percentuais ante 2007 na prática. Os frequentadores de peças de teatro aumentaram 11%, com crescimento de cinco pontos percentuais. Os que assistem espetáculos de dança aumentaram 11%, um crescimento de quatro pontos percentuais; e os que vão a exposições de arte, passaram a 11%, com aumento de três pontos percentuais em relação a 2007. No caso de museus, que começaram a ser pesquisados em 2015, as respostas totalizaram 10%, mostrando avanço de três pontos percentuais.

Avanços

O gerente de Economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos, disse que são avanços significativos em relação à série histórica. “Há dez anos temos acompanhado os hábitos de lazer e culturais dos brasileiros. Não há ruptura de um ano para outro mas, gradualmente, vemos uma melhora significativa. Então, aos poucos, percebemos uma melhora na frequência de ambientes culturais por parte do brasileiro”, disse o economista.

Desde o primeiro ano da pesquisa, a maior adesão a bens culturais continua sendo a leitura de algum livro ou e-book (livro digital). “É mais acessível, a gente toma emprestado.

Na listagem, é o mais representativo, disse Travassos. Ele atribuiu a maior expansão do hábito de ir ao cinema nesta década (de 17% para 34%) não só ao desenvolvimento da linguagem visual, mas também ao boom (explosão) de filmes 3D. Em paralelo, ocorreram promoções e parcerias de salas de cinema com empresas de telecomunicações e bancos, que contribuíram para facilitar o acesso do consumidor, com ingresso mais em conta.

A internet, também ajudou a dar maior visibilidade aos programas culturais. “É um complemento da atividade de lazer”, disse Christian Travassos,.

Televisão

Entre os 44% de brasileiros que não fizeram nenhum programa cultural no ano passado, a atividade mais procurada foi a televisão, com 80% das respostas. O gerente de Economia da Fecomércio-RJ destacou que o total de entrevistados que relataram não ter consumido nenhum bem cultural vem caindo de ano para ano. Em 2015, eram 47%; em 2008, 48%. Segundo Travassos, a não realização de uma atividade cultural se deve, historicamente, à falta de hábito.

O desafio é despertar o interesse de pessoas que nunca tenham lido um livro ou ido ao cinema, afirmou o gerente. “Pode ser um fator de mudança trazer crianças e adolescentes para os ambientes culturais para que isso tenha efeito entre os mais velhos. O preço das atrações culturais é uma questão secundária, até porque há muitos shows, exposições e espetáculos gratuitos."

As atividades mais procuradas pelos que não consomem bens culturais, ao contrário, vem se ampliando. Assistir televisão passou de 52%, em 2008, para 80%, em 2016. Na mesma comparação, ir à igreja ou a algum centro religioso subiu de 11% para 24%; fazer almoço ou churrasco com amigos, de 9% para 21%; ir a bares, de 10% para 15%; e jogar futebol, de 9% para 10%.

Preços justos

O economista avaliou que o cenário econômico ainda adverso acaba impactando o lazer do brasileiro em geral. Por isso, disse ser razoável que, para manter o padrão de consumo, seja reservado um valor menor para o lazer, que não é visto como atividade essencial como ir ao supermercado ou farmácia.

Daí ser razoável que na passagem de 2015 para 2016 haja, para a maioria dos itens, uma redução de custo justo sugerido. A pesquisa revela que os consumidores declararam estar dispostos a pagar pelas atividades culturais listadas menos do que em 2015. Os preços considerados justos por eles variaram de R$ 13,31 para compra de CDs até R$ 35,61 para ingresso de shows musicais. No ano anterior, os mesmos itens tinham preços apontados de R$ 16 e R$ 41, respectivamente.

Agência Brasil
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Por dentro , o Tetaro Santa Roza se assemelha à proa de um navio e tem estilo neoclássico com influência greco-romana (Foto: Antônio David/ Secom-PB)

Dos 223 municípios da Paraíba, apenas 110 deles (49,3%) possuem políticas municipais de incentivo e políticas públicas voltadas para a cultura. Entre estes, apenas oito deles têm conselho municipal de preservação do patrimônio cultural ou similar. Os dados são de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2014, que foi divulgado nesta quarta-feira (17).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mostra também que apenas 17 municípios do estado possuem plano de cultura e, na época, outros 57 estavam elaborando.

Os dados referentes ao incentivo cultural direto mostram que apenas 71 cidades paraibanas deram algum tipo de incentivo a filmes, 187 cidades apoiaram ou promoveram iniciativa cultural para diversidade social, 152 desenvolveram programa ou ação para promover a leitura e 135 municípios têm algum programa ou ação de apoio ao turismo cultural

Em termos de estrutura, os dados da PNAD sobre a relação dos municípios e as políticas públicas voltadas para cultura apontam que 192 das 223 cidades têm estruturas de cultura (86%), nestes locais 1.205 pessoas estavam empregadas em municípios paraibanos na área de cultura, mas, apenas 43 dessas cidades oferecem cursos de capacitação aos empregados.

Lan House

Sendo considerado um dos equipamentos culturais disponíveis para consultas, o mais comum na Paraíba é a Lan House. A modalidade de comércio está presente em 213 dos 223 municípios da Paraíba, fazendo do estado o segundo no Nordeste com mais espaços do tipo, ficando atrás somente da Bahia.

G1 PB

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