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Quarta, 13 Setembro 2017 09:11

Renan cria CPI dos supersalários, outra frente de ataque ao Judiciário

Resultado de imagem para Renan cria CPI dos supersalários, outra frente de ataque ao JudiciárioAlém das CPI da JBS, que irá vasculhar o acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista com o procurador-geral da República Rodrigo Janot, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) anunciou hoje já ter 50 assinaturas para instalar uma CPI para investigar os altos salários. Embora diga que a CPI temo o objetivo de combater os supersalários nos Três Poderes, essa é mais uma frente que pode se transformar em trincheira contra o Judiciário, onde são registrados pagamentos de altos salários, turbinados com benefícios autorizados pela Justiça.

Em sua conta no Twitter, Renan disse que protocolou o pedido para a instalação da CPI dos supersalários.

— Conseguimos o apoio de 50 senadores. A comissão tem o objetivo de combater os super salários nos Três Poderes. Cortes ameaçam serviços essenciais. Vamos enfrentar no Senado uma longa batalha de enfrentamento a esses privilégios — disse Renan.

Acabo de protocolar o pedido para a instalação da CPI dos supersalários. Conseguimos o apoio de 50 senadores.
— Renan Calheiros (@renancalheiros) 12 de setembro de 2017

ATAQUES AO MINISTÉRIO PÚBLICO

Momentos depois de anunciar a criação da nova CPI, Renan subiu à tribuna para fazer duros ataques ao procurador-geral da República Rodrigo Janot e a outros membros do Ministério Público. Ao comentar o episódio da participação do ex-procurador Marcello Miller, até pouco tempo braço-direito de Janot na PGR, na delação dos irmãos Batista e executivos da JBS, Renan pediu a anulação das delações de Sérgio Machado, Delcídio Amaral e Nestor Cerveró, segundo ele conseguidas pelos mesmos métodos e orientadas por Miller.

Renan acusou Janot de disparar denúncias nos últimos dias para tirar o foco de suas “lambanças” descobertas na gravação da conversa de Joesley e Carlos Saud.

— Estou indignado, senhor presidente. Indignado! Sou uma das vítimas preferenciais de Rodrigo Janot, que promoveu inquéritos sem base fática e jurídica mínima, apenas para promover o desgaste da minha imagem pública, tentando influenciar noticiários e julgamentos — protestou Renan da tribuna.

No discurso, Renan disse que “a ambição desenfreada pela dinheirama dos irmãos Batista” estimulou o ex-procurador Marcello Miller e outros assessores da PGR a ultrapassarem os limites de suas funções, “para ajudar criminosos a escamotear provas e obter prêmios generosos, com o beneplácito” de Janot. Disse ainda que o procurador-geral sustentou o sigilo das gravações de Joesley Batista até quinta-feira passada, tentando de todas as formas impedir que fossem divulgadas exatamente porque sabia da gravidade do seu teor.

— Essa corriola fez e desfez neste país. Agora está claro o motivo que levou Rodrigo Janot a defender com unhas, dentes e mídia perante o Supremo Tribunal Federal o acordo de delação premiada celebrado entre o Ministério Público Federal , Joesley Batista e executivos da JBS — acusou Renan, que completou:

— É possível entender por que essa turma deseja afastar a Polícia Federal, órgão de investigação por excelência, dos acordos de colaboração premiada mesmo expressamente autorizado por lei.

O Globo
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